PROGRAMA
DE HISTÓRIA 2026 - 3º ANO
VOLUME 1
Frente A:
Módulo 01: História Antiga: Grécia e Roma
Módulo 02: Formação, Apogeu e Crise do Sistema Feudal
Módulo 03: Organização dos Estados Nacionais
Módulo 04: Absolutismo e Mercantilismo
Módulo 05: Renascimento
Frente B:
Módulo 01: Expansão Marítima
Módulo 02: América Espanhola e Inglesa
Módulo 03: Povos Africanos
Módulo 04: Brasil Colônia: Implantação e Economia do Sistema Colonial
VOLUME 2
Frente A:
Módulo 06: Reforma e Contrarreforma
Módulo 07: Revolução Inglesa
Módulo 08: Iluminismo
Módulo 09: Revolução Americana
Módulo 10: Revolução Francesa e Consolidação da Ordem Liberal
Frente B:
Módulo 05: Br. Colônia: das invasões estrangeiras ao Período PombalinoMódulo 06: Brasil Colônia: crise do sistema colonial e independência do Br.
Módulo 07: Brasil: Primeiro-Reinado
Módulo 08: Brasil: Período Regencial
VOLUME 3
Frente A :
Módulo 11: Revolução Industrial e Consequências Sociopolíticas
Módulo 12: Independência da América Espanhola e do Haiti
Módulo 13: Estados Unidos no Séc. XIX
Módulo 14: Unificação Italiana, Alemã e Comuna de Paris
Módulo 15: Imperialismo
Frente B:
Módulo 09: Bases Políticas do Brasil Império
Módulo 10: Grupos Sociais em Conflito no Brasil Império
Módulo 11: República Provisória e da Espada
Módulo 12: República Oligárquica
VOLUME 4
Frente A:
Módulo 16: Primeira Guerra Mundial
Módulo 17: Revolução Russa
Módulo 18: Período Entreguerras e Segunda Guerra Mundial
Módulo 19: Guerra Fria e Focos de Tensão
Módulo 20: Nova Ordem Mundial
Frente B:
Módulo 13: Era Vargas
Módulo 14: Período Liberal – Democrático (1945-1964)
Módulo 15: Regime Militar
Módulo 16: Nova República
ESTUDOS HISTÓRICOS E A PRÉ-HISTÓRIA
1. Por que estudar História?
A História não serve apenas para decorar datas.
Ajuda a compreender o presente e pensar o futuro.
O passado é conhecido por meio de: perguntas / fontes históricas / interpretações dos historiadores
A História muda conforme as questões do tempo presente.
2. Teoria da História
Campo que estuda como o conhecimento histórico é produzido.
Analisa: métodos / conceitos / formas de interpretação do passado
Mostra que a História não é fixa, mas reinterpretada ao longo do tempo.
3. Conceitos fundamentais
História pode ter dois sentidos:
Conjunto dos acontecimentos do passado.
Ciência que estuda e interpreta esses acontecimentos.
Historiografia:
Conceito trabalhado por Marc Bloch.
É a escrita da História, baseada na análise crítica das fontes.
4. Fontes históricas
São os vestígios deixados pelas sociedades humanas.
Podem ser:
objetos – fontes materiais
pinturas – fontes visuais / imagéticas
textos, jornais - fontes escritas
filmes, músicas, sites – fontes audiovisuais e digitais
relatos, entrevistas – fontes orais
Mesmo sem escrita, as sociedades antigas produziram História.
A PRÉ-HISTÓRIA: SOCIEDADES SEM ESCRITA
5. O que é Pré-História?
Período anterior ao surgimento da escrita (c. 3500 a.C.).
Conceito tradicional e questionado pelos historiadores.
Crítica principal:
A História não começa com a escrita.
Hoje, muitos preferem termos como:
“História das sociedades sem escrita”
“História das primeiras humanidades”
6. Origem do conceito de Pré-História
Surgiu no século XIX, durante o Imperialismo europeu.
Relacionado a uma visão:
· Eurocêntrica
Usada para colocar a Europa como “modelo de progresso”.
A periodização da História em Pré-História, Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea é uma convenção adotada no Ocidente para organizar o tempo
histórico. Embora útil, essa divisão se baseia em marcos da História europeia e não se aplica de forma universal.
· Evolucionista
1. Charles Darwin e a teoria da evolução (1809–1882)
Obra principal: A origem das espécies (1859)
Forte influência no pensamento científico do século XIX
2. Seleção natural
Principal explicação científica para a diversidade das formas de vida
Defende que os seres vivos se transformam ao longo do tempo
Desenvolveu-se junto a outras explicações do mundo:
Religiosas e filosóficas
3. Apropriação da teoria no contexto imperialista
O século XIX foi marcado pelo imperialismo europeu
A teoria da evolução foi deturpada e usada para: justificar hierarquias raciais / afirmar que algumas sociedades seriam mais “evoluídas”
Essa visão reforçou: o racismo / a dominação colonial
OS HOMINÍDEOS E A EVOLUÇÃO HUMANA
7. O surgimento dos hominídeos
Hominídeos: grupo de seres ancestrais do ser humano.
Início de uma linhagem que leva ao Homo sapiens.
Importância: desenvolvimento do cérebro / uso de ferramentas / vida em grupo / linguagem e cultura
Marca o começo da história evolutiva humana.
O PALEOLÍTICO (Idade da Pedra Lascada)
8. Características gerais do Paleolítico
Período mais longo da História humana.
Aproximadamente:
de 2,5 milhões de anos atrás
até cerca de 10 mil anos atrás
Economia baseada em: caça / pesca / coleta
9. Modo de vida no Paleolítico
Grupos pequenos e nômades.
Uso de ferramentas de: pedra lascada / ossos
Cooperação essencial para a sobrevivência.
Domínio do fogo: aquecimento / proteção / preparo dos alimentos / vida em cavernas
10. Cultura e simbolismo no Paleolítico
Desenvolvimento do pensamento simbólico.
Produção de: pinturas rupestres / esculturas / rituais funerários
Indícios de religiosidade e espiritualidade.
Processo conhecido como Revolução Cognitiva.
O NEOLÍTICO (Idade da Pedra Polida)
11. Transformações do Neolítico
Início por volta de 10 mil anos atrás.
Principais mudanças: agricultura / domesticação de animais / sedentarização
12. Novas formas de organização social
Formação de aldeias.
Crescimento populacional.
Divisão do trabalho.
Surgimento de: hierarquias sociais / lideranças políticas / novas crenças religiosas
13. Do Neolítico à Revolução Urbana
Excedente agrícola permitiu o crescimento das comunidades.
Por volta de 4000 a.C.:
surgem as primeiras cidades
início das civilizações complexas
Transição para a História Antiga.
VOLUME 1
Frente A:
Módulo 01: História Antiga: Grécia e Roma
Módulo 02: Formação, Apogeu e Crise do Sistema Feudal
Módulo 03: Organização dos Estados Nacionais
Módulo 04: Absolutismo e Mercantilismo
Módulo 05: Renascimento
Frente B:
Módulo 01: Expansão Marítima
Módulo 02: América Espanhola e Inglesa
Módulo 03: Povos Africanos
Módulo 04: Brasil Colônia: Implantação e Economia do Sistema Colonial
VOLUME 2
Frente A:
Módulo 06: Reforma e Contrarreforma
Módulo 07: Revolução Inglesa
Módulo 08: Iluminismo
Módulo 09: Revolução Americana
Módulo 10: Revolução Francesa e Consolidação da Ordem Liberal
Frente B:
Módulo 05: Br. Colônia: das invasões estrangeiras ao Período PombalinoMódulo 06: Brasil Colônia: crise do sistema colonial e independência do Br.
Módulo 07: Brasil: Primeiro-Reinado
Módulo 08: Brasil: Período Regencial
VOLUME 3
Módulo 11: Revolução Industrial e Consequências Sociopolíticas
Módulo 12: Independência da América Espanhola e do Haiti
Módulo 13: Estados Unidos no Séc. XIX
Módulo 14: Unificação Italiana, Alemã e Comuna de Paris
Módulo 15: Imperialismo
Frente B:
Módulo 09: Bases Políticas do Brasil Império
Módulo 10: Grupos Sociais em Conflito no Brasil Império
Módulo 11: República Provisória e da Espada
Módulo 12: República Oligárquica
VOLUME 4
Módulo 16: Primeira Guerra Mundial
Módulo 17: Revolução Russa
Módulo 18: Período Entreguerras e Segunda Guerra Mundial
Módulo 19: Guerra Fria e Focos de Tensão
Módulo 20: Nova Ordem Mundial
Frente B:
Módulo 13: Era Vargas
Módulo 14: Período Liberal – Democrático (1945-1964)
Módulo 15: Regime Militar
Módulo 16: Nova República
ESTUDOS HISTÓRICOS E A PRÉ-HISTÓRIA
1. Por que estudar História?
A História não serve apenas para decorar datas.
Ajuda a compreender o presente e pensar o futuro.
O passado é conhecido por meio de: perguntas / fontes históricas / interpretações dos historiadores
A História muda conforme as questões do tempo presente.
2. Teoria da História
Campo que estuda como o conhecimento histórico é produzido.
Analisa: métodos / conceitos / formas de interpretação do passado
Mostra que a História não é fixa, mas reinterpretada ao longo do tempo.
3. Conceitos fundamentais
História pode ter dois sentidos:
Conjunto dos acontecimentos do passado.
Ciência que estuda e interpreta esses acontecimentos.
Historiografia:
Conceito trabalhado por Marc Bloch.
É a escrita da História, baseada na análise crítica das fontes.
4. Fontes históricas
São os vestígios deixados pelas sociedades humanas.
Podem ser:
objetos – fontes materiais
pinturas – fontes visuais / imagéticas
textos, jornais - fontes escritas
filmes, músicas, sites – fontes audiovisuais e digitais
relatos, entrevistas – fontes orais
Mesmo sem escrita, as sociedades antigas produziram História.
A PRÉ-HISTÓRIA: SOCIEDADES SEM ESCRITA
5. O que é Pré-História?
Período anterior ao surgimento da escrita (c. 3500 a.C.).
Conceito tradicional e questionado pelos historiadores.
Crítica principal:
A História não começa com a escrita.
Hoje, muitos preferem termos como:
“História das sociedades sem escrita”
“História das primeiras humanidades”
6. Origem do conceito de Pré-História
Surgiu no século XIX, durante o Imperialismo europeu.
Relacionado a uma visão:
· Eurocêntrica
A periodização da História em Pré-História, Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea é uma convenção adotada no Ocidente para organizar o tempo
histórico. Embora útil, essa divisão se baseia em marcos da História europeia e não se aplica de forma universal.
· Evolucionista
Obra principal: A origem das espécies (1859)
Forte influência no pensamento científico do século XIX
2. Seleção natural
Principal explicação científica para a diversidade das formas de vida
Defende que os seres vivos se transformam ao longo do tempo
Desenvolveu-se junto a outras explicações do mundo:
Religiosas e filosóficas
3. Apropriação da teoria no contexto imperialista
O século XIX foi marcado pelo imperialismo europeu
A teoria da evolução foi deturpada e usada para: justificar hierarquias raciais / afirmar que algumas sociedades seriam mais “evoluídas”
Essa visão reforçou: o racismo / a dominação colonial
OS HOMINÍDEOS E A EVOLUÇÃO HUMANA
7. O surgimento dos hominídeos
Hominídeos: grupo de seres ancestrais do ser humano.
Início de uma linhagem que leva ao Homo sapiens.
Importância: desenvolvimento do cérebro / uso de ferramentas / vida em grupo / linguagem e cultura
Marca o começo da história evolutiva humana.
O PALEOLÍTICO (Idade da Pedra Lascada)
8. Características gerais do Paleolítico
Período mais longo da História humana.
Aproximadamente:
de 2,5 milhões de anos atrás
até cerca de 10 mil anos atrás
Economia baseada em: caça / pesca / coleta
9. Modo de vida no Paleolítico
Grupos pequenos e nômades.
Uso de ferramentas de: pedra lascada / ossos
Cooperação essencial para a sobrevivência.
Domínio do fogo: aquecimento / proteção / preparo dos alimentos / vida em cavernas
10. Cultura e simbolismo no Paleolítico
Desenvolvimento do pensamento simbólico.
Produção de: pinturas rupestres / esculturas / rituais funerários
Indícios de religiosidade e espiritualidade.
Processo conhecido como Revolução Cognitiva.
O NEOLÍTICO (Idade da Pedra Polida)
11. Transformações do Neolítico
Início por volta de 10 mil anos atrás.
Principais mudanças: agricultura / domesticação de animais / sedentarização
12. Novas formas de organização social
Formação de aldeias.
Crescimento populacional.
Divisão do trabalho.
Surgimento de: hierarquias sociais / lideranças políticas / novas crenças religiosas
13. Do Neolítico à Revolução Urbana
Excedente agrícola permitiu o crescimento das comunidades.
Por volta de 4000 a.C.:
surgem as primeiras cidades
início das civilizações complexas
Transição para a História Antiga.
Antiguidade Oriental
- Desenvolveu-se por volta do 3º milênio a.C.
- Localizada em regiões com grandes rios: Nilo, Tigre, Eufrates, Indo e Huang He.
Os rios possibilitaram: Agricultura irrigada / Organização social mais complexa / Formação de Estados centralizados
Surgimento de: Primeiras formas de Estado / Leis escritas / Religiões organizadas / Manifestações culturais complexas
Mesopotâmia: entre rios e impérios
Significado: “terra entre rios” (Tigre e Eufrates).
Região ocupada por diversas civilizações ao longo do tempo.
Características gerais: Organização urbana / Escrita / Religião politeísta
Poder político centralizado
Marcada por: Disputas territoriais / Sucessão de impérios
Principais povos: Sumérios / Acádios / Babilônios / Assírios / Caldeus
Egito: a civilização do Nilo
Ocupação das margens do Nilo iniciada por volta de 5500 a.C.
Cheias do rio: Depositavam húmus / Tornavam o solo fértil
Desenvolvimento de: Técnicas hidráulicas (diques e canais) / Trabalho coletivo
Formação de núcleos urbanos:
Alto Egito e Baixo Egito
Unificação:
Realizada por Menés (~3200 a.C.)
Início do Antigo Império
Governo: Teocrático / Faraó considerado um deus vivo, encarnação de Hórus
Fases do Antigo Egito
Antigo Império (3200–2000 a.C.)
Médio Império (2000–1580 a.C.)
Expansão do comércio e da cultura
Invasões de povos estrangeiros (hicsos)
Novo Império (1580–1085 a.C.)
Apogeu militar e territorial
Reformas religiosas
Tentativa de monoteísmo com Amenófis IV
Personagens importantes:
Ramsés II
Cleópatra
Sociedade e aspectos culturais do Egito
Sociedade hierarquizada e dividida em estamentos: Faraó / Sacerdotes, nobres e escribas / Camponeses e escravos
Religião: Politeísta / Deuses principais: Rá, Osíris, Hórus e Anúbis
Forte crença na vida após a morte
Práticas religiosas: Mumificação / Tribunal de Osíris (julgamento da alma)
Cultura e artes:
Arte marcada pela frontalidade e simbologia religiosa
Escrita hieroglífica
Avanços científicos e culturais importantes
- Desenvolveu-se por volta do 3º milênio a.C.
- Localizada em regiões com grandes rios: Nilo, Tigre, Eufrates, Indo e Huang He.
Os rios possibilitaram: Agricultura irrigada / Organização social mais complexa / Formação de Estados centralizados
Surgimento de: Primeiras formas de Estado / Leis escritas / Religiões organizadas / Manifestações culturais complexas
Significado: “terra entre rios” (Tigre e Eufrates).
Região ocupada por diversas civilizações ao longo do tempo.
Características gerais: Organização urbana / Escrita / Religião politeísta
Poder político centralizado
Marcada por: Disputas territoriais / Sucessão de impérios
Principais povos: Sumérios / Acádios / Babilônios / Assírios / Caldeus
Ocupação das margens do Nilo iniciada por volta de 5500 a.C.
Cheias do rio: Depositavam húmus / Tornavam o solo fértil
Desenvolvimento de: Técnicas hidráulicas (diques e canais) / Trabalho coletivo
Formação de núcleos urbanos:
Alto Egito e Baixo Egito
Unificação:
Realizada por Menés (~3200 a.C.)
Início do Antigo Império
Governo: Teocrático / Faraó considerado um deus vivo, encarnação de Hórus
Antigo Império (3200–2000 a.C.)
Médio Império (2000–1580 a.C.)
Expansão do comércio e da cultura
Invasões de povos estrangeiros (hicsos)
Novo Império (1580–1085 a.C.)
Apogeu militar e territorial
Reformas religiosas
Tentativa de monoteísmo com Amenófis IV
Personagens importantes:
Ramsés II
Cleópatra
Sociedade hierarquizada e dividida em estamentos: Faraó / Sacerdotes, nobres e escribas / Camponeses e escravos
Religião: Politeísta / Deuses principais: Rá, Osíris, Hórus e Anúbis
Forte crença na vida após a morte
Práticas religiosas: Mumificação / Tribunal de Osíris (julgamento da alma)
Cultura e artes:
Arte marcada pela frontalidade e simbologia religiosa
Escrita hieroglífica
Avanços científicos e culturais importantes
A
Civilização Clássica: Grécia
Origens:
* A antiga civilização grega desenvolveu-se no sul da península
balcânica, nas ilhas do Mar Egeu, na costa da Ásia Menor, no sul da Itália, na
região do Mar Negro e em outros pontos à volta do Mar Mediterrâneo.
* O povo grego foi formado pelos aqueus, eólios, jônios e dórios.
* Anteriores aos gregos, os cretenses habitavam as ilhas da
região, principalmente Creta.
Para estudar a Grécia temos que conhecer seus períodos:
1º Período
Pré-Homerico ou Micênico:
Formação da Grécia com povos indo-europeus e suas colônias na
Itália (Magna Grécia), na Ásia (Troia).
2º Período
Homérico:
* Nome que se refere ao poeta
Homero, autor de Ilíada e de Odisseia, poemas que constituem a mais
importante fonte histórica para o estudo do período.
* A Ilíada narra a
Guerra de Troia.
* A Odisseia narra o
retorno de Ulisses (herói da Guerra de Troia) para Ítaca, seu reino.
* Em O trabalho e os dias, de
Hesíodo, há importantes dados sobre os costumes e a concepção de justiça dos
gregos.
* Por volta de 1150 a.C. os dórios invadiram a região.
* A sociedade era organizada em clãs familiares, chefiados pelos
proprietários de terras, armas e escravos domésticos, constituindo uma
aristocracia guerreira.
*O poder político e religioso se concentrava nas mãos dos
patriarcas (chefes dos clãs).
* O basileu (rei primitivo) exercia liderança sobre a aristocracia
guerreira.
3º Período
Arcaico: Formação das cidades gregas.
* A monarquia primitiva deu origem à pólis (cidade- Estado), um
centro urbano que controlava politicamente as terras e as aldeias vizinhas
(governo e leis próprias)
* A acrópole era o núcleo da pólis (ponto mais alto da cidade
grega, com os prédios mais importantes).
* Surgiram numerosas pólis no mundo grego.
* O poder na Grécia era descentralizado, as pólis eram cidades -
estado.
* A cultura era fator aglutinador das pólis. O poder nas pólis
passou a ser exercido pelo arcontado - formado por aristocratas.
* Surgimento da camada social dos comerciantes.
* O modo de produção da sociedade grega passou a ser escravista.
* Reformas políticas implantaram a democracia.
* As principais cidades que se formaram nesse período foram Atenas
e Esparta.
Esparta:
* Localizava-se na Lacônia (Peloponeso), tendo sido
fundada pelos dórios.
* As terras eram distribuídas entre a aristocracia.
* Os servos (hilotas) pertenciam ao Estado.
* Os periecos eram artesãos e camponeses. Não tinham
direitos políticos.
* O sistema de leis em Esparta era atribuído ao
lendário Licurgo.
* A cidadania
em Esparta era direito assegurado à aristocracia.
* A educação dos jovens era voltada para o
militarismo.
* A mulher era valorizada pelo seu papel de
procriadora.
* A economia espartana era baseada na agricultura. Sua
organização política era aristocrática.
* Havia forte rivalidade entre Atenas e Esparta.
Atenas:
* Instituição da democracia.
* Importância econômica do comércio marítimo.
* Evolução política:
- Drácon criou as leis escritas;
- As reformas de Sólon mudaram o critério de
participação no poder, acabando com o monopólio político dos eupátridas. O
critério de cisão social passou a ser a riqueza, não mais a tradição;
- As tensões sociais deram origem aos tiranos (homens
que assumiram o poder, passando por cima das leis, com o apoio popular;
- Clístenes instituiu a democracia em Atenas;
- A sociedade estava dividida em cidadãos (homens
livres, maiores de idade, nascidos em Atenas, filho de pais atenienses),
metecos (estrangeiros comerciantes, que não gozavam de direitos políticos) e
escravos;
- A democracia grega não incluía as mulheres, embora
fosse pela sua linhagem que se definha a condição de nascimento em Atenas.
4º
Período Clássico: As guerras
* As Guerras Médicas foram conflito entre as pólis
gregas (a Liga de Delos), sob a liderança de Atenas, e os persas. Houve vitória
grega.
- O prestígio ateniense, sob o governo de Péricles:
- Aumentou o número de escravos;
- Fez Atenas atingir seu esplendor cultural
(arquitetura, escultura e filosofia) e econômico.
* Esparta se contrapôs à Atenas formando a Liga do
Peloponeso, desencadeando a Guerra do Peloponeso.
* Esparta venceu o conflito, porém ficou tão
enfraquecida quanto Atenas, bem como as demais cidades- Estado gregas (Suicídio
grego).
5º Período
Helenístico:
* O esgotamento das pólis abriu caminho para a
dominação macedônica.
* Intervenções de Filipe (rei macedônico) sobre a
Grécia.
* Alexandre sucedeu Filipe e estendeu os domínios de
seu império, preservando e difundindo elementos da cultura grega. O império de
Alexandre se dividiu entre seus
generais, após sua morte, deixando importante legado
cultural - a fusão da cultura grega com a cultura oriental: o helenismo.
O legado grego:
* As Olimpíadas.
* A religião antropomórfica.
* A filosofia - com
destaque para Sócrates, Platão e Aristóteles.
https://www.youtube.com/watch?v=OHP1w5jMJLY – Grécia
A
civilização clássica: Roma
As origens de Roma:
* Localizava-se na Península Itálica, e entre os anos
2000 e 1000 a.C., foi invadida por povos indo-europeus como os latinos.
* Segundo a lenda, Roma fora fundida pelos gêmeos Rômulo e Remo.
* Pesquisas confirmaram que
várias aldeias se uniram e formaram Roma.
A Monarquia
*
Os romanos se organizavam em clãs, sendo a propriedade e a produção da terra,
coletivas.
*
Os patrícios constituíam a elite
nobre, que se apossaram das melhores terras.
*
Roma era uma cidade-estado governada por um rei e por um conselho (senado)
formado pelos patrícios.
*
Plebeus (artesãos, comerciantes e
pequenos proprietários), clientes e
escravos domésticos constituíam os demais grupos sociais.
*
Roma foi conquistada pelos etruscos, por volta do ano 600 a.C. e teve seu
último rei.
A República:
* A queda do último rei etrusco significou a
independência de Roma em relação aos etruscos.
* Roma passa a ser
governada pelo senado, com a
implantação da República.
*
O senado escolhia os magistrados.
*
A luta dos plebeus pela participação
política:
-
Instituição dos Tribunos da Plebe;
-
Lei das 12 tábuas (as leis passam a ser escritas);
-
Lei Canuleia (casamento entre patrícios e plebeus);
-
Abolição da escravidão por dívidas;
-
Igualdade de direitos entre patrícios e plebeus;
*
Roma expande seus domínios territoriais,
tornando-se um Império.
*
Em disputa pelo Mar Mediterrâneo, Roma
vence Cartago nas Guerras Púnicas.
*
Os patrícios enriqueceram.
*
Aumentou o número de escravos.
*
Os chefes militares tiveram seu poder
político fortalecido.
*
Aumentaram a pobreza, a fome e as
tensões sociais.
*
A proposta da reforma agrária dos irmãos Tibério e Caio Graco (Tribunos da
Plebe):
-
Tibério Graco foi por isso assassinado e Caio Graco se matou.
*
As Guerras passam a ter caráter vital
para a expansão territorial e aquisição de escravos para Roma.
*
Os cônsules Mário e Sila tentaram conter as tensões sociais.
*
A revolta de escravos liderada pelo escravo-gladiador Espártaco.
*
Formação do Primeiro Triunvirato
(generais): Pompeu, Crasso e Júlio
César.
*
Júlio César se destaca como grande líder militar apoiado pelo povo; contudo,
foi assassinado numa conspiração de senadores.
*
Formou-se o Segundo Triunvirato:
Lépido, Março Antônio e Otávio.
*
Lépido teve seu poder suprimido, e Marco Antônio e Otávio disputaram o poder.
*
Otávio vence a disputa política contra
Março Antônio, e se intitula imperador.
O
Império Romano:
*
O imperador passou a deter grande poder, apesar da manutenção das instituições
anteriores.
*
Otávio investiu na área social,
tornando-se assim popular.
*
O Império Romano ampliou ainda mais suas fronteiras.
*
Houve intenso combate contra os bárbaros, sobretudo germânicos.
*
Surgiu o cristianismo, concorrendo com muitas outras religiões praticadas no
império romano.
*
Devido às contradições políticas e
econômicas, o império começa a vivenciar a verdadeira crise.
*
O fim das guerras paralisou a principal
fonte de escravos.
*Surgiu o sistema do colonato, levando a
população carente à ruralização.
* O imperador Constantino
transferiu a capital do império para a cidade de Constantinopla.
* O imperador Teodósio dividiu o
império em dois: ocidental e oriental, sendo o ocidental invadido pelos
bárbaros, e o oriental tornou-se Império Bizantino.
* O cristianismo tornou-se a
religião predominante, legalizada e oficializada em Roma, embora tivesse sido arduamente
perseguida por três séculos.
* Os bárbaros predominavam sobre
os exércitos romanos, formando reinos no interior de seu vasto território.
Cultura:
*
A cultura romana contém fortes elementos das culturas grega e etrusca.
*
Grandes obras urbanísticas foram realizadas pelos romanos.
*
O direito romano influenciou toda a civilização ocidental.
https://www.youtube.com/watch?v=eqHmEXJWuRk – Roma
A Alta Idade Média
A) Queda
do Império Romano e Formação da Sociedade Feudal
→ Idade Média Ocidental (séc. V ao XV)
→ Origem do termo – “Idade das Trevas”, valores contrários àqueles
defendidos na Antiguidade Clássica (Grécia e Roma)
→ Invasões bárbaras que levaram à destruição completa do Império Romano
(visigodos, ostrogodos, francos, germânicos, bretões)
→ 476 d.C. – queda do Império Romano do Ocidente
→ 1453 – tomada de Constantinopla = queda do Império Romano do Oriente
→ Feudalismo = sistema socioeconômico com instituições e
componentes próprios
→ Fusão entre os valores romanos e germânicos
B) A
estrutura da sociedade feudal
b.1)
Características econômicas
→ economia agrária, voltada para a subsistência, com baixa
produtividade
→ não comercial, amonetária, baixa circulação de moedas
→ unidade da produção feudal: feudos ou benefícios, divididos em
manso senhorial, manso servil e manso comunal
b.2) Características sociais
→ critério de diferenciação social: POSSE DA TERRA
→ sociedade estamental, sem mobilidade (paralisada), estratificada
→ senhores feudais: nobres, clero / servos: camponeses (presos à
terra)
→ relação entre servos e nobres – servidão
. Super exploração servil: conjunto de impostos e obrigações que o
servo deveria pagar ao seu senhor (talha, corveia, banalidade)
. Não significa escravidão, o servo era preso à terra
. Os vilões eram os servos que possuíam maior liberdade, não tendo
obrigação de pagar todos os impostos
→ relação entre nobres – suserania e vassalagem
. Suserano: aquele que doa a terra ou benefício
. Vassalo: aquele que recebe a terra ou benefício
. Necessidade de cerimônia que selava a ligação (homenagem)
. Relação de obrigações recíprocas (dependência/fidelidade)
. Obrigações financeiras e militares
. fragmentação do poder
b.3)
Características culturais
→ Hegemonia Ideológica e Cultural da Igreja = TEOCENTRISMO
→ Construção de justificativas para as desigualdades sociais: “Uns
nasceram para rezar, outros para guerrear e outros para trabalhar”.
→ Universidades medievais
→ Condenação de lucro excessivo e de usura (juros)
→ Inquisição (órgão responsável por perseguir todos aqueles
considerados hereges)
→ Na arquitetura, as Igrejas Românicas se tornam Góticas
Características:
Românica – construção horizontal, estrutura pesada, arco
abobadado, pilastras largas, poucas janelas, pouca ventilação e iluminação.
Gótica – construção vertical, estrutura mais leve, arco ogival,
pilastra finas, muitas janelas, rosácea, ventilada e iluminada.
C)
Islamismo
Islamismo – Profeta Maomé - Hégira (Fuga / marco inicial do
calendário Islâmico) – Meca - Caaba – deus (Alá) livro sagrado (Alcorão ou
Corão) - 5 pilares – Jihad (Guerra Santa)– expansão até a Península Ibérica.
A Baixa
Idade Média (séc. XI/XV)
a)
Crescimento Demográfico
→ Fim das invasões bárbaras – diminuição de mortes
→ Aumento do nível de natalidade – aumento do consumo
→ Escassez das terras – expulsão do excedente populacional
→ Incentivo aos aperfeiçoamentos agrícolas
→ Busca por novas regiões territoriais – guerras de conquista em
busca de novos territórios.
b)
Cruzadas
→ Expedições militares de caráter religioso
→ Justificativa: tomada de Jerusalém e de regiões da Europa
dominadas pelos mouros, muçulmanos, árabes, infiéis (Urbano II – Concílio de
Clermont)
→ Fatores que incentivaram o movimento cruzadista
. Fator religioso: expansão da Igreja para o Oriente
. Fator demográfico: escassez de terras férteis / criação do
Direito de primogenitura
. Fator comercial: aumento do comércio com o Oriente
. Fator político: desejo da nobreza em expandir os domínios
territoriais
c)
Renascimento Comercial
→ Intensificação das relações comerciais entre Oriente / Ocidente
– 4ª Cruzada (1202-1204)
→ Grande destaque para as cidades italianas – Gênova, Florença,
Veneza, Roma – crescimento da região de Flandres
→ Desenvolvimento das feiras temporárias – Champanhe – condado
francês
→ Aumento da circulação de moedas
→ Novo grupo social: mercadores
→ Surgimento de HANSAS ou LIGAS (associações de comerciantes,
associando interesses e realizando comércio em larga escala)
. Hansa Teotônica / Liga Hanseática: associação de mercadores
alemães, comércio nos mares Báltico e do Norte (mais de 80 cidades)
. Responsáveis pela dinamização das cidades e mercados
d)
Renascimento Urbano
→ Crescimento do comércio incentivava o crescimento das cidades
→ Formação dos burgos – fortalezas no interior dos feudos, onde se
concentrava o comércio e a nova classe de mercadores / burgueses
→ No século XIII, o crescimento dos burgos incentivou movimentos
pela autonomia em relação aos senhores feudais – movimento comunal –
emancipação das cidades.
→ Corporações de Ofício
. Corporações de Mercadores ou Guildas: associações que queriam
manter o monopólio dos comerciantes locais limitando a participação dos
estrangeiros.
. Corporações de Ofício: buscava manter o monopólio de um ramo de
atividades controlando o preço e a qualidade dos produtos.
. Incentivo ao florescimento de atividades culturais
(Universidades medievais)
e) Crise
do Século XIV
→ Expansão da Peste Negra – queda demográfica brusca
→ Problemas climáticos – diminuição da produção – escassez de
alimentos
→ Grande Fome (1315-1317) – morte de 1/3 da população da Europa
Ocidental
→ Super exploração do campesinato através do aumento dos impostos
e obrigações servis
→ Revoltas camponesas – Jacqueries
Origens:
* A antiga civilização grega desenvolveu-se no sul da península balcânica, nas ilhas do Mar Egeu, na costa da Ásia Menor, no sul da Itália, na região do Mar Negro e em outros pontos à volta do Mar Mediterrâneo.
* O povo grego foi formado pelos aqueus, eólios, jônios e dórios.
* Anteriores aos gregos, os cretenses habitavam as ilhas da região, principalmente Creta.
1º Período Pré-Homerico ou Micênico:
Formação da Grécia com povos indo-europeus e suas colônias na Itália (Magna Grécia), na Ásia (Troia).
2º Período Homérico:
* Nome que se refere ao poeta Homero, autor de Ilíada e de Odisseia, poemas que constituem a mais importante fonte histórica para o estudo do período.
* A Ilíada narra a Guerra de Troia.
* A Odisseia narra o retorno de Ulisses (herói da Guerra de Troia) para Ítaca, seu reino.
* Em O trabalho e os dias, de Hesíodo, há importantes dados sobre os costumes e a concepção de justiça dos gregos.
* Por volta de 1150 a.C. os dórios invadiram a região.
* A sociedade era organizada em clãs familiares, chefiados pelos proprietários de terras, armas e escravos domésticos, constituindo uma aristocracia guerreira.
*O poder político e religioso se concentrava nas mãos dos patriarcas (chefes dos clãs).
* O basileu (rei primitivo) exercia liderança sobre a aristocracia guerreira.
3º Período Arcaico: Formação das cidades gregas.
* A monarquia primitiva deu origem à pólis (cidade- Estado), um centro urbano que controlava politicamente as terras e as aldeias vizinhas (governo e leis próprias)
* A acrópole era o núcleo da pólis (ponto mais alto da cidade grega, com os prédios mais importantes).
* Surgiram numerosas pólis no mundo grego.
* O poder na Grécia era descentralizado, as pólis eram cidades - estado.
* A cultura era fator aglutinador das pólis. O poder nas pólis passou a ser exercido pelo arcontado - formado por aristocratas.
* Surgimento da camada social dos comerciantes.
* O modo de produção da sociedade grega passou a ser escravista.
* Reformas políticas implantaram a democracia.
* As principais cidades que se formaram nesse período foram Atenas e Esparta.
Esparta:
* Localizava-se na Lacônia (Peloponeso), tendo sido fundada pelos dórios.
* As terras eram distribuídas entre a aristocracia.
* Os servos (hilotas) pertenciam ao Estado.
* Os periecos eram artesãos e camponeses. Não tinham direitos políticos.
* O sistema de leis em Esparta era atribuído ao lendário Licurgo.
* A educação dos jovens era voltada para o militarismo.
* A mulher era valorizada pelo seu papel de procriadora.
* A economia espartana era baseada na agricultura. Sua organização política era aristocrática.
* Havia forte rivalidade entre Atenas e Esparta.
Atenas:
* Instituição da democracia.
* Importância econômica do comércio marítimo.
* Evolução política:
- Drácon criou as leis escritas;
- As reformas de Sólon mudaram o critério de participação no poder, acabando com o monopólio político dos eupátridas. O critério de cisão social passou a ser a riqueza, não mais a tradição;
- As tensões sociais deram origem aos tiranos (homens que assumiram o poder, passando por cima das leis, com o apoio popular;
- Clístenes instituiu a democracia em Atenas;
- A sociedade estava dividida em cidadãos (homens livres, maiores de idade, nascidos em Atenas, filho de pais atenienses), metecos (estrangeiros comerciantes, que não gozavam de direitos políticos) e escravos;
- A democracia grega não incluía as mulheres, embora fosse pela sua linhagem que se definha a condição de nascimento em Atenas.
4º Período Clássico: As guerras
* As Guerras Médicas foram conflito entre as pólis gregas (a Liga de Delos), sob a liderança de Atenas, e os persas. Houve vitória grega.
- O prestígio ateniense, sob o governo de Péricles:
- Aumentou o número de escravos;
- Fez Atenas atingir seu esplendor cultural (arquitetura, escultura e filosofia) e econômico.
* Esparta se contrapôs à Atenas formando a Liga do Peloponeso, desencadeando a Guerra do Peloponeso.
* Esparta venceu o conflito, porém ficou tão enfraquecida quanto Atenas, bem como as demais cidades- Estado gregas (Suicídio grego).
5º Período Helenístico:
* O esgotamento das pólis abriu caminho para a dominação macedônica.
* Intervenções de Filipe (rei macedônico) sobre a Grécia.
* Alexandre sucedeu Filipe e estendeu os domínios de seu império, preservando e difundindo elementos da cultura grega. O império de Alexandre se dividiu entre seus
generais, após sua morte, deixando importante legado cultural - a fusão da cultura grega com a cultura oriental: o helenismo.
O legado grego:
* As Olimpíadas.
* A religião antropomórfica.
* A filosofia - com destaque para Sócrates, Platão e Aristóteles.
https://www.youtube.com/watch?v=OHP1w5jMJLY – Grécia
A civilização clássica: Roma
As origens de Roma:
* Localizava-se na Península Itálica, e entre os anos 2000 e 1000 a.C., foi invadida por povos indo-europeus como os latinos.
* Segundo a lenda, Roma fora fundida pelos gêmeos Rômulo e Remo.
A Monarquia
* Os romanos se organizavam em clãs, sendo a propriedade e a produção da terra, coletivas.
* Os patrícios constituíam a elite nobre, que se apossaram das melhores terras.
* Roma era uma cidade-estado governada por um rei e por um conselho (senado) formado pelos patrícios.
* Plebeus (artesãos, comerciantes e pequenos proprietários), clientes e escravos domésticos constituíam os demais grupos sociais.
* Roma foi conquistada pelos etruscos, por volta do ano 600 a.C. e teve seu último rei.
A República:
* A queda do último rei etrusco significou a independência de Roma em relação aos etruscos.
* Roma passa a ser governada pelo senado, com a implantação da República.
* O senado escolhia os magistrados.
* A luta dos plebeus pela participação política:
- Instituição dos Tribunos da Plebe;
- Lei das 12 tábuas (as leis passam a ser escritas);
- Lei Canuleia (casamento entre patrícios e plebeus);
- Abolição da escravidão por dívidas;
- Igualdade de direitos entre patrícios e plebeus;
* Roma expande seus domínios territoriais, tornando-se um Império.
* Em disputa pelo Mar Mediterrâneo, Roma vence Cartago nas Guerras Púnicas.
* Os patrícios enriqueceram.
* Aumentou o número de escravos.
* Os chefes militares tiveram seu poder político fortalecido.
* Aumentaram a pobreza, a fome e as tensões sociais.
* A proposta da reforma agrária dos irmãos Tibério e Caio Graco (Tribunos da Plebe):
- Tibério Graco foi por isso assassinado e Caio Graco se matou.
* As Guerras passam a ter caráter vital para a expansão territorial e aquisição de escravos para Roma.
* Os cônsules Mário e Sila tentaram conter as tensões sociais.
* A revolta de escravos liderada pelo escravo-gladiador Espártaco.
* Formação do Primeiro Triunvirato (generais): Pompeu, Crasso e Júlio César.
* Júlio César se destaca como grande líder militar apoiado pelo povo; contudo, foi assassinado numa conspiração de senadores.
* Formou-se o Segundo Triunvirato: Lépido, Março Antônio e Otávio.
* Lépido teve seu poder suprimido, e Marco Antônio e Otávio disputaram o poder.
* Otávio vence a disputa política contra Março Antônio, e se intitula imperador.
O Império Romano:
* O imperador passou a deter grande poder, apesar da manutenção das instituições anteriores.
* Otávio investiu na área social, tornando-se assim popular.
* O Império Romano ampliou ainda mais suas fronteiras.
* Houve intenso combate contra os bárbaros, sobretudo germânicos.
* Surgiu o cristianismo, concorrendo com muitas outras religiões praticadas no império romano.
* Devido às contradições políticas e econômicas, o império começa a vivenciar a verdadeira crise.
* O fim das guerras paralisou a principal fonte de escravos.
*Surgiu o sistema do colonato, levando a população carente à ruralização.
* O imperador Constantino transferiu a capital do império para a cidade de Constantinopla.
* O imperador Teodósio dividiu o império em dois: ocidental e oriental, sendo o ocidental invadido pelos bárbaros, e o oriental tornou-se Império Bizantino.
* O cristianismo tornou-se a religião predominante, legalizada e oficializada em Roma, embora tivesse sido arduamente perseguida por três séculos.
* Os bárbaros predominavam sobre os exércitos romanos, formando reinos no interior de seu vasto território.
Cultura:
* A cultura romana contém fortes elementos das culturas grega e etrusca.
* Grandes obras urbanísticas foram realizadas pelos romanos.
* O direito romano influenciou toda a civilização ocidental.
A Alta Idade Média
A) Queda do Império Romano e Formação da Sociedade Feudal
→ Idade Média Ocidental (séc. V ao XV)
→ Origem do termo – “Idade das Trevas”, valores contrários àqueles defendidos na Antiguidade Clássica (Grécia e Roma)
→ Invasões bárbaras que levaram à destruição completa do Império Romano (visigodos, ostrogodos, francos, germânicos, bretões)
→ 476 d.C. – queda do Império Romano do Ocidente
→ 1453 – tomada de Constantinopla = queda do Império Romano do Oriente
→ Feudalismo = sistema socioeconômico com instituições e componentes próprios
→ Fusão entre os valores romanos e germânicos
B) A estrutura da sociedade feudal
b.1) Características econômicas
→ economia agrária, voltada para a subsistência, com baixa produtividade
→ não comercial, amonetária, baixa circulação de moedas
→ unidade da produção feudal: feudos ou benefícios, divididos em manso senhorial, manso servil e manso comunal
b.2) Características sociais
→ critério de diferenciação social: POSSE DA TERRA
→ sociedade estamental, sem mobilidade (paralisada), estratificada
→ senhores feudais: nobres, clero / servos: camponeses (presos à terra)
→ relação entre servos e nobres – servidão
. Super exploração servil: conjunto de impostos e obrigações que o servo deveria pagar ao seu senhor (talha, corveia, banalidade)
. Não significa escravidão, o servo era preso à terra
. Os vilões eram os servos que possuíam maior liberdade, não tendo obrigação de pagar todos os impostos
→ relação entre nobres – suserania e vassalagem
. Suserano: aquele que doa a terra ou benefício
. Vassalo: aquele que recebe a terra ou benefício
. Necessidade de cerimônia que selava a ligação (homenagem)
. Relação de obrigações recíprocas (dependência/fidelidade)
. Obrigações financeiras e militares
. fragmentação do poder
b.3) Características culturais
→ Hegemonia Ideológica e Cultural da Igreja = TEOCENTRISMO
→ Construção de justificativas para as desigualdades sociais: “Uns nasceram para rezar, outros para guerrear e outros para trabalhar”.
→ Universidades medievais
→ Condenação de lucro excessivo e de usura (juros)
→ Inquisição (órgão responsável por perseguir todos aqueles considerados hereges)
→ Na arquitetura, as Igrejas Românicas se tornam Góticas
Características:
Românica – construção horizontal, estrutura pesada, arco abobadado, pilastras largas, poucas janelas, pouca ventilação e iluminação.
Gótica – construção vertical, estrutura mais leve, arco ogival, pilastra finas, muitas janelas, rosácea, ventilada e iluminada.
C) Islamismo
Islamismo – Profeta Maomé - Hégira (Fuga / marco inicial do calendário Islâmico) – Meca - Caaba – deus (Alá) livro sagrado (Alcorão ou Corão) - 5 pilares – Jihad (Guerra Santa)– expansão até a Península Ibérica.
A Baixa Idade Média (séc. XI/XV)
a) Crescimento Demográfico
→ Fim das invasões bárbaras – diminuição de mortes
→ Aumento do nível de natalidade – aumento do consumo
→ Escassez das terras – expulsão do excedente populacional
→ Incentivo aos aperfeiçoamentos agrícolas
→ Busca por novas regiões territoriais – guerras de conquista em busca de novos territórios.
b) Cruzadas
→ Expedições militares de caráter religioso
→ Justificativa: tomada de Jerusalém e de regiões da Europa dominadas pelos mouros, muçulmanos, árabes, infiéis (Urbano II – Concílio de Clermont)
→ Fatores que incentivaram o movimento cruzadista
. Fator religioso: expansão da Igreja para o Oriente
. Fator demográfico: escassez de terras férteis / criação do Direito de primogenitura
. Fator comercial: aumento do comércio com o Oriente
. Fator político: desejo da nobreza em expandir os domínios territoriais
c) Renascimento Comercial
→ Intensificação das relações comerciais entre Oriente / Ocidente – 4ª Cruzada (1202-1204)
→ Grande destaque para as cidades italianas – Gênova, Florença, Veneza, Roma – crescimento da região de Flandres
→ Desenvolvimento das feiras temporárias – Champanhe – condado francês
→ Aumento da circulação de moedas
→ Novo grupo social: mercadores
→ Surgimento de HANSAS ou LIGAS (associações de comerciantes, associando interesses e realizando comércio em larga escala)
. Hansa Teotônica / Liga Hanseática: associação de mercadores alemães, comércio nos mares Báltico e do Norte (mais de 80 cidades)
. Responsáveis pela dinamização das cidades e mercados
d) Renascimento Urbano
→ Crescimento do comércio incentivava o crescimento das cidades
→ Formação dos burgos – fortalezas no interior dos feudos, onde se concentrava o comércio e a nova classe de mercadores / burgueses
→ No século XIII, o crescimento dos burgos incentivou movimentos pela autonomia em relação aos senhores feudais – movimento comunal – emancipação das cidades.
→ Corporações de Ofício
. Corporações de Mercadores ou Guildas: associações que queriam manter o monopólio dos comerciantes locais limitando a participação dos estrangeiros.
. Corporações de Ofício: buscava manter o monopólio de um ramo de atividades controlando o preço e a qualidade dos produtos.
. Incentivo ao florescimento de atividades culturais (Universidades medievais)
e) Crise do Século XIV
→ Expansão da Peste Negra – queda demográfica brusca
→ Problemas climáticos – diminuição da produção – escassez de alimentos
→ Grande Fome (1315-1317) – morte de 1/3 da população da Europa Ocidental
→ Super exploração do campesinato através do aumento dos impostos e obrigações servis
→ Revoltas camponesas – Jacqueries