terça-feira, 27 de janeiro de 2026

2º ANO

 

PROGRAMA DE HISTÓRIA  2026 - 2º ANO
 VOLUME 1 do 2º ano                         
Frente B: 
Capítulo 1 – Brasil Império: Primeiro reinado e Período Regencial
Capítulo 2 – Brasil Império: Segundo Império
 VOLUME 2 do 1º ano
Frente A: 
Capítulo 6 – Revoluções Inglesas
 VOLUME 3 do 1º ano
Frente A: 
Capítulo 7 – Iluminismo e Independência das Treze Colônias Inglesas da América
Capítulo 8 – Revolução Francesa e Era Napoleônica
Capítulo 9 – Das Revoluções Industriais às Teorias Sociais do Século XIX
 VOLUME 4 do 1º ano
Frente A: 
Capítulo 10 – Do Congresso de Viena à Independência da América Espanhola e do Haiti
Capítulo 11 – Estados Unidos Século XIX
Capítulo 12 - Imperialismo

 

VOLUME 1 do 2º ano 
Frente B: Capítulo 1 – Brasil Império: Primeiro reinado
A fundação do Império no Brasil: o Primeiro Reinado (1822–1831)
A consolidação da Independência
A Independência do Brasil não foi totalmente pacífica, apesar de rápida.
Houve resistência armada em províncias como Bahia, Maranhão, Piauí e Ceará.
Nessas regiões, muitos comerciantes portugueses (“reinóis”) defendiam a manutenção dos laços com Portugal.
D. Pedro I enfrentou guerras e resistência militar para consolidar a ruptura.
O reconhecimento internacional era essencial para garantir relações comerciais e diplomáticas.
Estados Unidos reconheceram a Independência em 1824, baseados na Doutrina Monroe.
Portugal reconheceu em 1825, exigindo indenização de 2 milhões de libras esterlinas.
O Brasil recorreu a empréstimos ingleses, aumentando sua dependência econômica.
A Inglaterra, apesar de interessada, só reconheceu após Portugal e exigiu vantagens:
- Renovação dos Tratados de 1810;
- Tarifas favoráveis aos produtos ingleses;
- Compromisso com a abolição gradual do tráfico negreiro.
 
O anteprojeto – a Constituinte de 1823
O início do Primeiro Reinado foi marcado por conflitos entre o imperador e as elites políticas.
Em 1823, foi instalada a Assembleia Constituinte, eleita antes da Independência.
- Liderança de Antônio Carlos de Andrada, irmão de José Bonifácio.
- Deputados de orientação liberal, influenciados pelo Iluminismo.
Principais conflitos:
Deputados queriam limitar o poder do imperador;
D. Pedro I defendia um Executivo forte para manter a ordem e a unidade do Império.
O impasse levou ao rompimento entre o imperador e a Assembleia.
 
A Primeira Constituição Brasileira – 1824
A Constituição de 1824 manteve vários pontos do projeto de 1823:
- Eleições indiretas;
- Voto censitário;
- Senado vitalício;
- Catolicismo como religião oficial;
- Subordinação da Igreja ao Estado (Padroado e Beneplácito).
Padroado: o imperador pagava o clero e era chefe da Igreja no Brasil.
Beneplácito: bulas papais só valiam com aprovação do imperador.
Novidades da Constituição:
- Renda eleitoral medida em dinheiro;
- Criação do Poder Moderador.
- O Poder Moderador, inspirado em Benjamin Constant:
Colocava o imperador acima dos demais poderes;
- Permitia dissolver o Parlamento, nomear senadores e presidentes de província.
- A Constituição foi outorgada, não votada, gerando reações contrárias.
- Direitos políticos eram restritos a homens livres.
O governo de D. Pedro I é visto por historiadores como autoritário (há debate sobre absolutismo).

Contestação às atitudes imperiais: a Confederação do Equador (1824)

A Constituição de 1824 evidenciou o caráter centralizador e autoritário do governo.
Pernambuco tornou-se o principal foco de oposição, influenciado por ideias:
- Liberais;
- Republicanas;
- Federalistas.
A nomeação de governadores ligados ao imperador aumentou os conflitos.
Em 2 de julho de 1824, ocorreu a ruptura com o Império e a proclamação de uma República independente.
O movimento se espalhou para:
- Paraíba;
- Ceará;
- Rio Grande do Norte.
O novo Estado recebeu o nome de Confederação do Equador.
Adotou provisoriamente a Constituição da Grã-Colômbia.
A imprensa teve papel fundamental, com jornais críticos ao imperador:
- O Tamoio;
- Sentinela da Liberdade;
- Typhis Pernambucano.
D. Pedro I reprimiu o movimento de forma violenta, temendo a fragmentação do território.
Repressão resultou em:
- Centenas de mortos;
- Prisões e condenações;
- Execução de líderes como Frei Caneca.
A repressão aumentou a dívida externa e desgastou politicamente o imperador.
 
Guerra Cisplatina (1825–1828)
O Império do Brasil já enfrentava grave fragilidade econômica quando se envolveu na Guerra Cisplatina.
O conflito ocorreu entre Brasil e Argentina pela região da Banda Oriental (atual Uruguai).
A região havia sido anexada ao Brasil no Período Joanino, com o nome de Província Cisplatina.
Em 1825, uma rebelião liderada pelo general Juan Antonio Lavalleja proclamou:
- A separação da Cisplatina do Brasil;
- Sua incorporação às Províncias Unidas do Rio da Prata (Argentina).
D. Pedro I reagiu militarmente, provocando:
- Morte de milhares de brasileiros;
- Altíssimos gastos militares, sem vitória decisiva.
A guerra terminou com a intervenção diplomática da Inglaterra.
Solução imposta:
- A Cisplatina não ficaria nem com o Brasil nem com a Argentina;
- Criação de um Estado independente: o Uruguai.
Interesses ingleses:
- Retomar e ampliar o comércio na região;
- Influenciar a Bacia do Prata, estratégica para navegação e comércio.
Consequências para o Brasil:
- Recrutamento militar impopular;
- Aumento da dívida externa;
- Emissão de papel-moeda;
- Desvalorização da moeda e aumento dos preços;
- Crescente impopularidade de D. Pedro I.

A crise do Primeiro Reinado e a abdicação de D. Pedro I
Crise política e sucessão portuguesa
- Em 1826, morreu D. João VI, rei de Portugal.
- D. Pedro I era o herdeiro do trono português, mas governava o Brasil.
- Ele transferiu o trono à filha D. Maria da Glória, ainda criança.
- D. Pedro I nomeou seu irmão D. Miguel como tutor e futuro esposo da princesa.
- D. Miguel deu um golpe de Estado, assumindo o poder em Portugal.
- D. Pedro I passou a intervir na política portuguesa para defender os direitos da filha.
- Esse envolvimento gerou descontentamento da elite brasileira, que desejava autonomia em relação a Portugal.
 
Crise econômica e oposição interna
O Brasil enfrentava:
- Aumento da dívida externa;
- Inflação causada pela emissão excessiva de moeda.
- Crescia a oposição do Partido Brasileiro.
- A imprensa passou a criticar duramente o imperador.
 
Assassinato de Líbero Badaró e agravamento da crise
- Em 1830, o jornalista Líbero Badaró, crítico de D. Pedro I, foi assassinado.
- O crime foi atribuído a aliados do imperador.
- A morte intensificou a oposição e a revolta popular.
- Em visita a Minas Gerais, D. Pedro I foi recebido com hostilidade.
- Símbolos como sinos fúnebres e janelas cobertas revelaram o descontentamento popular.
 
Noite das Garrafadas e perda de apoio
- Em 13 de março de 1831, ocorreu a Noite das Garrafadas, no Rio de Janeiro.
- Houve confronto entre:
Brasileiros opositores do imperador;
Portugueses seus apoiadores.
- D. Pedro I tentou conter a crise:
Nomeou um ministério apenas com brasileiros (curta duração);
Depois, nomeou o Ministério dos Marqueses, composto por portugueses.
A decisão agravou ainda mais sua impopularidade.
O Exército retirou seu apoio, descontente com:
Derrotas na Guerra Cisplatina;
Presença de portugueses nos altos cargos.
 
Abdicação de D. Pedro I
Sob forte pressão popular e militar, D. Pedro I abdicou do trono em 7 de abril de 1831.
O trono passou a seu filho Pedro de Alcântara (de apenas 5 anos), futuro D. Pedro II.
D. Pedro I retornou à Europa:
Tornou-se rei de Portugal como D. Pedro IV;
Derrotou D. Miguel;
Abdicou em favor de sua filha, coroada D. Maria II.
Morreu de tuberculose aos 35 anos, 1834, em Portugal.
 
Contexto internacional e balanço do Primeiro Reinado
A abdicação relaciona-se às Revoluções Liberais de 1830, na Europa.
O Primeiro Reinado marcou:
- Consolidação inicial do Estado brasileiro;
- Primeira Constituição (1824);
- Reconhecimento internacional da Independência.
O governo foi marcado por:
- Centralização política;
- Repressão às dissidências;
- Manutenção da escravidão;
- Cidadania restrita e voto controlado pelas elites rurais.

Questões objetivas – Modelo PISM (UFJF)
1. A consolidação da Independência do Brasil, durante o Primeiro Reinado, caracterizou-se por:
a) Um processo pacífico em todas as províncias do território brasileiro.
b) A ausência de resistência por parte de portugueses residentes no Brasil.
c) Conflitos armados em algumas regiões, especialmente no Norte e Nordeste.
d) Apoio imediato e irrestrito de Portugal à separação.
e) Exclusiva mediação diplomática inglesa, sem confrontos internos.
 
2. O reconhecimento da Independência do Brasil por Portugal, em 1825, esteve condicionado:
a) À adoção do regime republicano.
b) À extinção imediata do tráfico negreiro.
c) Ao pagamento de uma indenização financeira.
d) À submissão política do Império à Inglaterra.
e) À reintegração da Cisplatina ao território português.
 
3. A Assembleia Constituinte de 1823 entrou em conflito com D. Pedro I principalmente em razão:
a) Da defesa do absolutismo pelos deputados.
b) Do desejo do imperador de limitar o Poder Executivo.
c) Da disputa em torno dos limites do poder do imperador.
d) Da defesa do federalismo pelo monarca.
e) Da oposição dos deputados à independência do Brasil.
4. Entre as características da Constituição de 1824, é correto afirmar que:
a) Estabeleceu o voto universal masculino.
b) Implantou o federalismo como forma de governo.
c) Criou o Poder Moderador, concentrado na figura do imperador.
d) Garantiu ampla participação política às camadas populares.
e) Separou totalmente Igreja e Estado.
 
5. O Poder Moderador, instituído pela Constituição de 1824, permitia ao imperador:
a) Submeter-se às decisões do Parlamento.
b) Atuar como árbitro simbólico, sem poder efetivo.
c) Controlar e interferir nos demais poderes do Estado.
d) Delegar o governo às províncias autônomas.
e) Ser responsabilizado judicialmente por seus atos.
 
6. A Confederação do Equador (1824) foi um movimento que expressou:
a) Apoio ao centralismo político do Império.
b) Defesa da monarquia absolutista.
c) Ideais liberais, republicanos e federalistas.
d) Lealdade irrestrita à Constituição de 1824.
e) Interesse exclusivo das elites do Sudeste.
 
7. A repressão à Confederação do Equador contribuiu para o desgaste do governo de D. Pedro I porque:
a) Resultou na fragmentação definitiva do território nacional.
b) Aumentou a dívida externa e evidenciou o autoritarismo imperial.
c) Garantiu estabilidade política e econômica ao Império.
d) Reduziu os conflitos regionais no Nordeste.
e) Ampliou o apoio popular ao imperador.
 
8. A Guerra Cisplatina (1825–1828) teve como principal consequência territorial para o Brasil:
a) A incorporação definitiva da Banda Oriental.
b) A perda da região e a criação do Estado do Uruguai.
c) A anexação de territórios argentinos.
d) A divisão da Cisplatina entre Brasil e Argentina.
e) O fortalecimento do domínio brasileiro na Bacia do Prata.
 
9. Entre os fatores que contribuíram para a crise do Primeiro Reinado, destaca-se:
a) A estabilidade econômica gerada pela Guerra Cisplatina.
b) A neutralidade do imperador em relação a Portugal.
c) O assassinato do jornalista Líbero Badaró.
d) O fortalecimento do apoio militar ao governo.
e) A redução da dívida externa brasileira.
 
10. A abdicação de D. Pedro I, em 1831, relaciona-se:
a) Apenas a conflitos internos, sem conexão com o cenário europeu.
b) À consolidação do absolutismo na Europa.
c) À perda total do apoio das elites portuguesas.
d) À pressão política interna e à influência das Revoluções Liberais de 1830.
e) À vitória brasileira na Guerra Cisplatina.
 
Gabarito:
1-c   2-c   3-c   4-c   5-c   6-c   7-b   8-b   9-c   10-d


Período Regencial (1831–1840) 

1. O que foi o Período Regencial?

·         Começou em 1831, após a abdicação de Dom Pedro I.

·         Seu filho, Dom Pedro II, tinha apenas 5 anos e não podia governar.

·         O Brasil passou a ser governado por regentes até 1840.

·         Foi um período de muita instabilidade política e social.

2. O poder da Assembleia Geral (Liberais no poder)

·         Durante parte do período, os liberais tiveram grande influência.

·        A Assembleia Geral (Parlamento) tinha autoridade para:

o       Escolher e autorizar os regentes a governar.

o      Criar leis.

o       Discutir reformas políticas.

·        Houve tentativa de diminuir a centralização do poder herdada do Primeiro Reinado.

 

3. Ato Adicional (1834)

·         Reforma feita na Constituição de 1824.

·         Principais mudanças:

o       Criação das Assembleias Legislativas Provinciais (mais autonomia para as províncias).

o       Fim da Regência Trina → criação da Regência Una (um só regente).

·         Favoreceu líderes locais poderosos, que mais tarde ficaram conhecidos como “coronéis”.

·         Representou avanço das ideias liberais (descentralização).

 

4. Regresso Conservador

·         A partir de 1837, os conservadores voltaram ao poder.

·         Defenderam:

o       Maior centralização política.

o       Fortalecimento da autoridade do governo central.

·         Reforçaram o controle sobre as províncias.

·         Contexto de medo da fragmentação do território brasileiro.

 

Revoltas Regenciais

O período foi marcado por várias revoltas, com causas sociais, econômicas e políticas.

 5. Cabanagem (1835–1840) – Pará

·         Ocorreu na província do Grão-Pará.

·         Forte participação popular (ribeirinhos, indígenas, pobres).

·         Causas:

o       Miséria.

o       Exclusão política.

o       Insatisfação com o governo central.

·         Os revoltosos chegaram a tomar o poder provincial.

·         Repressão violenta.

 6. Balaiada (1838–1841) – Maranhão

·         Participação de sertanejos pobres, vaqueiros e escravizados.

·         Nome ligado a um dos líderes, fabricante de balaios.

·         Causas:

o       Crise econômica.

o      Disputas políticas locais.

·         Foi reprimida pelo governo imperial.

 7. Sabinada (1837–1838) – Bahia

·         Liderada por militares e membros da classe média.

·         Defendia a criação de uma república provisória na Bahia até a maioridade de Dom Pedro II.

·         Teve apoio urbano.

·         Reprimida pelo governo central.

 8. Guerra dos Farrapos (1835–1845) – Rio Grande do Sul

·         Também chamada de Revolução Farroupilha.

·         Liderada por estancieiros (grandes proprietários rurais).

·         Causas:

o      Altos impostos sobre o charque.

o      Desejo de maior autonomia.

·         Proclamaram a República Rio-Grandense.

·         Foi a revolta mais longa do período.

 

9. Revolta dos Malês (1835) – Bahia

·         Movimento organizado por africanos muçulmanos escravizados.

·         O nome “malê” vem de “muçulmano” em iorubá.

·         Causas:

o       Resistência à escravidão.

o       Intolerância religiosa.

·         Revolta urbana, rapidamente reprimida.

Características Gerais do Período Regencial

·         Disputa entre centralização (conservadores) e descentralização (liberais).

·         Fortalecimento das elites locais.

·         Muitas revoltas provinciais.

·         Medo da desintegração do Brasil.

·         Em 1840 ocorreu o Golpe da Maioridade, antecipando o governo de Dom Pedro II para garantir estabilidade.

* IPC – Liberais e conservadores, na verdade, desejavam resguardar a manutenção das estruturas política, econômica e social do Brasil, tendo a questão escravista, em especial, maior ênfase.

 

TEXTO I

A abdicação de Dom Pedro I, em 1831, inaugurou um período politicamente delicado no Império. A ausência de um imperador maior de idade levou à formação de governos regenciais, respaldados pela Constituição de 1824. Nesse contexto, a Assembleia Geral ampliou sua influência, enquanto diferentes grupos políticos disputavam projetos distintos para a organização do Estado brasileiro: maior centralização do poder ou ampliação da autonomia provincial.

 

1. (Modelo PISM)
A ampliação do poder da Assembleia Geral durante o Período Regencial pode ser compreendida como:
a) Uma ruptura com a monarquia constitucional.
b) Uma aplicação prática do federalismo republicano.
c) Um rearranjo institucional diante da menoridade de Dom Pedro II.
d) A extinção do Poder Moderador.
e) A consolidação do absolutismo monárquico.

 

2. (Modelo PISM – Análise Política)
O embate entre liberais e conservadores no Período Regencial expressava:
a) Divergências sobre o fim imediato da escravidão.
b) Disputas entre industrialização e agrarismo.
c) Conflitos acerca do grau de autonomia das províncias.
d) Oposição à Constituição de 1824 como um todo.
e) Divergências sobre a adoção do parlamentarismo.

 

TEXTO II
“O período regencial foi marcado por revoltas que revelaram tanto tensões sociais profundas quanto conflitos entre elites regionais e o poder central. Algumas delas tiveram forte participação popular; outras refletiam interesses econômicos provinciais.”
 
3. (Modelo ENEM – Interpretação)
O texto sugere que as revoltas regenciais:
a) Possuíam causas homogêneas e liderança unificada.
b) Eram exclusivamente movimentos separatistas.
c) Resultavam de múltiplas tensões sociais e políticas.
d) Foram apoiadas integralmente pelo governo central.
e) Não apresentavam relação com disputas econômicas.

 

4. (Modelo PISM – Comparação)
A Cabanagem diferencia-se da Guerra dos Farrapos principalmente porque:
a) Ambas foram lideradas exclusivamente por elites agrárias.
b) A primeira teve forte participação popular empobrecida, enquanto a segunda contou com liderança das elites regionais.
c) A segunda ocorreu na região Norte do país.
d) A primeira proclamou uma república independente duradoura.
e) Nenhuma possuía motivação econômica.

 

5. (Modelo PISM – Contextualização)
A Balaiada pode ser associada:
a) À prosperidade da economia algodoeira maranhense.
b) À insatisfação social agravada por disputas políticas locais.
c) À interferência direta de potências europeias.
d) Ao movimento abolicionista organizado pelo governo central.
e) À defesa da centralização administrativa.
 
6. (Modelo ENEM – Interpretação Crítica)
A sucessão de revoltas no período regencial contribuiu para:
a) O fortalecimento imediato do federalismo.
b) A antecipação da maioridade imperial como estratégia de estabilização.
c) A fragmentação definitiva do território brasileiro.
d) A proclamação da República em 1840.
e) O fim da Constituição de 1824.
 
7. (Modelo PISM – Análise Institucional)
O Ato Adicional de 1834 pode ser interpretado como uma tentativa de:
a) Reforçar o absolutismo monárquico.
b) Reduzir a autonomia provincial.
c) Conciliar demandas descentralizadoras com a manutenção da unidade imperial.
d) Implantar o presidencialismo no Brasil.
e) Substituir a Constituição vigente.
 
8. (Modelo ENEM – Síntese Histórica)
O Período Regencial pode ser definido como uma fase de:
a) Transição institucional marcada por disputas sobre a organização do Estado.b) Consolidação plena da autoridade imperial.c) Homogeneidade política entre as províncias.
d) Crescimento econômico sem conflitos sociais.e) Supressão da participação parlamentar.
 
QUESTÕES DISCURSIVAS
9. (Modelo PISM – Análise Comparativa)
Compare a Cabanagem e a Guerra dos Farrapos quanto:
à composição social dos participantes;
aos interesses defendidos;
à relação com o poder central.
 
10. (Modelo PISM – Análise Argumentativa)
Explique por que o Período Regencial representou um momento decisivo para a consolidação da unidade territorial brasileira. Em sua resposta, relacione instabilidade política, revoltas provinciais e o chamado Golpe da Maioridade.
 
GABARITO
  1. c
  1. c
  1. c
  1. b
  1. b
  1. b
  1. c
  1. a
9) Elementos esperados:
  • Cabanagem: forte participação popular (ribeirinhos, indígenas, pobres urbanos); insatisfação social e exclusão política.
  • Guerra dos Farrapos: liderança das elites estancieiras; reivindicações econômicas e autonomia provincial; proclamação republicana regional.
10) Elementos esperados:
  • Instabilidade gerada pela menoridade imperial.
  • Conflitos entre centralização e autonomia.
  • Revoltas ameaçando a unidade territorial.
  • Antecipação da maioridade como estratégia política para restaurar estabilidade.