terça-feira, 27 de janeiro de 2026

3º ANO

PROGRAMA DE HISTÓRIA  2026 - 3º ANO
VOLUME 1 
Frente A:
Módulo 01: História Antiga: Grécia e Roma
Módulo 02: Formação, Apogeu e Crise do Sistema Feudal
Módulo 03: Organização dos Estados Nacionais 
Módulo 04: Absolutismo e Mercantilismo
Módulo 05: Renascimento 
Frente B:
Módulo 01: Expansão Marítima
Módulo 02: América Espanhola e Inglesa
Módulo 03: Povos Africanos
Módulo 04: Brasil Colônia: Implantação e Economia do Sistema Colonial
 
VOLUME 2
Frente A:
Módulo 06: Reforma e Contrarreforma
Módulo 07: Revolução Inglesa 
Módulo 08: Iluminismo 
Módulo 09: Revolução Americana 
Módulo 10: Revolução Francesa e Consolidação da Ordem Liberal 
 
Frente B:
Módulo 05: Br. Colônia: das invasões estrangeiras ao Período PombalinoMódulo 06: Brasil Colônia: crise do sistema colonial e independência do Br.
Módulo 07: Brasil: Primeiro-Reinado
Módulo 08: Brasil: Período Regencial 
 
VOLUME 3
Frente A :
Módulo 11: Revolução Industrial e Consequências Sociopolíticas
Módulo 12: Independência da América Espanhola e do Haiti 
Módulo 13: Estados Unidos no Séc. XIX
Módulo 14: Unificação Italiana, Alemã e Comuna de Paris
Módulo 15: Imperialismo 
 
Frente B:
Módulo 09: Bases Políticas do Brasil Império
Módulo 10: Grupos Sociais em Conflito no Brasil Império
Módulo 11: República Provisória e da Espada
Módulo 12: República Oligárquica
 
VOLUME 4
Frente A:
Módulo 16: Primeira Guerra Mundial
Módulo 17: Revolução Russa
Módulo 18: Período Entreguerras e Segunda Guerra Mundial
Módulo 19: Guerra Fria e Focos de Tensão
Módulo 20: Nova Ordem Mundial
 
Frente B:
Módulo 13: Era Vargas
Módulo 14: Período Liberal – Democrático (1945-1964)
Módulo 15: Regime Militar
Módulo 16: Nova República
 

 2º Bimestre

 

Reforma Protestante

a) Causas

→ Político: maior poder político dos reis – disputas poder temporal / poder espiritual

→ Socioeconômico: progresso do pensamento capitalista comercial, colocando o pensamento medievo (“preço justo” e condenação à usura) em oposição ao novo contexto econômico (busca por lucro”. Novos grupos socioeconômicos em ascensão (burguesia)

→ Religioso-espiritual: crise moral da Igreja, abusos do clero. Desmoralização da instituição católica

→ Social: conflito novo grupo emergente burguesia x necessidade de novos valores religiosos

Obs: Venda de relíquias sagradas (simonia) / venda de indulgências (venda do perdão dos pecados)

b) Reforma na Alemanha

→ Não era um Estado Nacional Moderno (somente em 1870)

→ Liderado pelo frade agostiniano Martinho Lutero (1843/1546)

→ Movimento reformista deflagrado pela crítica à venda de indulgências, o que levou à fixação das 95 teses

. Documento que criticava o sistema clerical dominante e apresentava uma nova doutrina religiosa

. Criticando o dominicano João Tetzel, o que levou à excomunhão de Lutero

. Lutero foi protegido por diversos príncipes alemães

→ Confissão de Augsburg (1530): fundamentava os princípios básicos da nova doutrina religiosa

. Escrituras sagradas como único dogma da religião

. Fé como única fonte de salvação

. Negação da transubstanciação – aceitação da consubstanciação

. Supressão do clero regular, do celibato e das imagens

. Livre interpretação da Bíblia – traduzida para as línguas nacionais

. Substituição do latim nos cultos religiosos, pelos idiomas nacionais

. Submissão da Igreja ao Estado

. Dois sacramentos: batismo e eucaristia

. Condenação à hierarquia eclesiástica

c) Reforma na Suíça

→ João Calvino (1509-1564)

. Francês, principal nome da reforma religiosa na região, e posteriormente expandindo-se.

. Formulando a doutrina calvinista, baseada na vontade absoluta de Deus – a predestinação

→ Fundamentos

. Salvação através da predestinação absoluta

. Dois sacramentos: batismo e eucaristia

. Condenação à adoração das imagens

. Eliminação dos grandes ritos dos cultos religiosos

. Ética calvinista e o Espírito do Capitalismo

. Grande expansão em regiões com forte desenvolvimento econômico

. Huguenotes franceses / puritanos ingleses / presbiterianos escoceses. Bem como Holanda e Dinamarca

d) Reforma na Inglaterra

→ Liderado pelo próprio rei da Inglaterra – Henrique VIII (1509-1547), dando ao movimento religioso uma característica fortemente política

→ A ruptura com o papado ocorreu estimulada por motivos pessoais: a anulação do casamento com a rainha católica Catarina de Aragão, buscando um herdeiro homem e legítimo

→ Conflito entre o poder temporal (poder absolutista do rei) e o poder espiritual (poder do chefe supremo da Igreja)

→ Ato de supremacia – documento que tornava o rei chefe supremo da Igreja na Inglaterra, Anglicana (resultou no posterior confisco das terras da Igreja na Inglaterra)

→ A Reforma Protestante na Inglaterra completou-se no governo de Elizabeth I, mantendo a independência em relação à Roma e ao mesmo tempo permanecendo com preceitos católicos, como a hierarquia eclesiástica

e) Reforma Católica ou Contrarreforma

→ Tentativa católica em conter a expansão dos protestantes – REAÇÃO VIOLENTA

→ Companhia de Jesus (1534) – fundada por Inácio de Loyola

- Soldados de Cristo

- Trabalhavam na expansão do Catolicismo

→ Concílio de Trento

- Convocação do Papa Paulo III

- Reafirmação dos dogmas católicos

- Condenação das propostas protestantes

- Salvação pela fé e pelas boas obras

- Infalibilidade do Papa, manutenção da hierarquia eclesiástica, indissolubilidade do casamento

- Proibiu a venda de indulgências e proibição da venda de cargos eclesiásticos

- Reativação da Inquisição (criada na Idade Média) / Criação do Tribunal do Santo Ofício

- Criação do Index

→ Conseguiu conter certo avanço do protestantismo em países como Portugal e Espanha

- Expansão da fé católica para a América


 

Questões

  1. Explique o contexto histórico que levou europeus, especialmente espanhóis e ingleses, a iniciarem a conquista da América.
  2. Descreva como ocorreu a conquista espanhola na América, destacando os principais fatores que facilitaram esse processo.
  3. Explique o papel dos povos indígenas durante a conquista espanhola e como foram afetados.
  4. O que foram as “capitulações” na conquista espanhola? Explique sua importância.
  5. Descreva o funcionamento do sistema de “encomienda” e seus impactos sobre os povos indígenas.
  6. Explique o que foi o sistema de “mita” e como ele foi utilizado pelos espanhóis.
  7. Descreva como a administração colonial espanhola era organizada na América.
  8. Explique o papel dos vice-reinos na administração espanhola.
  9. Fale sobre a importância da mineração para a economia colonial espanhola.
  10. Explique como a sociedade colonial espanhola era estruturada (hierarquia social).
  11. Descreva o processo de colonização inglesa na América do Norte.
  12. Explique os diferentes tipos de colonização inglesa (colônias de povoamento e de exploração).
  13. Compare as relações de trabalho nas colônias espanholas e inglesas.
  14. Explique a relação entre os colonos ingleses e os povos indígenas.
  15. Compare a administração colonial espanhola com a inglesa, destacando suas principais diferenças.


è    BRASIL COLÔNIA: IMPLANTAÇÃO E ECONOMIA DO SISTEMA COLONIAL

·                    Calcula-se que 3 milhões de índios viviam na faixa que hoje se define como o Brasil. Dois grandes grupos: os tupi-guaranis e tapuias ou macro-jê (aimorés, Goitacazes, tremembés, considerados bárbaros por não compartilharem a língua tupi-guarani).

·                    Os povos indígenas viviam da caça, da pesca, da agricultura e coleta de frutas. Praticavam as queimadas (coivara) para preparar o solo para a agricultura, trocas de alguns bens e atividades bélicas, onde o inimigo era morto no ritual antropofágico.

·                    Brasil Pré-colonial -> Devido ao grande interesse português nas especiarias das Índias orientais, o território brasileiro foi entregue a exploração do pau-brasil a terceiros (o rei de Portugal não tinha interesse em ter gastos com essa extração, porém criou o estanco – monopólio real, para receber taxas pela retirada da madeira).

·                    Nesse período não houve ocupação efetiva do Brasil pelos portugueses (de 1500 a 1530).

·                    A extração do pau-brasil contava com o trabalho indígena por meio do escambo (sistema de trocas).

·                    A Coroa portuguesa logo estabeleceu o monopólio comercial nas relações mercantis entre colônia e metrópole

·                    Nesse período o território recebeu invasores que não reconheciam o Tratado de Tordesilhas (franceses - França Antártica), exigindo medidas de segurança, expedições militares (guarda-costas).

·                    A queda do comércio das especiarias das Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.

·                    A decisão de colonizar o Brasil, a partir de 1530, deveu-se:

- À garantia de posse do território, ameaçada por franceses e ingleses;

- À possibilidade de encontrar metais preciosos, como os espanhóis que dominaram; e ao fato do comércio de especiarias orientais entrar em decadência, em função de gastos militares e concorrência de outras potências.

* A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada por Martim Afonso de Sousa, que estabeleceu as bases da empresa açucareira.

* Foi implantado o sistema de capitanias hereditárias.


Economia Açucareira e Complementar no Brasil Colônia

·         A queda do comércio das especiarias das Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.

·         Brasil Colônia: Em dezembro de 1530, 400 homens, seriam responsáveis pela fundação do primeiro núcleo colonial português na América (São Vicente) e logo em seguida a implantação das capitanias hereditárias.

·         O rei utilizou dos recursos de comerciantes do reino (capitães donatários), que receberam faixas de terras perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área litorânea. Além da Carta de Doação (documento de posse), os capitães também receberam o Foral (documento com direitos e deveres: distribuir sesmarias (causadora da concentração fundiária), escravizar nativos, findar vilas, administrar, explorar a terra e promover a extração de metais, de modo a obter lucro, mediante o pagamento dos impostos.

·         Problemas que causaram a fragilidade das capitanias e a implantação do governo-geral: as capitanias não garantiram a ocupação do território, desinteresse de capitães que nem vieram ao Brasil, resistência indígena, distância e a falta de capital. Apenas duas capitanias tiveram relativo sucesso: São Vicente (expedições prospectoras) e Pernambuco (lavoura canavieira).

·         A chegada dos portugueses provocou alianças que causaram miscigenação e integração cultural (língua, alimentos) e resistências (fugas, aliança com inimigos, conflitos).

·         A chegada dos portugueses representou uma catástrofe para os povos indígenas, que foram submetidos ao trabalho compulsório e retirados de suas estruturas socioculturais.

·         Governo Geral 1548 – a capitania da Bahia (Salvador) foi transformada em capitania real, de onde o governador garantia o monopólio do pau-brasil a Portugal, fiscalização, povoamento, segurança, defesa das capitanias.

·         Chegada dos Jesuítas (catequese dos indígenas e fundação de núcleos educacionais). Os protestos de parte da Igreja e a mortandade generalizada dos nativos, fez com que a mão de obra indígena fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras. Não esquecendo que o tráfico de escravos, oferecia altos lucros a coroa portuguesa.

·         O governo geral também fez uso das Câmaras Municipais (administradas por uma elite conhecida como “homens bons”), fundamentais para controle local nas vilas.

·         Atividade Açucareira: Baseado na experiência lusa nas ilhas da costa africana, o cultivo de cana foi o escolhido devido ao clima e solo favoráveis, além do objetivo de lucro.

·         A produção do açúcar exigia elevados investimentos, sendo assim, muitos colonos pegavam grandes empréstimos com holandeses para instalação de seus engenhos.

·         Engenho: fazenda de cana de açúcar (casa grande - senhor, senzala - escravos, moenda – mestre de açúcar, plantação- feitor, além de comerciantes, religiosos e capitães do mato).

·         Os carregamentos eram embarcados para metrópole, depois seguiam para Amsterdã (Holanda) para refino e distribuição em solo europeu.

·         Devido a LUCRATIVA atividade econômica, os engenhos se espalharam pelo Brasil de maneira intensa -> Em 1570, 60 fazendas; em 1610, mais de 400.

·         Outras atividades econômicas:

- Pecuária (alimento, força motriz, transporte, calçados, roupas, móveis). Responsável pela interiorização do território.

- Drogas do sertão (cacau, guaraná, baunilha, cravo, castanha e plantas medicinais), aumentou a renda dos jesuítas na região da Amazônia. O trabalho explorado nesse sistema, foi o indígena.

- Algodão (Maranhão) – utilizado para confecção de vestimentas para os cativos.

- Tabaco (Bahia) – considerado essencial para o escambo na costa africana, onde era trocado por escravos.

 

Revoluções Inglesas


A  O Absolutismo na Inglaterra:

* Na Inglaterra, o Parlamento sempre reagiu ao poder absoluto dos reis.

* A nobreza inglesa aburguesou-se, detendo assim mais poder.

* O absolutismo inglês se manifestou sob o reinado das dinastias Tudor e Stuart.

* Os Tudor consolidaram o poder real com o apoio da burguesia mercantil e da nobreza aburguesada.

* Consolidou-se o anglicanismo, sob o reinado de Elizabeth.

* Durante o reinado de Elizabeth a Inglaterra derrotou a Espanha.

* O puritanismo (próprio da burguesia) entrou em choque com o anglicanismo, a religião oficial.

 A Guerra Civil e o Governo de Cromwell

* Ao término da dinastia Tudor, os Stuart assumiram o trono da Inglaterra.

* Em 1642 os ingleses entraram em guerra civil, tendo Oliver Cromwell à frente dos puritanos.

* Com a vitória da revolução, o rei Carlos I foi decapitado.

* Cromwell assumiu o poder na Inglaterra, dissolveu o Parlamento, estabelecendo uma ditadura.

 A Revolução Gloriosa:

* Após a morte de Cromwell, diante da incompetência política de Richard, seu filho e sucessor, os Stuart retomaram o poder.

* Em 1688 o rei holandês Guilherme de Orange é colocado no trono inglês pelo Parlamento - Revolução Gloriosa.

* Jaime II, então rei da Inglaterra, fugiu, enquanto Guilherme de Orange se submeteu ao Parlamento por meio do Bill of Rights.

* A monarquia absolutista foi banida da Inglaterra, sendo estabelecida a monarquia constitucional; o rei figura como chefe de Estado, mas o Parlamento governa de fato o país.

 

 

 Revolução Científica e Iluminismo

A)     Periodização

→ Antigo Regime: período de transição do Feudalismo para o Capitalismo

→ Definido pelas monarquias absolutistas, economia mercantilista e sociedade estamental

→ Século XVII: Revolução Científica

→ Movimento que iniciou a chamada “Era das Revoluções”

B)      Conceito

→ Movimento intelectual, ideológico artístico e filosófico que criticava a sociedade do Antigo Regime através da racionalidade

→ Iluminismo ou Ilustração – Século das Luzes

→ Criticavam a Sociedade do Antigo Regime baseados nos argumentos racionais

C)      Características

→ Nascimento da Ciência Moderna – Descartes: “penso, logo existo” / Newton (leis físicas)

→ Racionalismo

→ Liberdade política (limitação do poder do governante)

→ Liberdade econômica (contrários à intervenção do Estado na economia)

→ Igualdade social (baseado nos valores econômicos / negação dos privilégios da nobreza)

→ Ideia de progresso

D)     Teórico iluministas

a) Filósofos Político-Sociais

→ John Locke (1632-1704)

- Defesa dos direitos naturais ou inalienáveis (vida, liberdade e propriedade privada)

- Defesa da propriedade privada

- Contemporâneo da Revolução Gloriosa

- Direito de rebelião dos povos

 

→ Barão de Montesquieu (1689-1755)

- Critica o poder absoluto dos reis

- Principal obra: “O espírito das leis”

- Divisão dos 3 poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário

- Teoria dos freios e contrapesos

→ Voltaire (1694-1778)

- Crítico ao absolutismo e ao clericalismo

- Liberdade de expressão

→ Rousseau (1712-1778)

- Contrário à propriedade privada e crítico da burguesia

- Defesa da Igualdade

- Teoria do Bom Selvagem

- Defesa da democracia – governo do voto em benefício da maioria

 

b) Filósofos econômicos: Liberalismo Econômico

→ Fisiocratas – origem da riqueza é a terra

- Representantes: Turgot, Quesnay, Gournay

- “Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui-même” (Deixai fazer, deixai passar, que o mundo anda por si mesmo)

→ Escola Clássica: origem da riqueza é o trabalho

- Principal representante: Adam Smith (1723-1790)

- Principal Obra: “Riqueza das Nações”

- Defesa da divisão do trabalho

- Buscava criar leis naturais que explicassem as relações econômicas

- Considerado o “pai da economia como ciência”


) Despotismo Esclarecido

→ Movimento a partir da segunda metade do século XVIII

→ Correspondia e uma política utilizada por alguns monarcas absolutistas, ou seus ministros.

→ Visava a utilização de alguns dos princípios iluministas para reformar características do Estado Absolutista

→ Tais medidas visavam o enfraquecimento dos movimentos revolucionários para que os reis mantivessem parte de seu poder centralizado

→ A afirmativa que reflete esse interesse é: “vão os anéis e ficam os dedos”

→ Principais Estados que adotaram o Despotismo Esclarecido: Áustria, Prússia, Rússia, Portugal e Espanha.

 

 

Revolução Industrial

A)     Contexto

→ Processo que intensificou a consolidação do sistema capitalista a partir da segunda metade do século XVIII.

→ As modificações não se limitam à mecanização industrial, alterando bruscamente os aspectos sociais, políticos e culturais

→ Ultrapassou as formas produtivas existentes até aquele momento, artesanato e manufaturas, dando origem ao ambiente industrial

B)      Pioneirismo Inglês

→ Acumulação primitiva de capital

- Tratado de Methuen (1703) – Tratado de Panos e Vinhos, assinado entre ingleses e portugueses

→ Interesses políticos associados ao acúmulo de riqueza desde as Revoluções Inglesas (século XVII), processo que colocou fim ao Absolutismo e inaugurou o Estado Liberal Burguês.

- Como a fundação do Banco da Inglaterra

→ Energia proporcionada pelas minas de carvão mineral e fontes de ferro

→ Cercamento dos campos ou processo de Enclousures

- Tornou-se fonte de matéria-prima e mão de obra nos centros urbanos

Obs.: A concentração do capital industrial

1)      Holdings: correspondem a grandes empresas financeiras que controlam vastos complexos industriais a partir da posse da maior parte das ações

2)      Trustes: são grandes companhias que absorvem seus concorrentes ou estabelecem acordos entre si, monopolizando a produção de certas mercadorias, determinando seus preços e dominando o mercado; consiste, portanto, em um domínio vertical da produção

3)      Cartéis: são grandes empresas independentes produtoras de mercadorias de um mesmo ramo que se associam para evitar a concorrência, estabelecendo divisão de mercados e definindo preços; faz-se, assim, o domínio horizontal da produção.

C)      Consequências da Primeira Revolução Industrial

→ Urbanização acelerada

→ Mudanças bruscas na estrutura socioeconômica europeia e mundial

→ Consolidação do ideário liberal burguês: ascensão social através do trabalho

→ Alienação / especialização dos trabalhadores

D)     Movimentos operários reacionários

→ Impulsionados pela grande exploração da classe operária – diferença entre o grupo que detém os meios de produção (burguesia industrial) e o grupo que só possui a força de trabalho (proletariado)

→ Ludismo: movimentos operários de protesto que se desenvolveram no final do século XVIII e início do século XIX em busca de melhorias salariais e da contenção da mecanização no processo produtivo. Esse grupo utiliza de meios violentos quebrando as máquinas, vistas como origem da exploração dos trabalhadores.

→ Cartismo: movimento inglês organizado entre 1830 e 1840. De caráter mais politizado, exigia maior participação política. Suas reivindicações foram registradas em um documento denominado “Carta do Povo”, que pedia sufrágio universal masculino, igualdade de direitos eleitorais, voto secreto, legislaturas anuais, abolição do censo eleitoral e remuneração para as funções parlamentares.

 

 

 

Independência dos EUA (1776)

 

A)     Crise do Antigo Regime Europeu

→ Guerra dos Sete Anos (1756-1763): conflito entre França e Inglaterra, disputa por territórios na Europa e na América

→ Vitória dos ingleses. Contudo, o conflito resultou em grande prejuízo para todos os envolvidos

→ A crise econômica inglesa incentivou o aumento da pressão da Inglaterra sob as 13 colônias

→ Redução da autonomia econômica das 13 colônias, rompendo com os benefícios do Comércio Triangular

→ Conflito entre a expansão das ideias iluministas e o aumento do controle metropolitano sob a colônia = IMPOSTOS COLONIAIS

B)      Impostos

→ 1764: Lei do Açúcar – taxação de todo o açúcar que não fosse proveniente das Antilhas Britânicas

→ 1765: Lei do Selo – todos os documentos impressos circulantes na colônia deveriam pagar impostos

→ Manifestação colonial – “nenhum imposto sem representação”. Congresso do Selo (1766) – Lei do Selo foi revogada.

→ 1767: Tributos de Townshend – impostos sobre diversos produtos manufaturados – papel, chá e vidro (produtos de grande consumo)

→ 1773: Lei do Chá – monopólio de comércio da Companhia das Índias Orientais. Essa medida resultou na manifestação dos colonos chamada de Festa do Porto de Boston.

→ 1774: Leis coercitivas ou leis intoleráveis – fechamento do Porto de Boston em represália à manifestação dos colonos.

- Fim da autonomia administrativa e política

- Proibição da expansão dos colonos para o Oeste

→ 1774: Realização do Primeiro Congresso da Filadélfia (sem desejo de independência). Manifestação através do boicote aos produtos ingleses, estes desejavam a retomada das liberdades econômicas e políticas anteriores.

→ 1776: Segundo Congresso da Filadélfia. Início do movimento de independência – 04/07/1776 (Declaração de Independência dos Estados Unidos da América)

C)      Movimento de Independência

→ Guerra: colonos + espanhóis + franceses x ingleses (1776/1783)

→ Tratado de Paris/ Tratado de Versalhes – Tratado de Paz que estabeleceu a vitória dos colonos e o nascimento do Estado Independente EUA.

 

 

D)     Primeira República da América

→ Congresso Constitucional da Filadélfia

→ Conflitos Políticos

→ Republicanos (Democratas)                                    x                Federalistas

Governo central simbólico dos estados (autonomia)       Governo central forte – Thomas Hamilton

→ República Federalista Presidencialista

→ Adoção do sistema de Tripartite

→ George Washington – Primeiro Presidente

 

 

 

Revolução Francesa

 

A)     Contexto Pré-Revolucionário

→ Destruição da sociedade do Antigo Regime

- Absolutismo, Mercantilismo, Sociedade Estamental (privilégios feudais)

→ Avanço das ideias iluministas

→ Crise econômica / financeira

- Derrota francesa na Guerra dos Sete Anos (1756-1763)

→ Guerra de Independência dos EUA (1763-1781)

→ Grandes gastos com a corte francesa

→ Grande seca responsável pela crise agrícola

→ Possíveis soluções: redução dos privilégios dos nobres (revolta aristocrática) ou aumento dos impostos que recaíram sobre o Terceiro Estado

→ Convocação dos Estados Gerais: voto por estado / voto por cabeça

→ Retirada do Terceiro Estado dos Estados Gerais – início do Movimento revolucionário

B)      Fases da Revolução Francesa

b.1) Assembleia Nacional Constituinte (1789-1792)

→ Revolta no meio urbano: tomada da Bastilha

→ Revolta no meio rural: Grande Medo – revolta camponesa no campo

→ Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão

→ Confisco de bens do clero – Constituição Civil do Clero (funcionários públicos)

→ Monarquia Constitucional (3 poderes)

b.2) Monarquia Constitucional (1792-1793)

→ Constituição Francesa – criação do voto censitário

→ Separação: revolução burguesa / povo

→ Proibição das greves

→ Construção do Estado Burguês

→ Resistência do Rei

→ Formação dos grupos políticos

- Girondinos: alta burguesia (direita) – deseja a consolidação dos avanços revolucionários

- Centro / Planície: sem definições políticas

- Esquerda / Montanha: pequena burguesia e sans-culottes (esquerda), buscavam o avanço da revolução através de maior igualdade

 

b.3) Convenção Nacional (1792-1795)

a) Convenção Girondina

→ Liderança dos girondinos

→ Primeira coligação anti francesa (Áustria, Prússia, Espanha e Inglaterra)

→ Manutenção dos problemas econômicos, sociais e políticos anteriores ao processo revolucionário

→ Avanço dos jacobinos em busca de maiores benefícios políticos, sociais e econômicos

 

b) Convenção jacobina ou montanhesa (1793-1794) – Período do Terror

→ Radicalização da revolução – prisão dos líderes girondinos

→ Principais líderes jacobinos: Marat, Danton, Robespierre

→ Nova constituição (I) – Sufrágio Universal

→ Abolição da escravidão nas colônias francesas (Haiti)

 

c) Reação Girondina – Reação Termidoriana

→ Abolição de todas as decisões jacobinas

→ Terror Branco

→ Constituição do ano III – retorno do voto censitário

b.4) Diretório (1795-1799)

→ Liderança girondina

→ Resistência jacobina – conspiração dos iguais, liderados por Graco Babeuf

→ Segunda coligação anti francesa

→ Ascensão da figura de Napoleão Bonaparte

→ Golpe de Napoleão contra o Diretório – Golpe do 18 Brumário (09/11/1799)

 

 

 

Era Napoleônica (1799/1815)

 

A)     Consulado

→ Estabilização econômica e social

→ Pacificação econômica – Banco da França (Franco -1800)

→ Reaproximação com a Igreja – Concordata assinada com o Papa Pio VII (1802)

→ Plebiscito – Cônsul único e vitalício

→ 1804 – Código Civil Napoleônico

→ Igualdade de Direitos perante a lei / direito de propriedade

→ Proibição de greves e de organizações sindicais

→ Restabelecimento da escravidão nas colônias

→ Educação como responsabilidade do Estado

→ Plebiscito que retornou com o governo monárquico

→ Auto coroação em 1804

B)      Império

→ Expansionismo territorial

→ Bloqueio Continental em 1806

→ Casos específicos: Portugal (1806), Rússia (1811), Invasão da Espanha

→ Após a derrota da Rússia, foi organizada a sexta coligação (Rússia, Áustria, Prússia, Suécia e Inglaterra). Batalha das Nações em 1813.

→ Exílio em Elba / Governo dos 100 Dias

→ Derrota definitiva de Napoleão para a Marinha Inglesa em Waterloo

→ Construção do Mito Napoleônico: ambição pessoal, empreendedorismo, ideal burguês.

 

 

O Congresso de Viena e as ondas liberais do século XIX

 

A)     Congresso de Viena

→ Reunião entre os líderes absolutistas europeus com o objetivo de restaurar o Antigo Regime, ou seja, conter as possíveis resistências liberais inspiradas pela Revolução Francesa e pela Era Napoleônica

→ Integrantes: Rússia, Áustria, Prússia, Inglaterra e França

→ Princípios básicos

- Princípio de legitimidade: todas as dinastias anteriores à revolução retornariam ao poder dominando os mesmos territórios (exemplo: Espanha)

- Princípio do equilíbrio europeu: visava recompor as relações de força entre as potências, impedindo a hegemonia de uma sobre as outras. Tal princípio conteve os conflitos territoriais na Europa, estimulando a expansão capitalista

- Santa Aliança: considerado o “braço direito da restauração”. Exército dos Estados envolvidos com o objetivo de conter os movimentos liberais tanto na Europa quanto na América. A Inglaterra não participou interessada em aumentar sua intervenção na América.

B)      Revoluções de 1820

→ Portugal: Revolução Constitucionalista do Porto

→ Espanha: Revolução Constitucionalista de Cádiz

→ Grécia: Independência da Grécia em relação ao Império Turco Otomano

C)      Revoluções de 1830

c.1) Restauração na França (1815-1830)

→ Governo de Luiz XVIII (Monarquia Parlamentar)

→ Governo de Carlos X (retorno dos privilégios do Antigo Regime / Medidas Absolutistas)

c.2) Revolução de 1830

→ Jornadas Gloriosas – movimento popular/burguês contrário às medidas absolutistas do monarca

→ Deposição de Carlos X

→ Coroação de Luís Filipe de Orleans (rei burguês)

→ Avanço das ideias revolucionárias na Europa (Bélgica)

→ Avanços liberais no interior da França (fim do catolicismo como religião oficial / fortalecimento do poder legislativo)

→ Manutenção do voto censitário

→ Política dos banquetes (reuniões populares contrárias ao rei)

D)     Revoluções de 1848 (“Primavera dos Povos”)

→ Movimento popular contrário à exclusão política do povo (influência socialista)

→ Conflitos intensos entre os interesses populares e os interesses burgueses

→ objetivava a criação da República Social – direito à greve, limitação de horas de trabalho e sufrágio universal

→ Segunda República Francesa (1848-1852)

→ Eleição por voto universal – 1º presidente Luís Bonaparte – Golpe político 18 Brumário de Luís Bonaparte

→ Plebiscito – Retorno do Império – napoleão III

→ Expansão dos valores revolucionários e operários para outras regiões da Europa

 

 

 

A Independência da América Espanhola

 

A)     Contexto Europeu

→ Consequências da Era das Revoluções no continente americano (desenvolvimento dos EUA, Independência das colônias ibero-americanas)

→ O processo de conquista da independência política das áreas coloniais não significou desenvolvimento econômico autônomo

B)      O contexto político na América

→ Avanços dos ideais do liberalismo político e econômico

→ Bloqueio Continental Napoleônico – incentivo aos movimentos autonomistas na América

→ Fortalecimento das elites locais – criollos (descendentes de espanhóis nascidos na América)

→ Incentivos ingleses à independência da América / Auxílio nas guerras de independência entre 1817 e 1825

→ Conflitos internos: criollos (cabildos – poderes locais) x chapetones (espanhóis com altos cargos administrativos)

→ Congresso de Viena (tentativa de Restauração) / Doutrina Monroe (Imperialismo estadunidense / Apoio inglês aos movimentos autonomistas)

C)      Guerras de Independência

→ Primeira Onda Revolucionária

- Ascensão e fortalecimento dos poderes locais liderados pelos criollos (formação de juntas governativas depondo autoridades metropolitanas) / incentivados pelos ingleses (1810-1814)

- Regresso do movimento autonomista diante da redução do apoio inglês

→ Segunda Onda Revolucionária (1817-1825)

- Maior união das elites criolla

- Ascensão de movimentos liberais na Espanha, dificultando o envio de tropas de resistência

- Ajuda econômica e militar dos ingleses, desejando mercado consumidor e áreas de influência

→ Caudilhismo

- Líderes políticos que disputavam os poderes locais, resultando em grande instabilidade política

- Herdeiros do poder político fragmentado baseado na concentração fundiária

- Paralelo: coronelismo no Brasil

→ Líderes defensores da autonomia e unificação da América (San Martin e Símon Bolívar)

- Símon Bolívar, o Libertador (Venezuela), adepto de uma América republicana e unida

- San Martin (Argentina), defensor de uma forma monárquica constitucional

- Pan-americanismo; ideal que incentiva a união dos Estados da América, visando o fortalecimento dos mesmos contra as iniciativas imperialistas

 

 

 

As unificações tardias e os Estados Unidos no século XIX

A)     As Unificações Tardias

a.1) Caso Italiano

→ Divisão entre 7 estados – maior destaque para Piemonte-Sardenha

→ Grande interesse do império austríaco na região – impulso e unificação

→ Expansão de movimentos nacionalistas desde 1830 – Sociedades Secretas (Carbonária) – sem projeto político

→ Duas correntes:

a)      Republicana: Giuseppe Mazzini e Garibaldi (ideais liberais e setores populares/camisas vermelhas/risorgimento)

b)      Monarquista: Camilo de Cavour (liderança conservadora Piemonte)

→ Avanço da proposta monarquista (1840-1870): intensos conflitos que incentivavam a emigração de italianos em busca de melhores condições de vida (Brasil)

→ Formação do Estado Italiano em 1871

→ Questão Romana (1871-1929): após a saída dos franceses, o Papa se recusou a submeter-se aos italianos, considerando-se prisioneiro no Vaticano. A questão só foi resolvida em 1929, por Benito Mussolini, através da criação do Estado do Vaticano a partir do Tratado de Latrão

 

a.2) Caso alemão

→ Principais reinos: Prússia (industrializado) e Áustria (agrária/conservadora)

→ Grande fragmentação política – 39 reinos germânicos

→ Interesse da Prússia na unificação / oposição austríaca

→ 1834; criação do Zollverein: liga aduaneira que visava fortalecer o mercado interno entre os reinos germânicos – exclusão da Áustria

→ Unificação política progressiva – Parlamento de Frankfurt (sem a participação austríaca)

→ Otto von Bismarck (primeiro-ministro da Prússia): fortalecimento da monarquia, desenvolvimento industrial e fortalecimento militar

→ Impulso da unificação

- Incidente diplomático que levou à guerra – incentivo ao nacionalismo

- Guerra Franco-Prussiana (1870-1871)

→ União dos reinos germânicos contra invasão francesa

→ Fortalecimento do nacionalismo germânico

→ Vitória dos germânicos (Prússia)

→ Unificação da Alemanha – II Reich – Guilherme I

→ Humilhação dos franceses (perda dos territórios da Alsácia-Lorena / Coroação de Guilherme I no Palácio de Versalhes)

B)      EUA no século XIX

b.1) Contexto

→ Pós-guerra de independência (1776-1783), houve a consolidação do Estado Nacional e desenvolvimento comercial, econômico e financeiro

→ Intensa imigração entre 1790-1890 (15 milhões de imigrantes)

→ Crescimento demográfico e estímulo para a expansão interna (expansão para o Norte) e externa (centrada no continente americano – “Doutrina Monroe”)

 

b.2) Expansão territorial

b.2.1) Expansão interna: corrida para o Oeste – deslocamento desde a faixa litorânea das 13 colônias até as costas do Oceano Pacífico

→ Expropriação e dizimação dos indígenas / compra / Guerras

→ Justificativa ideológica: “Destino Manifesto”: Doutrina que popularizou a ideia de “fronteira”, a partir da qual os pioneiros expandiram a nação construindo as características básicas da civilização “norte-americana”: igualitarismo, individualismo, o espírito democrático e o espaço para a livre iniciativa.

b.2.2) Expansão externa: “Doutrina Monroe” (1823), “A América para os americanos”: expansão dos interesses comerciais (política isolacionista em relação à Europa)

 

b.3) Guerra de Secessão (1861-1865)

→ Impulso: o fortalecimento do desenvolvimento capitalista através da expansão territorial levou ao acirramento da rivalidade econômica, social e política entre os estados do Norte e do Sul

→ Contexto da colonização: Norte (colônia de povoamento) x Sul (colônia de exploração)

→ Principais divergências

a)      Questão escravista

b)      Questão protecionista: necessidade dos nortistas em estabelecer políticas protecionistas que incentivassem o processo de industrialização. Ao contrário do Sul, de base econômica exportadora, que incentivava a manutenção do livre-cambismo.

→ O conflito entre Norte e Sul

- 1860: eleição de Abraham Lincoln, do Partido Republicano, que apoiava a abolição, a oficialização protecionista e a manutenção da União

- 1860: Estados do Sul desligaram-se da União (Carolina do Sul, Virgínia, Carolina do Norte, Geórgia, Flórida, Alabama, Tennessee, Arkansas, Mississipi, Lousiana e Texas), formando em 1861 os Estados Confederados da América.

- Conflito motivado e iniciado pela necessidade de manutenção da União

- Em 1862, o governo da União aboliu a escravidão, visando desorganizar a base econômica sulista e incentivar a grande fuga de escravos.

- Vitória nortista em 1865, após a desorganização dos estados sulistas.

 

→ A consolidação do desenvolvimento econômico estadunidense

- Desenvolvimento econômico-capitalista do país: ampliação do mercado interno, estabelecimento de medidas protecionistas, incentivo à industrialização

- Abolição total da escravidão em 1865, mas não resultou na reintegração social e econômica dos ex-escravos (principal grupo racista = Ku Klux Klan)

 

→ Consolidação da política intervencionista dos EUA sobre a América

- Substituição da Doutrina Monroe pela Doutrina Roosevelt (Corolário Roosevelt): mantendo os mesmos princípios da Doutrina Monroe avançando através da força armada quando necessário.

- Segundo o presidente Theodore Roosevelt (1901-1908), consistia em “falar macio, mas ter sempre um grande porrete nas mãos”. Dessa frase derivou o nome da política externa estadunidense naquele período (Big Stick Policy ou Política do Grande Porrete).

- Intervenção estadunidense na independência da América Central: em 1898, a participação dos EUA na Guerra de Independência dos cubanos contra a Espanha resultou no domínio estadunidense sobre a região. Cuba transformou-se em um protetorado, cedendo a soberania sobre a região de Guantánamo para os estrangeiros. Através da Emenda Platt (1901), estava na Constituição Cubana a permissão para a intervenção dos EUA na região.

 

A SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O IMPERIALISMO

 

A) Doutrinas Sociais do século XIX

B) Imperialismo ou Neocolonialismo

b.1) Causas

- Consolidação do capitalismo europeu / Expansão da industrialização (2ª revolução Industrial)

- Aumento da produção industrial, excedente populacional.

- busca de matéria – prima (ferro, cobre, manganês, algodão), mão de obra e mercado consumidor.

- Principais países colonizadores: Inglaterra, França e Alemanha 9ásia e África) X EUA (América) / Rússia ( norte da China).

- Unificação Tardia Alemã e Italiana (1870) resultou na intensificação da rivalidade entre as potências pela divisão das áreas coloniais.

- Ideal civilizador – “o fardo do homem branco” – Darwinismo social (superioridade racial – concepções pseudocientíficas).

 

b.2) Forma de dominação

-Administração direta: ocupação dos principais cargos do governo colonial.

-Administração indireta: alianças entre os domínios colonizadores e as elites locais.

 

b. 3) Imperialismo na Ásia

b.3.1) O caso da Índia

- Inicialmente dominados pelos Portugueses

- Região dominada pela Inglaterra desde o século XVIII

- Regime de protetorado (mantinha a autonomia da Índia)

- Consequências da política imperialista

=Destruição da indústria dos algodões indianos

= Mais de 13 milhões de pessoas mortas pelas crises de fome, epidemias

       - Guerra dos Cipaios (soldados indianos 1857)

                =Revolta nacionalista contra a exploração e intervenção inglesa

                = Revolta sufocada em 1859

                =Índia tornou-se colônia britânica – 1859 – Coroação da rainha Vitória – Imperatriz da Índia

 

      

    

 

 b.3.2) O caso da China

      - 400 milhões de habitantes em meados do século XIX – MERCADO CONSUMIDOR (lembrando que chinês não é bom comprador de produtos fora da sua cultura)

      - Governo imperial em crise

      - Guerra do Ópio (1841)

                = A resistência em comprar os produtos industrializados ingleses levou à comercialização do ópio ( droga -> prostituição, vício, destruição da sociedade chinesa)

                = 1839 os chineses jogaram 20 mil caixas de ópio no mar

                = 1842 – derrota chinesa -  assinatura do tratado de Nanquim (tratado de paz) – abria totalmente o comércio, abolia o sistema fiscalizador e entregava Hong Kong ao domínio inglês.

 

      b.3.3) O caso do Japão

      - Território isolado sob estrutura feudal

      - 1854 – Invasão estadunidense no Japão – forçado a abertura dos portos ao comércio mundial

      - A abertura comercial levou à europeização da região

      - 1868 – início da era Meiji – era do industrialismo e modernização do Japão

                =incentivo a modernização rápida – produção privada da seca

                =ampliação da produção agrícola – novas técnicas e produção têxtil

                = controle do estado sob as comunicações e indústria bélica

                = incentivo à educação

                = aumento dos impostos e emissão de moeda

IPC: Japão passa de dominado a dominador -> conquista Coréia, o litoral da China e as Filipinas -> EUA pede o poder.

 

        b4) Imperialismo na África

        - Partilha da África – Conferência de Berlim (1884- 18850) – 14 países europeus, EUA e  

          Rússia.

        - Desrespeito às fronteira culturais e geográfica – Estabelecimento das “fronteira artificias”.

        - Domínio europeu na África (1850/1950): consequências políticas, econômicas e sociais.

IPC: Os atuais problemas / conflitos da África devem-se ao longo período de exploração, principalmente econômico por parte dos europeus, da diversidade étnica e religios