terça-feira, 27 de janeiro de 2026

3º ANO

PROGRAMA DE HISTÓRIA  2026 - 3º ANO
VOLUME 1 
Frente A:
Módulo 01: História Antiga: Grécia e Roma
Módulo 02: Formação, Apogeu e Crise do Sistema Feudal
Módulo 03: Organização dos Estados Nacionais 
Módulo 04: Absolutismo e Mercantilismo
Módulo 05: Renascimento 
Frente B:
Módulo 01: Expansão Marítima
Módulo 02: América Espanhola e Inglesa
Módulo 03: Povos Africanos
Módulo 04: Brasil Colônia: Implantação e Economia do Sistema Colonial
 
VOLUME 2
Frente A:
Módulo 06: Reforma e Contrarreforma
Módulo 07: Revolução Inglesa 
Módulo 08: Iluminismo 
Módulo 09: Revolução Americana 
Módulo 10: Revolução Francesa e Consolidação da Ordem Liberal 
 
Frente B:
Módulo 05: Br. Colônia: das invasões estrangeiras ao Período PombalinoMódulo 06: Brasil Colônia: crise do sistema colonial e independência do Br.
Módulo 07: Brasil: Primeiro-Reinado
Módulo 08: Brasil: Período Regencial 
 
VOLUME 3
Frente A :
Módulo 11: Revolução Industrial e Consequências Sociopolíticas
Módulo 12: Independência da América Espanhola e do Haiti 
Módulo 13: Estados Unidos no Séc. XIX
Módulo 14: Unificação Italiana, Alemã e Comuna de Paris
Módulo 15: Imperialismo 
 
Frente B:
Módulo 09: Bases Políticas do Brasil Império
Módulo 10: Grupos Sociais em Conflito no Brasil Império
Módulo 11: República Provisória e da Espada
Módulo 12: República Oligárquica
 
VOLUME 4
Frente A:
Módulo 16: Primeira Guerra Mundial
Módulo 17: Revolução Russa
Módulo 18: Período Entreguerras e Segunda Guerra Mundial
Módulo 19: Guerra Fria e Focos de Tensão
Módulo 20: Nova Ordem Mundial
 
Frente B:
Módulo 13: Era Vargas
Módulo 14: Período Liberal – Democrático (1945-1964)
Módulo 15: Regime Militar
Módulo 16: Nova República
 

 2º Bimestre

 


è    BRASIL COLÔNIA: IMPLANTAÇÃO E ECONOMIA DO SISTEMA COLONIAL

·                    Calcula-se que 3 milhões de índios viviam na faixa que hoje se define como o Brasil. Dois grandes grupos: os tupi-guaranis e tapuias ou macro-jê (aimorés, Goitacazes, tremembés, considerados bárbaros por não compartilharem a língua tupi-guarani).

·                    Os povos indígenas viviam da caça, da pesca, da agricultura e coleta de frutas. Praticavam as queimadas (coivara) para preparar o solo para a agricultura, trocas de alguns bens e atividades bélicas, onde o inimigo era morto no ritual antropofágico.

·                    Brasil Pré-colonial -> Devido ao grande interesse português nas especiarias das Índias orientais, o território brasileiro foi entregue a exploração do pau-brasil a terceiros (o rei de Portugal não tinha interesse em ter gastos com essa extração, porém criou o estanco – monopólio real, para receber taxas pela retirada da madeira).

·                    Nesse período não houve ocupação efetiva do Brasil pelos portugueses (de 1500 a 1530).

·                    A extração do pau-brasil contava com o trabalho indígena por meio do escambo (sistema de trocas).

·                    A Coroa portuguesa logo estabeleceu o monopólio comercial nas relações mercantis entre colônia e metrópole

·                    Nesse período o território recebeu invasores que não reconheciam o Tratado de Tordesilhas (franceses - França Antártica), exigindo medidas de segurança, expedições militares (guarda-costas).

·                    A queda do comércio das especiarias das Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.

·                    A decisão de colonizar o Brasil, a partir de 1530, deveu-se:

- À garantia de posse do território, ameaçada por franceses e ingleses;

- À possibilidade de encontrar metais preciosos, como os espanhóis que dominaram; e ao fato do comércio de especiarias orientais entrar em decadência, em função de gastos militares e concorrência de outras potências.

* A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada por Martim Afonso de Sousa, que estabeleceu as bases da empresa açucareira.

* Foi implantado o sistema de capitanias hereditárias.


Economia Açucareira e Complementar no Brasil Colônia

·         A queda do comércio das especiarias das Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.

·         Brasil Colônia: Em dezembro de 1530, 400 homens, seriam responsáveis pela fundação do primeiro núcleo colonial português na América (São Vicente) e logo em seguida a implantação das capitanias hereditárias.

·         O rei utilizou dos recursos de comerciantes do reino (capitães donatários), que receberam faixas de terras perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área litorânea. Além da Carta de Doação (documento de posse), os capitães também receberam o Foral (documento com direitos e deveres: distribuir sesmarias (causadora da concentração fundiária), escravizar nativos, findar vilas, administrar, explorar a terra e promover a extração de metais, de modo a obter lucro, mediante o pagamento dos impostos.

·         Problemas que causaram a fragilidade das capitanias e a implantação do governo-geral: as capitanias não garantiram a ocupação do território, desinteresse de capitães que nem vieram ao Brasil, resistência indígena, distância e a falta de capital. Apenas duas capitanias tiveram relativo sucesso: São Vicente (expedições prospectoras) e Pernambuco (lavoura canavieira).

·         A chegada dos portugueses provocou alianças que causaram miscigenação e integração cultural (língua, alimentos) e resistências (fugas, aliança com inimigos, conflitos).

·         A chegada dos portugueses representou uma catástrofe para os povos indígenas, que foram submetidos ao trabalho compulsório e retirados de suas estruturas socioculturais.

·         Governo Geral 1548 – a capitania da Bahia (Salvador) foi transformada em capitania real, de onde o governador garantia o monopólio do pau-brasil a Portugal, fiscalização, povoamento, segurança, defesa das capitanias.

·         Chegada dos Jesuítas (catequese dos indígenas e fundação de núcleos educacionais). Os protestos de parte da Igreja e a mortandade generalizada dos nativos, fez com que a mão de obra indígena fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras. Não esquecendo que o tráfico de escravos, oferecia altos lucros a coroa portuguesa.

·         O governo geral também fez uso das Câmaras Municipais (administradas por uma elite conhecida como “homens bons”), fundamentais para controle local nas vilas.

·         Atividade Açucareira: Baseado na experiência lusa nas ilhas da costa africana, o cultivo de cana foi o escolhido devido ao clima e solo favoráveis, além do objetivo de lucro.

·         A produção do açúcar exigia elevados investimentos, sendo assim, muitos colonos pegavam grandes empréstimos com holandeses para instalação de seus engenhos.

·         Engenho: fazenda de cana de açúcar (casa grande - senhor, senzala - escravos, moenda – mestre de açúcar, plantação- feitor, além de comerciantes, religiosos e capitães do mato).

·         Os carregamentos eram embarcados para metrópole, depois seguiam para Amsterdã (Holanda) para refino e distribuição em solo europeu.

·         Devido a LUCRATIVA atividade econômica, os engenhos se espalharam pelo Brasil de maneira intensa -> Em 1570, 60 fazendas; em 1610, mais de 400.

·         Outras atividades econômicas:

- Pecuária (alimento, força motriz, transporte, calçados, roupas, móveis). Responsável pela interiorização do território.

- Drogas do sertão (cacau, guaraná, baunilha, cravo, castanha e plantas medicinais), aumentou a renda dos jesuítas na região da Amazônia. O trabalho explorado nesse sistema, foi o indígena.

- Algodão (Maranhão) – utilizado para confecção de vestimentas para os cativos.

- Tabaco (Bahia) – considerado essencial para o escambo na costa africana, onde era trocado por escravos.


Revolução Francesa

 

A)     Contexto Pré-Revolucionário

→ Destruição da sociedade do Antigo Regime

- Absolutismo, Mercantilismo, Sociedade Estamental (privilégios feudais)

→ Avanço das ideias iluministas

→ Crise econômica / financeira

- Derrota francesa na Guerra dos Sete Anos (1756-1763)

→ Guerra de Independência dos EUA (1763-1781)

→ Grandes gastos com a corte francesa

→ Grande seca responsável pela crise agrícola

→ Possíveis soluções: redução dos privilégios dos nobres (revolta aristocrática) ou aumento dos impostos que recaíram sobre o Terceiro Estado

→ Convocação dos Estados Gerais: voto por estado / voto por cabeça

→ Retirada do Terceiro Estado dos Estados Gerais – início do Movimento revolucionário

B)      Fases da Revolução Francesa

b.1) Assembleia Nacional Constituinte (1789-1792)

→ Revolta no meio urbano: tomada da Bastilha

→ Revolta no meio rural: Grande Medo – revolta camponesa no campo

→ Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão

→ Confisco de bens do clero – Constituição Civil do Clero (funcionários públicos)

→ Monarquia Constitucional (3 poderes)

b.2) Monarquia Constitucional (1792-1793)

→ Constituição Francesa – criação do voto censitário

→ Separação: revolução burguesa / povo

→ Proibição das greves

→ Construção do Estado Burguês

→ Resistência do Rei

→ Formação dos grupos políticos

- Girondinos: alta burguesia (direita) – deseja a consolidação dos avanços revolucionários

- Centro / Planície: sem definições políticas

- Esquerda / Montanha: pequena burguesia e sans-culottes (esquerda), buscavam o avanço da revolução através de maior igualdade

 

b.3) Convenção Nacional (1792-1795)

a) Convenção Girondina

→ Liderança dos girondinos

→ Primeira coligação anti francesa (Áustria, Prússia, Espanha e Inglaterra)

→ Manutenção dos problemas econômicos, sociais e políticos anteriores ao processo revolucionário

→ Avanço dos jacobinos em busca de maiores benefícios políticos, sociais e econômicos

 

b) Convenção jacobina ou montanhesa (1793-1794) – Período do Terror

→ Radicalização da revolução – prisão dos líderes girondinos

→ Principais líderes jacobinos: Marat, Danton, Robespierre

→ Nova constituição (I) – Sufrágio Universal

→ Abolição da escravidão nas colônias francesas (Haiti)

 

c) Reação Girondina – Reação Termidoriana

→ Abolição de todas as decisões jacobinas

→ Terror Branco

→ Constituição do ano III – retorno do voto censitário

b.4) Diretório (1795-1799)

→ Liderança girondina

→ Resistência jacobina – conspiração dos iguais, liderados por Graco Babeuf

→ Segunda coligação anti francesa

→ Ascensão da figura de Napoleão Bonaparte

→ Golpe de Napoleão contra o Diretório – Golpe do 18 Brumário (09/11/1799)

 

 

 

Era Napoleônica (1799/1815)

 

A)     Consulado

→ Estabilização econômica e social

→ Pacificação econômica – Banco da França (Franco -1800)

→ Reaproximação com a Igreja – Concordata assinada com o Papa Pio VII (1802)

→ Plebiscito – Cônsul único e vitalício

→ 1804 – Código Civil Napoleônico

→ Igualdade de Direitos perante a lei / direito de propriedade

→ Proibição de greves e de organizações sindicais

→ Restabelecimento da escravidão nas colônias

→ Educação como responsabilidade do Estado

→ Plebiscito que retornou com o governo monárquico

→ Auto coroação em 1804

B)      Império

→ Expansionismo territorial

→ Bloqueio Continental em 1806

→ Casos específicos: Portugal (1806), Rússia (1811), Invasão da Espanha

→ Após a derrota da Rússia, foi organizada a sexta coligação (Rússia, Áustria, Prússia, Suécia e Inglaterra). Batalha das Nações em 1813.

→ Exílio em Elba / Governo dos 100 Dias

→ Derrota definitiva de Napoleão para a Marinha Inglesa em Waterloo

→ Construção do Mito Napoleônico: ambição pessoal, empreendedorismo, ideal burguês.

 

 

O Congresso de Viena e as ondas liberais do século XIX

 

A)     Congresso de Viena

→ Reunião entre os líderes absolutistas europeus com o objetivo de restaurar o Antigo Regime, ou seja, conter as possíveis resistências liberais inspiradas pela Revolução Francesa e pela Era Napoleônica

→ Integrantes: Rússia, Áustria, Prússia, Inglaterra e França

→ Princípios básicos

- Princípio de legitimidade: todas as dinastias anteriores à revolução retornariam ao poder dominando os mesmos territórios (exemplo: Espanha)

- Princípio do equilíbrio europeu: visava recompor as relações de força entre as potências, impedindo a hegemonia de uma sobre as outras. Tal princípio conteve os conflitos territoriais na Europa, estimulando a expansão capitalista

- Santa Aliança: considerado o “braço direito da restauração”. Exército dos Estados envolvidos com o objetivo de conter os movimentos liberais tanto na Europa quanto na América. A Inglaterra não participou interessada em aumentar sua intervenção na América.

B)      Revoluções de 1820

→ Portugal: Revolução Constitucionalista do Porto

→ Espanha: Revolução Constitucionalista de Cádiz

→ Grécia: Independência da Grécia em relação ao Império Turco Otomano

C)      Revoluções de 1830

c.1) Restauração na França (1815-1830)

→ Governo de Luiz XVIII (Monarquia Parlamentar)

→ Governo de Carlos X (retorno dos privilégios do Antigo Regime / Medidas Absolutistas)

c.2) Revolução de 1830

→ Jornadas Gloriosas – movimento popular/burguês contrário às medidas absolutistas do monarca

→ Deposição de Carlos X

→ Coroação de Luís Filipe de Orleans (rei burguês)

→ Avanço das ideias revolucionárias na Europa (Bélgica)

→ Avanços liberais no interior da França (fim do catolicismo como religião oficial / fortalecimento do poder legislativo)

→ Manutenção do voto censitário

→ Política dos banquetes (reuniões populares contrárias ao rei)

D)     Revoluções de 1848 (“Primavera dos Povos”)

→ Movimento popular contrário à exclusão política do povo (influência socialista)

→ Conflitos intensos entre os interesses populares e os interesses burgueses

→ objetivava a criação da República Social – direito à greve, limitação de horas de trabalho e sufrágio universal

→ Segunda República Francesa (1848-1852)

→ Eleição por voto universal – 1º presidente Luís Bonaparte – Golpe político 18 Brumário de Luís Bonaparte

→ Plebiscito – Retorno do Império – napoleão III

→ Expansão dos valores revolucionários e operários para outras regiões da Europa


Brasil

è    BRASIL COLÔNIA: IMPLANTAÇÃO E ECONOMIA DO SISTEMA COLONIAL
·      Calcula-se que 3 milhões de índios viviam na faixa que hoje se define como o Brasil. Dois grandes grupos: os tupi-guaranis e tapuias ou macro-jê (aimorés, Goitacazes, tremembés, considerados bárbaros por não compartilharem a língua tupi-guarani).
·  Os povos indígenas viviam da caça, da pesca, da agricultura e coleta de frutas. Praticavam as queimadas (coivara) para preparar o solo para a agricultura, trocas de alguns bens e atividades bélicas, onde o inimigo era morto no ritual antropofágico.
·  Brasil Pré-colonial -> Devido ao grande interesse português nas especiarias das Índias orientais, o território brasileiro foi entregue a exploração do pau-brasil a terceiros (o rei de Portugal não tinha interesse em ter gastos com essa extração, porém criou o estanco – monopólio real, para receber taxas pela retirada da madeira).
·  Nesse período não houve ocupação efetiva do Brasil pelos portugueses (de 1500 a 1530).
·  A extração do pau-brasil contava com o trabalho indígena por meio do escambo (sistema de trocas).
·  A Coroa portuguesa logo estabeleceu o monopólio comercial nas relações mercantis entre colônia e metrópole
·  Nesse período o território recebeu invasores que não reconheciam o Tratado de Tordesilhas (franceses - França Antártica), exigindo medidas de segurança, expedições militares (guarda-costas).
·  A queda do comércio das especiarias das Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·  A decisão de colonizar o Brasil, a partir de 1530, deveu-se:
- À garantia de posse do território, ameaçada por franceses e ingleses;
- À possibilidade de encontrar metais preciosos, como os espanhóis que dominaram; e ao fato do comércio de especiarias orientais entrar em decadência, em função de gastos militares e concorrência de outras potências.
·         A primeira expedição colonizadora chegou ao Brasil em 1530, chefiada por Martim Afonso de Sousa, que estabeleceu as bases da empresa açucareira.
·         Foi implantado o sistema de capitanias hereditárias.
 
è Economia Açucareira e Complementar no Brasil Colônia
·         A queda do comércio das especiarias das Índias devido ao aumento da oferta desse produto na Europa, a descoberta de metais preciosos na América espanhola e a presença estrangeira ameaçadora no Brasil, estimulou a coroa lusa (coroa portuguesa), a redefinir a política lusitana sobre a colônia, provocando o efetivo interesse pela colonização.
·         Brasil Colônia: Em dezembro de 1530, 400 homens, seriam responsáveis pela fundação do primeiro núcleo colonial português na América (São Vicente) e logo em seguida a implantação das capitanias hereditárias.
·         O rei utilizou dos recursos de comerciantes do reino (capitães donatários), que receberam faixas de terras perpendiculares ao tratado de Tordesilhas até a área litorânea. Além da Carta de Doação (documento de posse), os capitães também receberam o Foral (documento com direitos e deveres: distribuir sesmarias (causadora da concentração fundiária), escravizar nativos, findar vilas, administrar, explorar a terra e promover a extração de metais, de modo a obter lucro, mediante o pagamento dos impostos.
·         Problemas que causaram a fragilidade das capitanias e a implantação do governo-geral: as capitanias não garantiram a ocupação do território, desinteresse de capitães que nem vieram ao Brasil, resistência indígena, distância e a falta de capital. Apenas duas capitanias tiveram relativo sucesso: São Vicente (expedições prospectoras) e Pernambuco (lavoura canavieira).
·         A chegada dos portugueses provocou alianças que causaram miscigenação e integração cultural (língua, alimentos) e resistências (fugas, aliança com inimigos, conflitos).
·         A chegada dos portugueses representou uma catástrofe para os povos indígenas, que foram submetidos ao trabalho compulsório e retirados de suas estruturas socioculturais.
·         Governo Geral 1548 – a capitania da Bahia (Salvador) foi transformada em capitania real, de onde o governador garantia o monopólio do pau-brasil a Portugal, fiscalização, povoamento, segurança, defesa das capitanias.
·         Chegada dos Jesuítas (catequese dos indígenas e fundação de núcleos educacionais). Os protestos de parte da Igreja e a mortandade generalizada dos nativos, fez com que a mão de obra indígena fosse substituída pela escrava negra nas lavouras açucareiras. Não esquecendo que o tráfico de escravos, oferecia altos lucros a coroa portuguesa.
·         O governo geral também fez uso das Câmaras Municipais (administradas por uma elite conhecida como “homens bons”), fundamentais para controle local nas vilas.
·         Atividade Açucareira: Baseado na experiência lusa nas ilhas da costa africana, o cultivo de cana foi o escolhido devido ao clima e solo favoráveis, além do objetivo de lucro.
·         A produção do açúcar exigia elevados investimentos, sendo assim, muitos colonos pegavam grandes empréstimos com holandeses para instalação de seus engenhos.
·         Engenho: fazenda de cana de açúcar (casa grande - senhor, senzala - escravos, moenda – mestre de açúcar, plantação- feitor, além de comerciantes, religiosos e capitães do mato).
·         Os carregamentos eram embarcados para metrópole, depois seguiam para Amsterdã (Holanda) para refino e distribuição em solo europeu.
·         Devido a LUCRATIVA atividade econômica, os engenhos se espalharam pelo Brasil de maneira intensa -> Em 1570, 60 fazendas; em 1610, mais de 400.
·         Outras atividades econômicas:
- Pecuária (alimento, força motriz, transporte, calçados, roupas, móveis). Responsável pela interiorização do território.
- Drogas do sertão (cacau, guaraná, baunilha, cravo, castanha e plantas medicinais), aumentou a renda dos jesuítas na região da Amazônia. O trabalho explorado nesse sistema, foi o indígena.
- Algodão (Maranhão) – utilizado para confecção de vestimentas para os cativos.
- Tabaco (Bahia) – considerado essencial para o escambo na costa africana, onde era trocado por escravos.
 
è PRESENÇAS ESTRANGEIRAS NO BRASIL COLÔNIAL
 
·         Para muito reinos europeus, o Tratado de Tordesilhas não era considerado válido (Inglaterra, França e Holanda) e o comércio do pau-brasil fazia as ações bélicas valerem apena.
·         França Antártica (Baía da Guanabara) -> presença francesa na costa do Brasil 1555-1567. Curiosidade: A expulsão dos franceses, fez surgir a Fundação da vila de São Sebastião do Rio de Janeiro, pelo português Estácio de Sá.
·         França Equinocial (Maranhão) -> Durante a União Ibérica, em 1612, o governo francês tentou fundar uma vila que garantisse a criação de uma estrutura para invasão do vice-reino do Peru, região fornecedora de metais preciosos para Espanha. Apesar da fundação de São Luís (homenagem ao monarca Luiz XIV), estes foram expulsos por tropas luso-espanholas em 1615.
·         Holandeses ->  Paralelamente ao processo da União Ibérica (1580-1640), os holandeses iniciaram seus esforços para promover a sua independência em relação ao reino espanhol. Em 1581, após proclamada a independência, muitos conflitos ainda aconteceram e apenas em 1648, a Espanha reconheceria a separação.
A magoa gerada por tantos conflitos, levou a Espanha a proibir o comércio holandês com o Brasil, prejudicando substancialmente a economia dos Países Baixos. A solução foi a fundação de companhias comerciais que iriam tomar áreas controladas pela Espanha.
Em 1602, os holandeses fundaram a Companhia das Índias Orientais, responsável pela invasão das áreas asiáticas e africanas controladas pelos castelhanos.
O sucesso da empreitada, fez surgir a Companhia das Índias Ocidentais e em 1630, invadiria o Nordeste (Pernambuco). A opção pela região se justifica pelo rico comércio de açúcar, com destaque para as cidades de Olinda e Recife.
O conde holandês, Maurício de Nassau, ao administrar a região, promoveu grande desenvolvimento da lavoura e da região.
Em 1640, chega ao fim o domínio espanhol sobre Portugal. A nova dinastia dos Bragança em Portugal, conseguiu um acordo que dava aos holandeses, 10 anos para se retirarem do Brasil. Esse novo cenário possibilitou a exploração violenta do território, Nassau foi afastado e a população sofreu com altos juros e excessivo controle das regiões invadidas.
A Insurreição Pernambucana (1645-1654) -> expulsão dos holandeses
Apesar do sucesso da Insurreição, a guerra comprometeu a produção açucareira, que também passou a enfrentar, a concorrência com regiões coloniais açucareiras da França, Espanha, britânica e, especialmente, holandesa no Caribe.
 
è BANDEIRANTISMO, MINERAÇÃO E PERÍODO POMBALINO
 
·                    São Vicente e suas bandeiras -> A lavoura açucareira não encontrou futuro nessa capitania e a precariedade socioeconômica exigiu a busca de alternativas para sobrevivência dos habitantes da região.
IPC: As bandeiras foram movidas por desejo de enriquecimento pessoal, e que as ações dos “paulistas” no interior do Brasil se distanciaram, em virtude da violência e da ganância, especialmente contra os indígenas, das idealizadas ações heroicas, corajosas, civilizatórias, missionárias e pioneiras e grandiosas referenciadas pelos historiadores do século XIX (Primeira República, época de poder político de São Paulo).
- Bandeira de apresamento: busca de indígenas para o comércio escravo (destruição de missões jesuíticas).
- Bandeira prospectora: busca por metais preciosos (encontrado as primeiras jazidas de ouro na região do atual estado de Minas Gerais, 1683.
As bandeiras foram responsáveis pela mudança na estrutura política e econômica vigente na relação entre Portugal e Brasil nos anos seguintes. Também contribuiu para a delimitação das atuais fronteiras brasileiras.
- Monções: expedições que utilizavam as vias fluviais para o processo de deslocamento em regiões longínquas, onde as expedições terrestres jamais chegariam.
- Bandeiras sertanismo de contrato: grandes proprietários de terra se reuniam e contratavam bandeirantes para capturar escravos fugidos, ou, mesmo, destruir quilombos.
·                    Mineração-> A notícia a respeito das minas de ouro e diamante trouxe um grande fluxo migratório. Essa situação exigiu um maior controle pela Coroa portuguesa para evitar o contrabando.
Assim, em 1702, foi fundada a Intendência das Minas, órgão responsável pela gerência das atividades de exploração da região aurífera - distribuía datas(lotes) de ouro para extração e tributava o ouro garantindo aumento do erário português.
- A função da mineração era gerar lucros para a metrópole. Foi criado um rígido sistema de fiscalização, destacando-se as Casas de Fundição.
- Política de tributação: quinto (20%), casas de fundição (onde o ouro era quintado), capitação (cobrança de 17gr de ouro por cabeça de escravo), finta (arrecadação anual).
mínima de 100 arrobas de ouro = 1468Kg. Caso a cota não fosse atingida, seria realizada a derrama = cobrança de impostos atrasados e confisco do ouro até atingir a meta), imposto de entrada (imposto para circulação de mercadoria na região das minas).
- Conflitos: Guerra dos Emboabas, 1708-1709 / Guerra dos Mascates, 1710 / Revolta de Felipe dos Santos, 1720 // Inconfidência Mineira, 1789 / Conjuração Baiana, 1798 / Revolução pernambucana, 1817.
- Com intuito de fácil lucro, muitos fazendeiros intensificaram a atividade agrícola e pecuária em torno das minas com objetivo de abastecer os milhares de habitantes da região.
- Porém, mesmo cercados de tanta riqueza, a maior parte da população vivia na pobreza (os desclassificados do ouro).
- Entre 1740 e 1770, ocorreu o auge da mineração do Brasil. Após essa fase, a atividade entrou em crise (esgotamento do ouro de aluvião, técnicas rudimentares inviabilizavam a exploração).
- Grande parte da riqueza produzida nesse período acabou por ser transferida para a Europa, compondo o processo de acumulação de capital por parte da Inglaterra que patrocinará a Revolução Industrial.
- Diamantes: A área do arraial do Tijuco (Diamantina) ficaria submetida ao controle direto de Portugal, sendo proibida a livre entrada para a região. O intendente do diamante, responsável pela exploração, era nomeado pelo rei e tentava a todo custo evitar o contrabando.
- A Coroa exercia rígido controle sobre a exploração de diamantes, tendo sido demarcado o Distrito Diamantino, vigiado pelo Regimento de Dragões.
- A exploração de diamantes era monopólio da Coroa.
- O contrabando de diamantes e de mercadorias, sobretudo de procedência inglesa, era intenso.
 
·  Período Pombalino (1750 e 1777)
- Marquês de Pombal era o ministro do rei de Portugal (D. José I). Com intuito de promover uma modernização nas estruturas administrativas do reino, reduzindo a dependência portuguesa dos outros impérios europeus (Inglaterra e França).
- Apesar de não ser o monarca, Pombal era um déspota esclarecido (iluminista)
- Medidas tomadas por Pombal:
* Centralização administrativa, fim do sistema de capitanias
* Expulsão dos Jesuítas, com intuito de reduzir o poder da Igreja
* Criação do subsídio literário, imposto que custearia a educação (devido a expulsão dos jesuítas)
* Proibição da escravidão indígena
* Criação das companhias de comércio, que seriam responsáveis pelo monopólio mercantil
* Maior controle fiscal da mineração (mudou a capital de Salvador para o Rio).
- Após a morte do rei, Pombal é afastado do poder e uma reação conservadora contrária às medidas modernizantes, implementa a reaproximação de Portugal a Inglaterra.
 
·   Fronteiras:
-Tratado de Madri -> 1750, as fronteiras seriam traçadas conforme a ocupação territorial até a metade do século XVIII (Bacia Amazônica, região central, anexação da região de Sete Povos das Missões (sul) e entrega da colônia do Sacramento aos espanhóis.
 
è REBELIÕES NATIVISTAS E SEPARATISTAS, PERÍODO JOANINO E INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
- No final do século XVII e decorrer do século XVIII, o Brasil foi marcado por rebeliões que objetivavam contestar a exploração portuguesa do território colonial.
- Inspirados nas ideias iluministas de liberdade ou nos movimentos revolucionários dos Estados Unidos e da França, conspiradores buscaram reproduzir o que ocorria nas variadas partes do planeta, em uma onda inevitável de revoluções.
- Dois blocos:
* Rebeliões nativistas -> reagiam contra as posturas metropolitanas que desagradavam, mas sem o desejo de emancipação.
-> Revolta dos Beckman (Maranhão, 1684): a Companhia de Comércio do Maranhão criada pela coroa Portuguesa não conseguia cumprir o compromisso firmado com os fazendeiros da região (faltavam escravos africanos, era proibido escravizar os indígenas, as mercadorias europeias tinham preços absurdos e os produtos coloniais tinham preços muito baixos). A situação tornou-se insustentável e alguns fazendeiros tomaram o governo do Maranhão, expulsaram os jesuítas e aboliram a Companhia.
O rei enviou um novo governador, restabeleceu a ordem, puniu os revoltosos, permitiu a volta dos jesuítas, da Companhia de Comércio; porém, acabou como o monopólio da empresa.
-> Guerra dos Emboabas - Minas Gerais, 1708-1709: a presença de portugueses na região aurífera desagradou os paulistas, responsáveis pela descoberta do ouro e que enxergavam os lusitanos como invasores do rico território conquistado com muito esforço.
Os paulistas reivindicavam a exclusividade de exploração nas regiões de ouro em MG, chamavam os estrangeiros pejorativamente, de emboabas. Após vários conflitos violentos, os emboabas foram vitoriosos e os paulistas partiram em busca de outras minas.
 
-> Guerra dos Mascates: (1710): ocorreu devido às rivalidades políticas entre os latifundiários empobrecidos de Olinda (maioria brasileiros) e os comerciantes enriquecidos de Recife (maioria portuguesa).
- O conflito se dá, devido ao rei de Portugal elevar a região considerada desenvolvida de Recife a vila, o que daria aquela região mais poder.
- o conflito foi controlado com a nomeação de um novo governador, que impôs a vontade da Metrópole e pela força confirmou a autonomia de Recife.
-> Revolta de Felipe dos Santos: Em Vila Rica, Minas Gerais, um protesto contra o fisco português, levou os revoltos a graves punições (rico era punido) e a morte de Felipe dos Santos (pobre esquartejado).
- Sua origem está na proibição da circulação do ouro em pó e a criação de Casas de Fundição.
* Rebeliões Separatistas -> reagiam contra posturas metropolitanas que desagradavam, desejando a ruptura política entre colônia e metrópole.
-> Inconfidência Mineira 1789:
- Esse movimento teve caráter separatista, pretendendo romper os laços do Brasil com Portugal.
- O fisco português era cada vez mais exigente, sobretudo nas áreas de mineração.
A influência das ideias liberais:
- Havia um clima de insatisfação e revolta entre os mineradores.
- As ideias iluministas encontraram campo fértil na sociedade mineradora, por meio de intelectuais brasileiros que estudavam na Europa.
- A independência dos Estados Unidos teve influência na colônia portuguesa.
- Os inconfidentes pertenciam à elite mineradora colonial.
- Destacou-se no movimento a figura do alferes Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes.
A conspiração:
- A revolta estava marcada para o mesmo dia da derrama de 1789, e se estenderia até o Rio de Janeiro e São Paulo.
- A conspiração foi delatada por Joaquim Silvério dos Reis.
- Tiradentes foi preso e executado como principal líder do movimento, sufocado antes de eclodir.
-> Conjuração Baiana 1798:
- Em 1798 ocorreu na Bahia mais um movimento emancipacionista, que visava romper laços coloniais com Portugal.
- O movimento também era influenciado pelos ideais europeus, bem como pela própria Revolução Francesa.
- Havia influências maçônicas no movimento, sobretudo por parte de indivíduos mais intelectualizados, como Cipriano Barata e Agostinho Gomes.
- Os intelectuais aglutinaram as massas populares que almejavam a abolição da escravidão.
- Os líderes do movimento optaram pela violência na luta contra o jugo português.
- O levante foi liderado por alfaiates.
- Antes que a população entendesse e aderisse ao levante, Portugal sufocou o movimento.
 
Comparação entre as inconfidências Mineira e Baiana
- Os dois movimentos eram emancipacionistas.
- Os dois movimentos eram republicanos e libertários.
- Somente o baiano teve participação popular e cunho abolicionista.
- O movimento mineiro era elitista.
 
-> Insurreição Pernambucana, Recife 1817:
- A revolução foi organizada pela elite fundiária e trabalhadores livres pobres com forte apoio do clero.
- A região ainda sentia as dificuldades da decadência da produção açucareira, quando os revoltosos começaram a questionar o monopólio comercial português e os altos impostos.
- Eles derrubaram o governo da região, criaram um governo provisório (Republicano), extinguiram os impostos, a liberdade de imprensa, garantia de propriedade e a igualdade entre cidadãos, porém, não tocou na questão da mão de obra escrava.
- A revolta se espalhou para as outras províncias, porém as tropas portuguesas conseguiram conter o movimento.
 
IPC:  A falta de organização, somada à violenta repressão portuguesa, impediu que o Brasil conquistasse sua independência de forma natural, ou seja, sem a participação do próprio monarca português como intermediário da emancipação.
Sendo assim, no momento em que nossa independência foi concedida por D. Pedro I, faltou à população o espírito de ruptura, o que reflete na sociedade até os dias de hoje, quando se nota a ausência de uma percepção de fundação, tão necessária para a construção de um conceito de cidadania. Dessa forma, apesar de sermos uma nação que lutou por sua independência, a chegada dela não garantiu as reivindicações das revoltas e rebeliões.
A nossa independência não retratou os anseios da sociedade brasileira.
 
-> Período Joanino
A família real no Brasil:
- A transferência da família real para o Brasil ocorreu devido à invasão do reino português pelas tropas francesas de Napoleão.
- Os portugueses não haviam atendido às determinações do Bloqueio Continental.
- A Inglaterra, credora de Portugal, aconselhou D. João - príncipe regente - a transferir a corte para o Brasil.
- A corte desembarcou no Brasil em 1808.
- Imediatamente, D. João decretou a abertura dos portos às nações amigas, o que favorecia diretamente a Inglaterra, muito interessada no mercado consumidor brasileiro.
- Em 1810 o governo português assinou os famosos Tratados de Comércio e Navegação e Aliança e Amizade com a Inglaterra.
- O mercado ficou abarrotado de produtos ingleses, derrubando as manufaturas produzidas no Brasil.
- D. João modernizou o Rio de Janeiro criando escolas, fundando o Banco do Brasil, a Biblioteca Nacional e o Jardim Botânico.
- D. João também promoveu a vinda de artistas e intelectuais da Europa.
- Em 1815 o Brasil deixou se ser colônia, tendo sido elevado à categoria de Reino Unido à Portugal e Algarves.
- Foram ocupadas a Guiana Francesa e a Província Cisplatina.
- Com a morte de D. Maria I, a Louca, D João foi coroado com o título de D. João VI.
 
-> A Revolução do Porto e a tentativa de recolonização:
* Em 1820 estourou a Revolução do Porto em Portugal.
* A revolução tinha caráter liberal, por se posicionar contra o absolutismo e defender uma Monarquia Constitucional.
* Exigia-se de D. João VI a Portugal, e assim ele fez, em 1821, deixando seu filho D. Pedro no Brasil, na condição de Príncipe Regente.
* Por outro lado, a Revolução do Porto pretendeu recolonizar o Brasil, com o intuito de recuperar as finanças portuguesas.
-> A independência:
* Por meio das ações de José Bonifácio, D. Pedro foi aclamado pelos brasileiros, passando a contrariar os interesses da Corte Portuguesa.
* Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro decidiu ficar no Brasil - Dia do Fico.
* As tropas portuguesas sediadas no Brasil pressionaram D. Pedro, mas foram expulsas. Posteriormente, em 7 de setembro de 1822, proclamou a independência do Brasil.
* Os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer o Brasil como independente.
* A Inglaterra reconheceu a independência do Brasil e mediou o reconhecimento por parte de Portugal. Financiou a indenização paga pelo Brasil a Portugal.
* o movimento de independência teve escassa presença popular, tendo predominado a participação da elite aristocrata.

Período Joanino (1808–1821)

Contexto

  • Em 1807, as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal.
  • Para escapar da invasão, a família real portuguesa transferiu-se para o Brasil em 1808.
  • Pela primeira vez, uma colônia tornou-se sede do governo de sua metrópole.

Principais medidas de Dom João VI

  • Abertura dos portos às nações amigas (1808), permitindo o comércio direto com outros países, especialmente a Reino Unido.
  • Revogação do pacto colonial, que obrigava o Brasil a comercializar apenas com Portugal.
  • Criação do Banco do Brasil.
  • Criação da Imprensa Régia, permitindo a publicação de jornais e documentos oficiais.
  • Fundação da Biblioteca Real (atual Biblioteca Nacional).
  • Criação de escolas militares, médicas e artísticas.
  • Modernização da administração pública.

Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815)

  • O Brasil deixou de ser colônia e foi elevado à categoria de reino.
  • Passou a formar o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
  • O objetivo era fortalecer politicamente a monarquia portuguesa.

Revolução Pernambucana (1817)

  • Movimento de caráter republicano e separatista.
  • Motivado pelos altos impostos e pela insatisfação com o governo português.
  • Foi reprimido pelas autoridades.

Retorno de Dom João VI

  • Em 1820 ocorreu a Revolução Liberal do Porto.
  • Os revolucionários exigiam o retorno do rei a Portugal e a recolonização do Brasil.
  • Dom João VI voltou para Portugal em 1821.
  • Seu filho, Dom Pedro I, permaneceu no Brasil como príncipe regente.

Importância do Período Joanino

  • Preparou o Brasil para a independência.
  • Desenvolveu instituições políticas, econômicas e culturais.
  • Enfraqueceu os laços coloniais com Portugal.

Primeiro Reinado (1822–1831)

Contexto

  • Portugal pretendia recolonizar o Brasil após a volta de Dom João VI.
  • As elites brasileiras temiam perder os privilégios conquistados durante o Período Joanino.
  • Cresceu o movimento favorável à independência.

Dia do Fico (1822)

  • As Cortes portuguesas exigiram o retorno de Dom Pedro a Portugal.
  • Em 9 de janeiro de 1822, ele declarou: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
  • Esse episódio ficou conhecido como Dia do Fico.

Independência do Brasil (1822)

  • Em 7 de setembro de 1822, Dom Pedro proclamou a independência às margens do Rio Ipiranga.
  • Tornou-se imperador do Brasil com o título de Dom Pedro I.

Constituição de 1824

  • Primeira constituição brasileira.
  • Foi outorgada pelo imperador, sem participação popular ampla.
  • Estabeleceu uma monarquia constitucional hereditária.
  • Criou quatro poderes:
    • Executivo
    • Legislativo
    • Judiciário
    • Poder Moderador (exclusivo do imperador)

Confederação do Equador (1824)

  • Revolta ocorrida principalmente em Pernambuco.
  • Defendia uma república e maior autonomia provincial.
  • Foi duramente reprimida pelo governo imperial.

Guerra da Cisplatina (1825–1828)

  • Conflito entre Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata pela região da Cisplatina.
  • Terminou com a independência da Uruguai.
  • Gerou elevados gastos e desgaste político para o governo.

Crise do Primeiro Reinado

  • Aumento da dívida pública.
  • Insatisfação das elites e da população.
  • Acusações de favorecimento aos interesses portugueses.
  • Crescimento da oposição ao imperador.

Abdicação de Dom Pedro I (1831)

  • Pressionado por crises políticas e econômicas, Dom Pedro I renunciou ao trono em 7 de abril de 1831.
  • Deixou o governo para seu filho, Dom Pedro II, que ainda era criança.
  • Como ele era menor de idade, iniciou-se o Período Regencial (1831–1840).

Importância do Primeiro Reinado

  •  Consolidou a independência do Brasil.
  • Organizou as bases do Estado brasileiro.
  • Manteve a unidade territorial do país.
  • Estabeleceu a monarquia como forma de governo após a independência.

Período Regencial (1831–1840)

Contexto

Dom Pedro I

Tipos de Regência

Regência Trina Provisória (1831)

  • Formada temporariamente por três regentes.
  • Objetivo: manter a ordem após a abdicação de Dom Pedro I.

Regência Trina Permanente (1831–1835)

  • Escolhida pela Assembleia Geral.
  • Buscou reduzir os conflitos políticos.
  • Criou a Guarda Nacional em 1831 para auxiliar na manutenção da ordem.

Regência Una (1835–1840)

  • Criada após o Ato Adicional de 1834.
  • Passou a existir apenas um regente eleito.
  • Os principais regentes foram:
    • Diogo Antônio Feijó
    • Pedro de Araújo Lima

Ato Adicional de 1834

  • Reforma da Constituição de 1824.
  • Concedeu maior autonomia às províncias.
  • Criou Assembleias Legislativas Provinciais.
  • Extinguiu a Regência Trina e instituiu a Regência Una.

Principais Revoltas Regenciais

Cabanagem (1835–1840)

  • Ocorreu no Pará.
  • Participação de indígenas, mestiços e população pobre.
  • Grande número de mortos.

Farroupilha (1835–1845)

  • Ocorreu no Rio Grande do Sul.
  • Contestava impostos e defendia maior autonomia.
  • Foi a mais longa revolta do período.

Sabinada (1837–1838)

  • Liderada por Francisco Sabino.
  • Defendia uma república temporária na Bahia.

Balaiada (1838–1841)

  • Participação de sertanejos, escravizados e camadas populares.
  • Motivada por problemas sociais e econômicos.

Disputas Políticas

  • Existiam dois grupos principais:
    • Liberais: defendiam maior autonomia provincial.
    • Conservadores: defendiam maior centralização do poder.
  • As disputas entre esses grupos aumentaram a instabilidade política.

Golpe da Maioridade (1840)

  • Os liberais anteciparam a maioridade de Dom Pedro II.
  • Dom Pedro II foi declarado maior aos 14 anos.
  • O objetivo era fortalecer o governo central e encerrar as crises regenciais.

Importância do Período Regencial

  • Manteve a unidade territorial do Brasil após a abdicação de Dom Pedro I.
  • Foi marcado por intensos conflitos regionais e sociais.
  • Contribuiu para o fortalecimento do poder central.