PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026
1º trimestre
Revisão da Baixa Idade Média.
Cap. 01 - A formação das monarquias centralizadas europeias.
Cap. 02 - Expansão Marítima Europeia.
Cap. 03 - América: povos, reinos e império antigos.
Cap. 04 - O Renascimento Cultural.
2º trimestre
Cap. 05 - A Reforma religiosa.
Cap. 06 - O Estado absolutista europeu.
Cap. 07 - O mercantilismo e a colonização da América.
Cap. 08 - A administração na América portuguesa.
3º trimestre
Cap. 09 - As fronteiras na América portuguesa.
Cap. 10 - Povos africanos e a conquista dos portugueses.
Cap. 11 - Escravidão, tráfico e práticas de resistência.
Cap. 12 - A produção açúcareira na América portuguesa e outras atividades.
Cap. 13 - A atividade mineradora e o dinamismo econômico e cultural.
Capítulo 9 – As fronteiras na América portuguesa
As fronteiras na América portuguesa
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, o território que lhes pertencia
era bem menor do que o Brasil atual. Com o passar do tempo, os colonizadores
avançaram para o interior do continente, ocupando novas áreas.
Esse processo ficou conhecido como expansão das fronteiras
e aconteceu principalmente entre os séculos XVII e XVIII.
A expansão não ocorreu por acaso. Ela foi motivada pela busca de
riquezas, pela criação de gado, pela captura de indígenas e pelo interesse da
Coroa portuguesa em aumentar o controle sobre o território.
Enquanto isso, diversos povos indígenas já viviam nessas regiões
muito antes da chegada dos europeus. Por isso, a ocupação portuguesa provocou
conflitos, mudanças culturais e a perda de terras indígenas.
O Tratado de Tordesilhas
Quando Portugal e Espanha iniciaram a conquista da América, os
dois países assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494.
Esse tratado estabelecia uma linha imaginária que dividia as
terras entre portugueses e espanhóis.
- As
terras localizadas a leste da linha pertenciam a Portugal.
- As
terras localizadas a oeste pertenciam à Espanha.
Na prática, porém, essa divisão foi sendo modificada.
Os portugueses ultrapassaram a linha do tratado e ocuparam regiões
que, originalmente, pertenciam aos espanhóis.
Foi esse avanço que ajudou a formar o território brasileiro com o
tamanho que conhecemos atualmente.
A expansão das fronteiras
Durante os primeiros anos da colonização, os portugueses
concentraram-se no litoral, principalmente por causa da produção de açúcar.
Com o passar do tempo, começaram a explorar o interior.
Essa expansão ocorreu por diversos motivos.
Entre eles destacam-se:
- procura
por metais preciosos;
- captura
de indígenas;
- criação
de gado;
- abertura
de novos caminhos;
- ocupação
de terras pouco povoadas pelos europeus;
- interesse
da Coroa em fortalecer o domínio sobre a colônia.
Cada nova região ocupada aumentava o território controlado por
Portugal.
A conquista do sertão
O sertão era o nome dado às áreas do interior da
colônia que ainda eram pouco conhecidas pelos portugueses.
Essas regiões eram ocupadas por diferentes povos indígenas.
A ocupação do sertão aconteceu lentamente.
Os principais responsáveis por esse avanço foram:
- criadores
de gado;
- missionários;
- bandeirantes;
- exploradores.
A pecuária
A criação de gado foi muito importante para a ocupação do
interior.
Os rebanhos forneciam:
- carne;
- couro;
- leite;
- animais
para transporte.
Como as plantações de açúcar ocupavam grande parte do litoral, a
criação de gado foi levada para o interior.
Assim, surgiram muitas fazendas e novos povoados.
Ao redor dessas fazendas desenvolveram-se pequenas vilas que, com
o tempo, deram origem a várias cidades brasileiras.
As expedições bandeirantes
As bandeiras eram expedições organizadas
principalmente por moradores da Vila de São Paulo.
Os participantes dessas expedições ficaram conhecidos como bandeirantes.
Eles percorriam grandes distâncias pelo interior do território
brasileiro.
Suas viagens podiam durar meses ou até anos.
As bandeiras tiveram grande importância para a expansão
territorial da colônia, mas também provocaram violência contra diversos povos
indígenas.
Bandeiras de caça ao indígena
As primeiras bandeiras tinham como principal objetivo capturar
indígenas.
Os indígenas eram escravizados e vendidos para trabalhar em
fazendas e outras atividades da colônia.
Muitas aldeias foram destruídas.
Diversos povos resistiram, mas sofreram grandes perdas.
Hoje os historiadores destacam que essas expedições provocaram
violência, deslocamentos forçados e mudanças profundas na vida das populações
indígenas.
As missões jesuíticas
Os jesuítas eram religiosos católicos que fundavam
aldeamentos chamados missões.
Nesses locais eles procuravam:
- ensinar
a religião cristã;
- alfabetizar
os indígenas;
- protegê-los
da escravização.
As missões reuniam milhares de indígenas.
Por isso, muitas vezes tornaram-se alvo dos bandeirantes, que
invadiam esses locais para capturar trabalhadores.
Essa situação provocou diversos conflitos entre jesuítas e
bandeirantes.
Bandeiras em busca de ouro e diamantes
Com o passar do tempo, o interesse principal deixou de ser a
captura de indígenas.
Os bandeirantes passaram a procurar riquezas minerais.
Durante essas expedições foram descobertas importantes áreas de
mineração.
Entre elas destacam-se regiões que hoje pertencem aos estados de:
- Minas
Gerais;
- Goiás;
- Mato
Grosso.
A descoberta de ouro e diamantes transformou completamente a
economia da colônia.
Milhares de pessoas mudaram-se para essas regiões.
Novas cidades surgiram rapidamente.
Bandeiras de contrato
Além das bandeiras particulares, existiam as chamadas bandeiras de
contrato.
Essas expedições eram contratadas por autoridades coloniais ou
grandes proprietários.
Seu objetivo era:
- capturar
indígenas considerados inimigos;
- combater
quilombos;
- prender
pessoas procuradas;
- garantir
maior controle sobre determinadas regiões.
Assim, os bandeirantes também atuavam prestando serviços para o
governo colonial.
A conquista do Sul
Outra importante etapa da expansão portuguesa aconteceu na região
Sul da América.
Portugal desejava controlar áreas importantes para:
- criação
de gado;
- comércio;
- defesa
do território.
Entretanto, a Espanha também reivindicava essas regiões.
Por isso ocorreram disputas entre os dois países.
Os tratados de limites
Como Portugal e Espanha entravam frequentemente em conflito,
vários acordos foram assinados para definir as fronteiras.
O mais importante foi o Tratado de Madri, assinado em 1750.
Esse tratado utilizou o princípio do uti
possidetis, que significa:
"A terra pertence a quem realmente a ocupa."
Assim, muitas áreas ocupadas pelos portugueses passaram
oficialmente a fazer parte do território brasileiro.
Mais tarde outros tratados também modificaram os limites entre as
colônias portuguesas e espanholas.
As guerras e os novos tratados
Mesmo depois da assinatura dos tratados, continuaram existindo
conflitos entre portugueses e espanhóis.
Algumas regiões mudaram de controle várias vezes.
Após novas negociações diplomáticas, foram assinados outros
acordos que consolidaram grande parte das fronteiras do Brasil.
Esses tratados ajudaram a definir boa parte do território
brasileiro atual.
Consequências da expansão das fronteiras
A expansão do território trouxe diversas consequências.
Positivas
para a Coroa Portuguesa
- aumento
do território;
- descoberta
de ouro e diamantes;
- crescimento
da arrecadação de impostos;
- surgimento
de novas cidades;
- ampliação
da criação de gado.
Consequências
para os povos indígenas
- perda
de territórios;
- destruição
de aldeias;
- escravização
de muitos indígenas;
- conflitos
constantes;
- redução
da população devido às guerras e às doenças trazidas pelos europeus.
Palavras importantes
Bandeirante –
Participante das expedições que percorriam o interior da colônia.
Bandeira – Expedição
organizada para explorar o interior da América portuguesa.
Sertão – Região do
interior da colônia pouco conhecida pelos portugueses.
Missão jesuítica – Aldeamento
organizado pelos jesuítas para catequizar e proteger indígenas.
Tratado de Madri – Acordo
entre Portugal e Espanha que redefiniu grande parte das fronteiras da América
portuguesa.
Uti possidetis – Princípio
segundo o qual a terra pertence a quem efetivamente a ocupa.
O que mais cai nas provas
- Motivos
da expansão das fronteiras.
- Diferença
entre litoral e sertão.
- Objetivos
das bandeiras.
- Tipos
de bandeiras.
- Papel
das missões jesuíticas.
- Descoberta
do ouro e dos diamantes.
- Importância
da pecuária para a ocupação do interior.
- Tratado
de Madri.
- Consequências
da expansão para os povos indígenas.
- Formação
do atual território brasileiro.
Resumindo
- Os
portugueses expandiram o território além do Tratado de Tordesilhas.
- A
criação de gado ajudou na ocupação do sertão.
- Os
bandeirantes realizaram expedições pelo interior em busca de indígenas,
metais preciosos e para cumprir contratos da Coroa.
- As
missões jesuíticas procuravam catequizar e proteger os indígenas, entrando
em conflito com os bandeirantes.
- A
descoberta do ouro e dos diamantes provocou o crescimento de novas
cidades.
- O
Tratado de Madri reconheceu muitas áreas já ocupadas por Portugal.
- A
expansão das fronteiras aumentou o território da colônia, mas também
provocou fortes impactos sobre os povos indígenas.
Capítulo 10 – Povos africanos e a conquista dos portugueses
A
África antes da chegada dos europeus
Quando os portugueses chegaram à África, no século XV, o
continente já possuía uma longa história. Existiam diversos povos, reinos e
impérios organizados, com culturas, religiões, idiomas e formas de governo diferentes.
Muitas pessoas imaginam que a África era um lugar sem
desenvolvimento antes da chegada dos europeus. Isso não é verdade. Diversas
sociedades africanas eram muito organizadas e mantinham intenso comércio entre
si e com povos da Europa, da Ásia e do Oriente Médio.
Cada região africana possuía características próprias. Havia povos
agricultores, criadores de animais, comerciantes, artesãos e guerreiros.
África
Medieval: Mali, Songai, Benin, Monomotapa e Congo
1. Reino de Mali
- O Reino
de Mali, também chamado de Império
Mandinga, surgiu na África Ocidental, ao sul da região
onde havia se desenvolvido o Reino de
Gana.
- As
primeiras informações sobre seus governantes aparecem no século XII.
- Em 1235, o soberano Sundjata Keita derrotou
seus rivais e iniciou a expansão do Mali.
- Sundjata conquistou:
- regiões
ao sul, próximas às áreas produtoras de ouro;
- regiões
ao norte, próximas às áreas produtoras de sal.
- O
controle dessas regiões permitiu ao Mali dominar importantes rotas do comércio transaariano.
- Comércio transaariano:
conjunto de rotas que atravessavam o deserto do Saara, ligando a África
Ocidental ao norte da África e ao Mediterrâneo.
- O
ouro e o sal eram fundamentais para a economia:
- ouro:
encontrado principalmente ao sul;
- sal:
obtido principalmente nas regiões desérticas ao norte.
- Sundjata
adotou o islamismo e
recebeu o título de mansa,
palavra utilizada para designar o governante do Mali.
O crescimento do Mali
- Entre
os séculos XIII e XV, o Mali
tornou-se um dos maiores e mais poderosos impérios da África Ocidental.
- Seu
território abrangia áreas próximas ao rio
Níger, importantes para a agricultura e para o comércio.
- O
império reunia diferentes povos, entre eles:
- mandingas; soninquês; fulas; dogons; sossos; bozós.
- A
economia era diversificada e incluía:
- ouro; sal;
cobre; algodão; arroz; noz-de-cola; tecidos; criação de animais; artesanato.
- Os
artesãos produziam diversos objetos e trabalhavam como:
- ourives; tecelões; marceneiros; ferreiros.
- O
governo era centralizado na figura do mansa.
- O
mansa contava com:
- conselheiros; chefes militares; funcionários responsáveis
pelos impostos e pelo tesouro; autoridades locais.
- O
Mali controlava importantes cidades comerciais, principalmente:
- Djenné e Tombuctu
(Timbuktu).
- O rio Níger era muito
importante para o comércio, a agricultura e a circulação de pessoas e mercadorias.
Mansa
Musa
- Mansa Musa foi
o governante mais famoso do Império do Mali.
- Governou
aproximadamente entre 1312 e
1337.
- Durante
seu governo, o Mali atingiu grande expansão territorial, riqueza e
desenvolvimento cultural.
- Em 1324, Mansa Musa realizou
uma peregrinação a Meca, uma
das principais obrigações religiosas dos muçulmanos.
- Sua
caravana era enorme e levava grande quantidade de ouro.
- Durante
a viagem, Mansa Musa distribuiu parte de sua riqueza.
- Sua
passagem pelo Cairo,
no Egito, chamou a atenção por causa da enorme quantidade de ouro que
levou e gastou.
- A
notícia de sua riqueza espalhou-se pelo mundo islâmico e chegou à Europa.
- Mansa
Musa ficou conhecido como um dos governantes mais ricos da história.
Mansa Musa e a cultura
- Após
a peregrinação a Meca, Mansa Musa incentivou a construção de:
- mesquitas; escolas; bibliotecas; centros de estudos.
- Trouxe
estudiosos, arquitetos e outros
especialistas para o Mali.
- A
cidade de Tombuctu
tornou-se um importante centro de comércio e conhecimento.
- Entre
os conhecimentos estudados estavam:
- matemática; astronomia; medicina; direito; literatura; religião.
- Tombuctu
tornou-se um dos principais centros intelectuais da África medieval.
Religião e cultura
- O islamismo tornou-se muito
importante entre os governantes e as cidades do Mali.
- Entretanto,
a conversão ao islamismo não
eliminou imediatamente as crenças e tradições africanas anteriores.
- Muitas
comunidades continuaram praticando suas religiões e costumes tradicionais.
- Isso
mostra que a sociedade africana era culturalmente diversa.
Os griôs
- Os griôs eram pessoas
responsáveis por preservar e transmitir conhecimentos e histórias.
- Utilizavam
principalmente a tradição
oral.
- Contavam:
- histórias dos povos; genealogias; feitos de antigos
governantes; costumes; músicas e poemas.
- Por
isso, os griôs são importantes fontes para conhecer a história de diversos
povos da África Ocidental.
2.
Império Songai (Songhai)
- Com o
passar do tempo, o Mali sofreu ataques de povos vizinhos e perdeu parte de
seus territórios.
- Um
dos principais povos que ganhou força na região foi o Songai.
- O
centro político do Songai ficava na cidade de Gao,
às margens do rio Níger.
- O
Império Songai tornou-se uma das maiores potências da África Ocidental.
- Durante
os séculos XV e XVI, dominou
importantes rotas comerciais que atravessavam o Saara.
- Em 1468, o governante Sonni Ali conquistou
grande parte do território do Mali.
O poder do Songai
- O
Songai controlava importantes rotas comerciais que ligavam:
- a África Ocidental; o deserto do Saara; o norte da África; o
Mediterrâneo.
- O
comércio envolvia produtos como:
- ouro; sal; tecidos; alimentos; animais; outros produtos
africanos e norte-africanos.
- O rio Níger continuou sendo
fundamental para a economia.
O fim do Império Songai
- O
Songai foi o Estado mais poderoso da região até o final do século XVI.
- Em 1591, tropas vindas do Marrocos invadiram o
território songai.
- A
invasão enfraqueceu o império e provocou:
- destruição de cidades; perda de poder político; enfraquecimento
do comércio; destruição de escolas, bibliotecas e mesquitas.
- A
fragmentação política favoreceu o crescimento de outros poderes locais.
A
chegada dos portugueses e o interesse pelo ouro africano
- Durante
o século XV, os portugueses
passaram a explorar a costa africana.
- Um
dos interesses portugueses era encontrar novas fontes de:
- ouro; marfim;
pessoas escravizadas.
- Os
europeus passaram a participar cada vez mais das redes comerciais
africanas.
- Ao
longo do tempo, o comércio de pessoas escravizadas provocou guerras,
deslocamentos populacionais e profundas transformações nas sociedades
africanas.
- É
importante lembrar que a
escravização já existia em algumas sociedades africanas antes da chegada
dos europeus, mas o tráfico atlântico organizado pelos
europeus assumiu dimensões muito maiores e teve consequências profundas
para o continente.
3.
Reino de Benin
- O Reino de Benin foi
formado pelo povo edo,
na região da atual Nigéria.
- Desenvolveu-se
a partir do final do século XIII e tornou-se uma importante potência da
África Ocidental.
- O
governante era chamado de oba.
- O oba
concentrava poderes:
- políticos; militares; religiosos.
- Benin
possuía uma organização política centralizada e uma importante produção
artística.
- A
cidade de Benin City era
a capital do reino.
- O
reino desenvolveu importantes atividades comerciais.
- Entre
os produtos comercializados estavam:
- pimenta; tecidos; marfim; metais.
Os Bronzes de Benin
- Benin
ficou famoso por sua produção artística em:
- bronze; latão; marfim; madeira; cerâmica; ferro.
- Os
chamados Bronzes de Benin
incluem placas, esculturas e objetos utilizados principalmente no contexto
da corte real.
- Os
artistas de Benin dominavam a técnica
da cera perdida, utilizada para produzir esculturas metálicas
detalhadas.
- A
arte de Benin apresentava relações culturais com Ilé-Ifé,
importante centro da cultura iorubá.
Benin e os europeus
- Os
portugueses estabeleceram contato com Benin no final do século XV.
- Inicialmente,
as relações envolveram principalmente comércio
e diplomacia.
- Os
portugueses passaram a comprar produtos africanos, como pimenta, marfim e
tecidos.
- O
contato europeu também influenciou a produção artística de Benin.
- Em 1897, já no contexto do
imperialismo europeu, tropas britânicas invadiram Benin City e saquearam o
palácio real.
- Muitas
obras de arte foram levadas para a Europa e hoje estão em museus e
coleções de diferentes países.
Ilé-Ifé
- Ilé-Ifé foi
um importante centro da cultura iorubá.
- É
considerado um dos principais centros históricos e religiosos dos povos
iorubás.
- Sua
produção artística influenciou outros povos e reinos da região.
- As
tradições culturais e religiosas iorubás tiveram grande influência sobre a
cultura brasileira.
4.
Império Monomotapa
- O Império Monomotapa
localizava-se no sul da África, principalmente em áreas dos atuais:
- Zimbábue;
- Moçambique.
- Seus
governantes eram chamados de Mwene
Mutapa, expressão que significa aproximadamente “senhor das minas”.
- Os
portugueses adaptaram essa expressão para Monomotapa.
- O
período de maior desenvolvimento ocorreu entre os séculos
XIV e XVI.
- A
economia estava ligada:
- à exploração do ouro; à agricultura; à criação de animais; ao
comércio com regiões do oceano Índico.
- A
localização permitia que o reino participasse das redes comerciais que
ligavam o interior da África à costa oriental africana.
Grande
Zimbábue (Capital do Império Monomotapa)
- Grande Zimbábue foi
um importante centro político, econômico e comercial da região.
- A
cidade desenvolveu-se entre aproximadamente os séculos
XI e XV.
- Possuía
enormes construções feitas com blocos
de pedra, sem utilização de argamassa.
- Entre
suas construções destacava-se o enorme Grande
Recinto.
- A
cidade era um importante centro de comércio.
- A
população era formada principalmente por povos bantos
da cultura xona (Shona).
- Entre
as atividades econômicas estavam:
- agricultura; criação de animais; produção artesanal; comércio;
exploração do ouro.
- As
ruínas de Grande Zimbábue são uma das principais evidências da existência
de sociedades africanas complexas e organizadas na região.
O mito criado pelos europeus
- Durante
o período colonial, alguns europeus não
aceitaram que as construções de Grande Zimbábue tivessem sido realizadas
por povos africanos.
- Surgiram
teorias falsas que atribuíam as construções a povos estrangeiros.
- Essas
ideias estavam relacionadas ao racismo
e ao eurocentrismo.
- Pesquisas
arqueológicas realizadas posteriormente demonstraram que Grande Zimbábue
foi construída por populações africanas, especialmente povos xona.
- Atualmente,
Grande Zimbábue é reconhecida como um importante patrimônio da história
africana.
- A
UNESCO reconhece o local como um testemunho da civilização banta dos povos
xona entre os séculos XI e XV.
Portugueses e Monomotapa
- No século XVI, os
portugueses estabeleceram relações comerciais com o Monomotapa.
- O
ouro era um dos principais interesses portugueses.
- A
região tornou-se palco de disputas entre:
- africanos; portugueses; comerciantes árabes.
- Posteriormente,
os portugueses enfrentaram resistência de grupos africanos.
- No
século XVII, o governante Dombo,
do Império Rozvi, conseguiu expulsar os portugueses de parte do planalto
do Zimbábue.
5.
A herança africana no Brasil
- A
África não é um país,
mas um continente formado por muitos povos, sociedades, línguas e culturas.
- Existem
atualmente 54 países africanos.
- Ao
longo da história, diferentes sociedades africanas desenvolveram:
- Estados e reinos; cidades; sistemas de comércio; agricultura;
metalurgia; conhecimentos matemáticos; conhecimentos médicos; conhecimentos
astronômicos; diferentes sistemas de escrita e formas de registro.
- A tradição oral também foi
muito importante para a preservação da memória de diversos povos.
- A
escravização de africanos levou milhões de pessoas para diferentes regiões
das Américas.
- No
Brasil, africanos e seus descendentes contribuíram profundamente para a
formação da sociedade brasileira.
- A
influência africana pode ser percebida em:
- música; danças;
culinária; palavras do português brasileiro; religiosidade; festas; conhecimentos;
técnicas de trabalho; manifestações artísticas.
- Entre
as religiões e tradições de origem africana presentes no Brasil estão o candomblé e outras
manifestações religiosas afro-brasileiras.
- Elementos
das culturas iorubá,
banto, jeje, entre outras, contribuíram para a formação
cultural brasileira.
- Portanto,
estudar a África é importante para compreender também a história e a formação do Brasil.
6.
Reino do Congo
- O Reino do Congo surgiu no
final do século XIII.
- Era
formado principalmente por povos bantos.
- Sua
capital era Mbanza
Congo.
- Seu
território abrangia áreas que atualmente fazem parte de:
- Angola; República Democrática do Congo; República do Congo; Gabão.
- O
governante era chamado de manicongo,
que significa aproximadamente “senhor
do Congo”.
- O
manicongo era auxiliado por conselheiros responsáveis por funções como:
- cobrança de impostos; justiça; assuntos militares.
Economia e sociedade
- Mbanza
Congo tornou-se uma importante cidade.
- A
população incluía:
- agricultores; comerciantes; artesãos; soldados; autoridades;
pessoas escravizadas.
- A
economia envolvia:
- agricultura; criação de animais; metalurgia; cerâmica; tecelagem;
comércio.
- Os ferreiros possuíam grande
importância social.
- A
produção de tecidos e objetos de metal era bastante desenvolvida.
Cristianização
do Reino do Congo
- Em 1482, o navegador
português Diogo Cão
chegou à foz do rio Congo.
- A
partir desse momento, portugueses e congoleses estabeleceram relações
diplomáticas e comerciais.
- Em 1491, o rei Nzinga Nkuwu foi batizado
e adotou o nome cristão João I.
- O
cristianismo passou a ter presença importante na corte do Congo.
- Seu
filho, Nzinga Mbemba,
tornou-se conhecido como Afonso I
e governou entre 1505 e
1543.
- Afonso
I:
- manteve relações com Portugal; enviou jovens congoleses para
estudar em Portugal; utilizou elementos cristãos na corte; procurou
controlar o comércio de pessoas escravizadas.
- A
adoção do cristianismo não significou simplesmente o abandono das
tradições africanas.
- Elementos
cristãos foram incorporados às tradições locais, criando formas próprias
de expressão religiosa.
Crise do Reino do Congo
- A
partir do século XVII, o reino enfrentou:
- conflitos internos; disputas políticas; redução da
população; enfraquecimento econômico; intensificação do tráfico de
pessoas escravizadas.
- O
comércio atlântico de pessoas escravizadas contribuiu para a
desestruturação de várias sociedades africanas.
Resumindo
- A
África possuía grandes reinos antes da chegada dos europeus.
- O
comércio de ouro e sal era muito importante.
- Portugal
iniciou relações comerciais com vários povos africanos.
- Depois
passou a participar do tráfico de pessoas escravizadas.
- A
conquista portuguesa trouxe profundas mudanças para muitas regiões
africanas.
Trabalho: “Conhecendo a África”
Grupo 1 - Reino
de Mali
Grupo 2- Império
Songai
Grupo 3 - Reino
de Benin
Grupo 4 - Império Monomotapa
Grupo 5 - Reino
do Congo
Grupo 6 - África
e sua influência no Brasil
Cada grupo
responde somente a 5 perguntas:
- Onde
ficava?
- Quando
existiu?
- Como
era a economia?
- Qual é
uma característica cultural importante?
- Qual
foi a curiosidade que vocês acharam mais interessante?
Além disso, precisam escolher 2 imagens relacionadas ao tema.
Produto final
Eu pediria apenas uma apresentação com 4 slides:
Slide 1 –
Nome do tema
- Nome
- Mapa ou imagem
Slide 2 –
Onde e quando?
- Localização
- Período
Slide 3 –
Como era essa sociedade?
- Economia
- Política
- Cultura
Slide 4 – O
que descobrimos?
- Uma
curiosidade
- Uma
imagem
- Fontes pesquisadas
Apresentação 3 minutos.
Responder a
pergunta obrigatória no final:
“O que essa
pesquisa mostrou sobre a África que você não sabia?”
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Capítulo
11 – Escravidão, tráfico e práticas de resistência
A
escravidão na África e na América
Antes
da chegada dos europeus já existiam formas de escravidão em algumas regiões da
África.
Porém,
elas eram diferentes da escravidão implantada pelos portugueses na América.
Na
escravidão africana tradicional, muitas vezes o escravizado podia conquistar
sua liberdade ou integrar-se ao grupo.
Já
na escravidão colonial:
- era
permanente;
- hereditária;
- baseada
na ideia racista de inferioridade dos africanos;
- tinha
como objetivo principal o lucro.
O
tráfico atlântico
Os
portugueses organizaram o comércio de pessoas escravizadas entre África e
América.
Milhões
de africanos foram capturados.
Muitos
eram prisioneiros de guerras ou vítimas de sequestros.
Eles
eram vendidos aos traficantes portugueses.
Os
navios negreiros
A
viagem era extremamente difícil.
As
pessoas permaneciam:
- acorrentadas;
com pouca alimentação; pouca água; doenças; falta de higiene.
Milhares
morreram durante a travessia do Oceano Atlântico.
Esse
percurso ficou conhecido como Travessia do Atlântico ou Passagem do Meio.
Trabalho
escravo na América Portuguesa
Os
africanos foram obrigados a trabalhar principalmente:
- nos
engenhos de açúcar;
- nas
minas;
- na
pecuária;
- nos
serviços domésticos;
- no
transporte;
- no
artesanato.
Recebiam
castigos físicos e não tinham liberdade.
Formas
de resistência
Mesmo
diante da violência, os africanos resistiram de diversas maneiras.
Entre
elas:
Resistência cultural
Mantinham:
- línguas;
- músicas;
- danças;
- religiões;
- costumes.
Sabotagem
Alguns
quebravam ferramentas ou diminuíam o ritmo do trabalho.
Fugas
Muitos
conseguiam fugir das fazendas.
Quilombos
Os
fugitivos organizavam comunidades chamadas quilombos.
O
maior foi o Quilombo dos Palmares.
Ali
viviam milhares de pessoas.
Produziam
alimentos, tinham organização política e defendiam sua liberdade.
Zumbi dos Palmares
Foi
um dos principais líderes de Palmares.
Lutou
contra os ataques portugueses durante muitos anos.
Hoje
é símbolo da resistência negra.
Consequências
da escravidão
A
escravidão deixou profundas marcas na sociedade brasileira.
Entre
elas:
- racismo;
desigualdade social; preconceito; concentração de riqueza.
Ao
mesmo tempo, os povos africanos contribuíram enormemente para a formação da
cultura brasileira.
Heranças
africanas
Os
africanos influenciaram:
- culinária;
- música;
- dança;
- religião;
- língua
portuguesa;
- festas
populares;
- agricultura;
- artesanato.
Conceitos
importantes
Tráfico
Atlântico: comércio de africanos escravizados entre África e América.
Quilombo:
comunidade formada principalmente por pessoas escravizadas fugitivas.
Zumbi:
principal líder de Palmares.
Passagem
do Meio: viagem dos navios negreiros pelo Atlântico.
Resumindo
- Milhões
de africanos foram escravizados.
- O
tráfico atlântico movimentou muito dinheiro.
- Os
escravizados trabalharam em diversas atividades.
- Houve
várias formas de resistência.
- A
cultura africana continua presente no Brasil.
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Atividade sobre
África (Sábado letivo 12/09/26)
1. Por que o tráfico de africanos escravizados era uma atividade
econômica lucrativa para os comerciantes?
2. Quais regiões da
África participaram do tráfico que trouxe pessoas escravizadas para o Brasil?
3. Como o tráfico atlântico
contribuiu para a formação da sociedade colonial brasileira?
4. Quais
interesses levaram alguns líderes e comerciantes africanos a participar das
redes do tráfico atlântico?
5. Aproximadamente
cinco milhões de africanos foram trazidos para o Brasil pelo tráfico atlântico.
De quais principais regiões da África essas pessoas foram trazidas e em quais
regiões do Brasil houve maior concentração da população escravizada?
6. Explique como era a travessia de pessoas africanas para o Brasil
nos tumbeiros?
Gabarito:
1. Porque os comerciantes compravam pessoas escravizadas na África e
as vendiam nas Américas por valores elevados. O trabalho escravizado também
gerava grandes lucros para os proprietários das plantações e para outros
envolvidos no sistema colonial.
2.
Principalmente regiões da África Ocidental e
da África Centro-Ocidental, incluindo áreas que atualmente correspondem a países como Angola, Congo,
Nigéria, Benim e Gana. Os africanos pertenciam a diferentes povos e sociedades.
3. O
tráfico trouxe milhões de africanos escravizados para o Brasil, que foram
utilizados principalmente como trabalhadores na produção de açúcar, mineração e
outras atividades econômicas. A presença africana foi fundamental para a formação da sociedade
brasileira, influenciando sua cultura, língua, religião, alimentação e costumes, apesar da violência e da exploração da
escravidão.
4. Alguns
líderes e comerciantes africanos participaram dessas redes porque buscavam
obter produtos europeus, como armas de fogo, tecidos e
outros objetos, além de fortalecer seu poder político e
militar. Entretanto, o tráfico atlântico foi organizado e ampliado
principalmente pelas potências europeias, que buscavam mão de obra escravizada
para as colônias.
5. A
maior parte veio da África Centro-Ocidental,
especialmente das regiões de Angola e Congo, e outra parcela
importante veio da África Ocidental,
incluindo a região da Costa da Mina. No Brasil, houve grande concentração de
pessoas escravizadas no Nordeste, especialmente na
Bahia e em Pernambuco, além de outras regiões que receberam
grandes contingentes, como o Sudeste,
principalmente com a expansão da mineração e, posteriormente, do café.
6. Além de
pessoas escravizadas, a carga incluía roupas, mantimentos e pouca água. Os
negreiros iam super lotados e muitos morriam de doenças, fome e sede durante a
travessia
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Capítulo
12 – A produção açucareira na América Portuguesa e outras atividades
O
açúcar como principal riqueza
Durante
os séculos XVI e XVII, o açúcar tornou-se o principal produto da economia da
América Portuguesa.
O
clima quente, o solo de massapê e a experiência portuguesa na produção
favoreceram essa atividade.
Grande
parte da produção era exportada para a Europa.
Os
engenhos
O
engenho era uma grande propriedade rural onde acontecia toda a produção do
açúcar.
Nele
existiam:
- canaviais;
- casa-grande;
- senzala;
- capela;
- moenda;
- casa
das caldeiras;
- casa
de purgar.
Como
o açúcar era produzido
- Plantio
da cana.
- Colheita.
- Moagem.
- Cozimento
do caldo.
- Purificação.
- Secagem.
- Embalagem.
- Exportação.
Trabalho
escravo
A
maior parte do trabalho era realizada por africanos escravizados.
As
jornadas eram muito longas.
Os
castigos eram frequentes.
Sociedade
açucareira
A
sociedade era bastante desigual.
No
topo estavam:
- senhores
de engenho.
Depois:
- homens
livres;
- pequenos
proprietários;
- artesãos.
Na
base:
- pessoas
escravizadas.
Outras
atividades econômicas
Além
do açúcar, desenvolveram-se:
Pecuária
Criava
bois para:
- alimentação;
- transporte;
- produção
de couro.
Expandiu-se
para o interior.
Agricultura de abastecimento
Produzia:
- milho;
- feijão;
- mandioca;
- frutas.
Esses
alimentos abasteciam a população local.
Extração das drogas do sertão
Na
Amazônia eram coletados:
- cacau;
- castanha;
- urucum;
- baunilha;
- guaraná;
- plantas
medicinais.
Esses
produtos eram exportados.
União
Ibérica e invasões holandesas
Durante
a União Ibérica (1580–1640), Portugal ficou sob domínio da Espanha.
Como
a Holanda estava em guerra com os espanhóis, invadiu áreas produtoras de açúcar
no Nordeste.
A
ocupação estimulou melhorias na produção, mas terminou após conflitos e
expulsão dos holandeses.
Conceitos
importantes
Engenho:
conjunto de instalações para produzir açúcar.
Casa-grande:
residência do senhor de engenho.
Senzala:
moradia dos escravizados.
Massapê:
solo muito fértil para cultivo da cana.
Drogas
do sertão: produtos naturais extraídos principalmente da Amazônia.
Resumindo
- O
açúcar foi a principal riqueza da colônia.
- Os
engenhos utilizavam trabalho escravo.
- A
sociedade era muito desigual.
- Pecuária
e agricultura ajudavam a abastecer a população.
- A
Amazônia fornecia produtos conhecidos como drogas do sertão.
LISTA DE EXERCÍCIOS — HISTÓRIA — 7º ANO
Orientação
Procure compreender
as relações entre os acontecimentos, e não apenas memorizar informações.
Leia atentamente cada situação antes de responder.
1. Fronteiras e ocupação
Imagine que dois países tenham estabelecido, em
determinado momento, uma linha para dividir territórios coloniais. Anos depois,
um deles já controla várias regiões que estavam originalmente do outro lado
dessa linha.
Considerando o processo ocorrido na América
portuguesa, essa situação ajuda a compreender que
A) as
fronteiras coloniais permaneceram iguais durante toda a ocupação.
B) a ocupação
efetiva contribuiu para modificar os limites inicialmente estabelecidos.
C) os tratados europeus
impediram novas ocupações no interior da América.
D) a expansão
portuguesa aconteceu apenas depois do fim do período colonial.
E) as disputas
territoriais foram resolvidas exclusivamente por conflitos militares.
2. Litoral e interior
Durante os primeiros tempos da colonização, a
ocupação portuguesa concentrou-se principalmente no litoral. Posteriormente,
diferentes atividades favoreceram o avanço para regiões mais afastadas.
Qual situação representa melhor essa mudança?
A) O abandono
das atividades econômicas existentes nas áreas litorâneas.
B) A transferência
completa da produção açucareira para as regiões interiores.
C) A
utilização das áreas interiores exclusivamente para atividades religiosas.
D) O avanço de
atividades econômicas e expedições para novas áreas da colônia.
E) A
concentração das populações coloniais somente nas regiões próximas ao oceano.
3. A pecuária e o
território
Leia a situação:
Uma região próxima aos engenhos passou a apresentar
dificuldades para manter grandes rebanhos, pois as terras mais valorizadas eram
utilizadas para outras atividades.
Uma consequência possível desse processo foi
A) o
deslocamento da criação de gado para áreas mais interiores da colônia.
B) a
interrupção da pecuária durante todo o período da colonização portuguesa.
C) a
concentração dos rebanhos exclusivamente nas regiões produtoras de açúcar.
D) o
desaparecimento das atividades econômicas desenvolvidas no interior colonial.
E) a
substituição da criação de animais pela mineração em todas as regiões
interiores.
4. Bandeiras e interesses
Um mesmo grupo de bandeirantes poderia participar
de expedições com objetivos diferentes em momentos distintos.
Essa informação é importante porque permite
concluir que
A) todas as
bandeiras possuíam exatamente a mesma finalidade econômica.
B) os bandeirantes
atuavam somente quando recebiam autorização da Coroa portuguesa.
C) as
expedições bandeirantes estavam relacionadas a diferentes interesses coloniais.
D) a procura por indígenas
deixou de existir antes da descoberta das áreas mineradoras.
E) as bandeiras foram
organizadas principalmente para proteger as populações indígenas.
5. Uma mudança nos
objetivos
Observe a sequência hipotética:
Captura de indígenas →
exploração do interior → procura por metais preciosos → formação de novos
núcleos de povoamento
A sequência apresenta relações existentes entre
diferentes processos da colonização porque
A) a mineração
eliminou as demais atividades econômicas da colônia portuguesa.
B) as
expedições perderam importância depois que os portugueses chegaram ao interior.
C) a captura indígena ocorreu
somente nas regiões onde posteriormente houve mineração.
D) a exploração do território
esteve relacionada a interesses econômicos e à ocupação colonial.
E) o surgimento de cidades
ocorreu antes das expedições que exploraram o interior.
6. Missões e bandeiras
Leia as duas situações:
Grupo 1: reúne
indígenas em aldeamentos, realiza atividades religiosas e procura impedir sua
captura por determinados colonizadores.
Grupo 2: realiza
expedições pelo interior e, entre seus objetivos, está a captura de indígenas.
A comparação permite identificar um dos motivos dos
conflitos entre esses grupos:
A) ambos
pretendiam controlar exclusivamente as áreas de mineração.
B) os dois
grupos defendiam diferentes formas de ocupação do litoral colonial.
C) os
missionários buscavam riquezas minerais enquanto os bandeirantes defendiam a
catequese.
D) os bandeirantes pretendiam
proteger as missões contra ataques de outros
colonizadores.
E) os interesses relacionados ao
controle da mão de obra indígena provocavam confrontos entre eles.
7. Tratado de Madri
O Tratado de Madri, assinado em 1750, ocorreu em um
contexto no qual Portugal e Espanha precisavam resolver disputas relacionadas
aos territórios coloniais.
O princípio do uti possidetis estava
relacionado à ideia de
A) reconhecer
principalmente a ocupação efetiva de determinadas áreas.
B) devolver
automaticamente todas as terras ocupadas após Tordesilhas.
C) dividir novamente
a América seguindo exatamente o meridiano de Tordesilhas.
D) estabelecer
fronteiras considerando apenas os acidentes geográficos naturais.
E) entregar às
populações indígenas o controle das regiões disputadas pelas coroas.
8. Território e povos indígenas
A expansão territorial portuguesa pode ser
analisada de duas maneiras diferentes: para a Coroa, significava ampliar áreas
sob seu domínio; para muitos povos indígenas, significava enfrentar a chegada
de novos ocupantes.
Essa diferença de perspectivas demonstra que
A) a expansão
territorial beneficiou igualmente todos os grupos envolvidos no processo.
B) os povos indígenas
permaneceram afastados dos conflitos relacionados à colonização.
C) a ocupação portuguesa
provocou impactos distintos sobre os diferentes grupos sociais.
D) os conflitos territoriais
ocorreram apenas entre Portugal e Espanha durante a colonização.
E) a expansão portuguesa não
modificou as formas indígenas de ocupação territorial.
ÁFRICA
E SOCIEDADES AFRICANAS
9. África antes dos portugueses
Um estudante afirmou:
“Antes da chegada dos europeus, os africanos viviam
em pequenas comunidades isoladas e não possuíam grandes organizações
políticas.”
Qual informação estudada permite questionar essa
afirmação?
A) A maior
parte das sociedades africanas dependia exclusivamente da caça.
B) Existiam
reinos, cidades, redes comerciais e diferentes formas de organização política.
C) As sociedades africanas
passaram a desenvolver atividades comerciais somente após o século XV.
D) Os povos
africanos mantinham contato apenas com comunidades localizadas em seus próprios
territórios.
E) A
organização política africana surgiu principalmente depois da presença
portuguesa no continente.
10. Ouro, sal e comércio
No comércio realizado através do Saara, o ouro e o
sal possuíam grande importância. Esses produtos eram encontrados em áreas
diferentes, o que favorecia sua circulação.
A importância desse comércio para o Mali
relaciona-se principalmente
A) ao
isolamento das regiões produtoras em relação às cidades comerciais.
B) à ausência
de rotas terrestres que ligassem diferentes regiões africanas.
C) ao desenvolvimento de
relações comerciais entre áreas produtoras e centros urbanos.
D) à
substituição das atividades agrícolas pela exploração exclusiva de metais.
E) ao controle português das
principais rotas comerciais antes do século XV.
11. Mansa Musa
Mansa Musa ficou conhecido internacionalmente por
sua riqueza e por sua peregrinação a Meca.
Entretanto, analisar seu governo apenas pela
riqueza seria insuficiente porque
A) sua
administração também esteve relacionada ao desenvolvimento cultural e urbano do
Mali.
B) sua
principal realização foi transferir a capital do Mali para regiões portuguesas.
C) sua riqueza resultou
exclusivamente da exploração europeia das minas africanas.
D) sua peregrinação provocou o
fim imediato das tradições religiosas africanas.
E) seu governo eliminou
completamente as diferenças culturais existentes no império.
12. Os griôs e a memória
Em determinada sociedade, uma pessoa transmite
oralmente histórias, genealogias, conhecimentos e acontecimentos de geração
para geração.
Essa prática pode ser relacionada aos griôs porque
A) eles eram
responsáveis exclusivamente pela cobrança de impostos dos comerciantes.
B) eles atuavam como soldados
responsáveis pela defesa das cidades africanas.
C) eles registravam apenas
acontecimentos relacionados aos governantes europeus.
D) eles participavam da
preservação e transmissão de conhecimentos pela tradição oral.
E) eles controlavam diretamente
todas as atividades comerciais realizadas no rio Níger.
13. Grande Zimbábue
Durante o período colonial, algumas pessoas
afirmavam que as construções de Grande Zimbábue não poderiam ter sido
realizadas por populações africanas.
As pesquisas arqueológicas posteriores contribuíram
para modificar essa interpretação ao demonstrar
A) que a
cidade foi construída durante a ocupação portuguesa da região.
B) que suas
construções estavam relacionadas exclusivamente ao comércio europeu.
C) que a região permaneceu
desocupada até a chegada dos colonizadores.
D) que as
estruturas foram construídas principalmente por comerciantes árabes.
E) que
populações africanas desenvolveram uma sociedade complexa na região.
14. Reino do Congo
O contato entre portugueses e o Reino do Congo
envolveu comércio, diplomacia e posteriormente a expansão do cristianismo. Esse
processo demonstra que
A) os contatos
entre africanos e europeus foram sempre marcados apenas por guerras.
B) as sociedades africanas
aceitaram passivamente todas as práticas introduzidas pelos portugueses.
C) as relações entre africanos e
europeus envolveram interesses e negociações de diferentes tipos.
D) o contato
com Portugal provocou imediatamente o desaparecimento das estruturas políticas
congolesas.
E) o Reino do
Congo não possuía interesses próprios nas relações estabelecidas com Portugal.
ESCRAVIDÃO,
TRÁFICO E RESISTÊNCIA
15. Diferentes formas de
escravidão
É importante evitar a ideia de que todas as formas
históricas de escravidão foram iguais.
Uma diferença importante entre determinadas formas
de escravidão existentes na África e a escravidão colonial praticada nas
Américas está no fato de que
A) toda
escravidão africana era baseada exclusivamente em diferenças raciais.
B) a escravidão colonial
americana adquiriu caráter hereditário e esteve ligada ao sistema colonial.
C) as sociedades africanas
desconheciam qualquer forma de trabalho compulsório antes dos europeus.
D) a
escravidão colonial americana permitia liberdade automática após determinado
período.
E) os europeus não participaram
da organização do tráfico atlântico de pessoas escravizadas.
16. Uma rede econômica
Observe o esquema:
África → circulação de
pessoas escravizadas → América → produção colonial → circulação de riquezas
O esquema representa uma característica do tráfico
atlântico porque
A) demonstra a
integração do tráfico a atividades econômicas desenvolvidas nas colônias.
B) mostra que a escravidão
estava separada das principais atividades econômicas americanas.
C) indica que os africanos eram
transportados principalmente como comerciantes voluntários.
D) representa uma circulação de
pessoas que beneficiava igualmente africanos e colonizadores.
E) demonstra que a produção
colonial dependia principalmente do trabalho europeu assalariado.
17. Leia os dados
Considere uma representação gráfica que mostra o
número aproximado de africanos desembarcados em diferentes regiões das Américas
durante o tráfico atlântico.
Ao analisar uma informação desse tipo, uma
conclusão historicamente adequada é que
A) o tráfico
atlântico atingiu apenas pequenas comunidades africanas sem consequências
duradouras.
B) a maior
parte dos africanos permaneceu no continente africano após ser capturada.
C) o deslocamento forçado de
africanos teve grande dimensão e participou da formação das sociedades
americanas.
D) o tráfico
foi organizado principalmente para transportar produtos agrícolas das Américas
para a África.
E) os
deslocamentos ocorreram principalmente depois da independência das colônias
americanas.
18. Resistência
Considere as seguintes situações:
I. Um grupo
foge de uma propriedade e organiza uma comunidade.
II. Pessoas
mantêm práticas religiosas e culturais de origem africana.
III. Trabalhadores diminuem
deliberadamente o ritmo de uma atividade.
As três situações podem ser relacionadas
A) às
estratégias utilizadas exclusivamente pelos administradores coloniais.
B) às formas
de negociação diplomática entre Portugal e Espanha.
C) aos
mecanismos utilizados pelos proprietários para aumentar a produção colonial.
D) às diferentes formas de
resistência desenvolvidas pela população escravizada.
E) às políticas adotadas pela
Coroa para controlar exclusivamente os quilombos.
19. Quilombos
Um quilombo não deve ser compreendido apenas como
um lugar para onde algumas pessoas fugiam.
A existência dessas comunidades também demonstra
que
A) os
escravizados não possuíam capacidade de organizar formas próprias de
sobrevivência.
B) as comunidades quilombolas
dependiam completamente da administração colonial portuguesa.
C) a resistência ocorreu somente
por meio de confrontos militares contra as autoridades.
D) os quilombos eram comunidades
formadas exclusivamente por soldados africanos.
E) pessoas escravizadas podiam
criar formas coletivas de organização e busca por autonomia.
20. Uma análise histórica
mais ampla
Leia a afirmação:
“A história da escravidão não termina quando
analisamos o trabalho realizado pelos escravizados. É necessário observar
também as formas de resistência e as contribuições culturais deixadas por essas
populações.”
A afirmação propõe uma análise histórica que
A) considera apenas
os aspectos econômicos relacionados à escravidão colonial.
B) relaciona exploração,
resistência e participação africana na formação da sociedade brasileira.
C) interpreta a cultura
brasileira como resultado principalmente da influência portuguesa.
D) considera a resistência
cultural menos importante que as atividades econômicas coloniais.
E) separa a história da
população africana da formação histórica da sociedade brasileira.
GABARITO
|
1.B |
2.D |
3.A |
4.C |
5.D |
6.E |
7.A |
8.C |
9.B |
10.C |
|
11.A |
12.D |
13.E |
14.C |
15.B |
16.A |
17.C |
18.D |
19.E |
20.B |
|
|
|
|
|