terça-feira, 27 de janeiro de 2026

HISTÓRIA EM CASA

 




6º ANO

 

PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026 

Teláris História – 6º ANO
1º trimestre
Cap. 01 - O que é História? 
Cap. 02 - A História antes da escrita.
Cap. 03 - O povoamento da América: povos e sociedade.
Cap. 04 - A antiga civilização egípcia.
Cap. 05 - África: diversidade de povos e reinos.
2º trimestre
Cap. 06 - As civilizações da Mesopotâmia.
Cap. 07 - Hebreus, fenícios e persas.
Cap. 08 - O mundo grego antigo.
Cap. 09 - A Grécia clássica e helenística.
3º trimestre
Cap. 10 - Roma Antiga.
Cap. 11 - O Império Romano.
Cap. 12 - A Europa e a formação do feudalismo.
Cap. 13 - Igreja e cultura na Idade Média.
Cap. 14 - Transformações da Europa medieval.






Cap.6 – As civilizações da mesopotâmia

Gabarito das atividades da p. 98 e 99

1)


2) 


3) 


4) 


5) 


6)


7)





 

Capítulo 6 – Hebreus, Fenícios e Persas

Povos semitas e indo-europeus

Os povos da Antiguidade podem ser divididos em diferentes grupos linguísticos. Entre eles, destacam-se os povos semitas e os indo-europeus.

Os semitas tiveram origem na Península Arábica e espalharam-se pelo norte da África e pelo Oriente Médio. Os hebreus e os fenícios pertenciam a esse grupo.

Os indo-europeus surgiram nas regiões próximas ao mar Negro e ao mar Cáspio. Depois, migraram para várias partes da Europa e da Ásia. Os persas faziam parte desse grupo.



Essas civilizações deixaram importantes heranças para a humanidade:

·      Os hebreus desenvolveram o monoteísmo;

·      Os fenícios criaram um alfabeto que deu origem ao utilizado atualmente;

·      Os persas organizaram um dos maiores impérios da Antiguidade.

 

Os Hebreus

Os hebreus eram povos nômades vindos da Mesopotâmia que ocuparam a Palestina por volta de 2000 a.C. A região ficava entre o mar Mediterrâneo e o deserto da Arábia.

Organização social e economia

Os hebreus viviam organizados em tribos lideradas por patriarcas. Com o tempo, devido às guerras contra povos vizinhos, as tribos uniram-se e formaram uma monarquia.

A sociedade hebraica era dividida em:

·      Rei, sacerdotes e proprietários de terras, que possuíam mais poder;

·      Comerciantes e burocratas;

·      Camponeses, pastores e escravos, que formavam a maior parte da população.

A principal atividade econômica era o pastoreio. Também praticavam agricultura no vale do rio Jordão, cultivando cereais, uvas, figos e oliveiras.

A religião dos hebreus

Os hebreus foram um dos primeiros povos a desenvolver o monoteísmo, acreditando em um único Deus: Jeová ou Iahweh.

A religião ajudou a unir o povo hebreu e influenciou outras religiões, como o cristianismo e o islamismo.

Entre suas tradições religiosas estavam:

·      A santificação do sábado;

·      A Páscoa judaica, que comemorava a saída do Egito;

·      O Pentecostes, que lembrava o recebimento dos Dez Mandamentos por Moisés.

A história dos hebreus segundo a Bíblia

Era dos Patriarcas

Abraão foi considerado o primeiro patriarca. Depois dele vieram Isaac e Jacó. Os descendentes de Jacó deram origem às 12 tribos de Israel.

Por causa da fome e dos conflitos, muitos hebreus foram para o Egito, onde acabaram escravizados.

O Êxodo

Segundo a Bíblia, Moisés liderou os hebreus na saída do Egito em direção à Palestina. Essa viagem ficou conhecida como Êxodo.

Durante a travessia do deserto, Moisés recebeu os Dez Mandamentos.

Era dos Juízes

Após retornarem à Palestina, os hebreus enfrentaram guerras contra povos vizinhos. Política: Os chefes militares, chamados juízes, passaram a liderar o povo.

Era dos Reis

Saul foi o primeiro rei dos hebreus. Depois vieram:

·      Davi, que fortaleceu o reino e tornou Jerusalém a capital;

·      Salomão, conhecido pela riqueza e pela construção do Templo de Jerusalém.

Após a morte de Salomão, o reino dividiu-se em:

·      Israel;

·      Judá.

Cativeiro da Babilônia e Diáspora

Os hebreus foram dominados por outros povos:

·      Os assírios conquistaram Israel;

·      Os babilônios destruíram Jerusalém e levaram muitos hebreus como escravos para a Mesopotâmia. Esse período ficou conhecido como Cativeiro da Babilônia.

Mais tarde, os persas libertaram os hebreus.

No ano 70 d.C., os romanos destruíram Jerusalém, provocando a dispersão dos judeus pelo mundo. Esse acontecimento recebeu o nome de Diáspora.

Em 1948 foi criado o Estado de Israel.

 

Os Fenícios

A Fenícia localizava-se onde hoje ficam o Líbano e parte do norte de Israel.

Os fenícios viviam em cidades-Estado independentes, como:

·      Biblos;

·      Sídon;

·      Tiro.

Eles não formaram um reino unificado.

Comércio e navegação

Os fenícios ficaram conhecidos como grandes comerciantes e navegadores da Antiguidade.

Como viviam em uma estreita faixa de terra próxima ao mar Mediterrâneo, desenvolveram intensamente o comércio marítimo.

Produziam:

·      Tecidos;

·      Objetos de vidro;

·      Cerâmica;

·      Produtos de bronze e cobre.

Os fenícios criaram feitorias (postos comerciais) em várias regiões do Mediterrâneo. Uma das mais importantes foi Cartago, no norte da África.

Sociedade e religião

A elite fenícia era formada por comerciantes e donos de navios. Também existiam artesãos, camponeses e escravos.

Os fenícios eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses ligados à natureza.

O alfabeto fenício

A maior contribuição dos fenícios foi a criação de um alfabeto simples com 22 letras.

Esse alfabeto foi aperfeiçoado pelos gregos e romanos, dando origem ao alfabeto usado atualmente no Ocidente.

Os Persas

 

Os persas eram povos indo-europeus que se estabeleceram no Planalto do Irã.

No século VI a.C., o rei Ciro, o Grande, unificou medos e persas e iniciou a formação do Império Persa, um dos maiores da Antiguidade.

Os persas conquistaram diversos povos (outros reinos), como:

·      Babilônios;

·      Egípcios;

·      Hebreus;

·      Fenícios.

O governo persa

O rei Dario I organizou melhor o império.

Suas principais medidas foram:

·      Dividir o império em províncias chamadas satrapias;

·      Criar estradas e um eficiente sistema de correios;

·      Criar a moeda persa, chamada dárico.

Essas medidas ajudavam a controlar o vasto território.

Religião persa

A religião oficial dos persas era o zoroastrismo.

Os persas acreditavam na luta entre:

·      Ahura Mazda, deus do bem e da luz;

·      Arimã, deus do mal e das trevas.

Também acreditavam na vida após a morte, no paraíso e no inferno.

Tolerância cultural

Os persas ficaram conhecidos pela tolerância com os povos conquistados. Eles permitiam que cada povo mantivesse:

·      sua religião;

·      sua língua;

·      seus costumes.

Isso ajudava a manter a estabilidade do império.

 

Conclusão

Hebreus, fenícios e persas foram civilizações muito importantes da Antiguidade.

Os hebreus deixaram como herança o monoteísmo.

Os fenícios contribuíram com o alfabeto e o comércio marítimo.

Os persas criaram um grande império organizado e demonstraram tolerância cultural.

Esses povos influenciaram profundamente a história e a cultura do mundo ocidental

 

 

Alfabeto fenício








7º ANO

PROGRAMA DE HISTÓRIA 2026 

Teláris História – 7º ANO
1º trimestre
Revisão da Baixa Idade Média.
Cap. 01 - A formação das monarquias centralizadas europeias.
Cap. 02 - Expansão Marítima Europeia.
Cap. 03 - América: povos, reinos e império antigos.
Cap. 04 - O Renascimento Cultural.
2º trimestre
Cap. 05 - A Reforma religiosa.
Cap. 06 - O Estado absolutista europeu.
Cap. 07 - O mercantilismo e a colonização da América.
Cap. 08 - A administração na América portuguesa.
3º trimestre
Cap. 09 - As fronteiras na América portuguesa.
Cap. 10 - Povos africanos e a conquista dos portugueses.
Cap. 11 - Escravidão, tráfico e práticas de resistência.
Cap. 12 - A produção açúcareira na América portuguesa e outras atividades.
Cap. 13 - A atividade mineradora e o dinamismo econômico e cultural.


Mudanças na Europa entre a Idade Média e a Moderna

As mudanças na Europa demoraram muito tempo

Não foi de um dia para o outro. Levou séculos para que tudo mudasse da Idade Média para a Idade Moderna.

O poder dos reis aumentou

Antes, os senhores feudais (como os nobres e cavaleiros) tinham muito poder. Com o tempo, esse poder foi diminuindo e os reis e rainhas começaram a mandar mais.

A burguesia ficou mais importante

Um novo grupo social surgiu e ajudou os reis: a burguesia, que era formada por comerciantes e pessoas ricas das cidades.

Começou a expansão marítima no século XV

Os reis queriam ganhar mais dinheiro e terras. Com apoio da burguesia, eles começaram a explorar outros continentes, como a América, a África e a Ásia.

O comércio se moveu para o Oceano Atlântico

Antes, o comércio acontecia principalmente no Mar Mediterrâneo. Depois, as rotas comerciais passaram pelo Oceano Atlântico, ligando a Europa a outros continentes.

Muitos produtos chegaram à Europa

Tecidos, perfumes e especiarias do Oriente (Ásia) vieram em grande quantidade para a Europa, e depois também para a África e a América.

Surge o mercantilismo

Foi um conjunto de ideias e práticas econômicas adotadas pelos países europeus para enriquecer e fortalecer o poder dos reis e da burguesia.

Principais ideias do mercantilismo:

Metalismo: Quanto mais ouro e prata um país tivesse, mais rico ele era. Por isso, Espanha e Portugal exploravam as colônias em busca desses metais.

Protecionismo: Os governos cobravam impostos altos de produtos estrangeiros e davam vantagens para os produtos fabricados dentro do país.

Balança comercial favorável: Era quando um país exportava (vendia) mais do que importava (comprava), assim ganhava mais dinheiro.

O Estado interferia na economia

Os reis controlavam o comércio, incentivavam o uso de produtos locais e cobravam impostos de produtos vindos de outros países.





Capítulo 6 -  O Estado absolutista europeu

 

Absolutismo e a Formação dos Estados Modernos

A crise do feudalismo e a centralização do poder

Durante a Idade Média, a Europa era organizada pelo sistema feudal. Nesse sistema, o poder político era descentralizado, ou seja, dividido entre vários senhores feudais. Os reis existiam, mas possuíam autoridade limitada, pois os nobres controlavam grandes territórios, exércitos particulares e a economia local. Além disso, a Igreja Católica também exercia enorme influência sobre a sociedade medieval.

A partir do século X, porém, diversas mudanças começaram a transformar a Europa. O crescimento do comércio, o aumento das cidades e o fortalecimento da burguesia contribuíram para enfraquecer o feudalismo. Ao mesmo tempo, muitos reis passaram a buscar maior controle sobre seus reinos, tentando diminuir o poder da nobreza feudal.

Ao longo da Baixa Idade Média, os monarcas criaram exércitos profissionais, organizaram sistemas de cobrança de impostos e ampliaram a administração do reino. Os reis passaram a contratar funcionários para ajudá-los a governar e começaram a elaborar leis válidas para todo o território. Assim, pouco a pouco, o poder político foi sendo centralizado nas mãos do monarca.

Esse processo recebeu o nome de centralização do poder e levou à formação dos chamados Estados Modernos.

 

O absolutismo e o Antigo Regime

Entre os séculos XV e XVIII, vários países europeus passaram a adotar um modelo político conhecido como absolutismo. Nesse sistema, o rei concentrava grande parte do poder político, controlando as leis, os impostos, o exército e a administração do Estado.

O período em que o absolutismo predominou ficou conhecido como Antigo Regime. Esse modelo era caracterizado por:

  • monarquia absolutista;
  • sociedade dividida em ordens sociais;
  • privilégios para nobres e membros do clero;
  • forte desigualdade social;
  • economia baseada no mercantilismo;
  • expansão marítima e colonialismo.

Mesmo sendo muito poderosos, os reis absolutistas não possuíam poder totalmente ilimitado. Eles ainda enfrentavam a influência da Igreja, das tradições locais e de grupos sociais importantes, como a nobreza e a burguesia.

 

A sociedade do Antigo Regime

A sociedade absolutista era extremamente desigual. As pessoas nasciam em grupos sociais praticamente fixos, chamados de ordens ou estamentos.

A nobreza

Os nobres ocupavam a posição mais privilegiada da sociedade. Possuíam terras, recebiam títulos e tinham acesso aos principais cargos políticos e militares. Muitos nobres viviam nas cortes dos reis e dependiam da monarquia para manter seus privilégios.

O clero

Os membros da Igreja também eram privilegiados. O alto clero, formado por bispos e cardeais, possuía riquezas e influência política. Já o baixo clero vivia de forma mais simples e próxima da população pobre.

O terceiro estado

A maior parte da população fazia parte do chamado terceiro estado, composto por:

  • camponeses;
  • trabalhadores urbanos;
  • artesãos;
  • pequenos comerciantes;
  • burguesia.

Esses grupos pagavam impostos e tinham poucos direitos políticos. Enquanto isso, nobres e clérigos geralmente eram isentos de muitas taxas.

 

Mercantilismo: a economia dos Estados absolutistas

Para fortalecer os Estados nacionais e aumentar suas riquezas, os reis adotaram práticas econômicas conhecidas como mercantilismo.

O mercantilismo não foi uma teoria única, mas um conjunto de medidas econômicas utilizadas pelos governos europeus durante a Idade Moderna.

Os principais objetivos do mercantilismo eram:

  • aumentar as riquezas do reino;
  • fortalecer o poder do rei;
  • ampliar o comércio;
  • acumular metais preciosos, como ouro e prata.

Entre as práticas mercantilistas estavam:

  • controle da economia pelo Estado;
  • incentivo às exportações;
  • redução das importações;
  • criação de monopólios comerciais;
  • aumento das manufaturas;
  • exploração colonial.

Os reis acreditavam que quanto mais ouro e prata um país acumulasse, mais poderoso ele seria.

 

Colonialismo e expansão marítima

O mercantilismo incentivou os países europeus a buscarem novos territórios na América, África e Ásia. Esse processo ficou conhecido como colonialismo.

As colônias forneciam:

  • matérias-primas;
  • metais preciosos;
  • produtos agrícolas;
  • novos mercados consumidores.

Além disso, as colônias eram fundamentais para enriquecer as metrópoles europeias.

Portugal e Espanha foram pioneiros na expansão marítima, mas depois Inglaterra, França e Holanda também participaram da disputa colonial.

As teorias que justificavam o absolutismo

Os reis absolutistas precisavam convencer a população de que seu poder era legítimo. Para isso, alguns pensadores desenvolveram teorias que defendiam governos fortes.

Nicolau Maquiavel

O italiano Nicolau Maquiavel escreveu a obra O Príncipe, na qual defendia a ideia de que o governante deveria agir de maneira firme para manter a ordem e fortalecer o Estado.

Para Maquiavel:

  • o Estado era mais importante que os interesses individuais;
  • um rei forte evitaria guerras e desordens internas.

Thomas Hobbes

Thomas Hobbes escreveu o livro Leviatã. Segundo ele, os seres humanos tendem ao conflito e à violência quando não existe autoridade.

Por isso, Hobbes acreditava que:

  • as pessoas deveriam obedecer ao soberano;
  • somente um governo forte garantiria paz e segurança.

Jacques-Bénigne Bossuet

O bispo francês Jacques-Bénigne Bossuet defendia a teoria do direito divino dos reis.

Segundo essa teoria:

  • o poder do rei vinha diretamente de Deus;
  • desobedecer ao rei significava desobedecer à vontade divina.

Essa ideia fortalecia ainda mais a autoridade dos monarcas.

 

Cultura e sociedade nos Estados absolutistas

Os reis absolutistas também buscavam controlar a cultura e os costumes da população.

Muitos governos:

  • estabeleceram uma religião oficial;
  • incentivaram uma língua nacional;
  • criaram regras de comportamento nas cortes;
  • financiaram artistas e intelectuais.

As cortes europeias valorizavam a etiqueta e o refinamento. A maneira de vestir, falar e se comportar era vista como sinal de civilidade e superioridade social.

Ao mesmo tempo, reis patrocinavam artistas, cientistas e escritores para demonstrar riqueza e prestígio.

 

O Barroco

Durante a época do absolutismo desenvolveu-se o estilo artístico chamado Barroco.

O Barroco buscava transmitir:

  • emoção;
  • dramaticidade;
  • movimento;
  • grandiosidade.

Os artistas barrocos utilizavam fortes contrastes entre luz e sombra e produziam obras muito detalhadas.

Esse estilo foi bastante utilizado tanto pela Igreja Católica quanto pelos reis absolutistas para demonstrar poder e impressionar a população.

 

O absolutismo francês: modelo europeu

A França tornou-se o principal exemplo de absolutismo na Europa.

O processo de centralização política começou ainda na Idade Média, mas ganhou força após a Guerra dos Cem Anos.

 

Luís XIV: o auge do absolutismo

O governo de Luís XIV representou o auge do absolutismo francês.

Conhecido como “Rei Sol”, Luís XIV acreditava que o rei deveria concentrar todos os poderes do Estado. É atribuída a ele a famosa frase:

“O Estado sou eu.”

Durante seu governo:

  • o exército foi fortalecido;
  • a economia mercantilista foi incentivada;
  • a corte francesa tornou-se símbolo de luxo;
  • o poder da nobreza foi controlado.

Luís XIV construiu o luxuoso Palácio de Versalhes, onde viviam membros da nobreza sob vigilância do rei.

Apesar do brilho cultural e político, os gastos excessivos com guerras e luxo enfraqueceram as finanças francesas.

Além disso, a perseguição aos protestantes provocou a saída de milhares de pessoas qualificadas da França, prejudicando a economia.

O enfraquecimento da França

Após Luís XIV, os governos de Luís XV e Luís XVI enfrentaram:

  • crises econômicas;
  • altos impostos;
  • descontentamento popular;
  • derrotas militares.

A população pobre sofria com fome, miséria e desigualdade social.

Esses problemas contribuíram para o início da Revolução Francesa, que colocou fim ao absolutismo francês e ao Antigo Regime.

 

O absolutismo na Inglaterra

Na Inglaterra, o absolutismo encontrou maior resistência devido à força do Parlamento.

A dinastia Tudor fortaleceu o poder dos reis, especialmente durante os governos de Henrique VIII e Elizabeth

Entretanto, os conflitos entre rei e Parlamento aumentaram durante a dinastia Stuart.

 

A Guerra Civil Inglesa

O rei Carlos I tentou governar sem respeitar o Parlamento, aumentando impostos e perseguindo opositores religiosos.

Isso provocou uma guerra civil entre:

  • cavaleiros → apoiadores do rei;
  • cabeças redondas → apoiadores do Parlamento.

A guerra terminou com a vitória do Parlamento, liderado por Oliver Cromwell.

Carlos I foi julgado e executado em 1649.

 

Oliver Cromwell e a República Puritana

Após a guerra civil, a Inglaterra tornou-se uma república chamada Commonwealth.

Oliver Cromwell assumiu o governo e fortaleceu o comércio marítimo inglês.

Os Atos de Navegação determinaram que apenas navios ingleses poderiam transportar produtos para a Inglaterra, fortalecendo a economia do país.

Durante esse período, a Inglaterra tornou-se uma grande potência naval.

 

A Revolução Gloriosa

Em 1688, o rei Jaime II tentou restaurar o absolutismo e aproximar a Inglaterra do catolicismo.

O Parlamento reagiu e convidou Guilherme de Orange para assumir o trono.

Esse episódio ficou conhecido como Revolução Gloriosa.

Com a vitória do Parlamento:

  • o absolutismo foi derrotado na Inglaterra;
  • surgiu a monarquia parlamentar;
  • o rei passou a obedecer às leis;
  • foram garantidos direitos individuais.

A Declaração de Direitos (Bill of Rights) limitou os poderes do rei e fortaleceu o Parlamento.

 

Conclusão

O absolutismo foi um importante processo da Idade Moderna, responsável pela formação dos Estados nacionais europeus. Os reis centralizaram o poder político, organizaram exércitos permanentes e fortaleceram a economia através do mercantilismo e do colonialismo.

Ao mesmo tempo, o período foi marcado por grandes desigualdades sociais, privilégios para a nobreza e crises econômicas.

Enquanto na França o absolutismo atingiu seu auge com Luís XIV, na Inglaterra o Parlamento conseguiu limitar o poder dos reis após a Revolução Gloriosa. Esses acontecimentos prepararam o caminho para importantes transformações políticas da Idade Contemporânea, como o liberalismo e as revoluções burguesas.