VOLUME 1
Frente A:
Módulo 01: História Antiga: Grécia e Roma
Módulo 02: Formação, Apogeu e Crise do Sistema Feudal
Módulo 03: Organização dos Estados Nacionais
Módulo 04: Absolutismo e Mercantilismo
Módulo 05: Renascimento
Frente B:
Módulo 01: Expansão Marítima
Módulo 02: América Espanhola e Inglesa
Módulo 03: Povos Africanos
Módulo 04: Brasil Colônia: Implantação e Economia do Sistema Colonial
VOLUME 2
Frente A:
Módulo 06: Reforma e Contrarreforma
Módulo 07: Revolução Inglesa
Módulo 08: Iluminismo
Módulo 09: Revolução Americana
Módulo 10: Revolução Francesa e Consolidação da Ordem Liberal
Frente B:
Módulo 05: Br. Colônia: das invasões estrangeiras ao Período PombalinoMódulo 06: Brasil Colônia: crise do sistema colonial e independência do Br.
Módulo 07: Brasil: Primeiro-Reinado
Módulo 08: Brasil: Período Regencial
VOLUME 3
Módulo 11: Revolução Industrial e Consequências Sociopolíticas
Módulo 12: Independência da América Espanhola e do Haiti
Módulo 13: Estados Unidos no Séc. XIX
Módulo 14: Unificação Italiana, Alemã e Comuna de Paris
Módulo 15: Imperialismo
Frente B:
Módulo 09: Bases Políticas do Brasil Império
Módulo 10: Grupos Sociais em Conflito no Brasil Império
Módulo 11: República Provisória e da Espada
Módulo 12: República Oligárquica
VOLUME 4
Módulo 16: Primeira Guerra Mundial
Módulo 17: Revolução Russa
Módulo 18: Período Entreguerras e Segunda Guerra Mundial
Módulo 19: Guerra Fria e Focos de Tensão
Módulo 20: Nova Ordem Mundial
Frente B:
Módulo 13: Era Vargas
Módulo 14: Período Liberal – Democrático (1945-1964)
Módulo 15: Regime Militar
Módulo 16: Nova República
2º Bimestre
Reforma Protestante
a) Causas
→ Político: maior poder político dos reis – disputas poder
temporal / poder espiritual
→ Socioeconômico: progresso do pensamento capitalista comercial,
colocando o pensamento medievo (“preço justo” e condenação à usura) em oposição
ao novo contexto econômico (busca por lucro”. Novos grupos socioeconômicos em
ascensão (burguesia)
→ Religioso-espiritual: crise moral da Igreja, abusos do clero.
Desmoralização da instituição católica
→ Social: conflito novo grupo emergente burguesia x necessidade de
novos valores religiosos
Obs: Venda de relíquias sagradas (simonia) / venda de indulgências
(venda do perdão dos pecados)
b) Reforma
na Alemanha
→ Não era um Estado Nacional Moderno (somente em 1870)
→ Liderado pelo frade agostiniano Martinho Lutero (1843/1546)
→ Movimento reformista deflagrado pela crítica à venda de
indulgências, o que levou à fixação das 95 teses
. Documento que criticava o sistema clerical dominante e
apresentava uma nova doutrina religiosa
. Criticando o dominicano João Tetzel, o que levou à excomunhão de
Lutero
. Lutero foi protegido por diversos príncipes alemães
→ Confissão de Augsburg (1530): fundamentava os princípios básicos
da nova doutrina religiosa
. Escrituras sagradas como único dogma da religião
. Fé como única fonte de salvação
. Negação da transubstanciação – aceitação da consubstanciação
. Supressão do clero regular, do celibato e das imagens
. Livre interpretação da Bíblia – traduzida para as línguas
nacionais
. Substituição do latim nos cultos religiosos, pelos idiomas
nacionais
. Submissão da Igreja ao Estado
. Dois sacramentos: batismo e eucaristia
. Condenação à hierarquia eclesiástica
c) Reforma
na Suíça
→ João Calvino (1509-1564)
. Francês, principal nome da reforma religiosa na região, e
posteriormente expandindo-se.
. Formulando a doutrina calvinista, baseada na vontade absoluta de
Deus – a predestinação
→ Fundamentos
. Salvação através da predestinação absoluta
. Dois sacramentos: batismo e eucaristia
. Condenação à adoração das imagens
. Eliminação dos grandes ritos dos cultos religiosos
. Ética calvinista e o Espírito do Capitalismo
. Grande expansão em regiões com forte desenvolvimento econômico
. Huguenotes franceses / puritanos ingleses / presbiterianos
escoceses. Bem como Holanda e Dinamarca
d) Reforma
na Inglaterra
→ Liderado pelo próprio rei da Inglaterra – Henrique VIII
(1509-1547), dando ao movimento religioso uma característica fortemente
política
→ A ruptura com o papado ocorreu estimulada por motivos pessoais:
a anulação do casamento com a rainha católica Catarina de Aragão, buscando um
herdeiro homem e legítimo
→ Conflito entre o poder temporal (poder absolutista do rei) e o
poder espiritual (poder do chefe supremo da Igreja)
→ Ato de supremacia – documento que tornava o rei chefe supremo da
Igreja na Inglaterra, Anglicana (resultou no posterior confisco das terras da
Igreja na Inglaterra)
→ A Reforma Protestante na Inglaterra completou-se no governo de
Elizabeth I, mantendo a independência em relação à Roma e ao mesmo tempo
permanecendo com preceitos católicos, como a hierarquia eclesiástica
e) Reforma
Católica ou Contrarreforma
→ Tentativa católica em conter a expansão dos protestantes –
REAÇÃO VIOLENTA
→ Companhia de Jesus (1534) – fundada por Inácio de Loyola
- Soldados de Cristo
- Trabalhavam na expansão do Catolicismo
→ Concílio de Trento
- Convocação do Papa Paulo III
- Reafirmação dos dogmas católicos
- Condenação das propostas protestantes
- Salvação pela fé e pelas boas obras
- Infalibilidade do Papa, manutenção da hierarquia eclesiástica,
indissolubilidade do casamento
- Proibiu a venda de indulgências e proibição da venda de cargos
eclesiásticos
- Reativação da Inquisição (criada na Idade Média) / Criação do
Tribunal do Santo Ofício
- Criação do Index
→ Conseguiu conter certo avanço do protestantismo em países como
Portugal e Espanha
- Expansão da fé católica para a América
2º Bimestre
Reforma Protestante
a) Causas
→ Político: maior poder político dos reis – disputas poder
temporal / poder espiritual
→ Socioeconômico: progresso do pensamento capitalista comercial,
colocando o pensamento medievo (“preço justo” e condenação à usura) em oposição
ao novo contexto econômico (busca por lucro”. Novos grupos socioeconômicos em
ascensão (burguesia)
→ Religioso-espiritual: crise moral da Igreja, abusos do clero.
Desmoralização da instituição católica
→ Social: conflito novo grupo emergente burguesia x necessidade de
novos valores religiosos
Obs: Venda de relíquias sagradas (simonia) / venda de indulgências
(venda do perdão dos pecados)
b) Reforma
na Alemanha
→ Não era um Estado Nacional Moderno (somente em 1870)
→ Liderado pelo frade agostiniano Martinho Lutero (1843/1546)
→ Movimento reformista deflagrado pela crítica à venda de
indulgências, o que levou à fixação das 95 teses
. Documento que criticava o sistema clerical dominante e
apresentava uma nova doutrina religiosa
. Criticando o dominicano João Tetzel, o que levou à excomunhão de
Lutero
. Lutero foi protegido por diversos príncipes alemães
→ Confissão de Augsburg (1530): fundamentava os princípios básicos
da nova doutrina religiosa
. Escrituras sagradas como único dogma da religião
. Fé como única fonte de salvação
. Negação da transubstanciação – aceitação da consubstanciação
. Supressão do clero regular, do celibato e das imagens
. Livre interpretação da Bíblia – traduzida para as línguas
nacionais
. Substituição do latim nos cultos religiosos, pelos idiomas
nacionais
. Submissão da Igreja ao Estado
. Dois sacramentos: batismo e eucaristia
. Condenação à hierarquia eclesiástica
c) Reforma
na Suíça
→ João Calvino (1509-1564)
. Francês, principal nome da reforma religiosa na região, e
posteriormente expandindo-se.
. Formulando a doutrina calvinista, baseada na vontade absoluta de
Deus – a predestinação
→ Fundamentos
. Salvação através da predestinação absoluta
. Dois sacramentos: batismo e eucaristia
. Condenação à adoração das imagens
. Eliminação dos grandes ritos dos cultos religiosos
. Ética calvinista e o Espírito do Capitalismo
. Grande expansão em regiões com forte desenvolvimento econômico
. Huguenotes franceses / puritanos ingleses / presbiterianos
escoceses. Bem como Holanda e Dinamarca
d) Reforma
na Inglaterra
→ Liderado pelo próprio rei da Inglaterra – Henrique VIII
(1509-1547), dando ao movimento religioso uma característica fortemente
política
→ A ruptura com o papado ocorreu estimulada por motivos pessoais:
a anulação do casamento com a rainha católica Catarina de Aragão, buscando um
herdeiro homem e legítimo
→ Conflito entre o poder temporal (poder absolutista do rei) e o
poder espiritual (poder do chefe supremo da Igreja)
→ Ato de supremacia – documento que tornava o rei chefe supremo da
Igreja na Inglaterra, Anglicana (resultou no posterior confisco das terras da
Igreja na Inglaterra)
→ A Reforma Protestante na Inglaterra completou-se no governo de
Elizabeth I, mantendo a independência em relação à Roma e ao mesmo tempo
permanecendo com preceitos católicos, como a hierarquia eclesiástica
e) Reforma
Católica ou Contrarreforma
→ Tentativa católica em conter a expansão dos protestantes –
REAÇÃO VIOLENTA
→ Companhia de Jesus (1534) – fundada por Inácio de Loyola
- Soldados de Cristo
- Trabalhavam na expansão do Catolicismo
→ Concílio de Trento
- Convocação do Papa Paulo III
- Reafirmação dos dogmas católicos
- Condenação das propostas protestantes
- Salvação pela fé e pelas boas obras
- Infalibilidade do Papa, manutenção da hierarquia eclesiástica,
indissolubilidade do casamento
- Proibiu a venda de indulgências e proibição da venda de cargos
eclesiásticos
- Reativação da Inquisição (criada na Idade Média) / Criação do
Tribunal do Santo Ofício
- Criação do Index
→ Conseguiu conter certo avanço do protestantismo em países como
Portugal e Espanha
- Expansão da fé católica para a América
Questões
-
Explique o contexto histórico que levou europeus, especialmente espanhóis e ingleses, a iniciarem a conquista da América.
-
Descreva como ocorreu a conquista espanhola na América, destacando os principais fatores que facilitaram esse processo.
-
Explique o papel dos povos indígenas durante a conquista espanhola e como foram afetados.
-
O que foram as “capitulações” na conquista espanhola? Explique sua importância.
-
Descreva o funcionamento do sistema de “encomienda” e seus impactos sobre os povos indígenas.
-
Explique o que foi o sistema de “mita” e como ele foi utilizado pelos espanhóis.
-
Descreva como a administração colonial espanhola era organizada na América.
-
Explique o papel dos vice-reinos na administração espanhola.
-
Fale sobre a importância da mineração para a economia colonial espanhola.
-
Explique como a sociedade colonial espanhola era estruturada (hierarquia social).
-
Descreva o processo de colonização inglesa na América do Norte.
-
Explique os diferentes tipos de colonização inglesa (colônias de povoamento e de exploração).
-
Compare as relações de trabalho nas colônias espanholas e inglesas.
-
Explique a relação entre os colonos ingleses e os povos indígenas.
-
Compare a administração colonial espanhola com a inglesa, destacando suas principais diferenças.
è
BRASIL COLÔNIA: IMPLANTAÇÃO E ECONOMIA DO SISTEMA COLONIAL
·
Calcula-se que 3 milhões de índios viviam
na faixa que hoje se define como o Brasil. Dois grandes grupos: os
tupi-guaranis e tapuias ou macro-jê (aimorés, Goitacazes, tremembés,
considerados bárbaros por não compartilharem a língua tupi-guarani).
·
Os povos indígenas viviam da caça, da
pesca, da agricultura e coleta de frutas. Praticavam as queimadas (coivara)
para preparar o solo para a agricultura, trocas de alguns bens e atividades
bélicas, onde o inimigo era morto no ritual antropofágico.
·
Brasil Pré-colonial
-> Devido ao grande interesse português nas especiarias das Índias
orientais, o território brasileiro foi entregue a exploração do pau-brasil a
terceiros (o rei de Portugal não tinha interesse em ter gastos com essa
extração, porém criou o estanco – monopólio real, para receber taxas pela
retirada da madeira).
·
Nesse período não houve ocupação efetiva
do Brasil pelos portugueses (de 1500 a 1530).
·
A extração do pau-brasil contava com o
trabalho indígena por meio do escambo (sistema de trocas).
·
A Coroa portuguesa logo estabeleceu o
monopólio comercial nas relações mercantis entre colônia e metrópole
·
Nesse período o território recebeu
invasores que não reconheciam o Tratado de Tordesilhas (franceses - França
Antártica), exigindo medidas de segurança, expedições militares
(guarda-costas).
·
A queda do comércio das especiarias das
Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de
metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no
Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política
lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·
A decisão de colonizar o Brasil, a partir
de 1530, deveu-se:
- À garantia de posse do território, ameaçada por franceses e ingleses;
- À possibilidade de encontrar metais preciosos, como os espanhóis que
dominaram; e ao fato do comércio de especiarias orientais entrar em decadência,
em função de gastos militares e concorrência de outras potências.
* A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada
por Martim Afonso de Sousa, que estabeleceu as bases da empresa açucareira.
* Foi implantado o sistema de capitanias hereditárias.
Economia Açucareira e Complementar no Brasil Colônia
·
A queda do comércio das especiarias das
Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de
metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no
Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política
lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·
Brasil Colônia: Em dezembro de 1530, 400 homens, seriam responsáveis pela fundação do
primeiro núcleo colonial português na América (São Vicente) e logo em seguida a
implantação das capitanias hereditárias.
·
O rei utilizou dos recursos de
comerciantes do reino (capitães donatários), que receberam faixas de terras
perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área litorânea. Além da Carta
de Doação (documento de posse), os capitães também receberam o Foral (documento
com direitos e deveres: distribuir sesmarias (causadora da concentração
fundiária), escravizar nativos, findar vilas, administrar, explorar a terra e
promover a extração de metais, de modo a obter lucro, mediante o pagamento dos
impostos.
·
Problemas que causaram a fragilidade das
capitanias e a implantação do governo-geral: as capitanias não garantiram a
ocupação do território, desinteresse de capitães que nem vieram ao Brasil,
resistência indígena, distância e a falta de capital. Apenas duas capitanias
tiveram relativo sucesso: São Vicente (expedições prospectoras) e Pernambuco
(lavoura canavieira).
·
A chegada dos portugueses provocou
alianças que causaram miscigenação e integração cultural (língua, alimentos) e
resistências (fugas, aliança com inimigos, conflitos).
·
A chegada dos portugueses representou uma
catástrofe para os povos indígenas, que foram submetidos ao trabalho
compulsório e retirados de suas estruturas socioculturais.
·
Governo Geral 1548 – a capitania da Bahia
(Salvador) foi transformada em capitania real, de onde o governador garantia o
monopólio do pau-brasil a Portugal, fiscalização, povoamento, segurança, defesa
das capitanias.
·
Chegada dos Jesuítas (catequese dos
indígenas e fundação de núcleos educacionais). Os protestos de parte da Igreja
e a mortandade generalizada dos nativos, fez com que a mão de obra indígena
fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras. Não esquecendo que
o tráfico de escravos, oferecia altos lucros a coroa portuguesa.
·
O governo geral também fez uso das Câmaras
Municipais (administradas por uma elite conhecida como “homens bons”),
fundamentais para controle local nas vilas.
·
Atividade Açucareira: Baseado na experiência lusa nas ilhas da costa africana, o cultivo de
cana foi o escolhido devido ao clima e solo favoráveis, além do objetivo de
lucro.
·
A produção do açúcar exigia elevados
investimentos, sendo assim, muitos colonos pegavam grandes empréstimos com holandeses
para instalação de seus engenhos.
·
Engenho: fazenda de cana de açúcar (casa
grande - senhor, senzala - escravos, moenda – mestre de açúcar, plantação-
feitor, além de comerciantes, religiosos e capitães do mato).
·
Os carregamentos eram embarcados para
metrópole, depois seguiam para Amsterdã (Holanda) para refino e distribuição em
solo europeu.
·
Devido a LUCRATIVA atividade econômica, os
engenhos se espalharam pelo Brasil de maneira intensa -> Em 1570, 60
fazendas; em 1610, mais de 400.
·
Outras atividades econômicas:
- Pecuária (alimento, força motriz, transporte,
calçados, roupas, móveis). Responsável pela interiorização do território.
- Drogas do sertão (cacau, guaraná, baunilha, cravo,
castanha e plantas medicinais), aumentou a renda dos jesuítas na região da
Amazônia. O trabalho explorado nesse sistema, foi o indígena.
- Algodão (Maranhão) – utilizado para confecção de
vestimentas para os cativos.
- Tabaco (Bahia) – considerado essencial para o escambo
na costa africana, onde era trocado por escravos.
Revoluções
Inglesas
A O
Absolutismo na Inglaterra:
* Na
Inglaterra, o Parlamento sempre reagiu ao poder absoluto dos reis.
* A nobreza
inglesa aburguesou-se, detendo assim mais poder.
* O
absolutismo inglês se manifestou sob o reinado das dinastias Tudor e Stuart.
* Os Tudor
consolidaram o poder real com o apoio da burguesia mercantil e da nobreza
aburguesada.
*
Consolidou-se o anglicanismo, sob o reinado de Elizabeth.
* Durante o
reinado de Elizabeth a Inglaterra derrotou a Espanha.
* O
puritanismo (próprio da burguesia) entrou em choque com o anglicanismo, a
religião oficial.
A Guerra
Civil e o Governo de Cromwell
* Ao término
da dinastia Tudor, os Stuart assumiram o trono da Inglaterra.
* Em 1642 os
ingleses entraram em guerra civil, tendo Oliver Cromwell à frente dos
puritanos.
* Com a
vitória da revolução, o rei Carlos I foi decapitado.
* Cromwell
assumiu o poder na Inglaterra, dissolveu o Parlamento, estabelecendo uma
ditadura.
A Revolução
Gloriosa:
* Após a
morte de Cromwell, diante da incompetência política de Richard, seu filho e
sucessor, os Stuart retomaram o poder.
* Em 1688 o
rei holandês Guilherme de Orange é colocado no trono inglês pelo Parlamento -
Revolução Gloriosa.
* Jaime II,
então rei da Inglaterra, fugiu, enquanto Guilherme de Orange se submeteu ao
Parlamento por meio do Bill of Rights.
* A monarquia absolutista foi banida da Inglaterra,
sendo estabelecida a monarquia constitucional; o rei figura como chefe de
Estado, mas o Parlamento governa de fato o país.
Revolução Científica e Iluminismo
A)
Periodização
→ Antigo
Regime: período de transição do Feudalismo para o Capitalismo
→ Definido
pelas monarquias absolutistas, economia mercantilista e sociedade estamental
→ Século
XVII: Revolução Científica
→
Movimento que iniciou a chamada “Era das Revoluções”
B)
Conceito
→
Movimento intelectual, ideológico artístico e filosófico que criticava a
sociedade do Antigo Regime através da racionalidade
→
Iluminismo ou Ilustração – Século das Luzes
→
Criticavam a Sociedade do Antigo Regime baseados nos argumentos racionais
C)
Características
→
Nascimento da Ciência Moderna – Descartes: “penso, logo existo” / Newton (leis
físicas)
→
Racionalismo
→ Liberdade
política (limitação do poder do governante)
→
Liberdade econômica (contrários à intervenção do Estado na economia)
→
Igualdade social (baseado nos valores econômicos / negação dos privilégios da
nobreza)
→ Ideia de
progresso
D)
Teórico
iluministas
a) Filósofos
Político-Sociais
→ John
Locke (1632-1704)
- Defesa
dos direitos naturais ou inalienáveis (vida, liberdade e propriedade privada)
- Defesa
da propriedade privada
-
Contemporâneo da Revolução Gloriosa
- Direito
de rebelião dos povos
→ Barão de
Montesquieu (1689-1755)
- Critica
o poder absoluto dos reis
-
Principal obra: “O espírito das leis”
- Divisão
dos 3 poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário
- Teoria
dos freios e contrapesos
→ Voltaire
(1694-1778)
- Crítico
ao absolutismo e ao clericalismo
- Liberdade
de expressão
→ Rousseau
(1712-1778)
-
Contrário à propriedade privada e crítico da burguesia
- Defesa
da Igualdade
- Teoria
do Bom Selvagem
- Defesa
da democracia – governo do voto em benefício da maioria
b)
Filósofos econômicos: Liberalismo Econômico
→
Fisiocratas – origem da riqueza é a terra
-
Representantes: Turgot, Quesnay, Gournay
- “Laissez
faire, laissez passer, le monde va de lui-même” (Deixai fazer, deixai passar,
que o mundo anda por si mesmo)
→ Escola
Clássica: origem da riqueza é o trabalho
-
Principal representante: Adam Smith (1723-1790)
-
Principal Obra: “Riqueza das Nações”
- Defesa
da divisão do trabalho
- Buscava
criar leis naturais que explicassem as relações econômicas
-
Considerado o “pai da economia como ciência”
) Despotismo Esclarecido
→
Movimento a partir da segunda metade do século XVIII
→
Correspondia e uma política utilizada por alguns monarcas absolutistas, ou seus
ministros.
→ Visava a
utilização de alguns dos princípios iluministas para reformar características do
Estado Absolutista
→ Tais
medidas visavam o enfraquecimento dos movimentos revolucionários para que os
reis mantivessem parte de seu poder centralizado
→ A
afirmativa que reflete esse interesse é: “vão os anéis e ficam os dedos”
→
Principais Estados que adotaram o Despotismo Esclarecido: Áustria, Prússia,
Rússia, Portugal e Espanha.
Revolução
Industrial
A)
Contexto
→ Processo
que intensificou a consolidação do sistema capitalista a partir da segunda
metade do século XVIII.
→ As
modificações não se limitam à mecanização industrial, alterando bruscamente os
aspectos sociais, políticos e culturais
→
Ultrapassou as formas produtivas existentes até aquele momento, artesanato e
manufaturas, dando origem ao ambiente industrial
B)
Pioneirismo
Inglês
→ Acumulação
primitiva de capital
- Tratado
de Methuen (1703) – Tratado de Panos e Vinhos, assinado entre ingleses e
portugueses
→
Interesses políticos associados ao acúmulo de riqueza desde as Revoluções
Inglesas (século XVII), processo que colocou fim ao Absolutismo e inaugurou o
Estado Liberal Burguês.
- Como a
fundação do Banco da Inglaterra
→ Energia
proporcionada pelas minas de carvão mineral e fontes de ferro
→
Cercamento dos campos ou processo de Enclousures
-
Tornou-se fonte de matéria-prima e mão de obra nos centros urbanos
Obs.: A
concentração do capital industrial
1) Holdings:
correspondem a grandes empresas financeiras que controlam vastos complexos
industriais a partir da posse da maior parte das ações
2) Trustes:
são grandes companhias que absorvem seus concorrentes ou estabelecem acordos
entre si, monopolizando a produção de certas mercadorias, determinando seus
preços e dominando o mercado; consiste, portanto, em um domínio vertical da
produção
3) Cartéis:
são grandes empresas independentes produtoras de mercadorias de um mesmo ramo
que se associam para evitar a concorrência, estabelecendo divisão de mercados e
definindo preços; faz-se, assim, o domínio horizontal da produção.
C)
Consequências
da Primeira Revolução Industrial
→
Urbanização acelerada
→ Mudanças
bruscas na estrutura socioeconômica europeia e mundial
→
Consolidação do ideário liberal burguês: ascensão social através do trabalho
→
Alienação / especialização dos trabalhadores
D)
Movimentos
operários reacionários
→
Impulsionados pela grande exploração da classe operária – diferença entre o
grupo que detém os meios de produção (burguesia industrial) e o grupo que só
possui a força de trabalho (proletariado)
→ Ludismo:
movimentos operários de protesto que se desenvolveram no final do século XVIII
e início do século XIX em busca de melhorias salariais e da contenção da
mecanização no processo produtivo. Esse grupo utiliza de meios violentos
quebrando as máquinas, vistas como origem da exploração dos trabalhadores.
→
Cartismo: movimento inglês organizado entre 1830 e 1840. De caráter mais
politizado, exigia maior participação política. Suas reivindicações foram
registradas em um documento denominado “Carta do Povo”, que pedia sufrágio
universal masculino, igualdade de direitos eleitorais, voto secreto, legislaturas
anuais, abolição do censo eleitoral e remuneração para as funções
parlamentares.
Independência
dos EUA (1776)
A)
Crise do
Antigo Regime Europeu
→ Guerra
dos Sete Anos (1756-1763): conflito entre França e Inglaterra, disputa por
territórios na Europa e na América
→ Vitória
dos ingleses. Contudo, o conflito resultou em grande prejuízo para todos os
envolvidos
→ A crise
econômica inglesa incentivou o aumento da pressão da Inglaterra sob as 13
colônias
→ Redução
da autonomia econômica das 13 colônias, rompendo com os benefícios do Comércio
Triangular
→ Conflito
entre a expansão das ideias iluministas e o aumento do controle metropolitano
sob a colônia = IMPOSTOS COLONIAIS
B)
Impostos
→ 1764:
Lei do Açúcar – taxação de todo o açúcar que não fosse proveniente das Antilhas
Britânicas
→ 1765:
Lei do Selo – todos os documentos impressos circulantes na colônia deveriam
pagar impostos
→
Manifestação colonial – “nenhum imposto sem representação”. Congresso do Selo
(1766) – Lei do Selo foi revogada.
→ 1767:
Tributos de Townshend – impostos sobre diversos produtos manufaturados – papel,
chá e vidro (produtos de grande consumo)
→ 1773:
Lei do Chá – monopólio de comércio da Companhia das Índias Orientais. Essa
medida resultou na manifestação dos colonos chamada de Festa do Porto de
Boston.
→ 1774:
Leis coercitivas ou leis intoleráveis – fechamento do Porto de Boston em
represália à manifestação dos colonos.
- Fim da
autonomia administrativa e política
-
Proibição da expansão dos colonos para o Oeste
→ 1774:
Realização do Primeiro Congresso da Filadélfia (sem desejo de independência). Manifestação
através do boicote aos produtos ingleses, estes desejavam a retomada das
liberdades econômicas e políticas anteriores.
→ 1776:
Segundo Congresso da Filadélfia. Início do movimento de independência –
04/07/1776 (Declaração de Independência dos Estados Unidos da América)
C)
Movimento
de Independência
→ Guerra:
colonos + espanhóis + franceses x ingleses (1776/1783)
→ Tratado
de Paris/ Tratado de Versalhes – Tratado de Paz que estabeleceu a vitória dos
colonos e o nascimento do Estado Independente EUA.
D)
Primeira
República da América
→ Congresso
Constitucional da Filadélfia
→
Conflitos Políticos
→
Republicanos (Democratas) x Federalistas
Governo
central simbólico dos estados (autonomia)
Governo central forte – Thomas Hamilton
→
República Federalista Presidencialista
→ Adoção
do sistema de Tripartite
→ George
Washington – Primeiro Presidente
Revolução
Francesa
A)
Contexto Pré-Revolucionário
→
Destruição da sociedade do Antigo Regime
-
Absolutismo, Mercantilismo, Sociedade Estamental (privilégios feudais)
→ Avanço
das ideias iluministas
→ Crise
econômica / financeira
- Derrota
francesa na Guerra dos Sete Anos (1756-1763)
→ Guerra
de Independência dos EUA (1763-1781)
→ Grandes
gastos com a corte francesa
→ Grande
seca responsável pela crise agrícola
→
Possíveis soluções: redução dos privilégios dos nobres (revolta aristocrática)
ou aumento dos impostos que recaíram sobre o Terceiro Estado
→
Convocação dos Estados Gerais: voto por estado / voto por cabeça
→ Retirada
do Terceiro Estado dos Estados Gerais – início do Movimento revolucionário
B)
Fases da
Revolução Francesa
b.1) Assembleia Nacional Constituinte
(1789-1792)
→ Revolta
no meio urbano: tomada da Bastilha
→ Revolta
no meio rural: Grande Medo – revolta camponesa no campo
→
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
→ Confisco
de bens do clero – Constituição Civil do Clero (funcionários públicos)
→
Monarquia Constitucional (3 poderes)
b.2) Monarquia Constitucional (1792-1793)
→
Constituição Francesa – criação do voto censitário
→
Separação: revolução burguesa / povo
→
Proibição das greves
→
Construção do Estado Burguês
→
Resistência do Rei
→ Formação
dos grupos políticos
- Girondinos:
alta burguesia (direita) – deseja a consolidação dos avanços revolucionários
- Centro /
Planície: sem definições políticas
- Esquerda
/ Montanha: pequena burguesia e sans-culottes (esquerda), buscavam o avanço da
revolução através de maior igualdade
b.3) Convenção Nacional (1792-1795)
a)
Convenção Girondina
→
Liderança dos girondinos
→ Primeira
coligação anti francesa (Áustria, Prússia, Espanha e Inglaterra)
→
Manutenção dos problemas econômicos, sociais e políticos anteriores ao processo
revolucionário
→ Avanço
dos jacobinos em busca de maiores benefícios políticos, sociais e econômicos
b)
Convenção jacobina ou montanhesa (1793-1794) – Período do Terror
→
Radicalização da revolução – prisão dos líderes girondinos
→
Principais líderes jacobinos: Marat, Danton, Robespierre
→ Nova
constituição (I) – Sufrágio Universal
→ Abolição
da escravidão nas colônias francesas (Haiti)
c) Reação
Girondina – Reação Termidoriana
→ Abolição
de todas as decisões jacobinas
→ Terror
Branco
→
Constituição do ano III – retorno do voto censitário
b.4) Diretório (1795-1799)
→
Liderança girondina
→
Resistência jacobina – conspiração dos iguais, liderados por Graco Babeuf
→ Segunda
coligação anti francesa
→ Ascensão
da figura de Napoleão Bonaparte
→ Golpe de
Napoleão contra o Diretório – Golpe do 18 Brumário (09/11/1799)
Era
Napoleônica (1799/1815)
A)
Consulado
→
Estabilização econômica e social
→
Pacificação econômica – Banco da França (Franco -1800)
→
Reaproximação com a Igreja – Concordata assinada com o Papa Pio VII (1802)
→
Plebiscito – Cônsul único e vitalício
→ 1804 –
Código Civil Napoleônico
→
Igualdade de Direitos perante a lei / direito de propriedade
→
Proibição de greves e de organizações sindicais
→
Restabelecimento da escravidão nas colônias
→ Educação
como responsabilidade do Estado
→
Plebiscito que retornou com o governo monárquico
→ Auto
coroação em 1804
B)
Império
→
Expansionismo territorial
→ Bloqueio
Continental em 1806
→ Casos
específicos: Portugal (1806), Rússia (1811), Invasão da Espanha
→ Após a
derrota da Rússia, foi organizada a sexta coligação (Rússia, Áustria, Prússia,
Suécia e Inglaterra). Batalha das Nações em 1813.
→ Exílio
em Elba / Governo dos 100 Dias
→ Derrota
definitiva de Napoleão para a Marinha Inglesa em Waterloo
→ Construção
do Mito Napoleônico: ambição pessoal, empreendedorismo, ideal burguês.
O
Congresso de Viena e as ondas liberais do século XIX
A)
Congresso
de Viena
→ Reunião
entre os líderes absolutistas europeus com o objetivo de restaurar o Antigo
Regime, ou seja, conter as possíveis resistências liberais inspiradas pela
Revolução Francesa e pela Era Napoleônica
→
Integrantes: Rússia, Áustria, Prússia, Inglaterra e França
→
Princípios básicos
- Princípio
de legitimidade: todas as dinastias anteriores à revolução retornariam ao poder
dominando os mesmos territórios (exemplo: Espanha)
- Princípio
do equilíbrio europeu: visava recompor as relações de força entre as potências,
impedindo a hegemonia de uma sobre as outras. Tal princípio conteve os
conflitos territoriais na Europa, estimulando a expansão capitalista
- Santa
Aliança: considerado o “braço direito da restauração”. Exército dos Estados
envolvidos com o objetivo de conter os movimentos liberais tanto na Europa
quanto na América. A Inglaterra não participou interessada em aumentar sua
intervenção na América.
B)
Revoluções
de 1820
→
Portugal: Revolução Constitucionalista do Porto
→ Espanha:
Revolução Constitucionalista de Cádiz
→ Grécia:
Independência da Grécia em relação ao Império Turco Otomano
C)
Revoluções
de 1830
c.1)
Restauração na França (1815-1830)
→ Governo
de Luiz XVIII (Monarquia Parlamentar)
→ Governo
de Carlos X (retorno dos privilégios do Antigo Regime / Medidas Absolutistas)
c.2)
Revolução de 1830
→ Jornadas
Gloriosas – movimento popular/burguês contrário às medidas absolutistas do
monarca
→
Deposição de Carlos X
→ Coroação
de Luís Filipe de Orleans (rei burguês)
→ Avanço
das ideias revolucionárias na Europa (Bélgica)
→ Avanços
liberais no interior da França (fim do catolicismo como religião oficial /
fortalecimento do poder legislativo)
→
Manutenção do voto censitário
→ Política
dos banquetes (reuniões populares contrárias ao rei)
D)
Revoluções
de 1848 (“Primavera dos Povos”)
→
Movimento popular contrário à exclusão política do povo (influência socialista)
→
Conflitos intensos entre os interesses populares e os interesses burgueses
→
objetivava a criação da República Social – direito à greve, limitação de horas
de trabalho e sufrágio universal
→ Segunda
República Francesa (1848-1852)
→ Eleição
por voto universal – 1º presidente Luís Bonaparte – Golpe político 18 Brumário
de Luís Bonaparte
→
Plebiscito – Retorno do Império – napoleão III
→ Expansão
dos valores revolucionários e operários para outras regiões da Europa
A
Independência da América Espanhola
A)
Contexto
Europeu
→
Consequências da Era das Revoluções no continente americano (desenvolvimento
dos EUA, Independência das colônias ibero-americanas)
→ O
processo de conquista da independência política das áreas coloniais não
significou desenvolvimento econômico autônomo
B)
O contexto
político na América
→ Avanços
dos ideais do liberalismo político e econômico
→ Bloqueio
Continental Napoleônico – incentivo aos movimentos autonomistas na América
→ Fortalecimento
das elites locais – criollos (descendentes de espanhóis nascidos na América)
→
Incentivos ingleses à independência da América / Auxílio nas guerras de
independência entre 1817 e 1825
→
Conflitos internos: criollos (cabildos – poderes locais) x chapetones
(espanhóis com altos cargos administrativos)
→
Congresso de Viena (tentativa de Restauração) / Doutrina Monroe (Imperialismo
estadunidense / Apoio inglês aos movimentos autonomistas)
C)
Guerras de
Independência
→ Primeira
Onda Revolucionária
- Ascensão
e fortalecimento dos poderes locais liderados pelos criollos (formação de
juntas governativas depondo autoridades metropolitanas) / incentivados pelos
ingleses (1810-1814)
- Regresso
do movimento autonomista diante da redução do apoio inglês
→ Segunda
Onda Revolucionária (1817-1825)
- Maior
união das elites criolla
- Ascensão
de movimentos liberais na Espanha, dificultando o envio de tropas de
resistência
- Ajuda
econômica e militar dos ingleses, desejando mercado consumidor e áreas de
influência
→ Caudilhismo
- Líderes
políticos que disputavam os poderes locais, resultando em grande instabilidade
política
-
Herdeiros do poder político fragmentado baseado na concentração fundiária
-
Paralelo: coronelismo no Brasil
→ Líderes
defensores da autonomia e unificação da América (San Martin e Símon Bolívar)
- Símon
Bolívar, o Libertador (Venezuela), adepto de uma América republicana e unida
- San
Martin (Argentina), defensor de uma forma monárquica constitucional
- Pan-americanismo;
ideal que incentiva a união dos Estados da América, visando o fortalecimento
dos mesmos contra as iniciativas imperialistas
As
unificações tardias e os Estados Unidos no século XIX
A)
As
Unificações Tardias
a.1) Caso
Italiano
→ Divisão
entre 7 estados – maior destaque para Piemonte-Sardenha
→ Grande
interesse do império austríaco na região – impulso e unificação
→ Expansão
de movimentos nacionalistas desde 1830 – Sociedades Secretas (Carbonária) – sem
projeto político
→ Duas
correntes:
a) Republicana: Giuseppe Mazzini e Garibaldi (ideais
liberais e setores populares/camisas vermelhas/risorgimento)
b) Monarquista: Camilo de Cavour (liderança
conservadora Piemonte)
→ Avanço
da proposta monarquista (1840-1870): intensos conflitos que incentivavam a
emigração de italianos em busca de melhores condições de vida (Brasil)
→ Formação
do Estado Italiano em 1871
→ Questão
Romana (1871-1929): após a saída dos franceses, o Papa se recusou a submeter-se
aos italianos, considerando-se prisioneiro no Vaticano. A questão só foi
resolvida em 1929, por Benito Mussolini, através da criação do Estado do
Vaticano a partir do Tratado de Latrão
a.2) Caso
alemão
→
Principais reinos: Prússia (industrializado) e Áustria (agrária/conservadora)
→ Grande
fragmentação política – 39 reinos germânicos
→
Interesse da Prússia na unificação / oposição austríaca
→ 1834;
criação do Zollverein: liga aduaneira que visava fortalecer o mercado interno
entre os reinos germânicos – exclusão da Áustria
→
Unificação política progressiva – Parlamento de Frankfurt (sem a participação
austríaca)
→ Otto von
Bismarck (primeiro-ministro da Prússia): fortalecimento da monarquia,
desenvolvimento industrial e fortalecimento militar
→ Impulso
da unificação
-
Incidente diplomático que levou à guerra – incentivo ao nacionalismo
- Guerra Franco-Prussiana
(1870-1871)
→ União
dos reinos germânicos contra invasão francesa
→
Fortalecimento do nacionalismo germânico
→ Vitória
dos germânicos (Prússia)
→
Unificação da Alemanha – II Reich – Guilherme I
→
Humilhação dos franceses (perda dos territórios da Alsácia-Lorena / Coroação de
Guilherme I no Palácio de Versalhes)
B)
EUA no
século XIX
b.1)
Contexto
→
Pós-guerra de independência (1776-1783), houve a consolidação do Estado
Nacional e desenvolvimento comercial, econômico e financeiro
→ Intensa
imigração entre 1790-1890 (15 milhões de imigrantes)
→
Crescimento demográfico e estímulo para a expansão interna (expansão para o
Norte) e externa (centrada no continente americano – “Doutrina Monroe”)
b.2)
Expansão territorial
b.2.1)
Expansão interna: corrida para o Oeste – deslocamento desde a faixa litorânea
das 13 colônias até as costas do Oceano Pacífico
→
Expropriação e dizimação dos indígenas / compra / Guerras
→
Justificativa ideológica: “Destino Manifesto”: Doutrina que popularizou a ideia
de “fronteira”, a partir da qual os pioneiros expandiram a nação construindo as
características básicas da civilização “norte-americana”: igualitarismo,
individualismo, o espírito democrático e o espaço para a livre iniciativa.
b.2.2)
Expansão externa: “Doutrina Monroe” (1823), “A América para os americanos”:
expansão dos interesses comerciais (política isolacionista em relação à Europa)
b.3)
Guerra de Secessão (1861-1865)
→ Impulso:
o fortalecimento do desenvolvimento capitalista através da expansão territorial
levou ao acirramento da rivalidade econômica, social e política entre os
estados do Norte e do Sul
→ Contexto
da colonização: Norte (colônia de povoamento) x Sul (colônia de exploração)
→
Principais divergências
a) Questão
escravista
b) Questão
protecionista: necessidade dos nortistas em estabelecer políticas
protecionistas que incentivassem o processo de industrialização. Ao contrário
do Sul, de base econômica exportadora, que incentivava a manutenção do
livre-cambismo.
→ O
conflito entre Norte e Sul
- 1860:
eleição de Abraham Lincoln, do Partido Republicano, que apoiava a abolição, a
oficialização protecionista e a manutenção da União
- 1860:
Estados do Sul desligaram-se da União (Carolina do Sul, Virgínia, Carolina do
Norte, Geórgia, Flórida, Alabama, Tennessee, Arkansas, Mississipi, Lousiana e
Texas), formando em 1861 os Estados Confederados da América.
- Conflito
motivado e iniciado pela necessidade de manutenção da União
- Em 1862,
o governo da União aboliu a escravidão, visando desorganizar a base econômica sulista
e incentivar a grande fuga de escravos.
- Vitória
nortista em 1865, após a desorganização dos estados sulistas.
→ A
consolidação do desenvolvimento econômico estadunidense
-
Desenvolvimento econômico-capitalista do país: ampliação do mercado interno,
estabelecimento de medidas protecionistas, incentivo à industrialização
- Abolição
total da escravidão em 1865, mas não resultou na reintegração social e
econômica dos ex-escravos (principal grupo racista = Ku Klux Klan)
→
Consolidação da política intervencionista dos EUA sobre a América
-
Substituição da Doutrina Monroe pela Doutrina Roosevelt (Corolário Roosevelt):
mantendo os mesmos princípios da Doutrina Monroe avançando através da força
armada quando necessário.
- Segundo
o presidente Theodore Roosevelt (1901-1908), consistia em “falar macio, mas ter
sempre um grande porrete nas mãos”. Dessa frase derivou o nome da política
externa estadunidense naquele período (Big Stick Policy ou Política do Grande
Porrete).
-
Intervenção estadunidense na independência da América Central: em 1898, a
participação dos EUA na Guerra de Independência dos cubanos contra a Espanha
resultou no domínio estadunidense sobre a região. Cuba transformou-se em um
protetorado, cedendo a soberania sobre a região de Guantánamo para os
estrangeiros. Através da Emenda Platt (1901), estava na Constituição Cubana a
permissão para a intervenção dos EUA na região.
A SEGUNDA
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O IMPERIALISMO
A) Doutrinas Sociais do século XIX
B) Imperialismo ou Neocolonialismo
b.1) Causas
-
Consolidação do capitalismo europeu / Expansão da industrialização (2ª
revolução Industrial)
- Aumento
da produção industrial, excedente populacional.
- busca de
matéria – prima (ferro, cobre, manganês, algodão), mão de obra e mercado
consumidor.
-
Principais países colonizadores: Inglaterra, França e Alemanha 9ásia e África)
X EUA (América) / Rússia ( norte da China).
-
Unificação Tardia Alemã e Italiana (1870) resultou na intensificação da
rivalidade entre as potências pela divisão das áreas coloniais.
- Ideal
civilizador – “o fardo do homem branco” – Darwinismo social (superioridade
racial – concepções pseudocientíficas).
b.2) Forma
de dominação
-Administração
direta: ocupação dos principais cargos do governo colonial.
-Administração
indireta: alianças entre os domínios colonizadores e as elites locais.
b. 3)
Imperialismo na Ásia
b.3.1) O
caso da Índia
-
Inicialmente dominados pelos Portugueses
- Região
dominada pela Inglaterra desde o século XVIII
- Regime
de protetorado (mantinha a autonomia da Índia)
-
Consequências da política imperialista
=Destruição da indústria dos algodões indianos
= Mais de 13 milhões de pessoas mortas pelas crises de fome,
epidemias
- Guerra dos Cipaios
(soldados indianos 1857)
=Revolta
nacionalista contra a exploração e intervenção inglesa
= Revolta
sufocada em 1859
=Índia
tornou-se colônia britânica – 1859 – Coroação da rainha Vitória – Imperatriz da
Índia
b.3.2) O caso da China
- 400 milhões de
habitantes em meados do século XIX – MERCADO CONSUMIDOR (lembrando que chinês
não é bom comprador de produtos fora da sua cultura)
- Governo imperial em
crise
- Guerra do Ópio
(1841)
= A
resistência em comprar os produtos industrializados ingleses levou à
comercialização do ópio ( droga -> prostituição, vício, destruição da
sociedade chinesa)
= 1839 os
chineses jogaram 20 mil caixas de ópio no mar
= 1842 –
derrota chinesa - assinatura do tratado
de Nanquim (tratado de paz) – abria totalmente o comércio, abolia o sistema
fiscalizador e entregava Hong Kong ao domínio inglês.
b.3.3) O caso do Japão
- Território isolado
sob estrutura feudal
- 1854 – Invasão
estadunidense no Japão – forçado a abertura dos portos ao comércio mundial
- A abertura comercial
levou à europeização da região
- 1868 – início da era
Meiji – era do industrialismo e modernização do Japão
=incentivo a
modernização rápida – produção privada da seca
=ampliação da
produção agrícola – novas técnicas e produção têxtil
= controle do
estado sob as comunicações e indústria bélica
= incentivo à
educação
= aumento dos
impostos e emissão de moeda
IPC: Japão passa de dominado a dominador -> conquista Coréia, o
litoral da China e as Filipinas -> EUA pede o poder.
b4) Imperialismo na
África
- Partilha da África
– Conferência de Berlim (1884- 18850) – 14 países europeus, EUA e
Rússia.
- Desrespeito às
fronteira culturais e geográfica – Estabelecimento das “fronteira artificias”.
- Domínio europeu na África (1850/1950):
consequências políticas, econômicas e sociais.
IPC: Os atuais problemas / conflitos da África devem-se ao longo
período de exploração, principalmente econômico por parte dos europeus, da
diversidade étnica e religios
- Explique o contexto histórico que levou europeus, especialmente espanhóis e ingleses, a iniciarem a conquista da América.
- Descreva como ocorreu a conquista espanhola na América, destacando os principais fatores que facilitaram esse processo.
- Explique o papel dos povos indígenas durante a conquista espanhola e como foram afetados.
- O que foram as “capitulações” na conquista espanhola? Explique sua importância.
- Descreva o funcionamento do sistema de “encomienda” e seus impactos sobre os povos indígenas.
- Explique o que foi o sistema de “mita” e como ele foi utilizado pelos espanhóis.
- Descreva como a administração colonial espanhola era organizada na América.
- Explique o papel dos vice-reinos na administração espanhola.
- Fale sobre a importância da mineração para a economia colonial espanhola.
- Explique como a sociedade colonial espanhola era estruturada (hierarquia social).
- Descreva o processo de colonização inglesa na América do Norte.
- Explique os diferentes tipos de colonização inglesa (colônias de povoamento e de exploração).
- Compare as relações de trabalho nas colônias espanholas e inglesas.
- Explique a relação entre os colonos ingleses e os povos indígenas.
- Compare a administração colonial espanhola com a inglesa, destacando suas principais diferenças.
è
BRASIL COLÔNIA: IMPLANTAÇÃO E ECONOMIA DO SISTEMA COLONIAL
·
Calcula-se que 3 milhões de índios viviam
na faixa que hoje se define como o Brasil. Dois grandes grupos: os
tupi-guaranis e tapuias ou macro-jê (aimorés, Goitacazes, tremembés,
considerados bárbaros por não compartilharem a língua tupi-guarani).
·
Os povos indígenas viviam da caça, da
pesca, da agricultura e coleta de frutas. Praticavam as queimadas (coivara)
para preparar o solo para a agricultura, trocas de alguns bens e atividades
bélicas, onde o inimigo era morto no ritual antropofágico.
·
Brasil Pré-colonial
-> Devido ao grande interesse português nas especiarias das Índias
orientais, o território brasileiro foi entregue a exploração do pau-brasil a
terceiros (o rei de Portugal não tinha interesse em ter gastos com essa
extração, porém criou o estanco – monopólio real, para receber taxas pela
retirada da madeira).
·
Nesse período não houve ocupação efetiva
do Brasil pelos portugueses (de 1500 a 1530).
·
A extração do pau-brasil contava com o
trabalho indígena por meio do escambo (sistema de trocas).
·
A Coroa portuguesa logo estabeleceu o
monopólio comercial nas relações mercantis entre colônia e metrópole
·
Nesse período o território recebeu
invasores que não reconheciam o Tratado de Tordesilhas (franceses - França
Antártica), exigindo medidas de segurança, expedições militares
(guarda-costas).
·
A queda do comércio das especiarias das
Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de
metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no
Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política
lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·
A decisão de colonizar o Brasil, a partir
de 1530, deveu-se:
- À garantia de posse do território, ameaçada por franceses e ingleses;
- À possibilidade de encontrar metais preciosos, como os espanhóis que
dominaram; e ao fato do comércio de especiarias orientais entrar em decadência,
em função de gastos militares e concorrência de outras potências.
* A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada
por Martim Afonso de Sousa, que estabeleceu as bases da empresa açucareira.
* Foi implantado o sistema de capitanias hereditárias.
Economia Açucareira e Complementar no Brasil Colônia
·
A queda do comércio das especiarias das
Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de
metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no
Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política
lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·
Brasil Colônia: Em dezembro de 1530, 400 homens, seriam responsáveis pela fundação do
primeiro núcleo colonial português na América (São Vicente) e logo em seguida a
implantação das capitanias hereditárias.
·
O rei utilizou dos recursos de
comerciantes do reino (capitães donatários), que receberam faixas de terras
perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área litorânea. Além da Carta
de Doação (documento de posse), os capitães também receberam o Foral (documento
com direitos e deveres: distribuir sesmarias (causadora da concentração
fundiária), escravizar nativos, findar vilas, administrar, explorar a terra e
promover a extração de metais, de modo a obter lucro, mediante o pagamento dos
impostos.
·
Problemas que causaram a fragilidade das
capitanias e a implantação do governo-geral: as capitanias não garantiram a
ocupação do território, desinteresse de capitães que nem vieram ao Brasil,
resistência indígena, distância e a falta de capital. Apenas duas capitanias
tiveram relativo sucesso: São Vicente (expedições prospectoras) e Pernambuco
(lavoura canavieira).
·
A chegada dos portugueses provocou
alianças que causaram miscigenação e integração cultural (língua, alimentos) e
resistências (fugas, aliança com inimigos, conflitos).
·
A chegada dos portugueses representou uma
catástrofe para os povos indígenas, que foram submetidos ao trabalho
compulsório e retirados de suas estruturas socioculturais.
·
Governo Geral 1548 – a capitania da Bahia
(Salvador) foi transformada em capitania real, de onde o governador garantia o
monopólio do pau-brasil a Portugal, fiscalização, povoamento, segurança, defesa
das capitanias.
·
Chegada dos Jesuítas (catequese dos
indígenas e fundação de núcleos educacionais). Os protestos de parte da Igreja
e a mortandade generalizada dos nativos, fez com que a mão de obra indígena
fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras. Não esquecendo que
o tráfico de escravos, oferecia altos lucros a coroa portuguesa.
·
O governo geral também fez uso das Câmaras
Municipais (administradas por uma elite conhecida como “homens bons”),
fundamentais para controle local nas vilas.
·
Atividade Açucareira: Baseado na experiência lusa nas ilhas da costa africana, o cultivo de
cana foi o escolhido devido ao clima e solo favoráveis, além do objetivo de
lucro.
·
A produção do açúcar exigia elevados
investimentos, sendo assim, muitos colonos pegavam grandes empréstimos com holandeses
para instalação de seus engenhos.
·
Engenho: fazenda de cana de açúcar (casa
grande - senhor, senzala - escravos, moenda – mestre de açúcar, plantação-
feitor, além de comerciantes, religiosos e capitães do mato).
·
Os carregamentos eram embarcados para
metrópole, depois seguiam para Amsterdã (Holanda) para refino e distribuição em
solo europeu.
·
Devido a LUCRATIVA atividade econômica, os
engenhos se espalharam pelo Brasil de maneira intensa -> Em 1570, 60
fazendas; em 1610, mais de 400.
·
Outras atividades econômicas:
- Pecuária (alimento, força motriz, transporte,
calçados, roupas, móveis). Responsável pela interiorização do território.
- Drogas do sertão (cacau, guaraná, baunilha, cravo,
castanha e plantas medicinais), aumentou a renda dos jesuítas na região da
Amazônia. O trabalho explorado nesse sistema, foi o indígena.
- Algodão (Maranhão) – utilizado para confecção de
vestimentas para os cativos.
- Tabaco (Bahia) – considerado essencial para o escambo
na costa africana, onde era trocado por escravos.
Revoluções
Inglesas
A O Absolutismo na Inglaterra:
* Na
Inglaterra, o Parlamento sempre reagiu ao poder absoluto dos reis.
* A nobreza
inglesa aburguesou-se, detendo assim mais poder.
* O
absolutismo inglês se manifestou sob o reinado das dinastias Tudor e Stuart.
* Os Tudor
consolidaram o poder real com o apoio da burguesia mercantil e da nobreza
aburguesada.
*
Consolidou-se o anglicanismo, sob o reinado de Elizabeth.
* Durante o
reinado de Elizabeth a Inglaterra derrotou a Espanha.
* O
puritanismo (próprio da burguesia) entrou em choque com o anglicanismo, a
religião oficial.
A Guerra Civil e o Governo de Cromwell
* Ao término
da dinastia Tudor, os Stuart assumiram o trono da Inglaterra.
* Em 1642 os
ingleses entraram em guerra civil, tendo Oliver Cromwell à frente dos
puritanos.
* Com a
vitória da revolução, o rei Carlos I foi decapitado.
* Cromwell
assumiu o poder na Inglaterra, dissolveu o Parlamento, estabelecendo uma
ditadura.
A Revolução Gloriosa:
* Após a
morte de Cromwell, diante da incompetência política de Richard, seu filho e
sucessor, os Stuart retomaram o poder.
* Em 1688 o
rei holandês Guilherme de Orange é colocado no trono inglês pelo Parlamento -
Revolução Gloriosa.
* Jaime II,
então rei da Inglaterra, fugiu, enquanto Guilherme de Orange se submeteu ao
Parlamento por meio do Bill of Rights.
* A monarquia absolutista foi banida da Inglaterra,
sendo estabelecida a monarquia constitucional; o rei figura como chefe de
Estado, mas o Parlamento governa de fato o país.
Revolução Científica e Iluminismo
A)
Periodização
→ Antigo
Regime: período de transição do Feudalismo para o Capitalismo
→ Definido
pelas monarquias absolutistas, economia mercantilista e sociedade estamental
→ Século
XVII: Revolução Científica
→
Movimento que iniciou a chamada “Era das Revoluções”
B)
Conceito
→
Movimento intelectual, ideológico artístico e filosófico que criticava a
sociedade do Antigo Regime através da racionalidade
→
Iluminismo ou Ilustração – Século das Luzes
→
Criticavam a Sociedade do Antigo Regime baseados nos argumentos racionais
C)
Características
→
Nascimento da Ciência Moderna – Descartes: “penso, logo existo” / Newton (leis
físicas)
→
Racionalismo
→ Liberdade
política (limitação do poder do governante)
→
Liberdade econômica (contrários à intervenção do Estado na economia)
→
Igualdade social (baseado nos valores econômicos / negação dos privilégios da
nobreza)
→ Ideia de
progresso
D)
Teórico
iluministas
a) Filósofos
Político-Sociais
→ John
Locke (1632-1704)
- Defesa
dos direitos naturais ou inalienáveis (vida, liberdade e propriedade privada)
- Defesa
da propriedade privada
-
Contemporâneo da Revolução Gloriosa
- Direito
de rebelião dos povos
→ Barão de
Montesquieu (1689-1755)
- Critica
o poder absoluto dos reis
-
Principal obra: “O espírito das leis”
- Divisão
dos 3 poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário
- Teoria
dos freios e contrapesos
→ Voltaire
(1694-1778)
- Crítico
ao absolutismo e ao clericalismo
- Liberdade
de expressão
→ Rousseau
(1712-1778)
-
Contrário à propriedade privada e crítico da burguesia
- Defesa
da Igualdade
- Teoria
do Bom Selvagem
- Defesa
da democracia – governo do voto em benefício da maioria
b)
Filósofos econômicos: Liberalismo Econômico
→
Fisiocratas – origem da riqueza é a terra
-
Representantes: Turgot, Quesnay, Gournay
- “Laissez
faire, laissez passer, le monde va de lui-même” (Deixai fazer, deixai passar,
que o mundo anda por si mesmo)
→ Escola
Clássica: origem da riqueza é o trabalho
-
Principal representante: Adam Smith (1723-1790)
-
Principal Obra: “Riqueza das Nações”
- Defesa
da divisão do trabalho
- Buscava
criar leis naturais que explicassem as relações econômicas
-
Considerado o “pai da economia como ciência”
) Despotismo Esclarecido
→
Movimento a partir da segunda metade do século XVIII
→
Correspondia e uma política utilizada por alguns monarcas absolutistas, ou seus
ministros.
→ Visava a
utilização de alguns dos princípios iluministas para reformar características do
Estado Absolutista
→ Tais
medidas visavam o enfraquecimento dos movimentos revolucionários para que os
reis mantivessem parte de seu poder centralizado
→ A
afirmativa que reflete esse interesse é: “vão os anéis e ficam os dedos”
→
Principais Estados que adotaram o Despotismo Esclarecido: Áustria, Prússia,
Rússia, Portugal e Espanha.
Revolução
Industrial
A)
Contexto
→ Processo
que intensificou a consolidação do sistema capitalista a partir da segunda
metade do século XVIII.
→ As
modificações não se limitam à mecanização industrial, alterando bruscamente os
aspectos sociais, políticos e culturais
→
Ultrapassou as formas produtivas existentes até aquele momento, artesanato e
manufaturas, dando origem ao ambiente industrial
B)
Pioneirismo
Inglês
→ Acumulação
primitiva de capital
- Tratado
de Methuen (1703) – Tratado de Panos e Vinhos, assinado entre ingleses e
portugueses
→
Interesses políticos associados ao acúmulo de riqueza desde as Revoluções
Inglesas (século XVII), processo que colocou fim ao Absolutismo e inaugurou o
Estado Liberal Burguês.
- Como a
fundação do Banco da Inglaterra
→ Energia
proporcionada pelas minas de carvão mineral e fontes de ferro
→
Cercamento dos campos ou processo de Enclousures
-
Tornou-se fonte de matéria-prima e mão de obra nos centros urbanos
Obs.: A
concentração do capital industrial
1) Holdings:
correspondem a grandes empresas financeiras que controlam vastos complexos
industriais a partir da posse da maior parte das ações
2) Trustes:
são grandes companhias que absorvem seus concorrentes ou estabelecem acordos
entre si, monopolizando a produção de certas mercadorias, determinando seus
preços e dominando o mercado; consiste, portanto, em um domínio vertical da
produção
3) Cartéis:
são grandes empresas independentes produtoras de mercadorias de um mesmo ramo
que se associam para evitar a concorrência, estabelecendo divisão de mercados e
definindo preços; faz-se, assim, o domínio horizontal da produção.
C)
Consequências
da Primeira Revolução Industrial
→
Urbanização acelerada
→ Mudanças
bruscas na estrutura socioeconômica europeia e mundial
→
Consolidação do ideário liberal burguês: ascensão social através do trabalho
→
Alienação / especialização dos trabalhadores
D)
Movimentos
operários reacionários
→
Impulsionados pela grande exploração da classe operária – diferença entre o
grupo que detém os meios de produção (burguesia industrial) e o grupo que só
possui a força de trabalho (proletariado)
→ Ludismo:
movimentos operários de protesto que se desenvolveram no final do século XVIII
e início do século XIX em busca de melhorias salariais e da contenção da
mecanização no processo produtivo. Esse grupo utiliza de meios violentos
quebrando as máquinas, vistas como origem da exploração dos trabalhadores.
→
Cartismo: movimento inglês organizado entre 1830 e 1840. De caráter mais
politizado, exigia maior participação política. Suas reivindicações foram
registradas em um documento denominado “Carta do Povo”, que pedia sufrágio
universal masculino, igualdade de direitos eleitorais, voto secreto, legislaturas
anuais, abolição do censo eleitoral e remuneração para as funções
parlamentares.
Independência
dos EUA (1776)
A)
Crise do
Antigo Regime Europeu
→ Guerra
dos Sete Anos (1756-1763): conflito entre França e Inglaterra, disputa por
territórios na Europa e na América
→ Vitória
dos ingleses. Contudo, o conflito resultou em grande prejuízo para todos os
envolvidos
→ A crise
econômica inglesa incentivou o aumento da pressão da Inglaterra sob as 13
colônias
→ Redução
da autonomia econômica das 13 colônias, rompendo com os benefícios do Comércio
Triangular
→ Conflito
entre a expansão das ideias iluministas e o aumento do controle metropolitano
sob a colônia = IMPOSTOS COLONIAIS
B)
Impostos
→ 1764:
Lei do Açúcar – taxação de todo o açúcar que não fosse proveniente das Antilhas
Britânicas
→ 1765:
Lei do Selo – todos os documentos impressos circulantes na colônia deveriam
pagar impostos
→
Manifestação colonial – “nenhum imposto sem representação”. Congresso do Selo
(1766) – Lei do Selo foi revogada.
→ 1767:
Tributos de Townshend – impostos sobre diversos produtos manufaturados – papel,
chá e vidro (produtos de grande consumo)
→ 1773:
Lei do Chá – monopólio de comércio da Companhia das Índias Orientais. Essa
medida resultou na manifestação dos colonos chamada de Festa do Porto de
Boston.
→ 1774:
Leis coercitivas ou leis intoleráveis – fechamento do Porto de Boston em
represália à manifestação dos colonos.
- Fim da
autonomia administrativa e política
-
Proibição da expansão dos colonos para o Oeste
→ 1774:
Realização do Primeiro Congresso da Filadélfia (sem desejo de independência). Manifestação
através do boicote aos produtos ingleses, estes desejavam a retomada das
liberdades econômicas e políticas anteriores.
→ 1776:
Segundo Congresso da Filadélfia. Início do movimento de independência –
04/07/1776 (Declaração de Independência dos Estados Unidos da América)
C)
Movimento
de Independência
→ Guerra:
colonos + espanhóis + franceses x ingleses (1776/1783)
→ Tratado
de Paris/ Tratado de Versalhes – Tratado de Paz que estabeleceu a vitória dos
colonos e o nascimento do Estado Independente EUA.
D)
Primeira
República da América
→ Congresso
Constitucional da Filadélfia
→
Conflitos Políticos
→
Republicanos (Democratas) x Federalistas
Governo
central simbólico dos estados (autonomia)
Governo central forte – Thomas Hamilton
→
República Federalista Presidencialista
→ Adoção
do sistema de Tripartite
→ George
Washington – Primeiro Presidente
Revolução
Francesa
A)
Contexto Pré-Revolucionário
→
Destruição da sociedade do Antigo Regime
-
Absolutismo, Mercantilismo, Sociedade Estamental (privilégios feudais)
→ Avanço
das ideias iluministas
→ Crise
econômica / financeira
- Derrota
francesa na Guerra dos Sete Anos (1756-1763)
→ Guerra
de Independência dos EUA (1763-1781)
→ Grandes
gastos com a corte francesa
→ Grande
seca responsável pela crise agrícola
→
Possíveis soluções: redução dos privilégios dos nobres (revolta aristocrática)
ou aumento dos impostos que recaíram sobre o Terceiro Estado
→
Convocação dos Estados Gerais: voto por estado / voto por cabeça
→ Retirada
do Terceiro Estado dos Estados Gerais – início do Movimento revolucionário
B)
Fases da
Revolução Francesa
b.1) Assembleia Nacional Constituinte
(1789-1792)
→ Revolta
no meio urbano: tomada da Bastilha
→ Revolta
no meio rural: Grande Medo – revolta camponesa no campo
→
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
→ Confisco
de bens do clero – Constituição Civil do Clero (funcionários públicos)
→
Monarquia Constitucional (3 poderes)
b.2) Monarquia Constitucional (1792-1793)
→
Constituição Francesa – criação do voto censitário
→
Separação: revolução burguesa / povo
→
Proibição das greves
→
Construção do Estado Burguês
→
Resistência do Rei
→ Formação
dos grupos políticos
- Girondinos:
alta burguesia (direita) – deseja a consolidação dos avanços revolucionários
- Centro /
Planície: sem definições políticas
- Esquerda
/ Montanha: pequena burguesia e sans-culottes (esquerda), buscavam o avanço da
revolução através de maior igualdade
b.3) Convenção Nacional (1792-1795)
a)
Convenção Girondina
→
Liderança dos girondinos
→ Primeira
coligação anti francesa (Áustria, Prússia, Espanha e Inglaterra)
→
Manutenção dos problemas econômicos, sociais e políticos anteriores ao processo
revolucionário
→ Avanço
dos jacobinos em busca de maiores benefícios políticos, sociais e econômicos
b)
Convenção jacobina ou montanhesa (1793-1794) – Período do Terror
→
Radicalização da revolução – prisão dos líderes girondinos
→
Principais líderes jacobinos: Marat, Danton, Robespierre
→ Nova
constituição (I) – Sufrágio Universal
→ Abolição
da escravidão nas colônias francesas (Haiti)
c) Reação
Girondina – Reação Termidoriana
→ Abolição
de todas as decisões jacobinas
→ Terror
Branco
→
Constituição do ano III – retorno do voto censitário
b.4) Diretório (1795-1799)
→
Liderança girondina
→
Resistência jacobina – conspiração dos iguais, liderados por Graco Babeuf
→ Segunda
coligação anti francesa
→ Ascensão
da figura de Napoleão Bonaparte
→ Golpe de
Napoleão contra o Diretório – Golpe do 18 Brumário (09/11/1799)
Era
Napoleônica (1799/1815)
A)
Consulado
→
Estabilização econômica e social
→
Pacificação econômica – Banco da França (Franco -1800)
→
Reaproximação com a Igreja – Concordata assinada com o Papa Pio VII (1802)
→
Plebiscito – Cônsul único e vitalício
→ 1804 –
Código Civil Napoleônico
→
Igualdade de Direitos perante a lei / direito de propriedade
→
Proibição de greves e de organizações sindicais
→
Restabelecimento da escravidão nas colônias
→ Educação
como responsabilidade do Estado
→
Plebiscito que retornou com o governo monárquico
→ Auto
coroação em 1804
B)
Império
→
Expansionismo territorial
→ Bloqueio
Continental em 1806
→ Casos
específicos: Portugal (1806), Rússia (1811), Invasão da Espanha
→ Após a
derrota da Rússia, foi organizada a sexta coligação (Rússia, Áustria, Prússia,
Suécia e Inglaterra). Batalha das Nações em 1813.
→ Exílio
em Elba / Governo dos 100 Dias
→ Derrota
definitiva de Napoleão para a Marinha Inglesa em Waterloo
→ Construção
do Mito Napoleônico: ambição pessoal, empreendedorismo, ideal burguês.
O
Congresso de Viena e as ondas liberais do século XIX
A)
Congresso
de Viena
→ Reunião
entre os líderes absolutistas europeus com o objetivo de restaurar o Antigo
Regime, ou seja, conter as possíveis resistências liberais inspiradas pela
Revolução Francesa e pela Era Napoleônica
→
Integrantes: Rússia, Áustria, Prússia, Inglaterra e França
→
Princípios básicos
- Princípio
de legitimidade: todas as dinastias anteriores à revolução retornariam ao poder
dominando os mesmos territórios (exemplo: Espanha)
- Princípio
do equilíbrio europeu: visava recompor as relações de força entre as potências,
impedindo a hegemonia de uma sobre as outras. Tal princípio conteve os
conflitos territoriais na Europa, estimulando a expansão capitalista
- Santa
Aliança: considerado o “braço direito da restauração”. Exército dos Estados
envolvidos com o objetivo de conter os movimentos liberais tanto na Europa
quanto na América. A Inglaterra não participou interessada em aumentar sua
intervenção na América.
B)
Revoluções
de 1820
→
Portugal: Revolução Constitucionalista do Porto
→ Espanha:
Revolução Constitucionalista de Cádiz
→ Grécia:
Independência da Grécia em relação ao Império Turco Otomano
C)
Revoluções
de 1830
c.1)
Restauração na França (1815-1830)
→ Governo
de Luiz XVIII (Monarquia Parlamentar)
→ Governo
de Carlos X (retorno dos privilégios do Antigo Regime / Medidas Absolutistas)
c.2)
Revolução de 1830
→ Jornadas
Gloriosas – movimento popular/burguês contrário às medidas absolutistas do
monarca
→
Deposição de Carlos X
→ Coroação
de Luís Filipe de Orleans (rei burguês)
→ Avanço
das ideias revolucionárias na Europa (Bélgica)
→ Avanços
liberais no interior da França (fim do catolicismo como religião oficial /
fortalecimento do poder legislativo)
→
Manutenção do voto censitário
→ Política
dos banquetes (reuniões populares contrárias ao rei)
D)
Revoluções
de 1848 (“Primavera dos Povos”)
→
Movimento popular contrário à exclusão política do povo (influência socialista)
→
Conflitos intensos entre os interesses populares e os interesses burgueses
→
objetivava a criação da República Social – direito à greve, limitação de horas
de trabalho e sufrágio universal
→ Segunda
República Francesa (1848-1852)
→ Eleição
por voto universal – 1º presidente Luís Bonaparte – Golpe político 18 Brumário
de Luís Bonaparte
→
Plebiscito – Retorno do Império – napoleão III
→ Expansão
dos valores revolucionários e operários para outras regiões da Europa
A
Independência da América Espanhola
A)
Contexto
Europeu
→
Consequências da Era das Revoluções no continente americano (desenvolvimento
dos EUA, Independência das colônias ibero-americanas)
→ O
processo de conquista da independência política das áreas coloniais não
significou desenvolvimento econômico autônomo
B)
O contexto
político na América
→ Avanços
dos ideais do liberalismo político e econômico
→ Bloqueio
Continental Napoleônico – incentivo aos movimentos autonomistas na América
→ Fortalecimento
das elites locais – criollos (descendentes de espanhóis nascidos na América)
→
Incentivos ingleses à independência da América / Auxílio nas guerras de
independência entre 1817 e 1825
→
Conflitos internos: criollos (cabildos – poderes locais) x chapetones
(espanhóis com altos cargos administrativos)
→
Congresso de Viena (tentativa de Restauração) / Doutrina Monroe (Imperialismo
estadunidense / Apoio inglês aos movimentos autonomistas)
C)
Guerras de
Independência
→ Primeira
Onda Revolucionária
- Ascensão
e fortalecimento dos poderes locais liderados pelos criollos (formação de
juntas governativas depondo autoridades metropolitanas) / incentivados pelos
ingleses (1810-1814)
- Regresso
do movimento autonomista diante da redução do apoio inglês
→ Segunda
Onda Revolucionária (1817-1825)
- Maior
união das elites criolla
- Ascensão
de movimentos liberais na Espanha, dificultando o envio de tropas de
resistência
- Ajuda
econômica e militar dos ingleses, desejando mercado consumidor e áreas de
influência
→ Caudilhismo
- Líderes
políticos que disputavam os poderes locais, resultando em grande instabilidade
política
-
Herdeiros do poder político fragmentado baseado na concentração fundiária
-
Paralelo: coronelismo no Brasil
→ Líderes
defensores da autonomia e unificação da América (San Martin e Símon Bolívar)
- Símon
Bolívar, o Libertador (Venezuela), adepto de uma América republicana e unida
- San
Martin (Argentina), defensor de uma forma monárquica constitucional
- Pan-americanismo;
ideal que incentiva a união dos Estados da América, visando o fortalecimento
dos mesmos contra as iniciativas imperialistas
As
unificações tardias e os Estados Unidos no século XIX
A)
As
Unificações Tardias
a.1) Caso
Italiano
→ Divisão
entre 7 estados – maior destaque para Piemonte-Sardenha
→ Grande
interesse do império austríaco na região – impulso e unificação
→ Expansão
de movimentos nacionalistas desde 1830 – Sociedades Secretas (Carbonária) – sem
projeto político
→ Duas
correntes:
a) Republicana: Giuseppe Mazzini e Garibaldi (ideais
liberais e setores populares/camisas vermelhas/risorgimento)
b) Monarquista: Camilo de Cavour (liderança
conservadora Piemonte)
→ Avanço
da proposta monarquista (1840-1870): intensos conflitos que incentivavam a
emigração de italianos em busca de melhores condições de vida (Brasil)
→ Formação
do Estado Italiano em 1871
→ Questão
Romana (1871-1929): após a saída dos franceses, o Papa se recusou a submeter-se
aos italianos, considerando-se prisioneiro no Vaticano. A questão só foi
resolvida em 1929, por Benito Mussolini, através da criação do Estado do
Vaticano a partir do Tratado de Latrão
a.2) Caso
alemão
→
Principais reinos: Prússia (industrializado) e Áustria (agrária/conservadora)
→ Grande
fragmentação política – 39 reinos germânicos
→
Interesse da Prússia na unificação / oposição austríaca
→ 1834;
criação do Zollverein: liga aduaneira que visava fortalecer o mercado interno
entre os reinos germânicos – exclusão da Áustria
→
Unificação política progressiva – Parlamento de Frankfurt (sem a participação
austríaca)
→ Otto von
Bismarck (primeiro-ministro da Prússia): fortalecimento da monarquia,
desenvolvimento industrial e fortalecimento militar
→ Impulso
da unificação
-
Incidente diplomático que levou à guerra – incentivo ao nacionalismo
- Guerra Franco-Prussiana
(1870-1871)
→ União
dos reinos germânicos contra invasão francesa
→
Fortalecimento do nacionalismo germânico
→ Vitória
dos germânicos (Prússia)
→
Unificação da Alemanha – II Reich – Guilherme I
→
Humilhação dos franceses (perda dos territórios da Alsácia-Lorena / Coroação de
Guilherme I no Palácio de Versalhes)
B)
EUA no
século XIX
b.1)
Contexto
→
Pós-guerra de independência (1776-1783), houve a consolidação do Estado
Nacional e desenvolvimento comercial, econômico e financeiro
→ Intensa
imigração entre 1790-1890 (15 milhões de imigrantes)
→
Crescimento demográfico e estímulo para a expansão interna (expansão para o
Norte) e externa (centrada no continente americano – “Doutrina Monroe”)
b.2)
Expansão territorial
b.2.1)
Expansão interna: corrida para o Oeste – deslocamento desde a faixa litorânea
das 13 colônias até as costas do Oceano Pacífico
→
Expropriação e dizimação dos indígenas / compra / Guerras
→
Justificativa ideológica: “Destino Manifesto”: Doutrina que popularizou a ideia
de “fronteira”, a partir da qual os pioneiros expandiram a nação construindo as
características básicas da civilização “norte-americana”: igualitarismo,
individualismo, o espírito democrático e o espaço para a livre iniciativa.
b.2.2)
Expansão externa: “Doutrina Monroe” (1823), “A América para os americanos”:
expansão dos interesses comerciais (política isolacionista em relação à Europa)
b.3)
Guerra de Secessão (1861-1865)
→ Impulso:
o fortalecimento do desenvolvimento capitalista através da expansão territorial
levou ao acirramento da rivalidade econômica, social e política entre os
estados do Norte e do Sul
→ Contexto
da colonização: Norte (colônia de povoamento) x Sul (colônia de exploração)
→
Principais divergências
a) Questão
escravista
b) Questão
protecionista: necessidade dos nortistas em estabelecer políticas
protecionistas que incentivassem o processo de industrialização. Ao contrário
do Sul, de base econômica exportadora, que incentivava a manutenção do
livre-cambismo.
→ O
conflito entre Norte e Sul
- 1860:
eleição de Abraham Lincoln, do Partido Republicano, que apoiava a abolição, a
oficialização protecionista e a manutenção da União
- 1860:
Estados do Sul desligaram-se da União (Carolina do Sul, Virgínia, Carolina do
Norte, Geórgia, Flórida, Alabama, Tennessee, Arkansas, Mississipi, Lousiana e
Texas), formando em 1861 os Estados Confederados da América.
- Conflito
motivado e iniciado pela necessidade de manutenção da União
- Em 1862,
o governo da União aboliu a escravidão, visando desorganizar a base econômica sulista
e incentivar a grande fuga de escravos.
- Vitória
nortista em 1865, após a desorganização dos estados sulistas.
→ A
consolidação do desenvolvimento econômico estadunidense
-
Desenvolvimento econômico-capitalista do país: ampliação do mercado interno,
estabelecimento de medidas protecionistas, incentivo à industrialização
- Abolição
total da escravidão em 1865, mas não resultou na reintegração social e
econômica dos ex-escravos (principal grupo racista = Ku Klux Klan)
→
Consolidação da política intervencionista dos EUA sobre a América
-
Substituição da Doutrina Monroe pela Doutrina Roosevelt (Corolário Roosevelt):
mantendo os mesmos princípios da Doutrina Monroe avançando através da força
armada quando necessário.
- Segundo
o presidente Theodore Roosevelt (1901-1908), consistia em “falar macio, mas ter
sempre um grande porrete nas mãos”. Dessa frase derivou o nome da política
externa estadunidense naquele período (Big Stick Policy ou Política do Grande
Porrete).
-
Intervenção estadunidense na independência da América Central: em 1898, a
participação dos EUA na Guerra de Independência dos cubanos contra a Espanha
resultou no domínio estadunidense sobre a região. Cuba transformou-se em um
protetorado, cedendo a soberania sobre a região de Guantánamo para os
estrangeiros. Através da Emenda Platt (1901), estava na Constituição Cubana a
permissão para a intervenção dos EUA na região.
A SEGUNDA
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O IMPERIALISMO
A) Doutrinas Sociais do século XIX
B) Imperialismo ou Neocolonialismo
b.1) Causas
-
Consolidação do capitalismo europeu / Expansão da industrialização (2ª
revolução Industrial)
- Aumento
da produção industrial, excedente populacional.
- busca de
matéria – prima (ferro, cobre, manganês, algodão), mão de obra e mercado
consumidor.
-
Principais países colonizadores: Inglaterra, França e Alemanha 9ásia e África)
X EUA (América) / Rússia ( norte da China).
-
Unificação Tardia Alemã e Italiana (1870) resultou na intensificação da
rivalidade entre as potências pela divisão das áreas coloniais.
- Ideal
civilizador – “o fardo do homem branco” – Darwinismo social (superioridade
racial – concepções pseudocientíficas).
b.2) Forma
de dominação
-Administração
direta: ocupação dos principais cargos do governo colonial.
-Administração
indireta: alianças entre os domínios colonizadores e as elites locais.
b. 3)
Imperialismo na Ásia
b.3.1) O
caso da Índia
-
Inicialmente dominados pelos Portugueses
- Região
dominada pela Inglaterra desde o século XVIII
- Regime
de protetorado (mantinha a autonomia da Índia)
-
Consequências da política imperialista
=Destruição da indústria dos algodões indianos
= Mais de 13 milhões de pessoas mortas pelas crises de fome,
epidemias
- Guerra dos Cipaios
(soldados indianos 1857)
=Revolta
nacionalista contra a exploração e intervenção inglesa
= Revolta
sufocada em 1859
=Índia
tornou-se colônia britânica – 1859 – Coroação da rainha Vitória – Imperatriz da
Índia
b.3.2) O caso da China
- 400 milhões de
habitantes em meados do século XIX – MERCADO CONSUMIDOR (lembrando que chinês
não é bom comprador de produtos fora da sua cultura)
- Governo imperial em
crise
- Guerra do Ópio
(1841)
= A
resistência em comprar os produtos industrializados ingleses levou à
comercialização do ópio ( droga -> prostituição, vício, destruição da
sociedade chinesa)
= 1839 os
chineses jogaram 20 mil caixas de ópio no mar
= 1842 –
derrota chinesa - assinatura do tratado
de Nanquim (tratado de paz) – abria totalmente o comércio, abolia o sistema
fiscalizador e entregava Hong Kong ao domínio inglês.
b.3.3) O caso do Japão
- Território isolado
sob estrutura feudal
- 1854 – Invasão
estadunidense no Japão – forçado a abertura dos portos ao comércio mundial
- A abertura comercial
levou à europeização da região
- 1868 – início da era
Meiji – era do industrialismo e modernização do Japão
=incentivo a
modernização rápida – produção privada da seca
=ampliação da
produção agrícola – novas técnicas e produção têxtil
= controle do
estado sob as comunicações e indústria bélica
= incentivo à
educação
= aumento dos
impostos e emissão de moeda
IPC: Japão passa de dominado a dominador -> conquista Coréia, o
litoral da China e as Filipinas -> EUA pede o poder.
b4) Imperialismo na
África
- Partilha da África
– Conferência de Berlim (1884- 18850) – 14 países europeus, EUA e
Rússia.
- Desrespeito às
fronteira culturais e geográfica – Estabelecimento das “fronteira artificias”.
- Domínio europeu na África (1850/1950):
consequências políticas, econômicas e sociais.
IPC: Os atuais problemas / conflitos da África devem-se ao longo
período de exploração, principalmente econômico por parte dos europeus, da
diversidade étnica e religios