História em casa
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
6º ANO
PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026
1º trimestre
Cap. 01 - O que é História?
Cap. 02 - A História antes da escrita.
Cap. 03 - O povoamento da América: povos e sociedade.
Cap. 04 - A antiga civilização egípcia.
Cap. 05 - África: diversidade de povos e reinos.
2º trimestre
Cap. 06 - As civilizações da Mesopotâmia.
Cap. 07 - Hebreus, fenícios e persas.
Cap. 08 - O mundo grego antigo.
Cap. 09 - A Grécia clássica e helenística.
3º trimestre
Cap. 10 - Roma Antiga.
Cap. 11 - O Império Romano.
Cap. 12 - A Europa e a formação do feudalismo.
Cap. 13 - Igreja e cultura na Idade Média.
Cap. 14 - Transformações da Europa medieval.
Capítulo 10 – Roma Antiga
Roma Antiga
A civilização romana
foi uma das mais importantes da História. Ela influenciou a política, as leis,
a língua, a arquitetura, a engenharia e muitos costumes que ainda existem hoje.
Roma surgiu na Península Itálica, uma região localizada no sul da Europa. Com o passar do tempo, deixou de ser uma pequena cidade para se tornar um dos maiores impérios da Antiguidade.
A origem de Roma
Segundo a tradição romana, a
cidade foi fundada em 753 a.C. pelos irmãos Rômulo e Remo.
De acordo com a lenda:
- os
irmãos eram filhos do deus Marte;
- foram
abandonados quando eram bebês;
- foram
amamentados por uma loba;
- depois
foram encontrados e criados por um pastor.
Quando cresceram, decidiram fundar
uma cidade. Durante uma discussão, Rômulo matou Remo e tornou-se o primeiro rei de
Roma.
Essa história é uma lenda, criada pelos romanos para explicar a origem de sua cidade. Os estudos históricos mostram que Roma surgiu da união de pequenas aldeias construídas por diferentes povos que viviam na região do Lácio. Entre eles estavam os italiotas, os etruscos e os gregos.
Os períodos da História de Roma
Os historiadores dividem a
História de Roma em três grandes períodos:
1. Monarquia (753
a.C. – 509 a.C.)
Nesse período, Roma era governada
por reis.
Os reis exerciam funções
políticas, militares e religiosas.
Apesar de governarem, eles não
tomavam todas as decisões sozinhos. Existia um conselho formado pelos chefes
das famílias mais importantes da cidade, chamado Senado.
Essas famílias ricas receberam o
nome de patrícios.
No final da Monarquia, o último rei foi deposto, e Roma passou a ser uma República.
2. República (509
a.C. – 27 a.C.)
Na República, Roma deixou de ter
reis.
O governo passou a ser exercido
por magistrados eleitos e pelo Senado.
Mesmo sendo uma república, a
participação política não era para todos.
Os patrícios continuavam controlando quase todo o poder.
A sociedade romana
A sociedade romana era dividida em
diferentes grupos sociais.
Patrícios
- Eram
os mais ricos.
- Possuíam
grandes propriedades.
- Ocupavam
os principais cargos políticos.
- Formavam a elite romana.
Plebeus
Os plebeus eram:
- pequenos
agricultores;
- comerciantes;
- artesãos;
- soldados.
Eles eram livres, mas inicialmente
tinham poucos direitos políticos.
Com o tempo, lutaram para conquistar mais direitos.
Clientes
Os clientes eram pessoas que
dependiam da proteção de um patrício.
Em troca dessa proteção, prestavam
diversos serviços ao seu protetor.
Essa relação era baseada na troca
de favores.
Escravizados
Os escravizados eram a base da
economia romana.
Grande parte deles era formada por
prisioneiros capturados durante as guerras.
Eles realizavam trabalhos:
- agrícolas;
- domésticos;
- nas
minas;
- nas
construções;
- no
comércio.
Os escravizados eram considerados propriedade de seus donos e não possuíam liberdade.
As mulheres em Roma
Na sociedade romana, as mulheres
possuíam menos direitos do que os homens.
Normalmente:
- cuidavam
da casa;
- administravam
os bens da família quando necessário;
- educavam
os filhos.
As mulheres não podiam participar
da política nem ocupar cargos públicos.
Apesar dessas limitações, algumas mulheres das famílias mais ricas exerciam influência dentro de suas casas e junto aos familiares que ocupavam cargos importantes. O livro destaca os diferentes papéis sociais das mulheres na sociedade romana.
As conquistas romanas
Durante a República, Roma começou
um grande processo de expansão territorial.
Seu poderoso exército conquistou
diversos povos da Península Itálica e, depois, outras regiões do Mediterrâneo.
Essas conquistas aumentaram:
- as
riquezas de Roma;
- o
número de escravizados;
- o
território romano;
- o
comércio.
A cidade tornou-se cada vez mais poderosa.
As Guerras Púnicas
As guerras mais importantes da
República foram as Guerras Púnicas.
Elas aconteceram entre Roma e Cartago,
uma importante cidade localizada no norte da África.
Cartago dominava boa parte do
comércio no Mediterrâneo.
Roma queria controlar essas rotas
comerciais.
Depois de muitos anos de guerra, Roma venceu e destruiu Cartago em 146 a.C.. Após essa vitória, continuou conquistando territórios como a Macedônia, a Grécia, a Síria e o Egito.
O poder do exército romano
O exército foi uma das principais
razões do sucesso romano.
Os soldados recebiam treinamento
rigoroso.
Os acampamentos militares eram
organizados para serem montados e desmontados rapidamente, permitindo que o
exército se deslocasse com eficiência durante as campanhas militares.
Graças à disciplina e à organização, Roma conseguiu controlar um enorme território.
As consequências das conquistas
As guerras trouxeram muitas riquezas
para Roma.
Entretanto, também provocaram
problemas.
Os patrícios compravam grandes
propriedades e utilizavam mão de obra escravizada.
Enquanto isso, muitos pequenos
agricultores perderam suas terras e migraram para a cidade.
Isso aumentou:
- a
pobreza;
- o
desemprego;
- a desigualdade social.
As reformas dos irmãos Graco
Para diminuir esses problemas,
dois políticos tentaram realizar reformas.
Tibério Graco
Propôs dividir parte das grandes
propriedades para beneficiar os pequenos agricultores.
Sua proposta desagradou os
patrícios.
Ele acabou sendo assassinado.
Caio Graco
Anos depois, seu irmão também
tentou realizar reformas sociais.
Entre suas propostas estavam:
- distribuição
de alimentos;
- criação
de novas colônias;
- reformas
agrárias.
Assim como Tibério, também foi morto pelos adversários políticos.
As crises da República
Depois da morte dos irmãos Graco,
Roma passou por um período de instabilidade.
Ocorreram:
- disputas
entre políticos;
- revoltas
sociais;
- guerras
civis;
- conflitos
entre generais.
Essas crises enfraqueceram o
sistema republicano.
Os Triunviratos
Para controlar os conflitos,
alguns líderes dividiram o poder.
O primeiro acordo ficou conhecido
como Primeiro
Triunvirato.
Mais tarde surgiu o Segundo
Triunvirato.
Esses acordos demonstravam que a República estava cada vez mais enfraquecida.
O fim da República
As disputas pelo poder aumentaram.
Um dos principais líderes desse
período foi Júlio
César, que conquistou grande prestígio militar.
Após sua morte, novos conflitos ocorreram.
No final dessas disputas, Otávio tornou-se o principal governante de Roma, encerrando o período republicano e iniciando o Império Romano, assunto estudado no capítulo seguinte.
Resumindo
- Roma
surgiu na Península Itálica.
- Sua
origem é explicada pela lenda de Rômulo e Remo.
- A
História de Roma divide-se em Monarquia, República e Império.
- A
sociedade era formada por patrícios, plebeus, clientes e escravizados.
- As
mulheres tinham poucos direitos políticos.
- As
Guerras Púnicas garantiram o domínio romano sobre o Mediterrâneo.
- O
exército foi fundamental para a expansão territorial.
- As
conquistas aumentaram a riqueza, mas também as desigualdades sociais.
- Os
irmãos Graco tentaram realizar reformas para ajudar os mais pobres.
- As
crises políticas enfraqueceram a República e prepararam o caminho para o
surgimento do Império Romano.
Capítulo 11 – O Império Romano
Depois
de muitos anos de guerras civis e disputas pelo poder, a República Romana chegou ao
fim. O vencedor desses conflitos foi Otávio, sobrinho-neto de Júlio César.
Em
27
a.C., o Senado concedeu a Otávio o título de Augusto,
iniciando o período conhecido como Império Romano. A partir desse momento, o
imperador passou a concentrar grande parte do poder político e militar, embora
o Senado continuasse existindo.
3. Império: (27 a.C. – 476 d.C.) - O início do Império
Otávio
Augusto procurou reorganizar Roma depois de muitos anos de conflitos.
Durante
seu governo:
- fortaleceu
o exército;
- reorganizou
a administração pública;
- ampliou
a arrecadação de impostos;
- realizou
grandes obras públicas;
- incentivou
o comércio;
- promoveu
um longo período de estabilidade.
Esse
período ficou conhecido como Pax Romana ("Paz Romana"), porque o
Império viveu muitos anos de relativa paz interna, favorecendo o crescimento
econômico e a expansão territorial.
O
imperador era a autoridade mais importante de Roma.
Ele
exercia diversas funções:
- comandava
o exército;
- administrava
o governo;
- controlava
parte das finanças;
- nomeava
autoridades;
- tinha
grande influência sobre as leis.
Embora
existissem outras instituições, o imperador concentrava o maior poder do
Estado.
A
sociedade romana durante o Império continuava dividida em grupos sociais.
Patrícios
Eram
os grandes proprietários de terras e faziam parte da elite.
Possuíam
riquezas e ocupavam os cargos mais importantes.
Plebeus
Formavam
a maior parte da população.
Entre
eles havia:
- agricultores;
- artesãos;
- comerciantes;
- soldados.
Alguns
conseguiam enriquecer, mas muitos viviam com dificuldades.
Escravizados
Os
escravizados continuavam sendo fundamentais para a economia romana.
Trabalhavam:
- nas
fazendas;
- nas
minas;
- nas
casas;
- nas
oficinas;
- nas
construções públicas.
Grande
parte deles era formada por pessoas capturadas durante as guerras de conquista.
Escravos
libertos
Alguns
escravizados conseguiam conquistar a liberdade.
Esses
ex-escravizados eram chamados de libertos.
Mesmo
livres, normalmente continuavam mantendo relações de trabalho ou dependência
com seus antigos proprietários e nem sempre possuíam os mesmos direitos dos
cidadãos nascidos livres.
Rebeliões
de escravizados
Nem
todos aceitavam viver na escravidão.
Em
diferentes momentos ocorreram revoltas.
A
mais famosa foi liderada por Espártaco, um gladiador que reuniu milhares de
escravizados contra Roma.
Apesar
das vitórias iniciais, a revolta foi derrotada pelo exército romano.
Mesmo
derrotada, mostrou que muitos escravizados resistiam às condições impostas pelo
Império.
O
"Pão e Circo"
Para
evitar revoltas entre a população pobre das cidades, muitos imperadores
distribuíam alimentos e promoviam grandes espetáculos públicos.
Essa
política ficou conhecida como "Pão e Circo".
Os
alimentos ajudavam a diminuir a fome.
Os
espetáculos serviam como diversão para a população.
Entre
os principais espetáculos estavam:
- corridas
de bigas;
- apresentações
teatrais;
- lutas
de gladiadores;
- caçadas
de animais;
- batalhas
simuladas.
Esses
eventos aconteciam em locais como o Coliseu, um enorme anfiteatro construído em Roma.
O livro também destaca que alguns condenados e, em certos períodos, cristãos
perseguidos eram lançados às feras como espetáculo público.
A
cultura romana
Os
romanos construíram uma cultura muito rica.
Eles
desenvolveram:
- estradas;
pontes; aquedutos; templos; anfiteatros; sistemas de esgoto.
Grande
parte dessas construções existe até hoje.
Os
romanos também receberam forte influência da cultura grega.
Muitos
de seus deuses eram semelhantes aos deuses gregos, apenas com nomes diferentes.
Além
disso, valorizavam:
- literatura;
teatro; arquitetura; escultura; filosofia.
Durante
o governo de Augusto, artistas e escritores receberam apoio financeiro,
favorecendo o desenvolvimento das artes e das letras.
Da religião
romana ao cristianismo
Religião romana
- Era politeísta:
os romanos acreditavam em vários deuses.
- Era antropomórfica:
os deuses eram representados com características humanas.
- Muitos
deuses romanos eram semelhantes aos deuses gregos:
- Júpiter
→ Zeus
- Juno
→ Hera
- Vênus
→ Afrodite
- Marte
→ Ares
- Minerva
→ Atena
- Netuno
→ Poseidon
- Baco
→ Dioniso
- Diana
→ Ártemis
Os
romanos realizavam: festas; jogos; cerimônias; sacrifícios de animais.
Surgimento do cristianismo
- O cristianismo
surgiu durante o governo de Otávio, na província
romana da Judeia.
- Surgiu
a partir das pregações de Jesus Cristo.
- Era
uma religião monoteísta, pois defendia
a existência de um único Deus.
- Os
principais divulgadores das ideias cristãs foram os apóstolos,
especialmente Pedro e Paulo.
Por que os cristãos foram perseguidos?
- Os
cristãos não reconheciam o imperador como uma
divindade.
- O
cristianismo condenava o militarismo.
- Defendia
a igualdade
entre os seres humanos.
- Essas
ideias entravam em conflito com aspectos importantes da sociedade romana.
- Por
isso, os cristãos foram perseguidos pelo Império Romano durante
séculos.
Crescimento do cristianismo
- Mesmo
sendo perseguidos, os cristãos continuaram aumentando.
- O
cristianismo conquistou muitos seguidores, principalmente entre:
- pobres;
- escravizados.
- As
comunidades cristãs foram se organizando cada vez mais.
Organização da Igreja
- Padres:
divulgavam a doutrina, organizavam reuniões e realizavam os cultos.
- Diáconos:
cuidavam das questões administrativas.
- Bispos:
cuidavam da preservação dos princípios cristãos.
- A
partir do século IV, o bispo de
Roma passou a ter maior autoridade sobre os demais.
- Essa
liderança deu origem ao papado.
O
Alto Império
Os
historiadores chamam de Alto Império o período em que Roma atingiu seu
maior desenvolvimento.
Nessa
fase:
- o
território alcançou sua maior extensão;
- o
comércio cresceu;
- as
cidades prosperaram;
- aumentou
a circulação de mercadorias entre Europa, África e Ásia.
O
Império dominava praticamente todo o Mar Mediterrâneo, facilitando o comércio e
a comunicação entre suas províncias.
O
enfraquecimento do Império
Com
o passar do tempo, começaram a surgir muitos problemas.
Entre
eles estavam:
- crise
política;
- corrupção;
- aumento
dos impostos;
- diminuição
das conquistas militares;
- redução
do número de escravizados;
- dificuldades
econômicas;
- inflação;
- falta
de alimentos.
Esses
problemas enfraqueceram o governo romano.
O
Baixo Império
O
período final do Império Romano é chamado de Baixo Império.
Nessa
época ocorreram:
- disputas
pelo poder;
- invasões
de diferentes povos;
- crise
econômica;
- diminuição
da população das cidades.
Muitos
moradores abandonaram os centros urbanos e passaram a viver no campo, buscando
maior segurança. Esse processo é chamado de ruralização.
Os
povos chamados de "bárbaros"
Os
romanos chamavam de "bárbaros" todos os povos que não
falavam latim ou grego e que não seguiam os costumes romanos.
Esse
nome não significa que esses povos fossem "atrasados". Hoje os
historiadores explicam que essa expressão revelava a forma como os romanos
enxergavam os estrangeiros.
Entre
esses povos estavam:
- francos;
- visigodos;
- ostrogodos;
- vândalos;
- anglos;
- saxões;
- lombardos;
- hunos.
Ao
longo do tempo, muitos migraram para dentro do Império Romano e criaram seus
próprios reinos.
A
divisão do Império Romano
Como
o território era muito grande, o imperador Teodósio resolveu
dividi-lo em duas partes, no ano de 395 d.C.
Império
Romano do Ocidente
- Capital:
Roma
Império
Romano do Oriente
- Capital:
Constantinopla
(antiga Bizâncio)
Essa
divisão facilitava a administração do território, mas não resolveu os problemas
enfrentados pelo Império.
A
queda do Império Romano do Ocidente
Em
476
d.C., o último imperador romano do Ocidente foi derrotado.
Esse
acontecimento marca, para muitos historiadores, o fim da Idade Antiga
e o início da Idade Média.
Após
essa queda, vários povos germânicos formaram novos reinos na Europa Ocidental.
O
Império Bizantino
Enquanto
o Império Romano do Ocidente desapareceu, a parte oriental continuou existindo.
Ela
passou a ser chamada de Império Bizantino.
Sua
capital era Constantinopla,
localizada entre a Europa e a Ásia, em uma posição muito importante para o
comércio. O Império Bizantino tornou-se uma importante civilização cristã, de
língua grega, que durou mais de mil anos.
O
governo de Justiniano
O
imperador mais importante do Império Bizantino foi Justiniano.
Durante
seu governo:
- ampliou
o território bizantino;
- fortaleceu
o exército;
- incentivou
o comércio;
- construiu
grandes obras, como a Igreja de Santa Sofia;
- reuniu
antigas leis romanas no Código de Justiniano, que
serviu de base para o Direito moderno em muitos países.
A
religião em Bizâncio
A
religião era muito importante para os bizantinos.
O
cristianismo fazia parte da vida política e social.
O
imperador também exercia grande influência sobre a Igreja, mostrando a forte
ligação entre governo e religião no Império Bizantino.
O
fim do Império Bizantino
O
Império Bizantino resistiu durante muitos séculos.
Em
1453,
Constantinopla foi conquistada pelos turcos otomanos.
Esse
acontecimento marcou o fim do Império Bizantino. A antiga Igreja de Santa Sofia
foi transformada em mesquita, e atualmente funciona como museu.
Resumindo
- O
Império Romano começou com Otávio Augusto.
- Durante
a Pax
Romana, Roma viveu um longo período de estabilidade.
- O
imperador concentrava grande parte do poder.
- A
economia utilizava intensamente o trabalho de pessoas escravizadas.
- Espártaco
liderou a principal revolta de escravizados.
- A
política do Pão e Circo buscava
reduzir as tensões sociais nas cidades.
- O cristianismo
surgiu na Judeia, durante o governo de Otávio, e se espalhou pelo Império
Romano, apesar das perseguições.
- A
religião cresceu e se organizou, dando origem a uma estrutura de padres,
diáconos e bispos, com destaque crescente para o bispo de Roma e o papado.
- Roma
atingiu sua maior expansão durante o Alto Império.
- Crises
políticas, econômicas e invasões enfraqueceram o Império.
- Em 395,
o território foi dividido em Ocidente e Oriente.
- Em 476,
caiu o Império Romano do Ocidente.
- O Império
Bizantino sobreviveu por mais de mil anos, destacando-se o
governo de Justiniano e o Código
de Justiniano.
1. Observe a afirmação:
A tradição romana atribuía a
fundação de Roma aos irmãos Rômulo e Remo. Entretanto, os estudos históricos
apontam para um processo de formação envolvendo diferentes povos que ocupavam a
região.
A diferença apresentada no texto
demonstra que:
A) a tradição e a História podem
apresentar explicações diferentes para um mesmo passado.
B) a tradição romana foi
totalmente criada depois do fim do Império Romano.
C) os estudos históricos
confirmam integralmente a narrativa de Rômulo e Remo.
D) a presença de diferentes povos
impediu a formação de uma sociedade romana.
E) as pesquisas históricas
demonstram que Roma surgiu somente durante a República.
2. Durante a Monarquia
Romana, o Senado era formado principalmente por membros das famílias mais
importantes da sociedade.
A existência desse órgão permite concluir
que:
A) todos os habitantes
participavam igualmente das decisões políticas.
B) grupos socialmente
privilegiados possuíam maior influência política.
C) os escravizados controlavam as
principais decisões do governo romano.
D) os reis romanos não possuíam
nenhuma autoridade política sobre a cidade.
E) os plebeus ocupavam
obrigatoriamente todos os cargos do governo.
3. Na sociedade romana,
os clientes estabeleciam relações de dependência com membros das famílias mais
poderosas.
Essa relação era importante
porque:
A) eliminava as diferenças
econômicas existentes entre os grupos sociais.
B) garantia aos clientes
participação igualitária no Senado romano.
C) criava vínculos de proteção e
dependência entre diferentes grupos sociais.
D) permitia que os clientes
substituíssem os patrícios nas funções militares.
E) transformava automaticamente
os clientes em proprietários de grandes terras.
4. A República Romana
começou após a expulsão do último rei, mas isso não significou a criação de uma
sociedade politicamente igualitária.
Uma explicação adequada para essa
afirmação é:
A) os escravizados passaram a
controlar as instituições políticas da República.
B) os reis continuaram governando
secretamente por meio do Senado romano.
C) os plebeus receberam
imediatamente os mesmos direitos dos patrícios.
D) a participação política
permaneceu marcada por diferenças entre os grupos sociais.
E) as mulheres passaram a ocupar
os principais cargos políticos da República.
5. Considere a
situação:
Um pequeno proprietário romano
precisava abandonar sua terra após enfrentar dificuldades econômicas. Ao mesmo
tempo, grandes proprietários ampliavam suas propriedades e utilizavam mão de
obra escravizada.
Esse processo contribuiu para:
A) redução da desigualdade entre
pequenos e grandes proprietários.
B) desaparecimento das grandes
propriedades rurais romanas.
C) fortalecimento econômico dos
pequenos agricultores independentes.
D) diminuição do uso de pessoas
escravizadas nas atividades agrícolas.
E) concentração de terras e
aumento das dificuldades para pequenos proprietários.
6. As Guerras Púnicas
colocaram Roma em conflito com Cartago pelo controle de importantes áreas do
Mediterrâneo.
A vitória romana contribuiu para:
A) ampliar o domínio romano e
fortalecer sua presença no Mediterrâneo.
B) diminuir o território romano e
enfraquecer sua capacidade militar.
C) encerrar definitivamente as
conquistas territoriais realizadas por Roma.
D) provocar a retirada dos
exércitos romanos das regiões conquistadas.
E) transformar Cartago na principal
potência política do Mediterrâneo.
7. As conquistas
territoriais trouxeram riquezas, terras e grande quantidade de pessoas
escravizadas para Roma.
Uma consequência social desse
processo foi:
A) desaparecimento das diferenças
econômicas entre patrícios e plebeus.
B) fortalecimento das
desigualdades existentes dentro da sociedade romana.
C) diminuição da concentração de
terras nas mãos dos grandes proprietários.
D) substituição completa da
escravidão pelo trabalho de pequenos agricultores.
E) redução da riqueza das elites
que participavam das conquistas militares.
8. Os irmãos Tibério e
Caio Graco defenderam medidas relacionadas à distribuição de terras e
enfrentaram forte oposição das elites romanas.
As propostas dos irmãos Graco
podem ser relacionadas:
A) à tentativa de restaurar o
poder dos antigos reis romanos.
B) à defesa da expansão
territorial promovida pelos grandes proprietários.
C) às tensões sociais provocadas
pela concentração de terras em Roma.
D) ao fortalecimento da
escravidão como solução para os conflitos sociais.
E) à criação do Império Romano
sob o comando de Júlio César.
9. Leia a situação:
Um comandante romano retorna de
campanhas militares com grande prestígio, riqueza e apoio de seus soldados.
Parte da população também passa a apoiá-lo politicamente.
Essa situação ajuda a compreender
uma característica da crise da República:
A) os generais passaram a possuir
menor influência política após as conquistas.
B) os exércitos deixaram de
participar dos conflitos políticos de Roma.
C) a riqueza das conquistas foi
distribuída igualmente entre todos os cidadãos.
D) a força política dos
comandantes militares contribuiu para as disputas pelo poder.
E) os conflitos políticos
diminuíram à medida que Roma conquistava novos territórios.
10. Júlio César
acumulou grande influência política e militar durante o final da República
Romana.
A trajetória de César está
relacionada:
A) ao retorno definitivo de Roma
ao sistema monárquico tradicional.
B) à diminuição da importância
dos comandantes militares na política romana.
C) ao fortalecimento das
instituições republicanas diante dos conflitos internos.
D) à retirada de Roma das guerras
e à redução de seu território.
E) ao agravamento das disputas
políticas que marcaram o final da República.
11. Após as guerras
civis, Otávio recebeu o título de Augusto em 27 a.C., iniciando uma nova etapa
da história romana.
Uma diferença importante entre a
República e o Império foi:
A) no Império, o poder político e
militar ficou mais concentrado na figura do imperador.
B) no Império, o Senado passou a
controlar sozinho todas as decisões militares.
C) na República, os imperadores
já concentravam todo o poder político de Roma.
D) na República, os cidadãos
deixaram completamente de participar da vida política.
E) no Império, as instituições
romanas foram imediatamente substituídas por governos estrangeiros.
12. Durante o governo
de Augusto, Roma passou por reorganizações administrativas, obras públicas e
fortalecimento do exército.
Essas medidas contribuíram para:
A) diminuir a capacidade
administrativa do governo romano nas províncias.
B) fortalecer a organização do
Império e favorecer um longo período de estabilidade.
C) interromper as atividades
comerciais realizadas nas diferentes regiões do Império.
D) reduzir a presença do exército
romano nas áreas conquistadas.
E) provocar imediatamente o
desaparecimento das instituições republicanas.
13. A chamada Pax
Romana não significa que todos os habitantes do Império tenham vivido em
igualdade ou sem conflitos.
Nesse contexto, o termo se refere
principalmente:
A) ao fim definitivo da
escravidão dentro dos territórios romanos.
B) à igualdade política alcançada
entre patrícios, plebeus e escravizados.
C) a um longo período de relativa
estabilidade política e expansão econômica.
D) à ausência completa de guerras
nas fronteiras do território romano.
E) ao abandono das conquistas
territoriais realizadas pelos exércitos romanos.
14. Observe a relação
entre os acontecimentos:
Conquistas territoriais →
aumento do número de escravizados → ampliação das atividades econômicas
Essa sequência permite
compreender que a escravidão:
A) possuía importância limitada
para a economia das áreas conquistadas.
B) era utilizada somente em
atividades domésticas realizadas dentro das cidades.
C) desapareceu progressivamente
conforme o território romano aumentou.
D) esteve relacionada às
conquistas e foi empregada em diferentes atividades econômicas.
E) atingia apenas pessoas
nascidas dentro da própria sociedade romana.
15. Revoltas de pessoas
escravizadas, como a liderada por Spartacus, ocorreram em diferentes momentos
da história romana.
A existência dessas revoltas
demonstra que:
A) todas as pessoas escravizadas
aceitavam sua condição sem oferecer resistência.
B) a escravidão era uma relação
sem conflitos dentro da sociedade romana.
C) os escravizados tinham os
mesmos direitos políticos que os cidadãos romanos.
D) as autoridades romanas
apoiavam as revoltas contra os grandes proprietários.
E) a escravidão gerava conflitos
e diferentes formas de resistência.
16. Em Roma, a política
do “Pão e Circo” envolvia distribuição de alimentos e realização de grandes
espetáculos públicos.
Uma interpretação possível dessa
política é:
A) ela procurava reduzir tensões
sociais e manter o apoio de parte da população.
B) ela tinha como principal
objetivo ampliar a participação política dos escravizados.
C) ela substituiu completamente o
exército como instrumento de controle territorial.
D) ela acabou com as diferenças
econômicas entre os habitantes das cidades romanas.
E) ela permitiu que todos os
habitantes participassem das decisões do Senado.
17. Durante o Império,
Roma controlou um território muito extenso, formado por diferentes povos e
culturas.
Para manter esse domínio, os
romanos precisaram:
A) impedir qualquer circulação de
pessoas entre as diferentes regiões conquistadas.
B) administrar territórios
diversos e integrar populações ao funcionamento do Império.
C) abandonar as cidades
conquistadas e concentrar a população somente em Roma.
D) eliminar todas as culturas
locais para impor uma única identidade romana.
E) interromper o comércio entre
as províncias para facilitar o controle político.
18. No decorrer do
Império, Roma enfrentou problemas políticos, econômicos e militares. Entre eles
estavam disputas pelo poder, aumento de impostos, dificuldades econômicas e
redução das conquistas.
A relação entre esses problemas
permite concluir que:
A) a crise romana teve uma única
causa relacionada exclusivamente às invasões.
B) os problemas econômicos não
tiveram relação com as dificuldades políticas do Império.
C) diferentes fatores
contribuíram conjuntamente para o enfraquecimento do Império Romano.
D) a diminuição das conquistas
resolveu os principais problemas enfrentados por Roma.
E) as disputas políticas
fortaleceram a administração romana durante o período de crise.
19. Em 395 d.C., o
imperador Teodósio dividiu a administração do Império Romano em duas partes,
com centros políticos em Roma e Constantinopla.
A divisão pode ser compreendida
como uma tentativa de:
A) abandonar definitivamente os
territórios ocidentais do Império Romano.
B) transferir toda a população
romana para a região oriental do Mediterrâneo.
C) eliminar as diferenças
econômicas existentes entre as duas regiões do Império.
D) facilitar a administração de
um território muito extenso e enfrentar suas dificuldades.
E) encerrar a influência política
do imperador sobre as diferentes regiões romanas.
20. Em 476 d.C., o
último imperador romano do Ocidente foi derrotado, acontecimento tradicionalmente
utilizado para marcar o fim do Império Romano do Ocidente.
Considerando o processo histórico
estudado, é correto afirmar que:
A) a queda ocorreu de forma
repentina e foi provocada exclusivamente por invasões estrangeiras.
B) o Império Romano terminou completamente em 476, incluindo a parte oriental.
C) os problemas políticos e econômicos começaram somente depois da queda de
Roma.
D) os povos germânicos destruíram imediatamente todas as estruturas políticas e
culturais romanas.
E) o fim do Ocidente resultou de um longo processo de transformações e crises
internas e externas.
21. Observe a relação entre alguns
acontecimentos do final do Império Romano do Ocidente:
crises políticas +
dificuldades econômicas + disputas pelo poder + invasões de diferentes povos
A relação entre esses acontecimentos permite
compreender que o fim do Império Romano do Ocidente:
A) ocorreu devido principalmente à chegada
de um único povo estrangeiro.
B) aconteceu rapidamente após o início das primeiras invasões territoriais.
C) resultou de diferentes problemas que se intensificaram ao longo do tempo.
D) foi provocado somente pela diminuição das conquistas realizadas pelo
exército.
E) aconteceu porque os romanos abandonaram completamente suas cidades e
territórios.
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1.A |
2.B |
3.C |
4.D |
5.E |
6.A |
7.B |
8.C |
9.D |
10.E |
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11.A |
12.B |
13.C |
14.D |
15.E |
16.A |
17.B |
18.C |
19.D |
20.E |
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21.C |
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® Desenvolva o exercício no caderno.
Observe
atentamente cada imagem e charge. Além de identificar informações históricas,
analise os elementos visuais e relacione-os ao conteúdo estudado sobre o
Império Romano.
1)
Observe a imagem sobre a Pax Romana.
a) Qual personagem aparece em destaque e que elemento da imagem indica
sua ligação com o poder romano? RESPOSTA: Augusto;
armadura/postura de líder romano.
b) O mapa ao fundo sugere qual característica do Império Romano nesse
período? RESPOSTA: Grande extensão territorial e
domínio de Roma.
c) Explique o que foi a Pax Romana e identifique o imperador que
iniciou esse período. RESPOSTA: Período de paz e
estabilidade iniciado por Augusto, em 27 a.C.
2) A imagem
apresenta o tema ‘Romanização Cultural’.
a) O que significa romanização?
RESPOSTA:
Difusão do modo de vida romano entre os povos conquistados.
b) Por que a difusão da língua, das leis, dos costumes e das
construções romanas ajudava Roma a manter o domínio sobre diferentes povos? RESPOSTA: Facilitava a integração, a
administração e o controle do Império.
3)
Observe a imagem sobre a origem e a difusão do cristianismo.
a) Quem aparece como personagem central desse processo?
RESPOSTA: Jesus Cristo.
b) O que a imagem informa sobre o início da pregação cristã?
RESPOSTA: Jesus começou a pregar por volta
dos 30 anos e reuniu seguidores.
c) Explique por que o cristianismo conseguiu se difundir por
diferentes regiões do Império Romano. RESPOSTA: Apóstolos e
seguidores difundiram seus ensinamentos por várias regiões.
4) Observe a representação de Jesus com seus
discípulos.
a) Quem é o personagem central da cena e
quem são os demais personagens? a) Jesus e os discípulos/apóstolos.
b) Qual foi a importância dos discípulos, também
chamados de apóstolos, para a expansão do cristianismo?
b) Difundiram os ensinamentos cristãos.
c) Durante o governo de Teodósio, qual religião se tornou oficial no Império
Romano? c) Cristianismo.
5) Analise o mapa da divisão do Império Romano.
a) Em que ano ocorreu a divisão
representada?
395
b) Quais foram as duas partes formadas e quais eram
suas capitais?
Ocidente - Roma; Oriente - Constantinopla.
c) O que aconteceu com cada uma dessas partes nos
anos de 476 e 1453? Ocidente caiu em 476;
Oriente (Bizantino), em 1453.
6) Observe a charge sobre os cristãos no Império
Romano.
a) Que situação está sendo representada na
arena? Cristãos
sendo perseguidos e lançados às feras na arena.
b) O personagem afirma que o ‘estoque de cristãos
continua crescendo’. Qual é a contradição presente nessa fala? Apesar das mortes e perseguições, o número de
cristãos continuava crescendo.
c) Explique a crítica da charge relacionando as
perseguições romanas ao crescimento do cristianismo. A perseguição romana não impediu a expansão do
cristianismo.
7) Na charge, uma placa anuncia: ‘Cuidado!! Queda do
Império Romano a 5 km...’.
a) Por que essa placa produz humor? RESPOSTA: Usa uma placa de trânsito atual
para anunciar a queda de um império antigo.
b) Que duplo sentido foi criado com a palavra
‘queda’? RESPOSTA: Queda física/descida e queda
histórica/fim do Império.
c) Relacione a ironia da charge ao processo de enfraquecimento
e queda do Império Romano do Ocidente. RESPOSTA:
Ironiza o enfraquecimento do Ocidente, que culminou em 476 d.C.
