VOLUME 1
Frente A:
Módulo 01: História Antiga: Grécia e Roma
Módulo 02: Formação, Apogeu e Crise do Sistema Feudal
Módulo 03: Organização dos Estados Nacionais
Módulo 04: Absolutismo e Mercantilismo
Módulo 05: Renascimento
Frente B:
Módulo 01: Expansão Marítima
Módulo 02: América Espanhola e Inglesa
Módulo 03: Povos Africanos
Módulo 04: Brasil Colônia: Implantação e Economia do Sistema Colonial
VOLUME 2
Frente A:
Módulo 06: Reforma e Contrarreforma
Módulo 07: Revolução Inglesa
Módulo 08: Iluminismo
Módulo 09: Revolução Americana
Módulo 10: Revolução Francesa e Consolidação da Ordem Liberal
Frente B:
Módulo 05: Br. Colônia: das invasões estrangeiras ao Período PombalinoMódulo 06: Brasil Colônia: crise do sistema colonial e independência do Br.
Módulo 07: Brasil: Primeiro-Reinado
Módulo 08: Brasil: Período Regencial
VOLUME 3
Módulo 11: Revolução Industrial e Consequências Sociopolíticas
Módulo 12: Independência da América Espanhola e do Haiti
Módulo 13: Estados Unidos no Séc. XIX
Módulo 14: Unificação Italiana, Alemã e Comuna de Paris
Módulo 15: Imperialismo
Frente B:
Módulo 09: Bases Políticas do Brasil Império
Módulo 10: Grupos Sociais em Conflito no Brasil Império
Módulo 11: República Provisória e da Espada
Módulo 12: República Oligárquica
VOLUME 4
Módulo 16: Primeira Guerra Mundial
Módulo 17: Revolução Russa
Módulo 18: Período Entreguerras e Segunda Guerra Mundial
Módulo 19: Guerra Fria e Focos de Tensão
Módulo 20: Nova Ordem Mundial
Frente B:
Módulo 13: Era Vargas
Módulo 14: Período Liberal – Democrático (1945-1964)
Módulo 15: Regime Militar
Módulo 16: Nova República
2º Bimestre
2º Bimestre
è
BRASIL COLÔNIA: IMPLANTAÇÃO E ECONOMIA DO SISTEMA COLONIAL
·
Calcula-se que 3 milhões de índios viviam
na faixa que hoje se define como o Brasil. Dois grandes grupos: os
tupi-guaranis e tapuias ou macro-jê (aimorés, Goitacazes, tremembés,
considerados bárbaros por não compartilharem a língua tupi-guarani).
·
Os povos indígenas viviam da caça, da
pesca, da agricultura e coleta de frutas. Praticavam as queimadas (coivara)
para preparar o solo para a agricultura, trocas de alguns bens e atividades
bélicas, onde o inimigo era morto no ritual antropofágico.
·
Brasil Pré-colonial
-> Devido ao grande interesse português nas especiarias das Índias
orientais, o território brasileiro foi entregue a exploração do pau-brasil a
terceiros (o rei de Portugal não tinha interesse em ter gastos com essa
extração, porém criou o estanco – monopólio real, para receber taxas pela
retirada da madeira).
·
Nesse período não houve ocupação efetiva
do Brasil pelos portugueses (de 1500 a 1530).
·
A extração do pau-brasil contava com o
trabalho indígena por meio do escambo (sistema de trocas).
·
A Coroa portuguesa logo estabeleceu o
monopólio comercial nas relações mercantis entre colônia e metrópole
·
Nesse período o território recebeu
invasores que não reconheciam o Tratado de Tordesilhas (franceses - França
Antártica), exigindo medidas de segurança, expedições militares
(guarda-costas).
·
A queda do comércio das especiarias das
Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de
metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no
Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política
lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·
A decisão de colonizar o Brasil, a partir
de 1530, deveu-se:
- À garantia de posse do território, ameaçada por franceses e ingleses;
- À possibilidade de encontrar metais preciosos, como os espanhóis que
dominaram; e ao fato do comércio de especiarias orientais entrar em decadência,
em função de gastos militares e concorrência de outras potências.
* A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada
por Martim Afonso de Sousa, que estabeleceu as bases da empresa açucareira.
* Foi implantado o sistema de capitanias hereditárias.
Economia Açucareira e Complementar no Brasil Colônia
·
A queda do comércio das especiarias das
Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de
metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no
Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política
lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·
Brasil Colônia: Em dezembro de 1530, 400 homens, seriam responsáveis pela fundação do
primeiro núcleo colonial português na América (São Vicente) e logo em seguida a
implantação das capitanias hereditárias.
·
O rei utilizou dos recursos de
comerciantes do reino (capitães donatários), que receberam faixas de terras
perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área litorânea. Além da Carta
de Doação (documento de posse), os capitães também receberam o Foral (documento
com direitos e deveres: distribuir sesmarias (causadora da concentração
fundiária), escravizar nativos, findar vilas, administrar, explorar a terra e
promover a extração de metais, de modo a obter lucro, mediante o pagamento dos
impostos.
·
Problemas que causaram a fragilidade das
capitanias e a implantação do governo-geral: as capitanias não garantiram a
ocupação do território, desinteresse de capitães que nem vieram ao Brasil,
resistência indígena, distância e a falta de capital. Apenas duas capitanias
tiveram relativo sucesso: São Vicente (expedições prospectoras) e Pernambuco
(lavoura canavieira).
·
A chegada dos portugueses provocou
alianças que causaram miscigenação e integração cultural (língua, alimentos) e
resistências (fugas, aliança com inimigos, conflitos).
·
A chegada dos portugueses representou uma
catástrofe para os povos indígenas, que foram submetidos ao trabalho
compulsório e retirados de suas estruturas socioculturais.
·
Governo Geral 1548 – a capitania da Bahia
(Salvador) foi transformada em capitania real, de onde o governador garantia o
monopólio do pau-brasil a Portugal, fiscalização, povoamento, segurança, defesa
das capitanias.
·
Chegada dos Jesuítas (catequese dos
indígenas e fundação de núcleos educacionais). Os protestos de parte da Igreja
e a mortandade generalizada dos nativos, fez com que a mão de obra indígena
fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras. Não esquecendo que
o tráfico de escravos, oferecia altos lucros a coroa portuguesa.
·
O governo geral também fez uso das Câmaras
Municipais (administradas por uma elite conhecida como “homens bons”),
fundamentais para controle local nas vilas.
·
Atividade Açucareira: Baseado na experiência lusa nas ilhas da costa africana, o cultivo de
cana foi o escolhido devido ao clima e solo favoráveis, além do objetivo de
lucro.
·
A produção do açúcar exigia elevados
investimentos, sendo assim, muitos colonos pegavam grandes empréstimos com holandeses
para instalação de seus engenhos.
·
Engenho: fazenda de cana de açúcar (casa
grande - senhor, senzala - escravos, moenda – mestre de açúcar, plantação-
feitor, além de comerciantes, religiosos e capitães do mato).
·
Os carregamentos eram embarcados para
metrópole, depois seguiam para Amsterdã (Holanda) para refino e distribuição em
solo europeu.
·
Devido a LUCRATIVA atividade econômica, os
engenhos se espalharam pelo Brasil de maneira intensa -> Em 1570, 60
fazendas; em 1610, mais de 400.
·
Outras atividades econômicas:
- Pecuária (alimento, força motriz, transporte,
calçados, roupas, móveis). Responsável pela interiorização do território.
- Drogas do sertão (cacau, guaraná, baunilha, cravo,
castanha e plantas medicinais), aumentou a renda dos jesuítas na região da
Amazônia. O trabalho explorado nesse sistema, foi o indígena.
- Algodão (Maranhão) – utilizado para confecção de
vestimentas para os cativos.
- Tabaco (Bahia) – considerado essencial para o escambo
na costa africana, onde era trocado por escravos.
Revolução
Francesa
A)
Contexto Pré-Revolucionário
→
Destruição da sociedade do Antigo Regime
-
Absolutismo, Mercantilismo, Sociedade Estamental (privilégios feudais)
→ Avanço
das ideias iluministas
→ Crise
econômica / financeira
- Derrota
francesa na Guerra dos Sete Anos (1756-1763)
→ Guerra
de Independência dos EUA (1763-1781)
→ Grandes
gastos com a corte francesa
→ Grande
seca responsável pela crise agrícola
→
Possíveis soluções: redução dos privilégios dos nobres (revolta aristocrática)
ou aumento dos impostos que recaíram sobre o Terceiro Estado
→
Convocação dos Estados Gerais: voto por estado / voto por cabeça
→ Retirada
do Terceiro Estado dos Estados Gerais – início do Movimento revolucionário
B)
Fases da
Revolução Francesa
b.1) Assembleia Nacional Constituinte
(1789-1792)
→ Revolta
no meio urbano: tomada da Bastilha
→ Revolta
no meio rural: Grande Medo – revolta camponesa no campo
→
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
→ Confisco
de bens do clero – Constituição Civil do Clero (funcionários públicos)
→
Monarquia Constitucional (3 poderes)
b.2) Monarquia Constitucional (1792-1793)
→
Constituição Francesa – criação do voto censitário
→
Separação: revolução burguesa / povo
→
Proibição das greves
→
Construção do Estado Burguês
→
Resistência do Rei
→ Formação
dos grupos políticos
- Girondinos:
alta burguesia (direita) – deseja a consolidação dos avanços revolucionários
- Centro /
Planície: sem definições políticas
- Esquerda
/ Montanha: pequena burguesia e sans-culottes (esquerda), buscavam o avanço da
revolução através de maior igualdade
b.3) Convenção Nacional (1792-1795)
a)
Convenção Girondina
→
Liderança dos girondinos
→ Primeira
coligação anti francesa (Áustria, Prússia, Espanha e Inglaterra)
→
Manutenção dos problemas econômicos, sociais e políticos anteriores ao processo
revolucionário
→ Avanço
dos jacobinos em busca de maiores benefícios políticos, sociais e econômicos
b)
Convenção jacobina ou montanhesa (1793-1794) – Período do Terror
→
Radicalização da revolução – prisão dos líderes girondinos
→
Principais líderes jacobinos: Marat, Danton, Robespierre
→ Nova
constituição (I) – Sufrágio Universal
→ Abolição
da escravidão nas colônias francesas (Haiti)
c) Reação
Girondina – Reação Termidoriana
→ Abolição
de todas as decisões jacobinas
→ Terror
Branco
→
Constituição do ano III – retorno do voto censitário
b.4) Diretório (1795-1799)
→
Liderança girondina
→
Resistência jacobina – conspiração dos iguais, liderados por Graco Babeuf
→ Segunda
coligação anti francesa
→ Ascensão
da figura de Napoleão Bonaparte
→ Golpe de
Napoleão contra o Diretório – Golpe do 18 Brumário (09/11/1799)
Era
Napoleônica (1799/1815)
A)
Consulado
→
Estabilização econômica e social
→
Pacificação econômica – Banco da França (Franco -1800)
→
Reaproximação com a Igreja – Concordata assinada com o Papa Pio VII (1802)
→
Plebiscito – Cônsul único e vitalício
→ 1804 –
Código Civil Napoleônico
→
Igualdade de Direitos perante a lei / direito de propriedade
→
Proibição de greves e de organizações sindicais
→
Restabelecimento da escravidão nas colônias
→ Educação
como responsabilidade do Estado
→
Plebiscito que retornou com o governo monárquico
→ Auto
coroação em 1804
B)
Império
→
Expansionismo territorial
→ Bloqueio
Continental em 1806
→ Casos
específicos: Portugal (1806), Rússia (1811), Invasão da Espanha
→ Após a
derrota da Rússia, foi organizada a sexta coligação (Rússia, Áustria, Prússia,
Suécia e Inglaterra). Batalha das Nações em 1813.
→ Exílio
em Elba / Governo dos 100 Dias
→ Derrota
definitiva de Napoleão para a Marinha Inglesa em Waterloo
→ Construção
do Mito Napoleônico: ambição pessoal, empreendedorismo, ideal burguês.
O
Congresso de Viena e as ondas liberais do século XIX
A)
Congresso
de Viena
→ Reunião
entre os líderes absolutistas europeus com o objetivo de restaurar o Antigo
Regime, ou seja, conter as possíveis resistências liberais inspiradas pela
Revolução Francesa e pela Era Napoleônica
→
Integrantes: Rússia, Áustria, Prússia, Inglaterra e França
→
Princípios básicos
- Princípio
de legitimidade: todas as dinastias anteriores à revolução retornariam ao poder
dominando os mesmos territórios (exemplo: Espanha)
- Princípio
do equilíbrio europeu: visava recompor as relações de força entre as potências,
impedindo a hegemonia de uma sobre as outras. Tal princípio conteve os
conflitos territoriais na Europa, estimulando a expansão capitalista
- Santa
Aliança: considerado o “braço direito da restauração”. Exército dos Estados
envolvidos com o objetivo de conter os movimentos liberais tanto na Europa
quanto na América. A Inglaterra não participou interessada em aumentar sua
intervenção na América.
B)
Revoluções
de 1820
→
Portugal: Revolução Constitucionalista do Porto
→ Espanha:
Revolução Constitucionalista de Cádiz
→ Grécia:
Independência da Grécia em relação ao Império Turco Otomano
C)
Revoluções
de 1830
c.1)
Restauração na França (1815-1830)
→ Governo
de Luiz XVIII (Monarquia Parlamentar)
→ Governo
de Carlos X (retorno dos privilégios do Antigo Regime / Medidas Absolutistas)
c.2)
Revolução de 1830
→ Jornadas
Gloriosas – movimento popular/burguês contrário às medidas absolutistas do
monarca
→
Deposição de Carlos X
→ Coroação
de Luís Filipe de Orleans (rei burguês)
→ Avanço
das ideias revolucionárias na Europa (Bélgica)
→ Avanços
liberais no interior da França (fim do catolicismo como religião oficial /
fortalecimento do poder legislativo)
→
Manutenção do voto censitário
→ Política
dos banquetes (reuniões populares contrárias ao rei)
D)
Revoluções
de 1848 (“Primavera dos Povos”)
→
Movimento popular contrário à exclusão política do povo (influência socialista)
→
Conflitos intensos entre os interesses populares e os interesses burgueses
→
objetivava a criação da República Social – direito à greve, limitação de horas
de trabalho e sufrágio universal
→ Segunda
República Francesa (1848-1852)
→ Eleição
por voto universal – 1º presidente Luís Bonaparte – Golpe político 18 Brumário
de Luís Bonaparte
→
Plebiscito – Retorno do Império – napoleão III
→ Expansão
dos valores revolucionários e operários para outras regiões da Europa
Brasil
è BRASIL COLÔNIA: IMPLANTAÇÃO E ECONOMIA DO SISTEMA COLONIAL· Calcula-se que 3 milhões de índios viviam na faixa que hoje se define como o Brasil. Dois grandes grupos: os tupi-guaranis e tapuias ou macro-jê (aimorés, Goitacazes, tremembés, considerados bárbaros por não compartilharem a língua tupi-guarani).
· Os povos indígenas viviam da caça, da pesca, da agricultura e coleta de frutas. Praticavam as queimadas (coivara) para preparar o solo para a agricultura, trocas de alguns bens e atividades bélicas, onde o inimigo era morto no ritual antropofágico.
· Brasil Pré-colonial -> Devido ao grande interesse português nas especiarias das Índias orientais, o território brasileiro foi entregue a exploração do pau-brasil a terceiros (o rei de Portugal não tinha interesse em ter gastos com essa extração, porém criou o estanco – monopólio real, para receber taxas pela retirada da madeira).
· Nesse período não houve ocupação efetiva do Brasil pelos portugueses (de 1500 a 1530).
· A extração do pau-brasil contava com o trabalho indígena por meio do escambo (sistema de trocas).
· A Coroa portuguesa logo estabeleceu o monopólio comercial nas relações mercantis entre colônia e metrópole
· Nesse período o território recebeu invasores que não reconheciam o Tratado de Tordesilhas (franceses - França Antártica), exigindo medidas de segurança, expedições militares (guarda-costas).
· A queda do comércio das especiarias das Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
· A decisão de colonizar o Brasil, a partir de 1530, deveu-se:
- À garantia de posse do território, ameaçada por franceses e ingleses;
- À possibilidade de encontrar metais preciosos, como os espanhóis que dominaram; e ao fato do comércio de especiarias orientais entrar em decadência, em função de gastos militares e concorrência de outras potências.
· A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada por Martim Afonso de Sousa, que estabeleceu as bases da empresa açucareira.
· Foi implantado o sistema de capitanias hereditárias.
è Economia Açucareira e Complementar no Brasil Colônia
· A queda do comércio das especiarias das Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
· Brasil Colônia: Em dezembro de 1530, 400 homens, seriam responsáveis pela fundação do primeiro núcleo colonial português na América (São Vicente) e logo em seguida a implantação das capitanias hereditárias.
· O rei utilizou dos recursos de comerciantes do reino (capitães donatários), que receberam faixas de terras perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área litorânea. Além da Carta de Doação (documento de posse), os capitães também receberam o Foral (documento com direitos e deveres: distribuir sesmarias (causadora da concentração fundiária), escravizar nativos, findar vilas, administrar, explorar a terra e promover a extração de metais, de modo a obter lucro, mediante o pagamento dos impostos.
· Problemas que causaram a fragilidade das capitanias e a implantação do governo-geral: as capitanias não garantiram a ocupação do território, desinteresse de capitães que nem vieram ao Brasil, resistência indígena, distância e a falta de capital. Apenas duas capitanias tiveram relativo sucesso: São Vicente (expedições prospectoras) e Pernambuco (lavoura canavieira).
· A chegada dos portugueses provocou alianças que causaram miscigenação e integração cultural (língua, alimentos) e resistências (fugas, aliança com inimigos, conflitos).
· A chegada dos portugueses representou uma catástrofe para os povos indígenas, que foram submetidos ao trabalho compulsório e retirados de suas estruturas socioculturais.
· Governo Geral 1548 – a capitania da Bahia (Salvador) foi transformada em capitania real, de onde o governador garantia o monopólio do pau-brasil a Portugal, fiscalização, povoamento, segurança, defesa das capitanias.
· Chegada dos Jesuítas (catequese dos indígenas e fundação de núcleos educacionais). Os protestos de parte da Igreja e a mortandade generalizada dos nativos, fez com que a mão de obra indígena fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras. Não esquecendo que o tráfico de escravos, oferecia altos lucros a coroa portuguesa.
· O governo geral também fez uso das Câmaras Municipais (administradas por uma elite conhecida como “homens bons”), fundamentais para controle local nas vilas.
· Atividade Açucareira: Baseado na experiência lusa nas ilhas da costa africana, o cultivo de cana foi o escolhido devido ao clima e solo favoráveis, além do objetivo de lucro.
· A produção do açúcar exigia elevados investimentos, sendo assim, muitos colonos pegavam grandes empréstimos com holandeses para instalação de seus engenhos.
· Engenho: fazenda de cana de açúcar (casa grande - senhor, senzala - escravos, moenda – mestre de açúcar, plantação- feitor, além de comerciantes, religiosos e capitães do mato).
· Os carregamentos eram embarcados para metrópole, depois seguiam para Amsterdã (Holanda) para refino e distribuição em solo europeu.
· Devido a LUCRATIVA atividade econômica, os engenhos se espalharam pelo Brasil de maneira intensa -> Em 1570, 60 fazendas; em 1610, mais de 400.
· Outras atividades econômicas:
- Pecuária (alimento, força motriz, transporte, calçados, roupas, móveis). Responsável pela interiorização do território.
- Drogas do sertão (cacau, guaraná, baunilha, cravo, castanha e plantas medicinais), aumentou a renda dos jesuítas na região da Amazônia. O trabalho explorado nesse sistema, foi o indígena.
- Algodão (Maranhão) – utilizado para confecção de vestimentas para os cativos.
- Tabaco (Bahia) – considerado essencial para o escambo na costa africana, onde era trocado por escravos.
è PRESENÇAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL COLÔNIAL
· Para muito reinos europeus, o Tratado de Tordesilhas não era considerado válido (Inglaterra, França e Holanda) e o comércio do pau-brasil fazia as ações bélicas valerem apena.
· França Antártica (Baía da Guanabara) -> presença francesa na costa do Brasil 1555-1567. Curiosidade: A expulsão dos franceses, fez surgir a Fundação da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro, pelo português Estácio de Sá.
· França Equinocial (Maranhão) -> Durante a União Ibérica, em 1612, o governo francês tentou fundar uma vila que garantisse a criação de uma estrutura para invasão do vice-reino do Peru, região fornecedora de metais preciosos para Espanha. Apesar da fundação de São Luís (homenagem ao monarca Luiz XIV), estes foram expulsos por tropas luso-espanholas em 1615.
· Holandeses -> Paralelamente ao processo da União Ibérica (1580-1640), os holandeses iniciaram seus esforços para promover a sua independência em relação ao reino espanhol. Em 1581, após proclamada a independência, muitos conflitos ainda aconteceram e apenas em 1648, a Espanha reconheceria a separação.
A magoa gerada por tantos conflitos, levou a Espanha a proibir o comércio holandês com o Brasil, prejudicando substancialmente a economia dos Países Baixos. A solução foi a fundação de companhias comerciais que iriam tomar áreas controladas pela Espanha.
Em 1602, os holandeses fundaram a Companhia das Índias Orientais, responsável pela invasão das áreas asiáticas e africanas controladas pelos castelhanos.
O sucesso da empreitada, fez surgir a Companhia das Índias Ocidentais e em 1630, invadiria o Nordeste (Pernambuco). A opção pela região se justifica pelo rico comércio de açúcar, com destaque para as cidades de Olinda e Recife.
O conde holandês, Maurício de Nassau, ao administrar a região, promoveu grande desenvolvimento da lavoura e da região.
Em 1640, chega ao fim o domínio espanhol sobre Portugal. A nova dinastia dos Bragança em Portugal, conseguiu um acordo que dava aos holandeses, 10 anos para se retirarem do Brasil. Esse novo cenário possibilitou a exploração violenta do território, Nassau foi afastado e a população sofreu com altos juros e excessivo controle das regiões invadidas.
A Insurreição Pernambucana (1645-1654) -> expulsão dos holandeses
Apesar do sucesso da Insurreição, a guerra comprometeu a produção açucareira, que também passou a enfrentar, a concorrência com regiões coloniais açucareiras da França, Espanha, britânica e, especialmente, holandesa no Caribe.
è BANDEIRANTISMO, MINERAÇÃO E PERÍODO POMBALINO
· São Vicente e suas bandeiras -> A lavoura açucareira não encontrou futuro nessa capitania e a precariedade socioeconômica exigiu a busca de alternativas para sobrevivência dos habitantes da região.
IPC: As bandeiras foram movidas por desejo de enriquecimento pessoal, e que as ações dos “paulistas” no interior do Brasil se distanciaram, em virtude da violência e da ganância, especialmente contra os indígenas, das idealizadas ações heroicas, corajosas, civilizatórias, missionárias e pioneiras e grandiosas referenciadas pelos historiadores do século XIX (Primeira República, época de poder político de São Paulo).
- Bandeira de apresamento: busca de indígenas para o comércio escravo (destruição de missões jesuíticas).
- Bandeira prospectora: busca por metais preciosos (encontrado as primeiras jazidas de ouro na região do atual estado de Minas Gerais, 1683.
As bandeiras foram responsáveis pela mudança na estrutura política e econômica vigente na relação entre Portugal e Brasil nos anos seguintes. Também contribuiu para a delimitação das atuais fronteiras brasileiras.
- Monções: expedições que utilizavam as vias fluviais para o processo de deslocamento em regiões longínquas, onde as expedições terrestres jamais chegariam.
- Bandeiras sertanismo de contrato: grandes proprietários de terra se reuniam e contratavam bandeirantes para capturar escravos fugidos, ou, mesmo, destruir quilombos.
· Mineração-> A notícia a respeito das minas de ouro e diamante trouxe um grande fluxo migratório. Essa situação exigiu um maior controle pela Coroa portuguesa para evitar o contrabando.
Assim, em 1702, foi fundada a Intendência das Minas, órgão responsável pela gerência das atividades de exploração da região aurífera - distribuía datas(lotes) de ouro para extração e tributava o ouro garantindo aumento do erário português.
- A função da mineração era gerar lucros para a metrópole. Foi criado um rígido sistema de fiscalização, destacando-se as Casas de Fundição.
- Política de tributação: quinto (20%), casas de fundição (onde o ouro era quintado), capitação (cobrança de 17gr de ouro por cabeça de escravo), finta (arrecadação anual).
mínima de 100 arrobas de ouro = 1468Kg. Caso a cota não fosse atingida, seria realizada a derrama = cobrança de impostos atrasados e confisco do ouro até atingir a meta), imposto de entrada (imposto para circulação de mercadoria na região das minas).
- Conflitos: Guerra dos Emboabas, 1708-1709 / Guerra dos Mascates, 1710 / Revolta de Felipe dos Santos, 1720 // Inconfidência Mineira, 1789 / Conjuração Baiana, 1798 / Revolução pernambucana, 1817.
- Com intuito de fácil lucro, muitos fazendeiros intensificaram a atividade agrícola e pecuária em torno das minas com objetivo de abastecer os milhares de habitantes da região.
- Porém, mesmo cercados de tanta riqueza, a maior parte da população vivia na pobreza (os desclassificados do ouro).
- Entre 1740 e 1770, ocorreu o auge da mineração do Brasil. Após essa fase, a atividade entrou em crise (esgotamento do ouro de aluvião, técnicas rudimentares inviabilizavam a exploração).
- Grande parte da riqueza produzida nesse período acabou por ser transferida para a Europa, compondo o processo de acumulação de capital por parte da Inglaterra que patrocinará a Revolução Industrial.
- Diamantes: A área do arraial do Tijuco (Diamantina) ficaria submetida ao controle direto de Portugal, sendo proibida a livre entrada para a região. O intendente do diamante, responsável pela exploração, era nomeado pelo rei e tentava a todo custo evitar o contrabando.
- A Coroa exercia rígido controle sobre a exploração de diamantes, tendo sido demarcado o Distrito Diamantino, vigiado pelo Regimento de Dragões.
- A exploração de diamantes era monopólio da Coroa.
- O contrabando de diamantes e de mercadorias, sobretudo de procedência inglesa, era intenso.
· Período Pombalino (1750 e 1777)
- Marquês de Pombal era o ministro do rei de Portugal (D. José I). Com intuito de promover uma modernização nas estruturas administrativas do reino, reduzindo a dependência portuguesa dos outros impérios europeus (Inglaterra e França).
- Apesar de não ser o monarca, Pombal era um déspota esclarecido (iluminista)
- Medidas tomadas por Pombal:
* Centralização administrativa, fim do sistema de capitanias
* Expulsão dos Jesuítas, com intuito de reduzir o poder da Igreja
* Criação do subsídio literário, imposto que custearia a educação (devido a expulsão dos jesuítas)
* Proibição da escravidão indígena
* Criação das companhias de comércio, que seriam responsáveis pelo monopólio mercantil
* Maior controle fiscal da mineração (mudou a capital de Salvador para o Rio).
- Após a morte do rei, Pombal é afastado do poder e uma reação conservadora contrária às medidas modernizantes, implementa a reaproximação de Portugal a Inglaterra.
· Fronteiras:
-Tratado de Madri -> 1750, as fronteiras seriam traçadas conforme a ocupação territorial até a metade do século XVIII (Bacia Amazônica, região central, anexação da região de Sete Povos das Missões (sul) e entrega da colônia do Sacramento aos espanhóis.
è REBELIÕES NATIVISTAS E SEPARATISTAS, PERÍODO JOANINO E INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
- No final do século XVII e decorrer do século XVIII, o Brasil foi marcado por rebeliões que objetivavam contestar a exploração portuguesa do território colonial.
- Inspirados nas ideias iluministas de liberdade ou nos movimentos revolucionários dos Estados Unidos e da França, conspiradores buscaram reproduzir o que ocorria nas variadas partes do planeta, em uma onda inevitável de revoluções.
- Dois blocos:
* Rebeliões nativistas -> reagiam contra as posturas metropolitanas que desagradavam, mas sem o desejo de emancipação.
-> Revolta dos Beckman (Maranhão, 1684): a Companhia de Comércio do Maranhão criada pela coroa Portuguesa não conseguia cumprir o compromisso firmado com os fazendeiros da região (faltavam escravos africanos, era proibido escravizar os indígenas, as mercadorias europeias tinham preços absurdos e os produtos coloniais tinham preços muito baixos). A situação tornou-se insustentável e alguns fazendeiros tomaram o governo do Maranhão, expulsaram os jesuítas e aboliram a Companhia.
O rei enviou um novo governador, restabeleceu a ordem, puniu os revoltosos, permitiu a volta dos jesuítas, da Companhia de Comércio; porém, acabou como o monopólio da empresa.
-> Guerra dos Emboabas - Minas Gerais, 1708-1709: a presença de portugueses na região aurífera desagradou os paulistas, responsáveis pela descoberta do ouro e que enxergavam os lusitanos como invasores do rico território conquistado com muito esforço.
Os paulistas reivindicavam a exclusividade de exploração nas regiões de ouro em MG, chamavam os estrangeiros pejorativamente, de emboabas. Após vários conflitos violentos, os emboabas foram vitoriosos e os paulistas partiram em busca de outras minas.
-> Guerra dos Mascates: (1710): ocorreu devido às rivalidades políticas entre os latifundiários empobrecidos de Olinda (maioria brasileiros) e os comerciantes enriquecidos de Recife (maioria portuguesa).
- O conflito se dá, devido ao rei de Portugal elevar a região considerada desenvolvida de Recife a vila, o que daria aquela região mais poder.
- o conflito foi controlado com a nomeação de um novo governador, que impôs a vontade da Metrópole e pela força confirmou a autonomia de Recife.
-> Revolta de Felipe dos Santos: Em Vila Rica, Minas Gerais, um protesto contra o fisco português, levou os revoltos a graves punições (rico era punido) e a morte de Felipe dos Santos (pobre esquartejado).
- Sua origem está na proibição da circulação do ouro em pó e a criação de Casas de Fundição.
* Rebeliões Separatistas -> reagiam contra posturas metropolitanas que desagradavam, desejando a ruptura política entre colônia e metrópole.
-> Inconfidência Mineira 1789:
- Esse movimento teve caráter separatista, pretendendo romper os laços do Brasil com Portugal.
- O fisco português era cada vez mais exigente, sobretudo nas áreas de mineração.
A influência das ideias liberais:
- Havia um clima de insatisfação e revolta entre os mineradores.
- As ideias iluministas encontraram campo fértil na sociedade mineradora, por meio de intelectuais brasileiros que estudavam na Europa.
- A independência dos Estados Unidos teve influência na colônia portuguesa.
- Os inconfidentes pertenciam à elite mineradora colonial.
- Destacou-se no movimento a figura do alferes Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes.
A conspiração:
- A revolta estava marcada para o mesmo dia da derrama de 1789, e se estenderia até o Rio de Janeiro e São Paulo.
- A conspiração foi delatada por Joaquim Silvério dos Reis.
- Tiradentes foi preso e executado como principal líder do movimento, sufocado antes de eclodir.
-> Conjuração Baiana 1798:
- Em 1798 ocorreu na Bahia mais um movimento emancipacionista, que visava romper laços coloniais com Portugal.
- O movimento também era influenciado pelos ideais europeus, bem como pela própria Revolução Francesa.
- Havia influências maçônicas no movimento, sobretudo por parte de indivíduos mais intelectualizados, como Cipriano Barata e Agostinho Gomes.
- Os intelectuais aglutinaram as massas populares que almejavam a abolição da escravidão.
- Os líderes do movimento optaram pela violência na luta contra o jugo português.
- O levante foi liderado por alfaiates.
- Antes que a população entendesse e aderisse ao levante, Portugal sufocou o movimento.
Comparação entre as inconfidências Mineira e Baiana
- Os dois movimentos eram emancipacionistas.
- Os dois movimentos eram republicanos e libertários.
- Somente o baiano teve participação popular e cunho abolicionista.
- O movimento mineiro era elitista.
-> Insurreição Pernambucana, Recife 1817:
- A revolução foi organizada pela elite fundiária e trabalhadores livres pobres com forte apoio do clero.
- A região ainda sentia as dificuldades da decadência da produção açucareira, quando os revoltosos começaram a questionar o monopólio comercial português e os altos impostos.
- Eles derrubaram o governo da região, criaram um governo provisório (Republicano), extinguiram os impostos, a liberdade de imprensa, garantia de propriedade e a igualdade entre cidadãos, porém, não tocou na questão da mão de obra escrava.
- A revolta se espalhou para as outras províncias, porém as tropas portuguesas conseguiram conter o movimento.
IPC: A falta de organização, somada à violenta repressão portuguesa, impediu que o Brasil conquistasse sua independência de forma natural, ou seja, sem a participação do próprio monarca português como intermediário da emancipação.
Sendo assim, no momento em que nossa independência foi concedida por D. Pedro I, faltou à população o espírito de ruptura, o que reflete na sociedade até os dias de hoje, quando se nota a ausência de uma percepção de fundação, tão necessária para a construção de um conceito de cidadania. Dessa forma, apesar de sermos uma nação que lutou por sua independência, a chegada dela não garantiu as reivindicações das revoltas e rebeliões.
A nossa independência não retratou os anseios da sociedade brasileira.
-> Período Joanino
A família real no Brasil:
- A transferência da família real para o Brasil ocorreu devido à invasão do reino português pelas tropas francesas de Napoleão.
- Os portugueses não haviam atendido às determinações do Bloqueio Continental.
- A Inglaterra, credora de Portugal, aconselhou D. João - príncipe regente - a transferir a corte para o Brasil.
- A corte desembarcou no Brasil em 1808.
- Imediatamente, D. João decretou a abertura dos portos às nações amigas, o que favorecia diretamente a Inglaterra, muito interessada no mercado consumidor brasileiro.
- Em 1810 o governo português assinou os famosos Tratados de Comércio e Navegação e Aliança e Amizade com a Inglaterra.
- O mercado ficou abarrotado de produtos ingleses, derrubando as manufaturas produzidas no Brasil.
- D. João modernizou o Rio de Janeiro criando escolas, fundando o Banco do Brasil, a Biblioteca Nacional e o Jardim Botânico.
- D. João também promoveu a vinda de artistas e intelectuais da Europa.
- Em 1815 o Brasil deixou se ser colônia, tendo sido elevado à categoria de Reino Unido à Portugal e Algarves.
- Foram ocupadas a Guiana Francesa e a Província Cisplatina.
- Com a morte de D. Maria I, a Louca, D João foi coroado com o título de D. João VI.
-> A Revolução do Porto e a tentativa de recolonização:
* Em 1820 estourou a Revolução do Porto em Portugal.
* A revolução tinha caráter liberal, por se posicionar contra o absolutismo e defender uma Monarquia Constitucional.
* Exigia-se de D. João VI a Portugal, e assim ele fez, em 1821, deixando seu filho D. Pedro no Brasil, na condição de Príncipe Regente.
* Por outro lado, a Revolução do Porto pretendeu recolonizar o Brasil, com o intuito de recuperar as finanças portuguesas.
-> A independência:
* Por meio das ações de José Bonifácio, D. Pedro foi aclamado pelos brasileiros, passando a contrariar os interesses da Corte Portuguesa.
* Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro decidiu ficar no Brasil - Dia do Fico.
* As tropas portuguesas sediadas no Brasil pressionaram D. Pedro, mas foram expulsas. Posteriormente, em 7 de setembro de 1822, proclamou a independência do Brasil.
* Os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer o Brasil como independente.
* A Inglaterra reconheceu a independência do Brasil e mediou o reconhecimento por parte de Portugal. Financiou a indenização paga pelo Brasil a Portugal.
* o movimento de independência teve escassa presença popular, tendo predominado a participação da elite aristocrata.
è
BRASIL COLÔNIA: IMPLANTAÇÃO E ECONOMIA DO SISTEMA COLONIAL
·
Calcula-se que 3 milhões de índios viviam
na faixa que hoje se define como o Brasil. Dois grandes grupos: os
tupi-guaranis e tapuias ou macro-jê (aimorés, Goitacazes, tremembés,
considerados bárbaros por não compartilharem a língua tupi-guarani).
·
Os povos indígenas viviam da caça, da
pesca, da agricultura e coleta de frutas. Praticavam as queimadas (coivara)
para preparar o solo para a agricultura, trocas de alguns bens e atividades
bélicas, onde o inimigo era morto no ritual antropofágico.
·
Brasil Pré-colonial
-> Devido ao grande interesse português nas especiarias das Índias
orientais, o território brasileiro foi entregue a exploração do pau-brasil a
terceiros (o rei de Portugal não tinha interesse em ter gastos com essa
extração, porém criou o estanco – monopólio real, para receber taxas pela
retirada da madeira).
·
Nesse período não houve ocupação efetiva
do Brasil pelos portugueses (de 1500 a 1530).
·
A extração do pau-brasil contava com o
trabalho indígena por meio do escambo (sistema de trocas).
·
A Coroa portuguesa logo estabeleceu o
monopólio comercial nas relações mercantis entre colônia e metrópole
·
Nesse período o território recebeu
invasores que não reconheciam o Tratado de Tordesilhas (franceses - França
Antártica), exigindo medidas de segurança, expedições militares
(guarda-costas).
·
A queda do comércio das especiarias das
Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de
metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no
Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política
lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·
A decisão de colonizar o Brasil, a partir
de 1530, deveu-se:
- À garantia de posse do território, ameaçada por franceses e ingleses;
- À possibilidade de encontrar metais preciosos, como os espanhóis que
dominaram; e ao fato do comércio de especiarias orientais entrar em decadência,
em função de gastos militares e concorrência de outras potências.
* A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada
por Martim Afonso de Sousa, que estabeleceu as bases da empresa açucareira.
* Foi implantado o sistema de capitanias hereditárias.
Economia Açucareira e Complementar no Brasil Colônia
·
A queda do comércio das especiarias das
Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de
metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no
Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política
lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·
Brasil Colônia: Em dezembro de 1530, 400 homens, seriam responsáveis pela fundação do
primeiro núcleo colonial português na América (São Vicente) e logo em seguida a
implantação das capitanias hereditárias.
·
O rei utilizou dos recursos de
comerciantes do reino (capitães donatários), que receberam faixas de terras
perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área litorânea. Além da Carta
de Doação (documento de posse), os capitães também receberam o Foral (documento
com direitos e deveres: distribuir sesmarias (causadora da concentração
fundiária), escravizar nativos, findar vilas, administrar, explorar a terra e
promover a extração de metais, de modo a obter lucro, mediante o pagamento dos
impostos.
·
Problemas que causaram a fragilidade das
capitanias e a implantação do governo-geral: as capitanias não garantiram a
ocupação do território, desinteresse de capitães que nem vieram ao Brasil,
resistência indígena, distância e a falta de capital. Apenas duas capitanias
tiveram relativo sucesso: São Vicente (expedições prospectoras) e Pernambuco
(lavoura canavieira).
·
A chegada dos portugueses provocou
alianças que causaram miscigenação e integração cultural (língua, alimentos) e
resistências (fugas, aliança com inimigos, conflitos).
·
A chegada dos portugueses representou uma
catástrofe para os povos indígenas, que foram submetidos ao trabalho
compulsório e retirados de suas estruturas socioculturais.
·
Governo Geral 1548 – a capitania da Bahia
(Salvador) foi transformada em capitania real, de onde o governador garantia o
monopólio do pau-brasil a Portugal, fiscalização, povoamento, segurança, defesa
das capitanias.
·
Chegada dos Jesuítas (catequese dos
indígenas e fundação de núcleos educacionais). Os protestos de parte da Igreja
e a mortandade generalizada dos nativos, fez com que a mão de obra indígena
fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras. Não esquecendo que
o tráfico de escravos, oferecia altos lucros a coroa portuguesa.
·
O governo geral também fez uso das Câmaras
Municipais (administradas por uma elite conhecida como “homens bons”),
fundamentais para controle local nas vilas.
·
Atividade Açucareira: Baseado na experiência lusa nas ilhas da costa africana, o cultivo de
cana foi o escolhido devido ao clima e solo favoráveis, além do objetivo de
lucro.
·
A produção do açúcar exigia elevados
investimentos, sendo assim, muitos colonos pegavam grandes empréstimos com holandeses
para instalação de seus engenhos.
·
Engenho: fazenda de cana de açúcar (casa
grande - senhor, senzala - escravos, moenda – mestre de açúcar, plantação-
feitor, além de comerciantes, religiosos e capitães do mato).
·
Os carregamentos eram embarcados para
metrópole, depois seguiam para Amsterdã (Holanda) para refino e distribuição em
solo europeu.
·
Devido a LUCRATIVA atividade econômica, os
engenhos se espalharam pelo Brasil de maneira intensa -> Em 1570, 60
fazendas; em 1610, mais de 400.
·
Outras atividades econômicas:
- Pecuária (alimento, força motriz, transporte,
calçados, roupas, móveis). Responsável pela interiorização do território.
- Drogas do sertão (cacau, guaraná, baunilha, cravo,
castanha e plantas medicinais), aumentou a renda dos jesuítas na região da
Amazônia. O trabalho explorado nesse sistema, foi o indígena.
- Algodão (Maranhão) – utilizado para confecção de
vestimentas para os cativos.
- Tabaco (Bahia) – considerado essencial para o escambo
na costa africana, onde era trocado por escravos.
Revolução
Francesa
A)
Contexto Pré-Revolucionário
→
Destruição da sociedade do Antigo Regime
-
Absolutismo, Mercantilismo, Sociedade Estamental (privilégios feudais)
→ Avanço
das ideias iluministas
→ Crise
econômica / financeira
- Derrota
francesa na Guerra dos Sete Anos (1756-1763)
→ Guerra
de Independência dos EUA (1763-1781)
→ Grandes
gastos com a corte francesa
→ Grande
seca responsável pela crise agrícola
→
Possíveis soluções: redução dos privilégios dos nobres (revolta aristocrática)
ou aumento dos impostos que recaíram sobre o Terceiro Estado
→
Convocação dos Estados Gerais: voto por estado / voto por cabeça
→ Retirada
do Terceiro Estado dos Estados Gerais – início do Movimento revolucionário
B)
Fases da
Revolução Francesa
b.1) Assembleia Nacional Constituinte
(1789-1792)
→ Revolta
no meio urbano: tomada da Bastilha
→ Revolta
no meio rural: Grande Medo – revolta camponesa no campo
→
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
→ Confisco
de bens do clero – Constituição Civil do Clero (funcionários públicos)
→
Monarquia Constitucional (3 poderes)
b.2) Monarquia Constitucional (1792-1793)
→
Constituição Francesa – criação do voto censitário
→
Separação: revolução burguesa / povo
→
Proibição das greves
→
Construção do Estado Burguês
→
Resistência do Rei
→ Formação
dos grupos políticos
- Girondinos:
alta burguesia (direita) – deseja a consolidação dos avanços revolucionários
- Centro /
Planície: sem definições políticas
- Esquerda
/ Montanha: pequena burguesia e sans-culottes (esquerda), buscavam o avanço da
revolução através de maior igualdade
b.3) Convenção Nacional (1792-1795)
a)
Convenção Girondina
→
Liderança dos girondinos
→ Primeira
coligação anti francesa (Áustria, Prússia, Espanha e Inglaterra)
→
Manutenção dos problemas econômicos, sociais e políticos anteriores ao processo
revolucionário
→ Avanço
dos jacobinos em busca de maiores benefícios políticos, sociais e econômicos
b)
Convenção jacobina ou montanhesa (1793-1794) – Período do Terror
→
Radicalização da revolução – prisão dos líderes girondinos
→
Principais líderes jacobinos: Marat, Danton, Robespierre
→ Nova
constituição (I) – Sufrágio Universal
→ Abolição
da escravidão nas colônias francesas (Haiti)
c) Reação
Girondina – Reação Termidoriana
→ Abolição
de todas as decisões jacobinas
→ Terror
Branco
→
Constituição do ano III – retorno do voto censitário
b.4) Diretório (1795-1799)
→
Liderança girondina
→
Resistência jacobina – conspiração dos iguais, liderados por Graco Babeuf
→ Segunda
coligação anti francesa
→ Ascensão
da figura de Napoleão Bonaparte
→ Golpe de
Napoleão contra o Diretório – Golpe do 18 Brumário (09/11/1799)
Era
Napoleônica (1799/1815)
A)
Consulado
→
Estabilização econômica e social
→
Pacificação econômica – Banco da França (Franco -1800)
→
Reaproximação com a Igreja – Concordata assinada com o Papa Pio VII (1802)
→
Plebiscito – Cônsul único e vitalício
→ 1804 –
Código Civil Napoleônico
→
Igualdade de Direitos perante a lei / direito de propriedade
→
Proibição de greves e de organizações sindicais
→
Restabelecimento da escravidão nas colônias
→ Educação
como responsabilidade do Estado
→
Plebiscito que retornou com o governo monárquico
→ Auto
coroação em 1804
B)
Império
→
Expansionismo territorial
→ Bloqueio
Continental em 1806
→ Casos
específicos: Portugal (1806), Rússia (1811), Invasão da Espanha
→ Após a
derrota da Rússia, foi organizada a sexta coligação (Rússia, Áustria, Prússia,
Suécia e Inglaterra). Batalha das Nações em 1813.
→ Exílio
em Elba / Governo dos 100 Dias
→ Derrota
definitiva de Napoleão para a Marinha Inglesa em Waterloo
→ Construção
do Mito Napoleônico: ambição pessoal, empreendedorismo, ideal burguês.
O
Congresso de Viena e as ondas liberais do século XIX
A)
Congresso
de Viena
→ Reunião
entre os líderes absolutistas europeus com o objetivo de restaurar o Antigo
Regime, ou seja, conter as possíveis resistências liberais inspiradas pela
Revolução Francesa e pela Era Napoleônica
→
Integrantes: Rússia, Áustria, Prússia, Inglaterra e França
→
Princípios básicos
- Princípio
de legitimidade: todas as dinastias anteriores à revolução retornariam ao poder
dominando os mesmos territórios (exemplo: Espanha)
- Princípio
do equilíbrio europeu: visava recompor as relações de força entre as potências,
impedindo a hegemonia de uma sobre as outras. Tal princípio conteve os
conflitos territoriais na Europa, estimulando a expansão capitalista
- Santa
Aliança: considerado o “braço direito da restauração”. Exército dos Estados
envolvidos com o objetivo de conter os movimentos liberais tanto na Europa
quanto na América. A Inglaterra não participou interessada em aumentar sua
intervenção na América.
B)
Revoluções
de 1820
→
Portugal: Revolução Constitucionalista do Porto
→ Espanha:
Revolução Constitucionalista de Cádiz
→ Grécia:
Independência da Grécia em relação ao Império Turco Otomano
C)
Revoluções
de 1830
c.1)
Restauração na França (1815-1830)
→ Governo
de Luiz XVIII (Monarquia Parlamentar)
→ Governo
de Carlos X (retorno dos privilégios do Antigo Regime / Medidas Absolutistas)
c.2)
Revolução de 1830
→ Jornadas
Gloriosas – movimento popular/burguês contrário às medidas absolutistas do
monarca
→
Deposição de Carlos X
→ Coroação
de Luís Filipe de Orleans (rei burguês)
→ Avanço
das ideias revolucionárias na Europa (Bélgica)
→ Avanços
liberais no interior da França (fim do catolicismo como religião oficial /
fortalecimento do poder legislativo)
→
Manutenção do voto censitário
→ Política
dos banquetes (reuniões populares contrárias ao rei)
D)
Revoluções
de 1848 (“Primavera dos Povos”)
→
Movimento popular contrário à exclusão política do povo (influência socialista)
→
Conflitos intensos entre os interesses populares e os interesses burgueses
→
objetivava a criação da República Social – direito à greve, limitação de horas
de trabalho e sufrágio universal
→ Segunda
República Francesa (1848-1852)
→ Eleição
por voto universal – 1º presidente Luís Bonaparte – Golpe político 18 Brumário
de Luís Bonaparte
→
Plebiscito – Retorno do Império – napoleão III
→ Expansão
dos valores revolucionários e operários para outras regiões da Europa
Brasil
- À possibilidade de encontrar metais preciosos, como os espanhóis que dominaram; e ao fato do comércio de especiarias orientais entrar em decadência, em função de gastos militares e concorrência de outras potências.
· A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada por Martim Afonso de Sousa, que estabeleceu as bases da empresa açucareira.
è Economia Açucareira e Complementar no Brasil Colônia
è PRESENÇAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL COLÔNIAL
· Para muito reinos europeus, o Tratado de Tordesilhas não era considerado válido (Inglaterra, França e Holanda) e o comércio do pau-brasil fazia as ações bélicas valerem apena.
Em 1602, os holandeses fundaram a Companhia das Índias Orientais, responsável pela invasão das áreas asiáticas e africanas controladas pelos castelhanos.
O sucesso da empreitada, fez surgir a Companhia das Índias Ocidentais e em 1630, invadiria o Nordeste (Pernambuco). A opção pela região se justifica pelo rico comércio de açúcar, com destaque para as cidades de Olinda e Recife.
O conde holandês, Maurício de Nassau, ao administrar a região, promoveu grande desenvolvimento da lavoura e da região.
Em 1640, chega ao fim o domínio espanhol sobre Portugal. A nova dinastia dos Bragança em Portugal, conseguiu um acordo que dava aos holandeses, 10 anos para se retirarem do Brasil. Esse novo cenário possibilitou a exploração violenta do território, Nassau foi afastado e a população sofreu com altos juros e excessivo controle das regiões invadidas.
A Insurreição Pernambucana (1645-1654) -> expulsão dos holandeses
Apesar do sucesso da Insurreição, a guerra comprometeu a produção açucareira, que também passou a enfrentar, a concorrência com regiões coloniais açucareiras da França, Espanha, britânica e, especialmente, holandesa no Caribe.
è BANDEIRANTISMO, MINERAÇÃO E PERÍODO POMBALINO
- Bandeira de apresamento: busca de indígenas para o comércio escravo (destruição de missões jesuíticas).
- Bandeira prospectora: busca por metais preciosos (encontrado as primeiras jazidas de ouro na região do atual estado de Minas Gerais, 1683.
As bandeiras foram responsáveis pela mudança na estrutura política e econômica vigente na relação entre Portugal e Brasil nos anos seguintes. Também contribuiu para a delimitação das atuais fronteiras brasileiras.
- Monções: expedições que utilizavam as vias fluviais para o processo de deslocamento em regiões longínquas, onde as expedições terrestres jamais chegariam.
- A função da mineração era gerar lucros para a metrópole. Foi criado um rígido sistema de fiscalização, destacando-se as Casas de Fundição.
- Política de tributação: quinto (20%), casas de fundição (onde o ouro era quintado), capitação (cobrança de 17gr de ouro por cabeça de escravo), finta (arrecadação anual).
mínima de 100 arrobas de ouro = 1468Kg. Caso a cota não fosse atingida, seria realizada a derrama = cobrança de impostos atrasados e confisco do ouro até atingir a meta), imposto de entrada (imposto para circulação de mercadoria na região das minas).
- Conflitos: Guerra dos Emboabas, 1708-1709 / Guerra dos Mascates, 1710 / Revolta de Felipe dos Santos, 1720 // Inconfidência Mineira, 1789 / Conjuração Baiana, 1798 / Revolução pernambucana, 1817.
- Com intuito de fácil lucro, muitos fazendeiros intensificaram a atividade agrícola e pecuária em torno das minas com objetivo de abastecer os milhares de habitantes da região.
- Porém, mesmo cercados de tanta riqueza, a maior parte da população vivia na pobreza (os desclassificados do ouro).
- Entre 1740 e 1770, ocorreu o auge da mineração do Brasil. Após essa fase, a atividade entrou em crise (esgotamento do ouro de aluvião, técnicas rudimentares inviabilizavam a exploração).
- Grande parte da riqueza produzida nesse período acabou por ser transferida para a Europa, compondo o processo de acumulação de capital por parte da Inglaterra que patrocinará a Revolução Industrial.
- Diamantes: A área do arraial do Tijuco (Diamantina) ficaria submetida ao controle direto de Portugal, sendo proibida a livre entrada para a região. O intendente do diamante, responsável pela exploração, era nomeado pelo rei e tentava a todo custo evitar o contrabando.
- A Coroa exercia rígido controle sobre a exploração de diamantes, tendo sido demarcado o Distrito Diamantino, vigiado pelo Regimento de Dragões.
- A exploração de diamantes era monopólio da Coroa.
- O contrabando de diamantes e de mercadorias, sobretudo de procedência inglesa, era intenso.
· Período Pombalino (1750 e 1777)
- Marquês de Pombal era o ministro do rei de Portugal (D. José I). Com intuito de promover uma modernização nas estruturas administrativas do reino, reduzindo a dependência portuguesa dos outros impérios europeus (Inglaterra e França).
- Apesar de não ser o monarca, Pombal era um déspota esclarecido (iluminista)
- Medidas tomadas por Pombal:
* Centralização administrativa, fim do sistema de capitanias
* Expulsão dos Jesuítas, com intuito de reduzir o poder da Igreja
* Criação do subsídio literário, imposto que custearia a educação (devido a expulsão dos jesuítas)
* Proibição da escravidão indígena
* Criação das companhias de comércio, que seriam responsáveis pelo monopólio mercantil
* Maior controle fiscal da mineração (mudou a capital de Salvador para o Rio).
- Após a morte do rei, Pombal é afastado do poder e uma reação conservadora contrária às medidas modernizantes, implementa a reaproximação de Portugal a Inglaterra.
· Fronteiras:
è REBELIÕES NATIVISTAS E SEPARATISTAS, PERÍODO JOANINO E INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
- No final do século XVII e decorrer do século XVIII, o Brasil foi marcado por rebeliões que objetivavam contestar a exploração portuguesa do território colonial.
- Inspirados nas ideias iluministas de liberdade ou nos movimentos revolucionários dos Estados Unidos e da França, conspiradores buscaram reproduzir o que ocorria nas variadas partes do planeta, em uma onda inevitável de revoluções.
- Dois blocos:
* Rebeliões nativistas -> reagiam contra as posturas metropolitanas que desagradavam, mas sem o desejo de emancipação.
-> Revolta dos Beckman (Maranhão, 1684): a Companhia de Comércio do Maranhão criada pela coroa Portuguesa não conseguia cumprir o compromisso firmado com os fazendeiros da região (faltavam escravos africanos, era proibido escravizar os indígenas, as mercadorias europeias tinham preços absurdos e os produtos coloniais tinham preços muito baixos). A situação tornou-se insustentável e alguns fazendeiros tomaram o governo do Maranhão, expulsaram os jesuítas e aboliram a Companhia.
-> Guerra dos Emboabas - Minas Gerais, 1708-1709: a presença de portugueses na região aurífera desagradou os paulistas, responsáveis pela descoberta do ouro e que enxergavam os lusitanos como invasores do rico território conquistado com muito esforço.
-> Guerra dos Mascates: (1710): ocorreu devido às rivalidades políticas entre os latifundiários empobrecidos de Olinda (maioria brasileiros) e os comerciantes enriquecidos de Recife (maioria portuguesa).
- o conflito foi controlado com a nomeação de um novo governador, que impôs a vontade da Metrópole e pela força confirmou a autonomia de Recife.
-> Revolta de Felipe dos Santos: Em Vila Rica, Minas Gerais, um protesto contra o fisco português, levou os revoltos a graves punições (rico era punido) e a morte de Felipe dos Santos (pobre esquartejado).
* Rebeliões Separatistas -> reagiam contra posturas metropolitanas que desagradavam, desejando a ruptura política entre colônia e metrópole.
-> Inconfidência Mineira 1789:
- Esse movimento teve caráter separatista, pretendendo romper os laços do Brasil com Portugal.
- O fisco português era cada vez mais exigente, sobretudo nas áreas de mineração.
A influência das ideias liberais:
- Havia um clima de insatisfação e revolta entre os mineradores.
- As ideias iluministas encontraram campo fértil na sociedade mineradora, por meio de intelectuais brasileiros que estudavam na Europa.
- A independência dos Estados Unidos teve influência na colônia portuguesa.
- Os inconfidentes pertenciam à elite mineradora colonial.
- Destacou-se no movimento a figura do alferes Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes.
A conspiração:
- A revolta estava marcada para o mesmo dia da derrama de 1789, e se estenderia até o Rio de Janeiro e São Paulo.
- A conspiração foi delatada por Joaquim Silvério dos Reis.
- Tiradentes foi preso e executado como principal líder do movimento, sufocado antes de eclodir.
-> Conjuração Baiana 1798:
- Em 1798 ocorreu na Bahia mais um movimento emancipacionista, que visava romper laços coloniais com Portugal.
- O movimento também era influenciado pelos ideais europeus, bem como pela própria Revolução Francesa.
- Havia influências maçônicas no movimento, sobretudo por parte de indivíduos mais intelectualizados, como Cipriano Barata e Agostinho Gomes.
- Os intelectuais aglutinaram as massas populares que almejavam a abolição da escravidão.
- Os líderes do movimento optaram pela violência na luta contra o jugo português.
- O levante foi liderado por alfaiates.
- Antes que a população entendesse e aderisse ao levante, Portugal sufocou o movimento.
Comparação entre as inconfidências Mineira e Baiana
- Os dois movimentos eram emancipacionistas.
- Os dois movimentos eram republicanos e libertários.
- Somente o baiano teve participação popular e cunho abolicionista.
- O movimento mineiro era elitista.
-> Insurreição Pernambucana, Recife 1817:
- A revolução foi organizada pela elite fundiária e trabalhadores livres pobres com forte apoio do clero.
- A região ainda sentia as dificuldades da decadência da produção açucareira, quando os revoltosos começaram a questionar o monopólio comercial português e os altos impostos.
- Eles derrubaram o governo da região, criaram um governo provisório (Republicano), extinguiram os impostos, a liberdade de imprensa, garantia de propriedade e a igualdade entre cidadãos, porém, não tocou na questão da mão de obra escrava.
- A revolta se espalhou para as outras províncias, porém as tropas portuguesas conseguiram conter o movimento.
IPC: A falta de organização, somada à violenta repressão portuguesa, impediu que o Brasil conquistasse sua independência de forma natural, ou seja, sem a participação do próprio monarca português como intermediário da emancipação.
Sendo assim, no momento em que nossa independência foi concedida por D. Pedro I, faltou à população o espírito de ruptura, o que reflete na sociedade até os dias de hoje, quando se nota a ausência de uma percepção de fundação, tão necessária para a construção de um conceito de cidadania. Dessa forma, apesar de sermos uma nação que lutou por sua independência, a chegada dela não garantiu as reivindicações das revoltas e rebeliões.
A nossa independência não retratou os anseios da sociedade brasileira.
-> Período Joanino
A família real no Brasil:
- A transferência da família real para o Brasil ocorreu devido à invasão do reino português pelas tropas francesas de Napoleão.
- Os portugueses não haviam atendido às determinações do Bloqueio Continental.
- A Inglaterra, credora de Portugal, aconselhou D. João - príncipe regente - a transferir a corte para o Brasil.
- A corte desembarcou no Brasil em 1808.
- Imediatamente, D. João decretou a abertura dos portos às nações amigas, o que favorecia diretamente a Inglaterra, muito interessada no mercado consumidor brasileiro.
- Em 1810 o governo português assinou os famosos Tratados de Comércio e Navegação e Aliança e Amizade com a Inglaterra.
- O mercado ficou abarrotado de produtos ingleses, derrubando as manufaturas produzidas no Brasil.
- D. João modernizou o Rio de Janeiro criando escolas, fundando o Banco do Brasil, a Biblioteca Nacional e o Jardim Botânico.
- D. João também promoveu a vinda de artistas e intelectuais da Europa.
- Em 1815 o Brasil deixou se ser colônia, tendo sido elevado à categoria de Reino Unido à Portugal e Algarves.
- Foram ocupadas a Guiana Francesa e a Província Cisplatina.
- Com a morte de D. Maria I, a Louca, D João foi coroado com o título de D. João VI.
-> A Revolução do Porto e a tentativa de recolonização:
* Em 1820 estourou a Revolução do Porto em Portugal.
* A revolução tinha caráter liberal, por se posicionar contra o absolutismo e defender uma Monarquia Constitucional.
* Exigia-se de D. João VI a Portugal, e assim ele fez, em 1821, deixando seu filho D. Pedro no Brasil, na condição de Príncipe Regente.
* Por outro lado, a Revolução do Porto pretendeu recolonizar o Brasil, com o intuito de recuperar as finanças portuguesas.
-> A independência:
* Por meio das ações de José Bonifácio, D. Pedro foi aclamado pelos brasileiros, passando a contrariar os interesses da Corte Portuguesa.
* Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro decidiu ficar no Brasil - Dia do Fico.
* As tropas portuguesas sediadas no Brasil pressionaram D. Pedro, mas foram expulsas. Posteriormente, em 7 de setembro de 1822, proclamou a independência do Brasil.
* Os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer o Brasil como independente.
* A Inglaterra reconheceu a independência do Brasil e mediou o reconhecimento por parte de Portugal. Financiou a indenização paga pelo Brasil a Portugal.
* o movimento de independência teve escassa presença popular, tendo predominado a participação da elite aristocrata.
Período Joanino (1808–1821)
Contexto
Principais medidas de Dom João VI
Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815)
Revolução Pernambucana (1817)
Retorno de Dom João VI
Importância do Período Joanino
Primeiro Reinado (1822–1831)
Contexto
Dia do Fico (1822)
Independência do Brasil (1822)
Constituição de 1824
Confederação do Equador (1824)
Guerra da Cisplatina (1825–1828)
Crise do Primeiro Reinado
Abdicação de Dom Pedro I (1831)
Importância do Primeiro Reinado
Período Regencial (1831–1840)
Contexto
Dom Pedro I
Tipos de Regência
Regência Trina Provisória (1831)
Regência Trina Permanente (1831–1835)
Regência Una (1835–1840)
Ato Adicional de 1834
Principais Revoltas Regenciais
Cabanagem (1835–1840)
Farroupilha (1835–1845)
Sabinada (1837–1838)
Balaiada (1838–1841)
Disputas Políticas
Golpe da Maioridade (1840)
Importância do Período Regencial