terça-feira, 27 de janeiro de 2026

7º ANO

PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026 

Teláris História – 7º ANO
1º trimestre
Revisão da Baixa Idade Média.
Cap. 01 - A formação das monarquias centralizadas europeias.
Cap. 02 - Expansão Marítima Europeia.
Cap. 03 - América: povos, reinos e império antigos.
Cap. 04 - O Renascimento Cultural.
2º trimestre
Cap. 05 - A Reforma religiosa.
Cap. 06 - O Estado absolutista europeu.
Cap. 07 - O mercantilismo e a colonização da América.
Cap. 08 - A administração na América portuguesa.
3º trimestre
Cap. 09 - As fronteiras na América portuguesa.
Cap. 10 - Povos africanos e a conquista dos portugueses.
Cap. 11 - Escravidão, tráfico e práticas de resistência.
Cap. 12 - A produção açúcareira na América portuguesa e outras atividades.
Cap. 13 - A atividade mineradora e o dinamismo econômico e cultural.


Capítulo 9 – As fronteiras na América portuguesa


As fronteiras na América portuguesa

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, o território que lhes pertencia era bem menor do que o Brasil atual. Com o passar do tempo, os colonizadores avançaram para o interior do continente, ocupando novas áreas.

Esse processo ficou conhecido como expansão das fronteiras e aconteceu principalmente entre os séculos XVII e XVIII.

A expansão não ocorreu por acaso. Ela foi motivada pela busca de riquezas, pela criação de gado, pela captura de indígenas e pelo interesse da Coroa portuguesa em aumentar o controle sobre o território.

Enquanto isso, diversos povos indígenas já viviam nessas regiões muito antes da chegada dos europeus. Por isso, a ocupação portuguesa provocou conflitos, mudanças culturais e a perda de terras indígenas.

O Tratado de Tordesilhas

Quando Portugal e Espanha iniciaram a conquista da América, os dois países assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494.

Esse tratado estabelecia uma linha imaginária que dividia as terras entre portugueses e espanhóis.

  • As terras localizadas a leste da linha pertenciam a Portugal.
  • As terras localizadas a oeste pertenciam à Espanha.

Na prática, porém, essa divisão foi sendo modificada.

Os portugueses ultrapassaram a linha do tratado e ocuparam regiões que, originalmente, pertenciam aos espanhóis.

Foi esse avanço que ajudou a formar o território brasileiro com o tamanho que conhecemos atualmente.

A expansão das fronteiras

Durante os primeiros anos da colonização, os portugueses concentraram-se no litoral, principalmente por causa da produção de açúcar.

Com o passar do tempo, começaram a explorar o interior.

Essa expansão ocorreu por diversos motivos.

Entre eles destacam-se:

  • procura por metais preciosos;
  • captura de indígenas;
  • criação de gado;
  • abertura de novos caminhos;
  • ocupação de terras pouco povoadas pelos europeus;
  • interesse da Coroa em fortalecer o domínio sobre a colônia.

Cada nova região ocupada aumentava o território controlado por Portugal.

A conquista do sertão

O sertão era o nome dado às áreas do interior da colônia que ainda eram pouco conhecidas pelos portugueses.

Essas regiões eram ocupadas por diferentes povos indígenas.

A ocupação do sertão aconteceu lentamente.

Os principais responsáveis por esse avanço foram:

  • criadores de gado;
  • missionários;
  • bandeirantes;
  • exploradores.

A pecuária

A criação de gado foi muito importante para a ocupação do interior.

Os rebanhos forneciam:

  • carne;
  • couro;
  • leite;
  • animais para transporte.

Como as plantações de açúcar ocupavam grande parte do litoral, a criação de gado foi levada para o interior.

Assim, surgiram muitas fazendas e novos povoados.

Ao redor dessas fazendas desenvolveram-se pequenas vilas que, com o tempo, deram origem a várias cidades brasileiras.

As expedições bandeirantes

As bandeiras eram expedições organizadas principalmente por moradores da Vila de São Paulo.

Os participantes dessas expedições ficaram conhecidos como bandeirantes.

Eles percorriam grandes distâncias pelo interior do território brasileiro.

Suas viagens podiam durar meses ou até anos.

As bandeiras tiveram grande importância para a expansão territorial da colônia, mas também provocaram violência contra diversos povos indígenas.

Bandeiras de caça ao indígena

As primeiras bandeiras tinham como principal objetivo capturar indígenas.

Os indígenas eram escravizados e vendidos para trabalhar em fazendas e outras atividades da colônia.

Muitas aldeias foram destruídas.

Diversos povos resistiram, mas sofreram grandes perdas.

Hoje os historiadores destacam que essas expedições provocaram violência, deslocamentos forçados e mudanças profundas na vida das populações indígenas.

As missões jesuíticas

Os jesuítas eram religiosos católicos que fundavam aldeamentos chamados missões.

Nesses locais eles procuravam:

  • ensinar a religião cristã;
  • alfabetizar os indígenas;
  • protegê-los da escravização.

As missões reuniam milhares de indígenas.

Por isso, muitas vezes tornaram-se alvo dos bandeirantes, que invadiam esses locais para capturar trabalhadores.

Essa situação provocou diversos conflitos entre jesuítas e bandeirantes.

Bandeiras em busca de ouro e diamantes

Com o passar do tempo, o interesse principal deixou de ser a captura de indígenas.

Os bandeirantes passaram a procurar riquezas minerais.

Durante essas expedições foram descobertas importantes áreas de mineração.

Entre elas destacam-se regiões que hoje pertencem aos estados de:

  • Minas Gerais;
  • Goiás;
  • Mato Grosso.

A descoberta de ouro e diamantes transformou completamente a economia da colônia.

Milhares de pessoas mudaram-se para essas regiões.

Novas cidades surgiram rapidamente.

Bandeiras de contrato

Além das bandeiras particulares, existiam as chamadas bandeiras de contrato.

Essas expedições eram contratadas por autoridades coloniais ou grandes proprietários.

Seu objetivo era:

  • capturar indígenas considerados inimigos;
  • combater quilombos;
  • prender pessoas procuradas;
  • garantir maior controle sobre determinadas regiões.

Assim, os bandeirantes também atuavam prestando serviços para o governo colonial.

A conquista do Sul

Outra importante etapa da expansão portuguesa aconteceu na região Sul da América.

Portugal desejava controlar áreas importantes para:

  • criação de gado;
  • comércio;
  • defesa do território.

Entretanto, a Espanha também reivindicava essas regiões.

Por isso ocorreram disputas entre os dois países.

Os tratados de limites

Como Portugal e Espanha entravam frequentemente em conflito, vários acordos foram assinados para definir as fronteiras.

O mais importante foi o Tratado de Madri, assinado em 1750.

Esse tratado utilizou o princípio do uti possidetis, que significa:

"A terra pertence a quem realmente a ocupa."

Assim, muitas áreas ocupadas pelos portugueses passaram oficialmente a fazer parte do território brasileiro.

Mais tarde outros tratados também modificaram os limites entre as colônias portuguesas e espanholas.

As guerras e os novos tratados

Mesmo depois da assinatura dos tratados, continuaram existindo conflitos entre portugueses e espanhóis.

Algumas regiões mudaram de controle várias vezes.

Após novas negociações diplomáticas, foram assinados outros acordos que consolidaram grande parte das fronteiras do Brasil.

Esses tratados ajudaram a definir boa parte do território brasileiro atual.

Consequências da expansão das fronteiras

A expansão do território trouxe diversas consequências.

Positivas para a Coroa Portuguesa

  • aumento do território;
  • descoberta de ouro e diamantes;
  • crescimento da arrecadação de impostos;
  • surgimento de novas cidades;
  • ampliação da criação de gado.

Consequências para os povos indígenas

  • perda de territórios;
  • destruição de aldeias;
  • escravização de muitos indígenas;
  • conflitos constantes;
  • redução da população devido às guerras e às doenças trazidas pelos europeus.

Palavras importantes

Bandeirante – Participante das expedições que percorriam o interior da colônia.

Bandeira – Expedição organizada para explorar o interior da América portuguesa.

Sertão – Região do interior da colônia pouco conhecida pelos portugueses.

Missão jesuítica – Aldeamento organizado pelos jesuítas para catequizar e proteger indígenas.

Tratado de Madri – Acordo entre Portugal e Espanha que redefiniu grande parte das fronteiras da América portuguesa.

Uti possidetis – Princípio segundo o qual a terra pertence a quem efetivamente a ocupa.

 

O que mais cai nas provas

  • Motivos da expansão das fronteiras.
  • Diferença entre litoral e sertão.
  • Objetivos das bandeiras.
  • Tipos de bandeiras.
  • Papel das missões jesuíticas.
  • Descoberta do ouro e dos diamantes.
  • Importância da pecuária para a ocupação do interior.
  • Tratado de Madri.
  • Consequências da expansão para os povos indígenas.
  • Formação do atual território brasileiro.

 

Resumindo

  • Os portugueses expandiram o território além do Tratado de Tordesilhas.
  • A criação de gado ajudou na ocupação do sertão.
  • Os bandeirantes realizaram expedições pelo interior em busca de indígenas, metais preciosos e para cumprir contratos da Coroa.
  • As missões jesuíticas procuravam catequizar e proteger os indígenas, entrando em conflito com os bandeirantes.
  • A descoberta do ouro e dos diamantes provocou o crescimento de novas cidades.
  • O Tratado de Madri reconheceu muitas áreas já ocupadas por Portugal.
  • A expansão das fronteiras aumentou o território da colônia, mas também provocou fortes impactos sobre os povos indígenas.

 Capítulo 10 – Povos africanos e a conquista dos portugueses

A África antes da chegada dos europeus

Quando os portugueses chegaram à África, no século XV, o continente já possuía uma longa história. Existiam diversos povos, reinos e impérios organizados, com culturas, religiões, idiomas e formas de governo diferentes.

Muitas pessoas imaginam que a África era um lugar sem desenvolvimento antes da chegada dos europeus. Isso não é verdade. Diversas sociedades africanas eram muito organizadas e mantinham intenso comércio entre si e com povos da Europa, da Ásia e do Oriente Médio.

Cada região africana possuía características próprias. Havia povos agricultores, criadores de animais, comerciantes, artesãos e guerreiros.

África Medieval: Mali, Songai, Benin, Monomotapa e Congo

1. Reino de Mali

  • O Reino de Mali, também chamado de Império Mandinga, surgiu na África Ocidental, ao sul da região onde havia se desenvolvido o Reino de Gana.
  • As primeiras informações sobre seus governantes aparecem no século XII.
  • Em 1235, o soberano Sundjata Keita derrotou seus rivais e iniciou a expansão do Mali.
  • Sundjata conquistou:
    • regiões ao sul, próximas às áreas produtoras de ouro;
    • regiões ao norte, próximas às áreas produtoras de sal.
  • O controle dessas regiões permitiu ao Mali dominar importantes rotas do comércio transaariano.
  • Comércio transaariano: conjunto de rotas que atravessavam o deserto do Saara, ligando a África Ocidental ao norte da África e ao Mediterrâneo.
  • O ouro e o sal eram fundamentais para a economia:
    • ouro: encontrado principalmente ao sul;
    • sal: obtido principalmente nas regiões desérticas ao norte.
  • Sundjata adotou o islamismo e recebeu o título de mansa, palavra utilizada para designar o governante do Mali.

O crescimento do Mali

  • Entre os séculos XIII e XV, o Mali tornou-se um dos maiores e mais poderosos impérios da África Ocidental.
  • Seu território abrangia áreas próximas ao rio Níger, importantes para a agricultura e para o comércio.
  • O império reunia diferentes povos, entre eles:
    • mandingas; soninquês; fulas; dogons; sossos; bozós.
  • A economia era diversificada e incluía:
    • ouro; sal; cobre; algodão; arroz; noz-de-cola; tecidos; criação de animais; artesanato.
  • Os artesãos produziam diversos objetos e trabalhavam como:
    • ourives; tecelões; marceneiros; ferreiros.
  • O governo era centralizado na figura do mansa.
  • O mansa contava com:
    • conselheiros; chefes militares; funcionários responsáveis pelos impostos e pelo tesouro; autoridades locais.
  • O Mali controlava importantes cidades comerciais, principalmente:
    • Djenné e Tombuctu (Timbuktu).
  • O rio Níger era muito importante para o comércio, a agricultura e a circulação de pessoas e mercadorias.

Mansa Musa

  • Mansa Musa foi o governante mais famoso do Império do Mali.
  • Governou aproximadamente entre 1312 e 1337.
  • Durante seu governo, o Mali atingiu grande expansão territorial, riqueza e desenvolvimento cultural.
  • Em 1324, Mansa Musa realizou uma peregrinação a Meca, uma das principais obrigações religiosas dos muçulmanos.
  • Sua caravana era enorme e levava grande quantidade de ouro.
  • Durante a viagem, Mansa Musa distribuiu parte de sua riqueza.
  • Sua passagem pelo Cairo, no Egito, chamou a atenção por causa da enorme quantidade de ouro que levou e gastou.
  • A notícia de sua riqueza espalhou-se pelo mundo islâmico e chegou à Europa.
  • Mansa Musa ficou conhecido como um dos governantes mais ricos da história.

Mansa Musa e a cultura

  • Após a peregrinação a Meca, Mansa Musa incentivou a construção de:
    • mesquitas; escolas; bibliotecas; centros de estudos.
  • Trouxe estudiosos, arquitetos e outros especialistas para o Mali.
  • A cidade de Tombuctu tornou-se um importante centro de comércio e conhecimento.
  • Entre os conhecimentos estudados estavam:
    • matemática; astronomia; medicina; direito; literatura; religião.
  • Tombuctu tornou-se um dos principais centros intelectuais da África medieval.

Religião e cultura

  • O islamismo tornou-se muito importante entre os governantes e as cidades do Mali.
  • Entretanto, a conversão ao islamismo não eliminou imediatamente as crenças e tradições africanas anteriores.
  • Muitas comunidades continuaram praticando suas religiões e costumes tradicionais.
  • Isso mostra que a sociedade africana era culturalmente diversa.

Os griôs

  • Os griôs eram pessoas responsáveis por preservar e transmitir conhecimentos e histórias.
  • Utilizavam principalmente a tradição oral.
  • Contavam:
    • histórias dos povos; genealogias; feitos de antigos governantes; costumes; músicas e poemas.
  • Por isso, os griôs são importantes fontes para conhecer a história de diversos povos da África Ocidental.

2. Império Songai (Songhai)

  • Com o passar do tempo, o Mali sofreu ataques de povos vizinhos e perdeu parte de seus territórios.
  • Um dos principais povos que ganhou força na região foi o Songai.
  • O centro político do Songai ficava na cidade de Gao, às margens do rio Níger.
  • O Império Songai tornou-se uma das maiores potências da África Ocidental.
  • Durante os séculos XV e XVI, dominou importantes rotas comerciais que atravessavam o Saara.
  • Em 1468, o governante Sonni Ali conquistou grande parte do território do Mali.

O poder do Songai

  • O Songai controlava importantes rotas comerciais que ligavam:
    • a África Ocidental; o deserto do Saara; o norte da África; o Mediterrâneo.
  • O comércio envolvia produtos como:
    • ouro; sal; tecidos; alimentos; animais; outros produtos africanos e norte-africanos.
  • O rio Níger continuou sendo fundamental para a economia.

O fim do Império Songai

  • O Songai foi o Estado mais poderoso da região até o final do século XVI.
  • Em 1591, tropas vindas do Marrocos invadiram o território songai.
  • A invasão enfraqueceu o império e provocou:
    • destruição de cidades; perda de poder político; enfraquecimento do comércio; destruição de escolas, bibliotecas e mesquitas.
  • A fragmentação política favoreceu o crescimento de outros poderes locais.

A chegada dos portugueses e o interesse pelo ouro africano

  • Durante o século XV, os portugueses passaram a explorar a costa africana.
  • Um dos interesses portugueses era encontrar novas fontes de:
    • ouro; marfim; pessoas escravizadas.
  • Os europeus passaram a participar cada vez mais das redes comerciais africanas.
  • Ao longo do tempo, o comércio de pessoas escravizadas provocou guerras, deslocamentos populacionais e profundas transformações nas sociedades africanas.
  • É importante lembrar que a escravização já existia em algumas sociedades africanas antes da chegada dos europeus, mas o tráfico atlântico organizado pelos europeus assumiu dimensões muito maiores e teve consequências profundas para o continente.

3. Reino de Benin

  • O Reino de Benin foi formado pelo povo edo, na região da atual Nigéria.
  • Desenvolveu-se a partir do final do século XIII e tornou-se uma importante potência da África Ocidental.
  • O governante era chamado de oba.
  • O oba concentrava poderes:
    • políticos; militares; religiosos.
  • Benin possuía uma organização política centralizada e uma importante produção artística.
  • A cidade de Benin City era a capital do reino.
  • O reino desenvolveu importantes atividades comerciais.
  • Entre os produtos comercializados estavam:
    • pimenta; tecidos; marfim; metais.

Os Bronzes de Benin

  • Benin ficou famoso por sua produção artística em:
    • bronze; latão; marfim; madeira; cerâmica; ferro.
  • Os chamados Bronzes de Benin incluem placas, esculturas e objetos utilizados principalmente no contexto da corte real.
  • Os artistas de Benin dominavam a técnica da cera perdida, utilizada para produzir esculturas metálicas detalhadas.
  • A arte de Benin apresentava relações culturais com Ilé-Ifé, importante centro da cultura iorubá.

Benin e os europeus

  • Os portugueses estabeleceram contato com Benin no final do século XV.
  • Inicialmente, as relações envolveram principalmente comércio e diplomacia.
  • Os portugueses passaram a comprar produtos africanos, como pimenta, marfim e tecidos.
  • O contato europeu também influenciou a produção artística de Benin.
  • Em 1897, já no contexto do imperialismo europeu, tropas britânicas invadiram Benin City e saquearam o palácio real.
  • Muitas obras de arte foram levadas para a Europa e hoje estão em museus e coleções de diferentes países.

Ilé-Ifé

  • Ilé-Ifé foi um importante centro da cultura iorubá.
  • É considerado um dos principais centros históricos e religiosos dos povos iorubás.
  • Sua produção artística influenciou outros povos e reinos da região.
  • As tradições culturais e religiosas iorubás tiveram grande influência sobre a cultura brasileira.

4. Império Monomotapa

  • O Império Monomotapa localizava-se no sul da África, principalmente em áreas dos atuais:
    • Zimbábue;
    • Moçambique.
  • Seus governantes eram chamados de Mwene Mutapa, expressão que significa aproximadamente “senhor das minas”.
  • Os portugueses adaptaram essa expressão para Monomotapa.
  • O período de maior desenvolvimento ocorreu entre os séculos XIV e XVI.
  • A economia estava ligada:
    • à exploração do ouro; à agricultura; à criação de animais; ao comércio com regiões do oceano Índico.
  • A localização permitia que o reino participasse das redes comerciais que ligavam o interior da África à costa oriental africana.

Grande Zimbábue (Capital do Império Monomotapa)

  • Grande Zimbábue foi um importante centro político, econômico e comercial da região.
  • A cidade desenvolveu-se entre aproximadamente os séculos XI e XV.
  • Possuía enormes construções feitas com blocos de pedra, sem utilização de argamassa.
  • Entre suas construções destacava-se o enorme Grande Recinto.
  • A cidade era um importante centro de comércio.
  • A população era formada principalmente por povos bantos da cultura xona (Shona).
  • Entre as atividades econômicas estavam:
    • agricultura; criação de animais; produção artesanal; comércio; exploração do ouro.
  • As ruínas de Grande Zimbábue são uma das principais evidências da existência de sociedades africanas complexas e organizadas na região.

O mito criado pelos europeus

  • Durante o período colonial, alguns europeus não aceitaram que as construções de Grande Zimbábue tivessem sido realizadas por povos africanos.
  • Surgiram teorias falsas que atribuíam as construções a povos estrangeiros.
  • Essas ideias estavam relacionadas ao racismo e ao eurocentrismo.
  • Pesquisas arqueológicas realizadas posteriormente demonstraram que Grande Zimbábue foi construída por populações africanas, especialmente povos xona.
  • Atualmente, Grande Zimbábue é reconhecida como um importante patrimônio da história africana.
  • A UNESCO reconhece o local como um testemunho da civilização banta dos povos xona entre os séculos XI e XV.

Portugueses e Monomotapa

  • No século XVI, os portugueses estabeleceram relações comerciais com o Monomotapa.
  • O ouro era um dos principais interesses portugueses.
  • A região tornou-se palco de disputas entre:
    • africanos; portugueses; comerciantes árabes.
  • Posteriormente, os portugueses enfrentaram resistência de grupos africanos.
  • No século XVII, o governante Dombo, do Império Rozvi, conseguiu expulsar os portugueses de parte do planalto do Zimbábue.

5. A herança africana no Brasil

  • A África não é um país, mas um continente formado por muitos povos, sociedades, línguas e culturas.
  • Existem atualmente 54 países africanos.
  • Ao longo da história, diferentes sociedades africanas desenvolveram:
    • Estados e reinos; cidades; sistemas de comércio; agricultura; metalurgia; conhecimentos matemáticos; conhecimentos médicos; conhecimentos astronômicos; diferentes sistemas de escrita e formas de registro.
  • A tradição oral também foi muito importante para a preservação da memória de diversos povos.
  • A escravização de africanos levou milhões de pessoas para diferentes regiões das Américas.
  • No Brasil, africanos e seus descendentes contribuíram profundamente para a formação da sociedade brasileira.
  • A influência africana pode ser percebida em:
    • música; danças; culinária; palavras do português brasileiro; religiosidade; festas; conhecimentos; técnicas de trabalho; manifestações artísticas.
  • Entre as religiões e tradições de origem africana presentes no Brasil estão o candomblé e outras manifestações religiosas afro-brasileiras.
  • Elementos das culturas iorubá, banto, jeje, entre outras, contribuíram para a formação cultural brasileira.
  • Portanto, estudar a África é importante para compreender também a história e a formação do Brasil.

6. Reino do Congo

  • O Reino do Congo surgiu no final do século XIII.
  • Era formado principalmente por povos bantos.
  • Sua capital era Mbanza Congo.
  • Seu território abrangia áreas que atualmente fazem parte de:
    • Angola; República Democrática do Congo; República do Congo; Gabão.
  • O governante era chamado de manicongo, que significa aproximadamente “senhor do Congo”.
  • O manicongo era auxiliado por conselheiros responsáveis por funções como:
    • cobrança de impostos; justiça; assuntos militares.

Economia e sociedade

  • Mbanza Congo tornou-se uma importante cidade.
  • A população incluía:
    • agricultores; comerciantes; artesãos; soldados; autoridades; pessoas escravizadas.
  • A economia envolvia:
    • agricultura; criação de animais; metalurgia; cerâmica; tecelagem; comércio.
  • Os ferreiros possuíam grande importância social.
  • A produção de tecidos e objetos de metal era bastante desenvolvida.

Cristianização do Reino do Congo

  • Em 1482, o navegador português Diogo Cão chegou à foz do rio Congo.
  • A partir desse momento, portugueses e congoleses estabeleceram relações diplomáticas e comerciais.
  • Em 1491, o rei Nzinga Nkuwu foi batizado e adotou o nome cristão João I.
  • O cristianismo passou a ter presença importante na corte do Congo.
  • Seu filho, Nzinga Mbemba, tornou-se conhecido como Afonso I e governou entre 1505 e 1543.
  • Afonso I:
    • manteve relações com Portugal; enviou jovens congoleses para estudar em Portugal; utilizou elementos cristãos na corte; procurou controlar o comércio de pessoas escravizadas.
  • A adoção do cristianismo não significou simplesmente o abandono das tradições africanas.
  • Elementos cristãos foram incorporados às tradições locais, criando formas próprias de expressão religiosa.

Crise do Reino do Congo

  • A partir do século XVII, o reino enfrentou:
    • conflitos internos; disputas políticas; redução da população; enfraquecimento econômico; intensificação do tráfico de pessoas escravizadas.
  • O comércio atlântico de pessoas escravizadas contribuiu para a desestruturação de várias sociedades africanas.

 

Resumindo

  • A África possuía grandes reinos antes da chegada dos europeus.
  • O comércio de ouro e sal era muito importante.
  • Portugal iniciou relações comerciais com vários povos africanos.
  • Depois passou a participar do tráfico de pessoas escravizadas.
  • A conquista portuguesa trouxe profundas mudanças para muitas regiões africanas.

 


Trabalho: “Conhecendo a África”

Grupo 1 - Reino de Mali

Grupo 2- Império Songai

Grupo 3 - Reino de Benin

Grupo 4 - Império Monomotapa

Grupo 5 - Reino do Congo

Grupo 6 - África e sua influência no Brasil

 

Cada grupo responde somente a 5 perguntas:

  1. Onde ficava?
  2. Quando existiu?
  3. Como era a economia?
  4. Qual é uma característica cultural importante?
  5. Qual foi a curiosidade que vocês acharam mais interessante?

Além disso, precisam escolher 2 imagens relacionadas ao tema.

Produto final

Eu pediria apenas uma apresentação com 4 slides: 

Slide 1 – Nome do tema

  • Nome
  • Mapa ou imagem 

Slide 2 – Onde e quando?

  • Localização
  • Período 

Slide 3 – Como era essa sociedade?

  • Economia
  • Política
  • Cultura

Slide 4 – O que descobrimos?

  • Uma curiosidade
  • Uma imagem
  • Fontes pesquisadas

Apresentação 3 minutos.

Responder a pergunta obrigatória no final:

“O que essa pesquisa mostrou sobre a África que você não sabia?”


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Capítulo 11 – Escravidão, tráfico e práticas de resistência

 

A escravidão na África e na América

Antes da chegada dos europeus já existiam formas de escravidão em algumas regiões da África.

Porém, elas eram diferentes da escravidão implantada pelos portugueses na América.

Na escravidão africana tradicional, muitas vezes o escravizado podia conquistar sua liberdade ou integrar-se ao grupo.

Já na escravidão colonial:

  • era permanente;
  • hereditária;
  • baseada na ideia racista de inferioridade dos africanos;
  • tinha como objetivo principal o lucro.

 

O tráfico atlântico

Os portugueses organizaram o comércio de pessoas escravizadas entre África e América.

Milhões de africanos foram capturados.

Muitos eram prisioneiros de guerras ou vítimas de sequestros.

Eles eram vendidos aos traficantes portugueses.

 

Os navios negreiros

A viagem era extremamente difícil.

As pessoas permaneciam:

  • acorrentadas; com pouca alimentação; pouca água; doenças; falta de higiene.

Milhares morreram durante a travessia do Oceano Atlântico.

Esse percurso ficou conhecido como Travessia do Atlântico ou Passagem do Meio.

 

Trabalho escravo na América Portuguesa

Os africanos foram obrigados a trabalhar principalmente:

  • nos engenhos de açúcar;
  • nas minas;
  • na pecuária;
  • nos serviços domésticos;
  • no transporte;
  • no artesanato.

Recebiam castigos físicos e não tinham liberdade.

 

Formas de resistência

Mesmo diante da violência, os africanos resistiram de diversas maneiras.

Entre elas:

Resistência cultural

Mantinham:

  • línguas;
  • músicas;
  • danças;
  • religiões;
  • costumes.

 

Sabotagem

Alguns quebravam ferramentas ou diminuíam o ritmo do trabalho.

 

Fugas

Muitos conseguiam fugir das fazendas.

 

Quilombos

Os fugitivos organizavam comunidades chamadas quilombos.

O maior foi o Quilombo dos Palmares.

Ali viviam milhares de pessoas.

Produziam alimentos, tinham organização política e defendiam sua liberdade.

 

Zumbi dos Palmares

Foi um dos principais líderes de Palmares.

Lutou contra os ataques portugueses durante muitos anos.

Hoje é símbolo da resistência negra.

 

Consequências da escravidão

A escravidão deixou profundas marcas na sociedade brasileira.

Entre elas:

  • racismo; desigualdade social; preconceito; concentração de riqueza.

Ao mesmo tempo, os povos africanos contribuíram enormemente para a formação da cultura brasileira.

 

Heranças africanas

Os africanos influenciaram:

  • culinária;
  • música;
  • dança;
  • religião;
  • língua portuguesa;
  • festas populares;
  • agricultura;
  • artesanato.

 

Conceitos importantes

Tráfico Atlântico: comércio de africanos escravizados entre África e América.

Quilombo: comunidade formada principalmente por pessoas escravizadas fugitivas.

Zumbi: principal líder de Palmares.

Passagem do Meio: viagem dos navios negreiros pelo Atlântico.

 

Resumindo

  • Milhões de africanos foram escravizados.
  • O tráfico atlântico movimentou muito dinheiro.
  • Os escravizados trabalharam em diversas atividades.
  • Houve várias formas de resistência.
  • A cultura africana continua presente no Brasil.

 

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Atividade sobre África (Sábado letivo 12/09/26)

1. Por que o tráfico de africanos escravizados era uma atividade econômica lucrativa para os comerciantes?
2. Quais regiões da África participaram do tráfico que trouxe pessoas escravizadas para o Brasil?
3. Como o tráfico atlântico contribuiu para a formação da sociedade colonial brasileira?
4.
Quais interesses levaram alguns líderes e comerciantes africanos a participar das redes do tráfico atlântico?

5. Aproximadamente cinco milhões de africanos foram trazidos para o Brasil pelo tráfico atlântico. De quais principais regiões da África essas pessoas foram trazidas e em quais regiões do Brasil houve maior concentração da população escravizada?

6. Explique como era a travessia de pessoas africanas para o Brasil nos tumbeiros?




  Gabarito:

1. Porque os comerciantes compravam pessoas escravizadas na África e as vendiam nas Américas por valores elevados. O trabalho escravizado também gerava grandes lucros para os proprietários das plantações e para outros envolvidos no sistema colonial.

2. Principalmente regiões da África Ocidental e da África Centro-Ocidental, incluindo áreas que atualmente correspondem a países como Angola, Congo, Nigéria, Benim e Gana. Os africanos pertenciam a diferentes povos e sociedades.

3. O tráfico trouxe milhões de africanos escravizados para o Brasil, que foram utilizados principalmente como trabalhadores na produção de açúcar, mineração e outras atividades econômicas. A presença africana foi fundamental para a formação da sociedade brasileira, influenciando sua cultura, língua, religião, alimentação e costumes, apesar da violência e da exploração da escravidão.

4. Alguns líderes e comerciantes africanos participaram dessas redes porque buscavam obter produtos europeus, como armas de fogo, tecidos e outros objetos, além de fortalecer seu poder político e militar. Entretanto, o tráfico atlântico foi organizado e ampliado principalmente pelas potências europeias, que buscavam mão de obra escravizada para as colônias.

5. A maior parte veio da África Centro-Ocidental, especialmente das regiões de Angola e Congo, e outra parcela importante veio da África Ocidental, incluindo a região da Costa da Mina. No Brasil, houve grande concentração de pessoas escravizadas no Nordeste, especialmente na Bahia e em Pernambuco, além de outras regiões que receberam grandes contingentes, como o Sudeste, principalmente com a expansão da mineração e, posteriormente, do café.

6. Além de pessoas escravizadas, a carga incluía roupas, mantimentos e pouca água. Os negreiros iam super lotados e muitos morriam de doenças, fome e sede durante a travessia


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Capítulo 12 – A produção açucareira na América Portuguesa e outras atividades

O açúcar como principal riqueza

Durante os séculos XVI e XVII, o açúcar tornou-se o principal produto da economia da América Portuguesa.

O clima quente, o solo de massapê e a experiência portuguesa na produção favoreceram essa atividade.

Grande parte da produção era exportada para a Europa.

 

Os engenhos

O engenho era uma grande propriedade rural onde acontecia toda a produção do açúcar.

Nele existiam:

  • canaviais;
  • casa-grande;
  • senzala;
  • capela;
  • moenda;
  • casa das caldeiras;
  • casa de purgar.

 

Como o açúcar era produzido

  1. Plantio da cana.
  2. Colheita.
  3. Moagem.
  4. Cozimento do caldo.
  5. Purificação.
  6. Secagem.
  7. Embalagem.
  8. Exportação.

 

Trabalho escravo

A maior parte do trabalho era realizada por africanos escravizados.

As jornadas eram muito longas.

Os castigos eram frequentes.

 

Sociedade açucareira

A sociedade era bastante desigual.

No topo estavam:

  • senhores de engenho.

Depois:

  • homens livres;
  • pequenos proprietários;
  • artesãos.

Na base:

  • pessoas escravizadas.

 

 

Outras atividades econômicas

Além do açúcar, desenvolveram-se:

Pecuária

Criava bois para:

  • alimentação;
  • transporte;
  • produção de couro.

Expandiu-se para o interior.

 

Agricultura de abastecimento

Produzia:

  • milho;
  • feijão;
  • mandioca;
  • frutas.

Esses alimentos abasteciam a população local.

 

Extração das drogas do sertão

Na Amazônia eram coletados:

  • cacau;
  • castanha;
  • urucum;
  • baunilha;
  • guaraná;
  • plantas medicinais.

Esses produtos eram exportados.

 

União Ibérica e invasões holandesas

Durante a União Ibérica (1580–1640), Portugal ficou sob domínio da Espanha.

Como a Holanda estava em guerra com os espanhóis, invadiu áreas produtoras de açúcar no Nordeste.

A ocupação estimulou melhorias na produção, mas terminou após conflitos e expulsão dos holandeses.

 

Conceitos importantes

Engenho: conjunto de instalações para produzir açúcar.

Casa-grande: residência do senhor de engenho.

Senzala: moradia dos escravizados.

Massapê: solo muito fértil para cultivo da cana.

Drogas do sertão: produtos naturais extraídos principalmente da Amazônia.

 

Resumindo

  • O açúcar foi a principal riqueza da colônia.
  • Os engenhos utilizavam trabalho escravo.
  • A sociedade era muito desigual.
  • Pecuária e agricultura ajudavam a abastecer a população.
  • A Amazônia fornecia produtos conhecidos como drogas do sertão.