terça-feira, 27 de janeiro de 2026

HISTÓRIA EM CASA

 




6º ANO

 

PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026 

Teláris História – 6º ANO
1º trimestre
Cap. 01 - O que é História? 
Cap. 02 - A História antes da escrita.
Cap. 03 - O povoamento da América: povos e sociedade.
Cap. 04 - A antiga civilização egípicia.
Cap. 05 - África: diversidade de povos e reinos.
2º trimestre
Cap. 06 - As civilizações da Mesopotâmia.
Cap. 07 - Hebreus, fenícios e persas.
Cap. 08 - O mundo grego antigo.
Cap. 09 - A Grécia clássica e helenística.
3º trimestre
Cap. 10 - Roma Antiga.
Cap. 11 - O Império Romano.
Cap. 12 - A Europa e a formação do feudalismo.
Cap. 13 - Igreja e cultura na Idade Média.
Cap. 14 - Transformações da Europa medieval.





Nosso Combinado de Sala de Aula

Para que a nossa sala de aula seja um lugar alegre, organizado e onde todos possam aprender, combinamos seguir estas regras:

1. Respeito é a regra número 1

  • Tratar todos com educação: dizer bom dia, por favor, obrigado(a) e desculpa.
  • Falar com os colegas e professores sem gritar ou xingar.
  • Ouvir quando alguém estiver falando.

2. Como me comporto na sala

  • Prestar atenção na aula.
  • Levantar a mão para falar.
  • Não atrapalhar a aula com brincadeiras fora de hora.
  • Não sendo emergência, aguardar o melhor momento para pedir para ir ao banheiro.

3. Sou responsável pelo meu material

  • Trazer o material escolar todos os dias.
  • Cuidar dos meus cadernos, livros e da sala.
  • Não rabiscar mesas, cadeiras ou paredes.

4. Cuidar da nossa escola

  • Jogar o lixo no lixo.
  • Manter a sala limpa e organizada.
  • Ajudar a cuidar do espaço que é de todos.

5. Fazer o meu melhor

  • Fazer as atividades com atenção.
  • Entregar as tarefas no prazo.
  • Pedir ajuda quando tiver dúvida.

6. Se eu não cumprir os combinados

  • Vou conversar com o(a) professor(a).
  • Se precisar, minha família será avisada.
  • Vou aprender a melhorar meu comportamento.

Este combinado foi feito para ajudar todo mundo a aprender e conviver melhor!

 

7º ANO

PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026 

Teláris História – 7º ANO
1º trimestre
Revisão da Baixa Idade Média.
Cap. 01 - A formação das monarquias centralizadas europeias.
Cap. 02 - Expansão Marítima Europeia.
Cap. 03 - América: povos, reinos e império antigos.
Cap. 04 - O Renascimento Cultural.
2º trimestre
Cap. 05 - A Reforma religiosa.
Cap. 06 - O Estado absolutista europeu.
Cap. 07 - O mercantilismo e a colonização da América.
Cap. 08 - A administração na América portuguesa.
3º trimestre
Cap. 09 - As fronteiras na América portuguesa.
Cap. 10 - Povos africanos e a conquista dos portugueses.
Cap. 11 - Escravidão, tráfico e práticas de resistência.
Cap. 12 - A produção açúcareira na América portuguesa e outras atividades.
Cap. 13 - A atividade mineradora e o dinamismo econômico e cultural.


Nosso Combinado de Sala de Aula

Para que a nossa sala de aula seja um lugar alegre, organizado e onde todos possam aprender, combinamos seguir estas regras:

1. Respeito é a regra número 1

  • Tratar todos com educação: dizer bom dia, por favor, obrigado(a) e desculpa.
  • Falar com os colegas e professores sem gritar ou xingar.
  • Ouvir quando alguém estiver falando.

2. Como me comporto na sala

  • Prestar atenção na aula.
  • Levantar a mão para falar.
  • Não atrapalhar a aula com brincadeiras fora de hora.
  • Não sendo emergência, aguardar o melhor momento para pedir para ir ao banheiro.

3. Sou responsável pelo meu material

  • Trazer o material escolar todos os dias.
  • Cuidar dos meus cadernos, livros e da sala.
  • Não rabiscar mesas, cadeiras ou paredes.

4. Cuidar da nossa escola

  • Jogar o lixo no lixo.
  • Manter a sala limpa e organizada.
  • Ajudar a cuidar do espaço que é de todos.

5. Fazer o meu melhor

  • Fazer as atividades com atenção.
  • Entregar as tarefas no prazo.
  • Pedir ajuda quando tiver dúvida.

6. Se eu não cumprir os combinados

  • Vou conversar com o(a) professor(a).
  • Se precisar, minha família será avisada.
  • Vou aprender a melhorar meu comportamento.

Este combinado foi feito para ajudar todo mundo a aprender e conviver melhor!

 

1º ANO

 
PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026 - 1º ANO
VOLUME 1                      
Frente A:
Capítulo 1 – Grécia e Roma
Capítulo 2 – Da Idade Média aos Estados Nacionais 
Capítulo 3 – Absolutismo e Mercantilismo 
Frente B: 
Capítulo 1 – Expansão Marítima e América Espanhola
Capítulo 2 – América Inglesa
VOLUME 2
Frente A: 
Capítulo 4 – Renascimento Cultural e Científico
Capítulo 5 – Reforma Religiosa e Contrarreforma
Frente B: 
Capítulo 3 – Povos Africanos /África Antiga e Antiguidade Clássica
Capítulo 4 – Implantação do Sistema Colonial
VOLUME 3
Frente B: 
Capítulo 5 – Economia açucareira e atividades complementares no Brasil Colônia 
Capítulo 6 – Presenças estrangeiras no Brasil Colônia
VOLUME 4
Frente B: 
Capítulo 7 – Bandeirantismo, mineração e Período Pombalino
Capítulo 8 – Rebeliões nativistas, separatistas, Período Joanino e Independência do Brasil.

Como estudar História?
História é o estudo do passado humano, assim poderemos entender o presente.
Como estudar tudo o que o ser humano fez?
Teremos que estudar a sociedade que aquele grupo de seres humanos pertenceu.
A sociedade tem 4 estruturas que precisamos entender.
 
1-                  Política: Regras que uma sociedade estabelece.
Ex.: Quem governa?  / Como governa?  / Qual a participação do povo?
 
2-                  Economia: É como uma sociedade faz para se sustentar.
Ex.: O que produz? Como produz?  Quem trabalha?  Como comercializa?
 
3-                  Sociedade: Postos, camadas ou classes sociais que existem dentro de uma sociedade.
Ex.: Quem forma a sociedade e como se relacionam?
 
4-                  Religião: Conjunto de crenças
Ex.: religião, religiões, interferência desta, neutralidade desta (laica)
 
Cultura: Tudo que se produz em uma sociedade, existe censura ou não.
Ex.: costumes, arte, música, dança, idioma, moda, etc.
 
OBS.: Ocorre uma revolução quando se tem mudanças radicais nas estruturas com consequências duradouras. 
Exercitando o que aprendemos:
Em todos os textos de história tente classificar, política (regras), economia (sustento), sociedade (de acordo com trabalho ou renda), religião (crença), cultura (costume, idioma).


ESTUDOS HISTÓRICOS E A PRÉ-HISTÓRIA
1. Por que estudar História?
A História não serve apenas para decorar datas.
Ajuda a compreender o presente e pensar o futuro.
O passado é conhecido por meio de: perguntas / fontes históricas / interpretações dos historiadores
A História muda conforme as questões do tempo presente.
 
2. Teoria da História
Campo que estuda como o conhecimento histórico é produzido.
Analisa: métodos / conceitos / formas de interpretação do passado
Mostra que a História não é fixa, mas reinterpretada ao longo do tempo.
 
3. Conceitos fundamentais
História pode ter dois sentidos:
Conjunto dos acontecimentos do passado.
Ciência que estuda e interpreta esses acontecimentos.
Historiografia:
Conceito trabalhado por Marc Bloch.
É a escrita da História, baseada na análise crítica das fontes.
 
4. Fontes históricas
São os vestígios deixados pelas sociedades humanas.
Podem ser:
objetos – fontes materiais
pinturas – fontes visuais / imagéticas
textos, jornais -  fontes escritas
filmes, músicas, sites – fontes audiovisuais e digitais
relatos, entrevistas – fontes orais
Mesmo sem escrita, as sociedades antigas produziram História.
 
A PRÉ-HISTÓRIA: SOCIEDADES SEM ESCRITA
5. O que é Pré-História?
Período anterior ao surgimento da escrita (c. 3500 a.C.).
Conceito tradicional e questionado pelos historiadores.
Crítica principal:
A História não começa com a escrita.
Hoje, muitos preferem termos como:
“História das sociedades sem escrita”
“História das primeiras humanidades”
 
6. Origem do conceito de Pré-História
Surgiu no século XIX, durante o Imperialismo europeu.
Relacionado a uma visão:
·         Eurocêntrica
Usada para colocar a Europa como “modelo de progresso”.
A periodização da História em Pré-História, Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea é uma convenção adotada no Ocidente para organizar o tempo
histórico. Embora útil, essa divisão se baseia em marcos da História europeia e não se aplica de forma universal.
·         Evolucionista
1. Charles Darwin e a teoria da evolução (1809–1882)
Obra principal: A origem das espécies (1859)
Forte influência no pensamento científico do século XIX
2. Seleção natural
Principal explicação científica para a diversidade das formas de vida
Defende que os seres vivos se transformam ao longo do tempo
Desenvolveu-se junto a outras explicações do mundo:
Religiosas e filosóficas
3. Apropriação da teoria no contexto imperialista
O século XIX foi marcado pelo imperialismo europeu
A teoria da evolução foi deturpada e usada para: justificar hierarquias raciais / afirmar que algumas sociedades seriam mais “evoluídas”
Essa visão reforçou: o racismo / a dominação colonial
 
OS HOMINÍDEOS E A EVOLUÇÃO HUMANA
7. O surgimento dos hominídeos
Hominídeos: grupo de seres ancestrais do ser humano.
Início de uma linhagem que leva ao Homo sapiens.
Importância: desenvolvimento do cérebro / uso de ferramentas / vida em grupo / linguagem e cultura
Marca o começo da história evolutiva humana.
 
O PALEOLÍTICO (Idade da Pedra Lascada)
8. Características gerais do Paleolítico
Período mais longo da História humana.
Aproximadamente:
de 2,5 milhões de anos atrás
até cerca de 10 mil anos atrás
Economia baseada em: caça / pesca / coleta
 
9. Modo de vida no Paleolítico
Grupos pequenos e nômades.
Uso de ferramentas de: pedra lascada / ossos
Cooperação essencial para a sobrevivência.
Domínio do fogo: aquecimento / proteção / preparo dos alimentos / vida em cavernas
10. Cultura e simbolismo no Paleolítico
Desenvolvimento do pensamento simbólico.
Produção de: pinturas rupestres / esculturas / rituais funerários
Indícios de religiosidade e espiritualidade.
Processo conhecido como Revolução Cognitiva.
 
O NEOLÍTICO (Idade da Pedra Polida)
11. Transformações do Neolítico
Início por volta de 10 mil anos atrás.
Principais mudanças: agricultura / domesticação de animais / sedentarização
 
12. Novas formas de organização social
Formação de aldeias.
Crescimento populacional.
Divisão do trabalho.
Surgimento de: hierarquias sociais / lideranças políticas / novas crenças religiosas
 
13. Do Neolítico à Revolução Urbana
Excedente agrícola permitiu o crescimento das comunidades.
Por volta de 4000 a.C.:
surgem as primeiras cidades
início das civilizações complexas
Transição para a História Antiga.
 


2º ANO

 

PROGRAMA DE HISTÓRIA  2026 - 2º ANO
 VOLUME 1 do 2º ano                         
Frente B: 
Capítulo 1 – Brasil Império: Primeiro reinado e Período Regencial
Capítulo 2 – Brasil Império: Segundo Império
 VOLUME 2 do 1º ano
Frente A: 
Capítulo 6 – Revoluções Inglesas
 VOLUME 3 do 1º ano
Frente A: 
Capítulo 7 – Iluminismo e Independência das Treze Colônias Inglesas da América
Capítulo 8 – Revolução Francesa e Era Napoleônica
Capítulo 9 – Das Revoluções Industriais às Teorias Sociais do Século XIX
 VOLUME 4 do 1º ano
Frente A: 
Capítulo 10 – Do Congresso de Viena à Independência da América Espanhola e do Haiti
Capítulo 11 – Estados Unidos Século XIX
Capítulo 12 - Imperialismo

 

VOLUME 1 do 2º ano 
Frente B: Capítulo 1 – Brasil Império: Primeiro reinado
A fundação do Império no Brasil: o Primeiro Reinado (1822–1831)
A consolidação da Independência
A Independência do Brasil não foi totalmente pacífica, apesar de rápida.
Houve resistência armada em províncias como Bahia, Maranhão, Piauí e Ceará.
Nessas regiões, muitos comerciantes portugueses (“reinóis”) defendiam a manutenção dos laços com Portugal.
D. Pedro I enfrentou guerras e resistência militar para consolidar a ruptura.
O reconhecimento internacional era essencial para garantir relações comerciais e diplomáticas.
Estados Unidos reconheceram a Independência em 1824, baseados na Doutrina Monroe.
Portugal reconheceu em 1825, exigindo indenização de 2 milhões de libras esterlinas.
O Brasil recorreu a empréstimos ingleses, aumentando sua dependência econômica.
A Inglaterra, apesar de interessada, só reconheceu após Portugal e exigiu vantagens:
- Renovação dos Tratados de 1810;
- Tarifas favoráveis aos produtos ingleses;
- Compromisso com a abolição gradual do tráfico negreiro.
 
O anteprojeto – a Constituinte de 1823
O início do Primeiro Reinado foi marcado por conflitos entre o imperador e as elites políticas.
Em 1823, foi instalada a Assembleia Constituinte, eleita antes da Independência.
- Liderança de Antônio Carlos de Andrada, irmão de José Bonifácio.
- Deputados de orientação liberal, influenciados pelo Iluminismo.
Principais conflitos:
Deputados queriam limitar o poder do imperador;
D. Pedro I defendia um Executivo forte para manter a ordem e a unidade do Império.
O impasse levou ao rompimento entre o imperador e a Assembleia.
 
A Primeira Constituição Brasileira – 1824
A Constituição de 1824 manteve vários pontos do projeto de 1823:
- Eleições indiretas;
- Voto censitário;
- Senado vitalício;
- Catolicismo como religião oficial;
- Subordinação da Igreja ao Estado (Padroado e Beneplácito).
Padroado: o imperador pagava o clero e era chefe da Igreja no Brasil.
Beneplácito: bulas papais só valiam com aprovação do imperador.
Novidades da Constituição:
- Renda eleitoral medida em dinheiro;
- Criação do Poder Moderador.
- O Poder Moderador, inspirado em Benjamin Constant:
Colocava o imperador acima dos demais poderes;
- Permitia dissolver o Parlamento, nomear senadores e presidentes de província.
- A Constituição foi outorgada, não votada, gerando reações contrárias.
- Direitos políticos eram restritos a homens livres.
O governo de D. Pedro I é visto por historiadores como autoritário (há debate sobre absolutismo).

Contestação às atitudes imperiais: a Confederação do Equador (1824)

A Constituição de 1824 evidenciou o caráter centralizador e autoritário do governo.
Pernambuco tornou-se o principal foco de oposição, influenciado por ideias:
- Liberais;
- Republicanas;
- Federalistas.
A nomeação de governadores ligados ao imperador aumentou os conflitos.
Em 2 de julho de 1824, ocorreu a ruptura com o Império e a proclamação de uma República independente.
O movimento se espalhou para:
- Paraíba;
- Ceará;
- Rio Grande do Norte.
O novo Estado recebeu o nome de Confederação do Equador.
Adotou provisoriamente a Constituição da Grã-Colômbia.
A imprensa teve papel fundamental, com jornais críticos ao imperador:
- O Tamoio;
- Sentinela da Liberdade;
- Typhis Pernambucano.
D. Pedro I reprimiu o movimento de forma violenta, temendo a fragmentação do território.
Repressão resultou em:
- Centenas de mortos;
- Prisões e condenações;
- Execução de líderes como Frei Caneca.
A repressão aumentou a dívida externa e desgastou politicamente o imperador.
 
Guerra Cisplatina (1825–1828)
O Império do Brasil já enfrentava grave fragilidade econômica quando se envolveu na Guerra Cisplatina.
O conflito ocorreu entre Brasil e Argentina pela região da Banda Oriental (atual Uruguai).
A região havia sido anexada ao Brasil no Período Joanino, com o nome de Província Cisplatina.
Em 1825, uma rebelião liderada pelo general Juan Antonio Lavalleja proclamou:
- A separação da Cisplatina do Brasil;
- Sua incorporação às Províncias Unidas do Rio da Prata (Argentina).
D. Pedro I reagiu militarmente, provocando:
- Morte de milhares de brasileiros;
- Altíssimos gastos militares, sem vitória decisiva.
A guerra terminou com a intervenção diplomática da Inglaterra.
Solução imposta:
- A Cisplatina não ficaria nem com o Brasil nem com a Argentina;
- Criação de um Estado independente: o Uruguai.
Interesses ingleses:
- Retomar e ampliar o comércio na região;
- Influenciar a Bacia do Prata, estratégica para navegação e comércio.
Consequências para o Brasil:
- Recrutamento militar impopular;
- Aumento da dívida externa;
- Emissão de papel-moeda;
- Desvalorização da moeda e aumento dos preços;
- Crescente impopularidade de D. Pedro I.

A crise do Primeiro Reinado e a abdicação de D. Pedro I
Crise política e sucessão portuguesa
- Em 1826, morreu D. João VI, rei de Portugal.
- D. Pedro I era o herdeiro do trono português, mas governava o Brasil.
- Ele transferiu o trono à filha D. Maria da Glória, ainda criança.
- D. Pedro I nomeou seu irmão D. Miguel como tutor e futuro esposo da princesa.
- D. Miguel deu um golpe de Estado, assumindo o poder em Portugal.
- D. Pedro I passou a intervir na política portuguesa para defender os direitos da filha.
- Esse envolvimento gerou descontentamento da elite brasileira, que desejava autonomia em relação a Portugal.
 
Crise econômica e oposição interna
O Brasil enfrentava:
- Aumento da dívida externa;
- Inflação causada pela emissão excessiva de moeda.
- Crescia a oposição do Partido Brasileiro.
- A imprensa passou a criticar duramente o imperador.
 
Assassinato de Líbero Badaró e agravamento da crise
- Em 1830, o jornalista Líbero Badaró, crítico de D. Pedro I, foi assassinado.
- O crime foi atribuído a aliados do imperador.
- A morte intensificou a oposição e a revolta popular.
- Em visita a Minas Gerais, D. Pedro I foi recebido com hostilidade.
- Símbolos como sinos fúnebres e janelas cobertas revelaram o descontentamento popular.
 
Noite das Garrafadas e perda de apoio
- Em 13 de março de 1831, ocorreu a Noite das Garrafadas, no Rio de Janeiro.
- Houve confronto entre:
Brasileiros opositores do imperador;
Portugueses seus apoiadores.
- D. Pedro I tentou conter a crise:
Nomeou um ministério apenas com brasileiros (curta duração);
Depois, nomeou o Ministério dos Marqueses, composto por portugueses.
A decisão agravou ainda mais sua impopularidade.
O Exército retirou seu apoio, descontente com:
Derrotas na Guerra Cisplatina;
Presença de portugueses nos altos cargos.
 
Abdicação de D. Pedro I
Sob forte pressão popular e militar, D. Pedro I abdicou do trono em 7 de abril de 1831.
O trono passou a seu filho Pedro de Alcântara, futuro D. Pedro II.
D. Pedro I retornou à Europa:
Tornou-se rei de Portugal como D. Pedro IV;
Derrotou D. Miguel;
Abdicou em favor de sua filha, coroada D. Maria II.
 
Contexto internacional e balanço do Primeiro Reinado
A abdicação relaciona-se às Revoluções Liberais de 1830, na Europa.
O Primeiro Reinado marcou:
- Consolidação inicial do Estado brasileiro;
- Primeira Constituição (1824);
- Reconhecimento internacional da Independência.
O governo foi marcado por:
- Centralização política;
- Repressão às dissidências;
- Manutenção da escravidão;
- Cidadania restrita e voto controlado pelas elites rurais.

Questões objetivas – Modelo PISM (UFJF)
1. A consolidação da Independência do Brasil, durante o Primeiro Reinado, caracterizou-se por:
a) Um processo pacífico em todas as províncias do território brasileiro.
b) A ausência de resistência por parte de portugueses residentes no Brasil.
c) Conflitos armados em algumas regiões, especialmente no Norte e Nordeste.
d) Apoio imediato e irrestrito de Portugal à separação.
e) Exclusiva mediação diplomática inglesa, sem confrontos internos.
 
2. O reconhecimento da Independência do Brasil por Portugal, em 1825, esteve condicionado:
a) À adoção do regime republicano.
b) À extinção imediata do tráfico negreiro.
c) Ao pagamento de uma indenização financeira.
d) À submissão política do Império à Inglaterra.
e) À reintegração da Cisplatina ao território português.
 
3. A Assembleia Constituinte de 1823 entrou em conflito com D. Pedro I principalmente em razão:
a) Da defesa do absolutismo pelos deputados.
b) Do desejo do imperador de limitar o Poder Executivo.
c) Da disputa em torno dos limites do poder do imperador.
d) Da defesa do federalismo pelo monarca.
e) Da oposição dos deputados à independência do Brasil.
4. Entre as características da Constituição de 1824, é correto afirmar que:
a) Estabeleceu o voto universal masculino.
b) Implantou o federalismo como forma de governo.
c) Criou o Poder Moderador, concentrado na figura do imperador.
d) Garantiu ampla participação política às camadas populares.
e) Separou totalmente Igreja e Estado.
 
 
5. O Poder Moderador, instituído pela Constituição de 1824, permitia ao imperador:
a) Submeter-se às decisões do Parlamento.
b) Atuar como árbitro simbólico, sem poder efetivo.
c) Controlar e interferir nos demais poderes do Estado.
d) Delegar o governo às províncias autônomas.
e) Ser responsabilizado judicialmente por seus atos.
 
 
 
6. A Confederação do Equador (1824) foi um movimento que expressou:
a) Apoio ao centralismo político do Império.
b) Defesa da monarquia absolutista.
c) Ideais liberais, republicanos e federalistas.
d) Lealdade irrestrita à Constituição de 1824.
e) Interesse exclusivo das elites do Sudeste.
 
7. A repressão à Confederação do Equador contribuiu para o desgaste do governo de D. Pedro I porque:
a) Resultou na fragmentação definitiva do território nacional.
b) Aumentou a dívida externa e evidenciou o autoritarismo imperial.
c) Garantiu estabilidade política e econômica ao Império.
d) Reduziu os conflitos regionais no Nordeste.
e) Ampliou o apoio popular ao imperador.
 
8. A Guerra Cisplatina (1825–1828) teve como principal consequência territorial para o Brasil:
a) A incorporação definitiva da Banda Oriental.
b) A perda da região e a criação do Estado do Uruguai.
c) A anexação de territórios argentinos.
d) A divisão da Cisplatina entre Brasil e Argentina.
e) O fortalecimento do domínio brasileiro na Bacia do Prata.
 
9. Entre os fatores que contribuíram para a crise do Primeiro Reinado, destaca-se:
a) A estabilidade econômica gerada pela Guerra Cisplatina.
b) A neutralidade do imperador em relação a Portugal.
c) O assassinato do jornalista Líbero Badaró.
d) O fortalecimento do apoio militar ao governo.
e) A redução da dívida externa brasileira.
 
10. A abdicação de D. Pedro I, em 1831, relaciona-se:
a) Apenas a conflitos internos, sem conexão com o cenário europeu.
b) À consolidação do absolutismo na Europa.
c) À perda total do apoio das elites portuguesas.
d) À pressão política interna e à influência das Revoluções Liberais de 1830.
e) À vitória brasileira na Guerra Cisplatina.
 
Gabarito:
1-c   2-c   3-c   4-c   5-c   6-c   7-b   8-b   9-c   10-d