PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026 -
2º ANO
VOLUME 1 do 2º ano
Frente B:
Capítulo 1 – Brasil
Império: Primeiro reinado e Período Regencial
Capítulo 2 – Brasil
Império: Segundo Império
VOLUME 2 do 1º ano
Frente A:
Capítulo 6 –
Revoluções Inglesas
VOLUME 3 do 1º ano
Frente A:
Capítulo 7 –
Iluminismo e Independência das Treze Colônias Inglesas da América
Capítulo 8 – Revolução
Francesa e Era Napoleônica
Capítulo 9 – Das
Revoluções Industriais às Teorias Sociais do Século XIX
VOLUME 4 do 1º ano
Frente A:
Capítulo 10 – Do
Congresso de Viena à Independência da América Espanhola e do Haiti
Capítulo 11 – Estados
Unidos Século XIX
Capítulo 12 -
Imperialismo
Revoluções Inglesas
O Absolutismo na Inglaterra:
* Na Inglaterra, o Parlamento sempre reagiu ao poder
absoluto dos reis.
* A nobreza inglesa aburguesou-se, detendo assim
mais poder.
* O absolutismo inglês se manifestou sob o reinado
das dinastias Tudor e Stuart.
* Os Tudor consolidaram o poder real com o apoio da
burguesia mercantil e da nobreza aburguesada.
* Consolidou-se o anglicanismo, sob o reinado de
Elizabeth.
* Durante o reinado de Elizabeth a Inglaterra
derrotou a Espanha.
* O puritanismo (próprio da burguesia) entrou em
choque com o anglicanismo, a religião oficial.
A Guerra Civil e o Governo de Cromwell
* Ao término da dinastia Tudor, os Stuart assumiram
o trono da Inglaterra.
* Em 1642 os ingleses entraram em guerra civil,
tendo Oliver Cromwell à frente dos puritanos.
* Com a vitória da revolução, o rei Carlos I foi
decapitado.
* Cromwell assumiu o poder na Inglaterra, dissolveu
o Parlamento, estabelecendo uma ditadura.
A Revolução Gloriosa:
* Após a morte de Cromwell, diante da incompetência
política de Richard, seu filho e sucessor, os Stuart retomaram o poder.
* Em 1688 o rei holandês Guilherme de Orange é
colocado no trono inglês pelo Parlamento - Revolução Gloriosa.
* Jaime II, então rei da Inglaterra, fugiu, enquanto
Guilherme de Orange se submeteu ao Parlamento por meio do Bill of
Rights.
* A monarquia
absolutista foi banida da Inglaterra, sendo estabelecida a monarquia
constitucional; o rei figura como chefe de Estado, mas o Parlamento governa de
fato o país.
Revolução
Científica e Iluminismo
A) Periodização
→ Antigo Regime: período de transição do Feudalismo
para o Capitalismo
→ Definido pelas monarquias absolutistas, economia
mercantilista e sociedade estamental
→ Século XVII: Revolução Científica
→ Movimento que iniciou a chamada “Era das
Revoluções”
B) Conceito
→ Movimento intelectual, ideológico artístico e
filosófico que criticava a sociedade do Antigo Regime através da racionalidade
→ Iluminismo ou Ilustração – Século das Luzes
→ Criticavam a Sociedade do Antigo Regime baseados
nos argumentos racionais
C) Características
→ Nascimento da Ciência Moderna – Descartes: “penso,
logo existo” / Newton (leis físicas)
→ Racionalismo
→ Liberdade política (limitação do poder do
governante)
→ Liberdade econômica (contrários à intervenção do
Estado na economia)
→ Igualdade social (baseado nos valores econômicos /
negação dos privilégios da nobreza)
→ Ideia de progresso
D) Teórico iluministas
a) Filósofos Político-Sociais
→ John Locke (1632-1704)
- Defesa dos direitos naturais ou inalienáveis
(vida, liberdade e propriedade privada)
- Defesa da propriedade privada
- Contemporâneo da Revolução Gloriosa
- Direito de rebelião dos povos
→ Barão de Montesquieu (1689-1755)
- Critica o poder absoluto dos reis
- Principal obra: “O espírito das leis”
- Divisão dos 3 poderes: Executivo, Legislativo e
Judiciário
- Teoria dos freios e contrapesos
→ Voltaire (1694-1778)
- Crítico ao absolutismo e ao clericalismo
- Liberdade de expressão
→ Rousseau (1712-1778)
- Contrário à propriedade privada e crítico da
burguesia
- Defesa da Igualdade
- Teoria do Bom Selvagem
- Defesa da democracia – governo do voto em
benefício da maioria
b) Filósofos econômicos: Liberalismo Econômico
→ Fisiocratas – origem da riqueza é a terra
- Representantes: Turgot, Quesnay, Gournay
- “Laissez faire, laissez passer, le monde va de
lui-même” (Deixai fazer, deixai passar, que o mundo anda por si mesmo)
→ Escola Clássica: origem da riqueza é o trabalho
- Principal representante: Adam Smith (1723-1790)
- Principal Obra: “Riqueza das Nações”
- Defesa da divisão do trabalho
- Buscava criar leis naturais que explicassem as
relações econômicas
- Considerado o “pai da economia como ciência”
E) Despotismo Esclarecido
→ Movimento a partir da segunda metade do século
XVIII
→ Correspondia e uma política utilizada por alguns
monarcas absolutistas, ou seus ministros.
→ Visava a utilização de alguns dos princípios
iluministas para reformar características do Estado Absolutista
→ Tais medidas visavam o enfraquecimento dos
movimentos revolucionários para que os reis mantivessem parte de seu poder
centralizado
→ A afirmativa que reflete esse interesse é: “vão os
anéis e ficam os dedos”
→ Principais Estados que adotaram o Despotismo Esclarecido: Áustria, Prússia, Rússia, Portugal e Espanha.
Independência
dos EUA (1776)
A)
Crise do Antigo Regime Europeu
→ Guerra dos Sete Anos (1756-1763):
conflito entre França e Inglaterra, disputa por territórios na Europa e na
América
→ Vitória dos ingleses. Contudo, o
conflito resultou em grande prejuízo para todos os envolvidos
→ A crise econômica inglesa incentivou
o aumento da pressão da Inglaterra sob as 13 colônias
→ Redução da autonomia econômica das
13 colônias, rompendo com os benefícios do Comércio Triangular
→ Conflito entre a expansão das ideias
iluministas e o aumento do controle metropolitano sob a colônia = IMPOSTOS
COLONIAIS
B)
Impostos
→ 1764: Lei do Açúcar – taxação de
todo o açúcar que não fosse proveniente das Antilhas Britânicas
→ 1765: Lei do Selo – todos os
documentos impressos circulantes na colônia deveriam pagar impostos
→ Manifestação colonial – “nenhum
imposto sem representação”. Congresso do Selo (1766) – Lei do Selo foi
revogada.
→ 1767: Tributos de Townshend – impostos
sobre diversos produtos manufaturados – papel, chá e vidro (produtos de grande
consumo)
→ 1773: Lei do Chá – monopólio de
comércio da Companhia das Índias Orientais. Essa medida resultou na
manifestação dos colonos chamada de Festa do Porto de Boston.
→ 1774: Leis coercitivas ou leis
intoleráveis – fechamento do Porto de Boston em represália à manifestação dos
colonos.
- Fim da autonomia administrativa e
política
- Proibição da expansão dos colonos
para o Oeste
→ 1774: Realização do Primeiro Congresso
da Filadélfia (sem desejo de independência). Manifestação através do boicote
aos produtos ingleses, estes desejavam a retomada das liberdades econômicas e
políticas anteriores.
→ 1776: Segundo Congresso da
Filadélfia. Início do movimento de independência – 04/07/1776 (Declaração de
Independência dos Estados Unidos da América)
C)
Movimento de Independência
→ Guerra: colonos + espanhóis +
franceses x ingleses (1776/1783)
→ Tratado de Paris/ Tratado de
Versalhes – Tratado de Paz que estabeleceu a vitória dos colonos e o nascimento
do Estado Independente EUA.
D)
Primeira República da América
→ Congresso Constitucional da
Filadélfia
→ Conflitos Políticos
→ Republicanos (Democratas) x
Federalistas
Governo central simbólico dos estados
(autonomia)
Governo central forte – Thomas
Hamilton
→ República Federalista
Presidencialista
→ Adoção do sistema de Tripartite
→ George Washington – Primeiro
Presidente
Revolução Francesa
A)
Contexto Pré-Revolucionário
→ Destruição da sociedade do Antigo
Regime
- Absolutismo, Mercantilismo,
Sociedade Estamental (privilégios feudais)
→ Avanço das ideias iluministas
→ Crise econômica / financeira
- Derrota francesa na Guerra dos Sete
Anos (1756-1763)
→ Guerra de Independência dos EUA
(1763-1781)
→ Grandes gastos com a corte francesa
→ Grande seca responsável pela crise
agrícola
→ Possíveis soluções: redução dos
privilégios dos nobres (revolta aristocrática) ou aumento dos impostos que
recaíram sobre o Terceiro Estado
→ Convocação dos Estados Gerais: voto
por estado / voto por cabeça
→ Retirada do Terceiro Estado dos
Estados Gerais – início do Movimento revolucionário
B)
Fases da Revolução Francesa
b.1)
Assembleia Nacional Constituinte (1789-1792)
→ Revolta no meio urbano: tomada da
Bastilha
→ Revolta no meio rural: Grande Medo –
revolta camponesa no campo
→ Declaração dos Direitos do Homem e
do Cidadão
→ Confisco de bens do clero –
Constituição Civil do Clero (funcionários públicos)
→ Monarquia Constitucional (3 poderes)
b.2)
Monarquia Constitucional (1792-1793)
→ Constituição Francesa – criação do
voto censitário
→ Separação: revolução burguesa / povo
→ Proibição das greves
→ Construção do Estado Burguês
→ Resistência do Rei
→ Formação dos grupos políticos
- Girondinos: alta burguesia (direita)
– deseja a consolidação dos avanços revolucionários
- Centro / Planície: sem definições
políticas
- Esquerda / Montanha: pequena
burguesia e sans-culottes (esquerda), buscavam o avanço da revolução através de
maior igualdade
b.3)
Convenção Nacional (1792-1795)
a) Convenção Girondina
→ Liderança dos girondinos
→ Primeira coligação anti francesa
(Áustria, Prússia, Espanha e Inglaterra)
→ Manutenção dos problemas econômicos,
sociais e políticos anteriores ao processo revolucionário
Era Napoleônica (1799/1815)
A)
Consulado
→ Estabilização econômica e social
→ Pacificação econômica – Banco da
França (Franco -1800)
→ Reaproximação com a Igreja –
Concordata assinada com o Papa Pio VII (1802)
→ Plebiscito – Cônsul único e
vitalício
→ 1804 – Código Civil Napoleônico
→ Igualdade de Direitos perante a lei
/ direito de propriedade
→ Proibição de greves e de
organizações sindicais
→ Restabelecimento da escravidão nas
colônias
→ Educação como responsabilidade do
Estado
→ Plebiscito que retornou com o
governo monárquico
→ Auto coroação em 1804
B)
Império
→ Expansionismo territorial
→ Bloqueio Continental em 1806
→ Casos específicos: Portugal (1806),
Rússia (1811), Invasão da Espanha
→ Após a derrota da Rússia, foi
organizada a sexta coligação (Rússia, Áustria, Prússia, Suécia e Inglaterra).
Batalha das Nações em 1813.
→ Exílio em Elba / Governo dos 100
Dias
→ Derrota definitiva de Napoleão para
a Marinha Inglesa em Waterloo
→ Construção do Mito Napoleônico: ambição
pessoal, empreendedorismo
D)
Capítulo 9 – Das revoluções industriais às
Teorias Sociais do Século XIX
1. Revolução Industrial
A Revolução
Industrial foi um processo de transformação econômica e social iniciado na Inglaterra
no século XVIII, marcado pela substituição do trabalho artesanal pela
produção mecanizada.
Ela
modificou profundamente a economia, as cidades e as relações de trabalho.
A
Inglaterra apresentava condições favoráveis:
- Acúmulo
de capitais com o comércio marítimo.
- Expansão
colonial.
- Disponibilidade
de carvão mineral.
- Crescimento
do mercado consumidor.
- Estabilidade
política após a Revolução Inglesa.
- Mão de
obra disponível.
Teve como
principal característica a mecanização da produção.
Principais invenções:
Máquina a vapor
- Aperfeiçoada
por James Watt.
- Utilizada
nas fábricas e transportes.
Indústria têxtil
- Uso de
máquinas para acelerar a produção de tecidos.
Ferrovias
- Revolucionaram
o transporte de pessoas e mercadorias.
Consequências da Primeira Revolução
Industrial
Econômicas:
- Aumento
da produção.
- Expansão
do capitalismo.
- Crescimento
das fábricas.
Sociais:
- Urbanização
acelerada.
- Formação
do proletariado.
- Exploração
dos trabalhadores.
Ambientais:
- Aumento
da poluição.
- Exploração
intensa dos recursos naturais.
→ Impulsionados pela grande exploração da classe operária – diferença entre o grupo que detém os meios de produção (burguesia industrial) e o grupo que só possui a força de trabalho (proletariado)
→ Ludismo: movimentos operários de protesto que se desenvolveram no final do século XVIII e início do século XIX em busca de melhorias salariais e da contenção da mecanização no processo produtivo. Esse grupo utiliza de meios violentos quebrando as máquinas, vistas como origem da exploração dos trabalhadores.
→ Cartismo: movimento inglês organizado entre 1830 e 1840. De caráter mais politizado, exigia maior participação política. Suas reivindicações foram registradas em um documento denominado “Carta do Povo”, que pedia sufrágio universal masculino, igualdade de direitos eleitorais, voto secreto, legislaturas anuais, abolição do censo eleitoral e remuneração para as funções parlamentares.
3. Segunda Revolução Industrial (século XIX)
Aconteceu
principalmente a partir da segunda metade do século XIX.
Novas
fontes de energia:
- Eletricidade.
- Petróleo.
Novas
indústrias:
- Química.
- Siderúrgica.
- Automobilística.
Características:
- Produção
em massa.
- Grandes
empresas.
- Avanço
científico.
- Expansão do imperialismo europeu.
4. Sociedade Industrial
A
industrialização criou uma nova divisão social:
Burguesia industrial
- Donos
das fábricas.
- Controlavam
o capital.
Proletariado
- Trabalhadores
assalariados.
- Vendiam
sua força de trabalho.
Condições
de trabalho:
- Longas
jornadas.
- Baixos
salários.
- Trabalho
infantil.
- Falta de direitos.
5. Teorias Sociais do Século XIX
As desigualdades provocadas pelo capitalismo geraram novas ideias políticas e sociais.
Socialismo Utópico
Criticava
os problemas do capitalismo, mas propunha mudanças sem uma revolução.
Defendia:
- Cooperação.
- Igualdade
social.
- Comunidades
organizadas.
Principais
pensadores:
Charles
Fourier
Robert Owen
Socialismo Científico (Marxismo)
Criado por:
Karl Marx e
Friedrich Engels
Principal
obra:
Manifesto Comunista (1848)
Defendia:
- A
história como resultado da luta de classes.
- Conflito
entre burguesia e proletariado.
- Superação
do capitalismo.
- Sociedade sem classes.
Anarquismo
Criticava:
- Estado.
- Governo.
- Autoridades
políticas.
Defendia:
- Organização
social baseada na liberdade e cooperação.
Principais
pensadores:
Mikhail
Bakunin
6. Imperialismo do Século XIX
A
industrialização levou os países europeus a buscar:
- Matérias-primas.
- Mercados
consumidores.
- Áreas
para investimento.
Isso
provocou a colonização da África e da Ásia.
Ideologias
usadas para justificar o imperialismo:
- “Missão
civilizadora”.
- Racismo
científico.
- Darwinismo
social.
Revolução
Francesa, Era Napoleônica, Revolução Industrial, Anarquismo, Socialismo,
Comunismo, Imperialismo e Independência do Haiti
Lista de Exercícios – Parte 1
Revolução Francesa (Questões 1 a 15)
1. Ao analisar as causas da Revolução Francesa, um historiador
afirma que "a crise do Antigo Regime resultou menos de um evento isolado
do que da incapacidade das instituições tradicionais de responder às
transformações econômicas e sociais do século XVIII."
Considerando essa interpretação, assinale a alternativa que melhor
explica a crise do Antigo Regime francês.
a) A consolidação do absolutismo preservou a estrutura política
tradicional, ampliando o controle do rei enquanto mantinha privilégios que
alimentavam tensões entre os diferentes estamentos.
b) O crescimento econômico favoreceu setores da sociedade
francesa, mas as desigualdades permaneceram suficientes para manter conflitos
entre os diferentes grupos sociais.
c) A permanência dos privilégios jurídicos e fiscais da nobreza e
do clero contrastava com a crescente importância econômica da burguesia e com o
agravamento das dificuldades populares.
d) A centralização política reforçou o poder da monarquia e
preservou parte das antigas estruturas sociais, provocando resistências entre
diferentes setores da sociedade francesa.
e) A expansão das atividades econômicas ampliou os desafios
financeiros do Estado e dificultou a manutenção do equilíbrio político do
Antigo Regime.
2. A convocação dos Estados Gerais, em 1789, revelou profundas
divergências entre os diferentes grupos sociais franceses.
Ao interpretar esse episódio, pode-se afirmar que o principal
conflito dizia respeito
a) à definição de um novo modelo político capaz de reorganizar as
instituições francesas diante da crise do Antigo Regime.
b) às disputas entre diferentes setores privilegiados sobre a
distribuição de funções políticas e administrativas do Estado.
c) ao critério de votação, que mantinha vantagens políticas para
os grupos privilegiados.
d) às divergências relacionadas à administração das colônias e às
políticas comerciais desenvolvidas pela monarquia francesa.
e) ao reconhecimento dos direitos políticos dos diferentes
estamentos dentro da organização institucional existente.
3. A transformação da Assembleia dos Estados Gerais em Assembleia
Nacional representou uma ruptura política porque
a) reafirmou que a autoridade do Estado permanecia concentrada na
figura do rei e das instituições tradicionais.
b) estabeleceu que a autoridade política deveria decorrer da
representação nacional, e não exclusivamente da vontade real.
c) reorganizou os privilégios da nobreza e do clero para preservar
o equilíbrio político durante a crise revolucionária.
d) transferiu parte das atribuições administrativas para
instituições religiosas, mantendo a estrutura política tradicional.
e) confirmou a predominância política da aristocracia na condução
das principais decisões do Estado francês.
4. A queda da Bastilha tornou-se um dos principais símbolos da Revolução
Francesa.
Ao interpretar o significado desse acontecimento, conclui-se que
ele simbolizou
a) o fortalecimento da mobilização revolucionária diante da crise
enfrentada pela monarquia francesa.
b) a consolidação da superioridade militar francesa sobre os
exércitos das demais monarquias europeias.
c) a substituição das antigas instituições administrativas por uma
nova organização política nacional.
d) a intervenção popular em defesa do processo revolucionário e o
enfraquecimento da autoridade absolutista.
e) a transformação imediata do regime político francês em uma
república plenamente consolidada.
5. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão estabeleceu
princípios que influenciaram diversas constituições posteriores.
Entretanto, esses princípios apresentavam limites porque
a) preservavam importantes aspectos da antiga organização social,
mantendo mecanismos de diferenciação jurídica entre determinados grupos.
b) reconheciam amplamente direitos civis e políticos para toda a
população, independentemente de critérios econômicos ou sociais.
c) afirmavam a igualdade jurídica enquanto mantinham importantes
formas de exclusão política e social.
d) restringiam o direito à propriedade privada em benefício do
fortalecimento das atribuições econômicas do Estado.
e) subordinavam o exercício das liberdades individuais às
determinações das instituições religiosas tradicionais.
6. Durante os primeiros anos da Revolução Francesa, muitos membros
da burguesia defenderam uma monarquia constitucional.
Essa posição pode ser explicada pela intenção de
a) preservar parte da estrutura política existente, conciliando
reformas institucionais com a manutenção da ordem social e econômica.
b) combinar garantias de liberdade econômica e representação
política com a manutenção da estabilidade institucional.
c) ampliar os privilégios tradicionais da nobreza, assegurando sua
predominância nas principais decisões do Estado.
d) reorganizar a economia francesa por meio da eliminação do
direito de propriedade privada e da livre iniciativa.
e) impedir que qualquer instituição pudesse limitar o exercício do
poder político concentrado nas mãos do rei.
7. A Constituição de 1791 estabeleceu o voto censitário.
Considerando o contexto revolucionário, essa medida revela que
a) os direitos políticos passaram a ser distribuídos de maneira
uniforme entre todos os cidadãos franceses.
b) a nova organização institucional garantiu igualdade plena de
participação política entre os diferentes grupos sociais.
c) parte da burguesia buscava limitar a participação política aos
cidadãos considerados economicamente independentes.
d) o sistema eleitoral francês passou a adotar imediatamente o
sufrágio universal masculino em todo o território nacional.
e) a reorganização política preservou integralmente os privilégios
jurídicos e fiscais característicos do Antigo Regime.
8. A radicalização da Revolução Francesa ocorreu em um contexto
marcado por conflitos internos e externos.
Entre os fatores que favoreceram esse processo destaca-se
a) a intensificação das disputas políticas internas associada ao
enfraquecimento da autoridade da monarquia francesa.
b) a consolidação do absolutismo como principal mecanismo de
estabilização política durante a Revolução.
c) a combinação entre guerra externa, crise econômica e mobilização
popular.
d) a reorganização das finanças públicas e a redução das tensões
sociais provocadas pelos conflitos militares.
e) a neutralização dos movimentos populares por meio da ampliação
da influência política da aristocracia.
9. Os jacobinos defenderam medidas que ampliaram sua base de apoio
popular.
Entre essas medidas destaca-se
a) a reorganização das relações agrárias por meio da restauração
dos antigos direitos feudais e senhoriais.
b) a ampliação da participação política da aristocracia na condução
do governo revolucionário francês.
c) o controle dos preços de produtos essenciais e reformas
voltadas às camadas populares.
d) a ampliação dos critérios censitários para fortalecer a
representação dos grupos economicamente privilegiados.
e) a devolução dos bens anteriormente confiscados às instituições
religiosas tradicionais da França.
10.O chamado Período do Terror costuma ser interpretado de
maneiras distintas pela historiografia.
Uma análise equilibrada desse momento permite afirmar que
a) correspondeu principalmente a uma política de perseguição
religiosa conduzida contra diferentes grupos confessionais franceses.
b) ocorreu em um contexto no qual os dirigentes revolucionários
buscaram preservar a Revolução diante de ameaças internas e externas,
recorrendo ao uso sistemático da repressão.
c) representou a consolidação do governo de Napoleão Bonaparte
durante a fase mais radical da Revolução Francesa.
d) eliminou completamente as formas de participação política dos
grupos populares na condução do processo revolucionário.
e) provocou o encerramento definitivo das guerras travadas entre a
França revolucionária e as monarquias europeias.
11. A reação
termidoriana pode ser compreendida como
a) um
movimento político que reorganizou o governo francês, reduzindo a influência
dos setores mais radicais e fortalecendo grupos burgueses moderados.
b) uma
tentativa de restaurar integralmente o absolutismo monárquico sob a liderança
de Luís XVI e da antiga aristocracia.
c) um
movimento que buscou limitar o radicalismo político e fortalecer os interesses
dos setores burgueses moderados.
d) uma
reorganização institucional voltada para implantar uma república baseada na
participação direta de todos os cidadãos.
e) uma
política destinada a restabelecer os privilégios feudais e devolver antigos
direitos à nobreza francesa.
12.Ao longo da Revolução Francesa, os camponeses
tiveram papel relevante.
Sua
participação esteve relacionada principalmente
a) ao
interesse em preservar parte da organização agrária tradicional, ampliando a
estabilidade econômica das áreas rurais.
b) à defesa
da manutenção dos privilégios políticos e econômicos exercidos pela nobreza
sobre o campo francês.
c) ao
desejo de eliminar encargos feudais e ampliar o acesso à propriedade da terra.
d) à
reorganização das propriedades pertencentes à Igreja, mantendo sua influência
sobre a economia agrária.
e) à
implantação de um sistema político baseado na sucessão hereditária e na
preservação da monarquia parlamentar.
13. A Revolução Francesa contribuiu para modificar
a concepção de soberania política ao defender que
a) a
legitimidade do poder político permanecia vinculada à autoridade divina e às
tradições monárquicas do Antigo Regime.
b) a
legitimidade política deveria decorrer da nação e da vontade dos cidadãos.
c) o
exercício das funções públicas deveria permanecer restrito aos membros da
aristocracia e do alto clero.
d) a Igreja
Católica deveria assumir a responsabilidade por limitar a atuação política do
Estado francês.
e) os
privilégios de nascimento continuavam sendo condição necessária para o
exercício pleno da cidadania.
14. A Revolução Francesa exerceu grande influência
sobre outros movimentos políticos dos séculos XVIII e XIX.
Essa
influência ocorreu principalmente porque
a) difundiu
princípios ligados à cidadania, à igualdade jurídica e à crítica ao
absolutismo.
b)
fortaleceu modelos políticos que preservavam as estruturas feudais em
diferentes regiões do continente europeu.
c)
consolidou os interesses tradicionais da aristocracia como referência para os
novos regimes políticos nacionais.
d)
reorganizou as relações internacionais de forma a eliminar os conflitos entre
as principais potências europeias.
e) promoveu
a extinção definitiva das práticas coloniais desenvolvidas pelas monarquias
europeias.
15. Ao avaliar o conjunto da Revolução Francesa, um
pesquisador afirma que ela representou simultaneamente continuidade e ruptura.
Essa
interpretação pode ser considerada correta porque
a)
preservou os fundamentos políticos e sociais do Antigo Regime, limitando as
mudanças às instituições administrativas.
b) promoveu
profundas transformações institucionais e jurídicas, embora diversas
desigualdades econômicas e sociais permanecessem presentes.
c) eliminou
rapidamente todas as diferenças econômicas e sociais existentes na sociedade
francesa do século XVIII.
d)
reorganizou a economia francesa por meio da substituição do capitalismo por um
sistema socialista de produção.
e)
extinguiu a influência política da burguesia, restabelecendo a predominância da
aristocracia sobre o Estado.
Lista de Exercícios – Parte 2
Era Napoleônica e Independência do Haiti (Questões 16 a 30)
Era Napoleônica
16. Após o golpe do 18 Brumário (1799), Napoleão
Bonaparte iniciou um novo período da história francesa.
Ao
interpretar esse acontecimento, conclui-se que o Consulado caracterizou-se por
a)
reorganizar o governo francês preservando a autoridade central e conciliando
estabilidade política com reformas administrativas.
b) combinar
a centralização do poder político com a preservação de diversas conquistas
jurídicas e sociais da Revolução Francesa.
c)
restaurar integralmente os privilégios da nobreza e do clero, retomando as
instituições típicas do Antigo Regime.
d)
reorganizar a economia por meio da eliminação da propriedade privada e do
controle estatal sobre toda a produção.
e) reduzir
significativamente a participação da burguesia na administração pública e nas
principais instituições do Estado.
17. O Código Civil Napoleônico tornou-se um dos
principais legados do governo de Napoleão.
Ao analisar sua importância histórica, assinale a
alternativa correta.
a)
reorganizou o sistema jurídico preservando antigos privilégios feudais e
direitos senhoriais tradicionais.
b)
consolidou princípios como igualdade jurídica perante a lei, liberdade
contratual e proteção à propriedade privada.
c) ampliou
os direitos políticos por meio da implantação do sufrágio universal feminino em
toda a França.
d)
estabeleceu limitações permanentes ao exercício da liberdade religiosa nos territórios
controlados por Napoleão.
e)
transferiu às autoridades eclesiásticas a responsabilidade pela administração
do sistema judiciário francês.
18. A política administrativa de Napoleão
contribuiu para fortalecer o Estado francês porque
a)
reorganizou a administração territorial concedendo ampla autonomia política às
províncias e aos governos locais.
b)
descentralizou a arrecadação de impostos, reduzindo o controle exercido pelo
governo central sobre as finanças públicas.
c)
organizou uma administração pública centralizada e baseada na autoridade do
governo.
d) devolveu
às antigas corporações de ofício a responsabilidade pela organização das
atividades econômicas nacionais.
e)
substituiu o exército permanente por forças regionais organizadas de maneira independente
do governo francês.
19. O Bloqueio Continental, decretado em 1806,
tinha como principal objetivo
a)
reorganizar as relações comerciais europeias, fortalecendo o intercâmbio
econômico entre França e Rússia.
b)
enfraquecer a influência diplomática britânica por meio da ruptura das alianças
estabelecidas com os Estados Unidos.
c)
enfraquecer economicamente a Inglaterra por meio da interrupção do comércio
europeu com os britânicos.
d) ampliar
o domínio francês sobre as colônias espanholas localizadas no continente
americano.
e)
estimular o crescimento industrial da Península Ibérica por meio da cooperação
econômica entre os Estados europeus.
20. Embora o Bloqueio Continental tenha provocado
dificuldades econômicas para a Inglaterra, seus resultados ficaram aquém das
expectativas francesas porque
a) a
economia francesa permaneceu dependente de produtos britânicos essenciais para
abastecer os mercados europeus.
b) diversos
países resistiram ao bloqueio ou mantiveram relações comerciais clandestinas
com os britânicos.
c) o
governo inglês aceitou rapidamente as exigências impostas por Napoleão,
reduzindo os efeitos do bloqueio.
d) as
guerras napoleônicas foram encerradas logo após a implantação do bloqueio,
tornando a medida desnecessária.
e) a Rússia
permaneceu como principal aliada militar e econômica da França durante todo o
período napoleônico.
21. A invasão da Península Ibérica produziu
consequências que ultrapassaram os limites da Europa.
Entre essas
consequências, destaca-se
a) o
enfraquecimento da autoridade espanhola na Europa, acompanhado da reorganização
administrativa das colônias americanas.
b) a
transferência da corte portuguesa para o Brasil, alterando profundamente a
dinâmica política da América Portuguesa.
c) a
restauração antecipada do absolutismo português antes da chegada da família
real ao território brasileiro.
d) a
independência simultânea das colônias espanholas como consequência imediata das
campanhas napoleônicas.
e) o
encerramento das disputas coloniais entre França e Inglaterra por meio de
acordos diplomáticos duradouros.
22. A campanha militar contra a Rússia, em 1812,
marcou o início do declínio do Império Napoleônico.
Esse
fracasso explica-se principalmente pela
a)
superioridade estratégica da marinha russa, que bloqueou o abastecimento
francês durante toda a campanha.
b) adoção
da tática de recuo estratégico, destruição de recursos e dificuldades impostas
pelo inverno.
c) formação
de uma aliança militar entre Rússia e Inglaterra que cercou imediatamente o
exército francês.
d)
neutralidade das tropas russas, que evitaram confrontos diretos até a retirada
definitiva dos franceses.
e)
intensificação das revoltas populares em Paris, comprometendo o envio de
reforços ao exército napoleônico.
23. As guerras napoleônicas contribuíram para a
difusão de ideias nacionalistas porque
a)
fortaleceram a cooperação política entre os reinos europeus, reduzindo
rivalidades históricas existentes no continente.
b)
estimularam, em diversas regiões ocupadas, movimentos de resistência associados
à defesa da identidade nacional.
c)
impediram a reorganização territorial dos Estados europeus durante o período de
expansão francesa.
d)
eliminaram as disputas políticas entre as principais monarquias por meio de
tratados permanentes de paz.
e)
favoreceram exclusivamente os interesses políticos da aristocracia francesa nos
territórios conquistados.
24. O Congresso de Viena (1814-1815) foi organizado
após a derrota de Napoleão.
Ao
interpretar seus objetivos, conclui-se que seus participantes buscavam
a) ampliar
os princípios democráticos da Revolução Francesa e consolidar governos
representativos em toda a Europa.
b)
reorganizar o equilíbrio político europeu e conter a expansão dos movimentos
liberais e nacionalistas.
c)
estabelecer uma federação europeia baseada na participação política universal
dos diferentes povos do continente.
d) eliminar
definitivamente as monarquias tradicionais, substituindo-as por repúblicas
constitucionais.
e)
assegurar o direito de autodeterminação das colônias localizadas na África,
Ásia e América.
25. Apesar da restauração promovida pelo Congresso
de Viena, muitos princípios da Revolução Francesa permaneceram influentes.
Essa
permanência demonstra que
a) mudanças
políticas podem ser parcialmente revertidas, enquanto transformações sociais e
jurídicas tendem a produzir efeitos duradouros.
b) os
governos europeus abandonaram rapidamente todas as decisões tomadas durante o
Congresso de Viena.
c) o
liberalismo político desapareceu gradualmente como consequência das políticas
restauradoras adotadas pelas monarquias.
d) os
movimentos nacionalistas deixaram de exercer influência sobre a reorganização
política da Europa após 1815.
e) a
burguesia perdeu completamente a participação política conquistada desde o
início da Revolução Francesa.
Independência do Haiti
26. A Revolução Haitiana destacou-se entre os
movimentos de independência das Américas porque
a) foi
conduzida pelas elites coloniais, preservando grande parte da estrutura
política e social anteriormente existente.
b) resultou
na criação do primeiro Estado independente liderado por ex-escravizados após
uma revolta vitoriosa contra o sistema colonial.
c)
reorganizou a economia mantendo o trabalho escravizado como principal base da
produção agrícola haitiana.
d) contou
com amplo apoio militar das principais monarquias europeias interessadas na
emancipação colonial.
e)
preservou a autoridade política francesa sobre o território mesmo após a
declaração de independência.
27. Ao relacionar a Revolução Francesa com a
Independência do Haiti, conclui-se que
a) os
ideais de liberdade e igualdade foram reinterpretados pelos grupos
escravizados, que passaram a reivindicar sua aplicação efetiva.
b) os
princípios revolucionários franceses foram utilizados para justificar a
preservação da estrutura colonial existente.
c) os
líderes haitianos defenderam a restauração do absolutismo como forma de
garantir estabilidade política.
d) não
existiram relações políticas ou ideológicas entre os acontecimentos ocorridos
na França e no Haiti.
e) a
independência haitiana fortaleceu o sistema escravista e ampliou o tráfico
negreiro controlado pelos franceses.
28. A independência do Haiti provocou forte preocupação
entre as elites escravistas americanas porque
a)
demonstrava a possibilidade concreta de organização política e militar de
populações escravizadas.
b)
favorecia a reconstrução do domínio colonial francês sobre as principais
regiões produtoras de açúcar.
c) ampliava
o controle das metrópoles ibéricas sobre as áreas coloniais da América.
d)
estimulava a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas para o
continente americano.
e)
dificultava o desenvolvimento de movimentos emancipacionistas nas colônias
europeias da América.
29. Mesmo após conquistar sua independência, o
Haiti enfrentou graves dificuldades econômicas e diplomáticas.
Entre os
fatores que contribuíram para essa situação destaca-se
a) a demora
no reconhecimento internacional e a redução das relações comerciais com
importantes parceiros econômicos.
b) o
isolamento diplomático promovido por diversas potências escravistas e a
imposição de pesadas indenizações à França.
c) a rápida
industrialização do país, acompanhada pelo crescimento dos conflitos entre as
principais potências europeias.
d) a
dependência permanente do apoio financeiro fornecido pelas monarquias europeias
ao novo Estado haitiano.
e) a
incorporação voluntária do território haitiano ao Império Francês após os
primeiros anos de independência.
30. Ao comparar a Revolução Francesa e a
Independência do Haiti, verifica-se que ambos os processos
a)
eliminaram rapidamente as desigualdades sociais e consolidaram sistemas
políticos plenamente igualitários.
b) ocorreram
sem participação popular expressiva, permanecendo restritos às elites políticas
locais.
c)
questionaram formas tradicionais de poder e ampliaram o debate sobre cidadania,
ainda que seus resultados tenham sido distintos quanto à inclusão política e social.
d) tiveram
como principal objetivo preservar o sistema colonial europeu diante das
transformações do período.
e) foram
conduzidos exclusivamente por membros da aristocracia e dos setores
privilegiados da sociedade.
Lista de Exercícios – Parte 3
Revolução Industrial, Socialismo, Comunismo e Anarquismo (Questões 31 a
45)
Revolução Industrial
31. A Primeira Revolução Industrial alterou
profundamente as formas de produção e as relações de trabalho.
Considerando
esse processo histórico, assinale a alternativa que melhor explica a
consolidação do sistema fabril.
a) A
reorganização do trabalho concentrou as atividades produtivas em oficinas
tradicionais, preservando a autonomia dos artesãos sobre todas as etapas da
produção.
b) A
expansão das manufaturas reduziu a necessidade do emprego de máquinas,
favorecendo métodos produtivos baseados no trabalho manual.
c) A
concentração de trabalhadores, máquinas e capital em um mesmo espaço aumentou a
produtividade e favoreceu a expansão do capitalismo industrial.
d) O
desenvolvimento industrial inglês ocorreu principalmente em consequência da
redução do comércio marítimo europeu e da produção agrícola.
e) A
organização fabril preservou as características das corporações de ofício,
mantendo os antigos vínculos entre mestres e aprendizes.
32. A liderança inglesa na Revolução Industrial não
pode ser atribuída a um único fator.
Ao analisar esse processo, conclui-se que sua
industrialização foi favorecida pela combinação de
a)
abundância de metais preciosos, isolamento comercial e fortalecimento das
atividades agrícolas tradicionais.
b)
preservação das estruturas feudais, diminuição da atividade mercantil e
expansão da economia rural.
c)
disponibilidade de capitais, reservas de carvão mineral, expansão do mercado
consumidor e desenvolvimento tecnológico.
d)
predominância da agricultura de subsistência, redução das atividades marítimas
e retração do comércio internacional.
e) abandono
das atividades coloniais e reorganização da economia inglesa com base apenas no
mercado interno.
33. O movimento dos cercamentos (Enclosure Acts)
desempenhou papel importante na formação da sociedade industrial inglesa porque
a) ampliou
o acesso dos pequenos proprietários às terras comunais, fortalecendo a
agricultura familiar.
b) contribuiu
para a formação de uma oferta crescente de trabalhadores assalariados
destinados às cidades industriais.
c) reduziu
o deslocamento da população rural para os centros urbanos ao estimular a
permanência no campo.
d)
fortaleceu a produção artesanal doméstica como principal forma de organização
do trabalho inglês.
e)
extinguiu a propriedade privada da terra, reorganizando a produção agrícola sob
controle estatal.
34. A divisão técnica do trabalho nas fábricas
provocou mudanças significativas na organização da produção.
Ao
interpretar esse fenômeno, é correto afirmar que
a) ampliou
a autonomia dos trabalhadores sobre todas as etapas da produção e reduziu a
especialização das tarefas.
b) diminuiu
a necessidade da utilização de máquinas ao priorizar o conhecimento técnico dos
artesãos.
c)
especializou tarefas, elevando a produtividade, mas reduziu o domínio do
trabalhador sobre o processo completo de produção.
d) eliminou
as diferenças entre empresários e operários, tornando a administração das
fábricas mais igualitária.
e)
restabeleceu a organização produtiva típica das antigas corporações de ofício
existentes durante a Idade Média.
35. Durante a Revolução Industrial, a urbanização
acelerada esteve associada, entre outros fatores,
a) ao
retorno de parte da população urbana para as áreas rurais em busca de melhores
condições de vida.
b) à
redução da oferta de empregos industriais provocada pela substituição dos
trabalhadores pelas máquinas.
c) à
concentração das atividades econômicas nas cidades e ao intenso deslocamento de
trabalhadores provenientes das áreas rurais.
d) ao
fortalecimento das economias agrícolas tradicionais e à diminuição da
importância das atividades industriais.
e) à
desaceleração do crescimento demográfico europeu e à redução da circulação de
trabalhadores entre diferentes regiões.
36. A industrialização produziu profundas
transformações sociais.
Entre elas,
destaca-se
a) a
redução progressiva das desigualdades econômicas por meio da distribuição
equilibrada da riqueza produzida.
b) a formação
de novas classes sociais vinculadas ao capitalismo industrial, especialmente a
burguesia industrial e o proletariado.
c) a
eliminação da propriedade privada e a substituição da economia de mercado por
um sistema coletivo de produção.
d) o
desaparecimento das relações assalariadas em razão da modernização das
atividades econômicas.
e) a adoção
de uma economia planificada como principal característica do desenvolvimento
industrial europeu.
37. Ao analisar as condições de trabalho nas
primeiras décadas da Revolução Industrial, verifica-se que
a)
predominavam jornadas reduzidas, salários elevados e ampla proteção garantida
pela legislação trabalhista.
b) crianças
e mulheres foram amplamente incorporadas ao trabalho fabril em condições
frequentemente marcadas por baixos salários e longas jornadas.
c) a
legislação industrial assegurava férias remuneradas, previdência social e
limitações rigorosas da jornada diária.
d) o Estado
exercia intenso controle sobre as fábricas, reduzindo significativamente os
acidentes de trabalho.
e) as
condições de trabalho eram homogêneas em toda a Europa, independentemente do
estágio de industrialização de cada país.
38. Os primeiros movimentos operários surgiram como
resposta às condições impostas pela industrialização.
Sobre esse
contexto, assinale a alternativa correta.
a) os
trabalhadores defendiam exclusivamente a destruição das máquinas como solução
para os problemas sociais existentes.
b) as
diferentes formas de organização operária refletiam reivindicações por melhores
salários, redução da jornada e ampliação de direitos.
c) os
movimentos operários rejeitavam qualquer forma de organização coletiva,
priorizando reivindicações individuais.
d) as
greves eram incentivadas pelos governos europeus como mecanismo de negociação entre
empresários e trabalhadores.
e) o
sindicalismo consolidou-se antes da Revolução Industrial e influenciou
diretamente a mecanização das fábricas.
Socialismo, Comunismo e Anarquismo
39. Ao longo do século XIX, diferentes correntes de
pensamento criticaram os efeitos sociais do capitalismo industrial.
Uma
característica comum entre socialistas, comunistas e anarquistas era
a) a defesa
da manutenção das desigualdades econômicas como condição necessária ao
desenvolvimento industrial.
b) a
crítica às condições de exploração vivenciadas pelos trabalhadores industriais.
c) a
valorização do absolutismo monárquico como alternativa para resolver os
conflitos provocados pelo capitalismo.
d) a
rejeição de qualquer proposta de transformação econômica ou reorganização das
relações sociais.
e) a defesa
da expansão imperialista europeia como instrumento de promoção da justiça
social.
40. Os chamados socialistas utópicos distinguiam-se
de Karl Marx e Friedrich Engels porque
a)
defendiam transformações graduais e projetos cooperativos, enquanto Marx
enfatizava a análise histórica das contradições do capitalismo e da luta de
classes.
b)
propunham o fortalecimento irrestrito do capitalismo industrial como solução
para os problemas enfrentados pelos trabalhadores.
c) rejeitavam
qualquer preocupação com as condições de vida da classe operária e defendiam a
livre concorrência.
d)
defendiam a restauração das estruturas feudais como forma de limitar os efeitos
da industrialização capitalista.
e) negavam
a existência da propriedade privada e propunham sua eliminação imediata em
todas as sociedades.
41. Na perspectiva do materialismo histórico,
desenvolvida por Marx e Engels, as transformações sociais decorrem
principalmente
a) das
decisões adotadas pelos governantes, responsáveis por orientar o
desenvolvimento político e econômico das sociedades.
b) das
mudanças ocorridas nas crenças religiosas, que determinam a organização das
instituições e das relações sociais.
c) das
contradições existentes nas formas de produção e dos conflitos entre grupos
sociais com interesses opostos.
d) da
sucessão de acontecimentos imprevisíveis, que modificam o rumo da História
independentemente das relações econômicas.
e) da
superioridade moral de determinados povos, capaz de promover mudanças estruturais
em diferentes sociedades.
42. Para Marx, a luta de classes ocupa posição
central na interpretação da História porque
a) os
conflitos sociais expressam interesses divergentes relacionados à organização
econômica da sociedade.
b) as
sociedades desenvolveram-se de maneira equilibrada, evitando confrontos entre
grupos com diferentes interesses econômicos.
c)
trabalhadores e burguesia compartilham objetivos comuns, tornando
desnecessárias transformações estruturais.
d) o Estado
atua de forma permanentemente neutra, representando igualmente todos os
segmentos sociais.
e) as
diferenças econômicas exercem pouca influência sobre a organização política e
sobre as relações de poder.
43. Ao defender uma sociedade comunista, Marx
previa que
a) o capitalismo
permaneceria como forma definitiva de organização econômica das sociedades
industriais.
b) as
desigualdades sociais desapareceriam de forma espontânea, sem necessidade de
mudanças nas relações de produção.
c)
ocorreria a superação da sociedade dividida em classes sociais por meio da
transformação das relações de produção.
d) seria
restaurada a organização política baseada no absolutismo e na preservação da
sociedade estamental.
e) a
propriedade feudal voltaria a constituir o principal fundamento das atividades
econômicas.
44. O anarquismo diferenciava-se significativamente
do marxismo ao defender
a) o
fortalecimento permanente do Estado como instrumento responsável por conduzir a
transformação social.
b) a
preservação das hierarquias políticas tradicionais como condição para garantir
estabilidade institucional.
c) a
eliminação das estruturas estatais e das formas coercitivas de autoridade,
valorizando formas autônomas de organização social.
d) a
consolidação das monarquias constitucionais como principal modelo de
organização política moderna.
e) a
expansão do imperialismo europeu como mecanismo de reorganização das relações
econômicas internacionais.
45. Ao comparar socialismo utópico, marxismo e
anarquismo, conclui-se que
a) todas
essas correntes apresentavam propostas idênticas para alcançar a transformação
das relações sociais e políticas.
b)
divergiam quanto aos meios e às formas de organização política, embora
compartilhassem críticas às desigualdades produzidas pelo capitalismo
industrial.
c)
defendiam a supremacia política da aristocracia como forma de conter os
conflitos provocados pela industrialização.
d)
rejeitavam qualquer participação dos trabalhadores nos processos de
transformação econômica e política.
e) tinham
como principal objetivo fortalecer os princípios do liberalismo econômico
clássico e da livre concorrência.
Lista de Exercícios – Parte 4
Imperialismo e Questões Integradoras (Questões 46 a 60)
Imperialismo
Questões Integradoras
46. Durante a Segunda Revolução Industrial, a
expansão imperialista das potências europeias intensificou-se
significativamente.
Ao analisar
esse processo, conclui-se que uma de suas principais motivações foi
a) reduzir
a produção industrial europeia para equilibrar a concorrência econômica entre
as grandes potências.
b) a busca
por mercados consumidores, matérias-primas e áreas para investimento de
capitais, articulando interesses econômicos e estratégicos.
c) promover
a autonomia política dos povos africanos e asiáticos por meio da reorganização
administrativa dos territórios coloniais.
d)
substituir o capitalismo industrial por formas tradicionais de organização
econômica baseadas na produção agrícola.
e)
abandonar a política colonial em favor de relações econômicas fundamentadas
exclusivamente na cooperação entre os Estados europeus.
47. No final do século XIX, diferentes discursos
procuraram justificar a dominação colonial europeia.
Entre eles,
destacou-se
a) a defesa
da igualdade entre as diferentes culturas como fundamento para impedir práticas
de dominação colonial.
b) a
utilização de teorias raciais e do chamado "darwinismo social", que
procuravam atribuir legitimidade científica à expansão imperialista.
c) a
valorização das instituições políticas africanas como referência para
reorganizar os Estados nacionais europeus.
d) a
condenação da exploração econômica das colônias como princípio orientador da
política imperialista.
e) a defesa
da autodeterminação dos povos colonizados como objetivo central da expansão
europeia.
48. A Conferência de Berlim (1884-1885) representou
um marco da expansão imperialista porque
a)
reconheceu a independência política da maior parte dos territórios africanos
diante das potências europeias.
b)
estabeleceu regras para a ocupação colonial da África pelas potências
europeias, intensificando a partilha do continente.
c)
determinou a retirada gradual das tropas europeias e a reorganização das
fronteiras sob controle das populações locais.
d) proibiu
a exploração econômica dos territórios coloniais, limitando a atuação das
grandes potências.
e) eliminou
definitivamente as disputas diplomáticas entre os países europeus envolvidos na
expansão colonial.
49. A dominação imperialista alterou profundamente
as sociedades africanas e asiáticas.
Uma consequência desse processo foi
a) o
fortalecimento das estruturas políticas tradicionais e da autonomia econômica
das sociedades africanas.
b) a
reorganização das economias coloniais para atender prioritariamente às
necessidades das metrópoles.
c) a
industrialização autônoma da maior parte das colônias, reduzindo sua
dependência em relação às potências europeias.
d) a
eliminação dos conflitos étnicos e territoriais por meio da redefinição
consensual das fronteiras coloniais.
e) a
integração política entre colonizadores e populações locais em condições de
igualdade jurídica e administrativa.
50. Ao comparar o colonialismo dos séculos XVI e
XVII com o imperialismo do século XIX, verifica-se que este último
distinguiu-se principalmente
a) pela
redução dos interesses econômicos e pela valorização das relações diplomáticas
entre as potências.
b) pela
expansão associada ao capitalismo industrial e financeiro, à busca de novos
mercados e ao desenvolvimento tecnológico.
c) pela
recusa das potências europeias em ocupar territórios africanos, priorizando
acordos comerciais.
d) pela
eliminação das práticas de exploração econômica desenvolvidas durante o período
colonial.
e) pela
predominância exclusiva das motivações religiosas na ocupação dos territórios
ultramarinos.
51. A Revolução Francesa e a Revolução Industrial podem ser
consideradas marcos da formação do mundo contemporâneo porque
a) ambas fortaleceram as estruturas feudais europeias.
b) uma transformou profundamente a organização política e
jurídica, enquanto a outra modificou as relações econômicas, sociais e
produtivas.
c) ambas promoveram a extinção imediata das desigualdades sociais.
d) ocorreram simultaneamente em todos os países europeus.
e) tiveram como consequência direta o desaparecimento do
capitalismo.
52. Os movimentos socialistas do século XIX relacionavam-se
diretamente aos efeitos da Revolução Industrial porque
a) defendiam a ampliação dos privilégios aristocráticos.
b) procuravam responder às desigualdades sociais produzidas pela
consolidação do capitalismo industrial.
c) propunham o retorno ao mercantilismo.
d) rejeitavam qualquer forma de organização dos trabalhadores.
e) defendiam a substituição das fábricas pelas corporações de
ofício.
53. Ao comparar a Revolução Francesa e a Independência do Haiti,
observa-se que
a) ambas demonstraram que os princípios de liberdade e igualdade
assumiram significados distintos conforme os diferentes contextos sociais.
b) ambas mantiveram integralmente a escravidão após seus processos
revolucionários.
c) somente a Revolução Francesa promoveu mudanças políticas
relevantes.
d) a Independência do Haiti ocorreu sem qualquer influência das
transformações europeias.
e) ambas preservaram integralmente o sistema colonial.
54. A expansão napoleônica e o imperialismo europeu do século XIX
apresentam uma característica comum, pois
a) ambos estiveram associados à ampliação da influência política,
econômica e estratégica de Estados europeus sobre outros territórios.
b) ambos tinham como principal objetivo garantir a independência
das colônias.
c) ambos ocorreram exclusivamente por meios diplomáticos.
d) ambos eliminaram completamente os conflitos militares
internacionais.
e) ambos favoreceram a descentralização política da Europa.
55. As transformações provocadas pela Revolução Industrial
contribuíram para o fortalecimento do imperialismo porque
a) reduziram a necessidade de matérias-primas.
b) estimularam a procura por mercados consumidores, fontes de
recursos naturais e oportunidades para investimentos.
c) eliminaram a competição econômica entre as potências.
d) diminuíram a produção industrial europeia.
e) provocaram o encerramento das disputas coloniais.
56. A consolidação do capitalismo industrial favoreceu o
surgimento de diferentes interpretações sobre a sociedade.
Entre elas, destacaram-se o liberalismo, o socialismo, o comunismo
e o anarquismo.
Ao comparar essas correntes, conclui-se que
a) todas defendiam exatamente o mesmo papel para o Estado.
b) apresentavam diferentes propostas para enfrentar os problemas
sociais decorrentes da industrialização.
c) rejeitavam completamente a existência da propriedade privada.
d) defendiam igualmente a manutenção da sociedade estamental.
e) tinham como principal objetivo fortalecer o absolutismo
europeu.
57. Os processos históricos estudados — Revolução Francesa, Era
Napoleônica, Revolução Industrial, Imperialismo e movimentos operários —
revelam que
a) as transformações econômicas ocorreram de forma totalmente
independente das mudanças políticas.
b) mudanças políticas, econômicas e sociais costumam
influenciar-se mutuamente, produzindo efeitos de longo prazo.
c) o desenvolvimento tecnológico elimina automaticamente os
conflitos sociais.
d) a expansão imperialista reduziu as disputas internacionais.
e) os movimentos sociais nunca influenciaram as decisões
políticas.
58. A consolidação dos Estados nacionais europeus no século XIX
relaciona-se tanto às transformações iniciadas pela Revolução Francesa quanto
às guerras napoleônicas porque
a) esses processos favoreceram a difusão das ideias de soberania
nacional, cidadania e identidade coletiva.
b) impediram o surgimento do nacionalismo.
c) restauraram integralmente a organização feudal.
d) eliminaram o sentimento de pertencimento nacional.
e) fortaleceram exclusivamente os interesses da Igreja Católica.
59. Ao analisar conjuntamente a Revolução Francesa, a Revolução
Industrial e o Imperialismo, verifica-se que
a) esses processos ocorreram de forma isolada e sem relações entre
si.
b) contribuíram para a consolidação do capitalismo e para
profundas transformações nas relações políticas, econômicas e sociais em escala
mundial.
c) tiveram como principal consequência o desaparecimento dos
conflitos internacionais.
d) impediram o desenvolvimento da economia de mercado.
e) provocaram a extinção definitiva das disputas entre as
potências europeias.
60. Os acontecimentos compreendidos entre o final do século XVIII
e o final do século XIX transformaram profundamente o mundo ocidental.
Ao considerar a Revolução Francesa, a Era Napoleônica, a Revolução
Industrial, o surgimento das ideologias socialistas, o Imperialismo e a
Independência do Haiti, conclui-se que esse período foi marcado
a) pela permanência das estruturas políticas e econômicas
medievais.
b) pela combinação entre transformações políticas, expansão do
capitalismo, conflitos sociais, nacionalismos e ampliação das relações de
dominação em escala global.
c) pela completa eliminação das desigualdades sociais.
d) pelo desaparecimento do liberalismo econômico.
e) pela substituição imediata do capitalismo pelo socialismo em
toda a Europa.
Avaliação
do conjunto
Esse
material está adequado para um 2º ano do Ensino Médio, porém, em termos de
dificuldade, ele se aproxima mais de provas como ENEM, PISM III,
UFJF, UERJ e UNESP.
Se
o seu objetivo for um nível semelhante ao das questões mais difíceis da FUVEST,
UNICAMP, UFMG, UFPR e ITA (Humanas), posso elaborar uma Versão 2
com:
- alternativas muito mais próximas entre si;
- maior exigência de interpretação histórica;
- questões comparativas entre autores e processos históricos;
- contextualizações inéditas (sem citações);
- distratores construídos com anacronismos sutis e conceitos
parcialmente corretos, tornando a prova significativamente mais
desafiadora.
Essa
versão ficaria no nível das provas mais concorridas do país.
Capítulo 10 – Do Congresso de Viena (1814 –
1815) à Independência da América Espanhola e do Haiti)
O Congresso
de Viena aconteceu após a derrota de:
Napoleão
Bonaparte
Seu objetivo era reorganizar a Europa.
Principais objetivos:
Restauração
Retomar as
antigas monarquias.
Legitimidade
Reconhecer
o direito dos reis tradicionais.
Equilíbrio europeu
Impedir que uma potência dominasse o continente.
Santa Aliança
Aliança
entre:
- Rússia.
- Áustria.
- Prússia.
Objetivo:
Combater movimentos revolucionários e liberais.
8. Ideias Liberais e Nacionalistas
Apesar da
tentativa de restaurar o absolutismo, novas ideias continuaram circulando.
Liberalismo:
Defendia:
- Constituição.
- Direitos
individuais.
- Limitação
do poder dos reis.
Nacionalismo:
Defendia:
- Independência
dos povos.
- Formação
de Estados nacionais.
Essas ideias influenciaram movimentos de independência.
9. Independência do Haiti
O Haiti foi a primeira independência da América Latina.
Contexto:
A colônia
francesa de São Domingos era baseada na produção de açúcar e no trabalho
escravizado.
A sociedade
era marcada por desigualdade entre:
- Grandes
proprietários franceses.
- População
escravizada africana.
- Mestiços livres.
Revolução Haitiana (1791-1804)
Liderada
por:
Toussaint
Louverture
Características:
- Revolta
contra a escravidão.
- Luta
contra o domínio francês.
Em 1804:
- Haiti tornou-se independente.
Consequências:
- Fim da
escravidão no território.
- Primeira
república negra independente.
- Medo das elites escravistas americanas.
10. Independência da América Espanhola
Aconteceu no início do século XIX.
Causas:
Crise da Espanha:
- Invasão
napoleônica.
- Enfraquecimento
da monarquia.
Influências:
- Iluminismo.
- Independência
dos EUA.
- Revolução Francesa.
Sociedade colonial espanhola
Hierarquia:
Chapetones
Espanhóis
nascidos na Europa.
Criollos
Descendentes
de espanhóis nascidos na América.
Mestiços e indígenas
Maioria da
população.
Os criollos tinham riqueza, mas pouca participação política.
Principais líderes:
Simón
Bolívar
Defendia:
- Libertação
das colônias.
- União
dos novos países.
José de San
Martín
Atuou na independência do sul da América.
Resultados das independências
Surgimento
de novos países:
- Venezuela.
- Colômbia.
- Argentina.
- Chile.
- Peru,
entre outros.
Porém:
- Divisão
territorial.
- Disputas
internas.
- Permanência
da desigualdade social.
Síntese final
O século XIX foi marcado por grandes
transformações:
- A indústria criou o capitalismo moderno.
- O proletariado surgiu como nova classe social.
- Apareceram críticas ao sistema capitalista.
- O Congresso de Viena tentou restaurar o
absolutismo.
- Ideias liberais e nacionalistas fortaleceram
movimentos de independência.
- Haiti e América Espanhola romperam com o
domínio colonial europeu.