PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026 -
2º ANO
VOLUME 1 do 2º ano
Frente B:
Capítulo 1 – Brasil
Império: Primeiro reinado e Período Regencial
Capítulo 2 – Brasil
Império: Segundo Império
VOLUME 2 do 1º ano
Frente A:
Capítulo 6 –
Revoluções Inglesas
VOLUME 3 do 1º ano
Frente A:
Capítulo 7 –
Iluminismo e Independência das Treze Colônias Inglesas da América
Capítulo 8 – Revolução
Francesa e Era Napoleônica
Capítulo 9 – Das
Revoluções Industriais às Teorias Sociais do Século XIX
VOLUME 4 do 1º ano
Frente A:
Capítulo 10 – Do
Congresso de Viena à Independência da América Espanhola e do Haiti
Capítulo 11 – Estados
Unidos Século XIX
Capítulo 12 -
Imperialismo
Contestação às atitudes imperiais: a
Confederação do Equador (1824)
1. A consolidação da Independência do Brasil, durante o Primeiro Reinado, caracterizou-se por:
a) Um processo pacífico em todas as províncias do território brasileiro.
b) A ausência de resistência por parte de portugueses residentes no Brasil.
c) Conflitos armados em algumas regiões, especialmente no Norte e Nordeste.
d) Apoio imediato e irrestrito de Portugal à separação.
e) Exclusiva mediação diplomática inglesa, sem confrontos internos.
a) À adoção do regime republicano.
b) À extinção imediata do tráfico negreiro.
c) Ao pagamento de uma indenização financeira.
d) À submissão política do Império à Inglaterra.
e) À reintegração da Cisplatina ao território português.
a) Da defesa do absolutismo pelos deputados.
b) Do desejo do imperador de limitar o Poder Executivo.
c) Da disputa em torno dos limites do poder do imperador.
d) Da defesa do federalismo pelo monarca.
e) Da oposição dos deputados à independência do Brasil.
4. Entre as características da Constituição de 1824, é correto afirmar que:
a) Estabeleceu o voto universal masculino.
b) Implantou o federalismo como forma de governo.
c) Criou o Poder Moderador, concentrado na figura do imperador.
d) Garantiu ampla participação política às camadas populares.
e) Separou totalmente Igreja e Estado.
a) Submeter-se às decisões do Parlamento.
b) Atuar como árbitro simbólico, sem poder efetivo.
c) Controlar e interferir nos demais poderes do Estado.
d) Delegar o governo às províncias autônomas.
e) Ser responsabilizado judicialmente por seus atos.
a) Apoio ao centralismo político do Império.
b) Defesa da monarquia absolutista.
c) Ideais liberais, republicanos e federalistas.
d) Lealdade irrestrita à Constituição de 1824.
e) Interesse exclusivo das elites do Sudeste.
a) Resultou na fragmentação definitiva do território nacional.
b) Aumentou a dívida externa e evidenciou o autoritarismo imperial.
c) Garantiu estabilidade política e econômica ao Império.
d) Reduziu os conflitos regionais no Nordeste.
e) Ampliou o apoio popular ao imperador.
a) A incorporação definitiva da Banda Oriental.
b) A perda da região e a criação do Estado do Uruguai.
c) A anexação de territórios argentinos.
d) A divisão da Cisplatina entre Brasil e Argentina.
e) O fortalecimento do domínio brasileiro na Bacia do Prata.
a) A estabilidade econômica gerada pela Guerra Cisplatina.
b) A neutralidade do imperador em relação a Portugal.
c) O assassinato do jornalista Líbero Badaró.
d) O fortalecimento do apoio militar ao governo.
e) A redução da dívida externa brasileira.
a) Apenas a conflitos internos, sem conexão com o cenário europeu.
b) À consolidação do absolutismo na Europa.
c) À perda total do apoio das elites portuguesas.
d) À pressão política interna e à influência das Revoluções Liberais de 1830.
e) À vitória brasileira na Guerra Cisplatina.
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Período Regencial
(1831–1840)
1. O que foi o Período Regencial?
·
Começou em 1831, após a abdicação de Dom Pedro I.
·
Seu filho, Dom Pedro II, tinha apenas 5 anos e não podia governar.
·
O Brasil passou a ser governado por regentes até 1840.
· Foi um período de muita instabilidade política e social.
2. O poder da Assembleia Geral (Liberais no poder)
·
Durante parte do período, os liberais tiveram grande influência.
· A Assembleia Geral (Parlamento) tinha autoridade para:
o Escolher e autorizar os regentes a governar.
o Criar leis.
o Discutir reformas políticas.
· Houve tentativa de diminuir a centralização do poder herdada do
Primeiro Reinado.
3. Ato Adicional (1834)
·
Reforma feita na Constituição de 1824.
·
Principais mudanças:
o Criação das Assembleias Legislativas Provinciais (mais autonomia
para as províncias).
o Fim da Regência Trina → criação da Regência Una (um só regente).
·
Favoreceu líderes locais poderosos, que mais tarde ficaram conhecidos como
“coronéis”.
·
Representou avanço das ideias liberais (descentralização).
4. Regresso Conservador
·
A partir de 1837, os conservadores voltaram ao poder.
·
Defenderam:
o Maior centralização política.
o Fortalecimento da autoridade do governo central.
·
Reforçaram o controle sobre as províncias.
·
Contexto de medo da fragmentação do território brasileiro.
Revoltas Regenciais
O período foi marcado por várias revoltas, com causas sociais, econômicas
e políticas.
·
Ocorreu na província do Grão-Pará.
·
Forte participação popular (ribeirinhos, indígenas, pobres).
·
Causas:
o Miséria.
o Exclusão política.
o Insatisfação com o governo central.
·
Os revoltosos chegaram a tomar o poder provincial.
·
Repressão violenta.
·
Participação de sertanejos pobres, vaqueiros e escravizados.
·
Nome ligado a um dos líderes, fabricante de balaios.
·
Causas:
o Crise econômica.
o Disputas políticas locais.
·
Foi reprimida pelo governo imperial.
·
Liderada por militares e membros da classe média.
·
Defendia a criação de uma república provisória na Bahia até a maioridade
de Dom Pedro II.
·
Teve apoio urbano.
·
Reprimida pelo governo central.
·
Também chamada de Revolução Farroupilha.
·
Liderada por estancieiros (grandes proprietários rurais).
·
Causas:
o Altos impostos sobre o charque.
o Desejo de maior autonomia.
·
Proclamaram a República Rio-Grandense.
·
Foi a revolta mais longa do período.
9. Revolta dos Malês (1835) – Bahia
·
Movimento organizado por africanos muçulmanos escravizados.
·
O nome “malê” vem de “muçulmano” em iorubá.
·
Causas:
o Resistência à escravidão.
o Intolerância religiosa.
· Revolta urbana, rapidamente reprimida.
Características Gerais do
Período Regencial
·
Disputa entre centralização (conservadores) e descentralização
(liberais).
·
Fortalecimento das elites locais.
·
Muitas revoltas provinciais.
·
Medo da desintegração do Brasil.
· Em 1840 ocorreu o Golpe da Maioridade, antecipando o governo de Dom Pedro II para garantir estabilidade.
* IPC – Liberais e
conservadores, na verdade, desejavam resguardar a manutenção das estruturas
política, econômica e social do Brasil, tendo a questão escravista, em
especial, maior ênfase.
TEXTO I
A abdicação de Dom Pedro I, em 1831, inaugurou um período politicamente
delicado no Império. A ausência de um imperador maior de idade levou à formação
de governos regenciais, respaldados pela Constituição de 1824. Nesse contexto,
a Assembleia Geral ampliou sua influência, enquanto diferentes grupos políticos
disputavam projetos distintos para a organização do Estado brasileiro: maior
centralização do poder ou ampliação da autonomia provincial.
A ampliação do poder da Assembleia Geral durante o Período Regencial pode ser compreendida como:
a) Uma ruptura com a monarquia constitucional.
b) Uma aplicação prática do federalismo republicano.
c) Um rearranjo institucional diante da menoridade de Dom Pedro II.
d) A extinção do Poder Moderador.
e) A consolidação do absolutismo monárquico.
O embate entre liberais e conservadores no Período Regencial expressava:
a) Divergências sobre o fim imediato da escravidão.
b) Disputas entre industrialização e agrarismo.
c) Conflitos acerca do grau de autonomia das províncias.
d) Oposição à Constituição de 1824 como um todo.
e) Divergências sobre a adoção do parlamentarismo.
“O período regencial foi marcado por revoltas que revelaram tanto tensões sociais profundas quanto conflitos entre elites regionais e o poder central. Algumas delas tiveram forte participação popular; outras refletiam interesses econômicos provinciais.”
O texto sugere que as revoltas regenciais:
a) Possuíam causas homogêneas e liderança unificada.
b) Eram exclusivamente movimentos separatistas.
c) Resultavam de múltiplas tensões sociais e políticas.
d) Foram apoiadas integralmente pelo governo central.
e) Não apresentavam relação com disputas econômicas.
A Cabanagem diferencia-se da Guerra dos Farrapos principalmente porque:
a) Ambas foram lideradas exclusivamente por elites agrárias.
b) A primeira teve forte participação popular empobrecida, enquanto a segunda contou com liderança das elites regionais.
c) A segunda ocorreu na região Norte do país.
d) A primeira proclamou uma república independente duradoura.
e) Nenhuma possuía motivação econômica.