Volume 1 –
Frente B
Capítulo 1:
Expansão Marítima e América Espanhola
1. O contexto da Expansão Marítima
Europeia
A expansão marítima europeia ocorreu entre os
séculos XV e XVI e fez parte de um processo maior de transformação da Europa,
marcado pela passagem da Idade Média para a Idade Moderna.
Durante a Baixa Idade Média, ocorreram mudanças
importantes:
- crescimento das cidades;
- fortalecimento do comércio;
- aumento da circulação de moedas;
- surgimento de uma burguesia comercial;
- enfraquecimento do poder dos senhores feudais;
- fortalecimento dos reis e formação dos Estados Nacionais.
Os comerciantes europeus buscavam ampliar seus
lucros e encontrar novas rotas comerciais, principalmente para o Oriente, de
onde vinham produtos valorizados, como:
- especiarias (pimenta, canela, cravo);
- tecidos de luxo;
- porcelanas;
- seda.
O comércio dessas mercadorias era controlado
principalmente por comerciantes italianos e por intermediários árabes, tornando
os produtos muito caros na Europa.
Assim, os europeus passaram a buscar uma rota
marítima direta para a Ásia.
2. As razões da
expansão marítima
A expansão marítima foi motivada por diversos
interesses:
Econômicos
Os europeus buscavam:
- novas fontes de riqueza;
- metais preciosos (ouro e prata);
- novos mercados consumidores;
- controle das rotas comerciais.
Essa busca estava relacionada ao Mercantilismo,
política econômica adotada pelos Estados Modernos.
Características do Mercantilismo:
- intervenção do Estado na economia;
- incentivo ao comércio;
- acumulação de metais preciosos (metalismo);
- proteção da produção nacional;
- exploração das colônias.
Políticos
Os reis queriam:
- aumentar seu poder;
- fortalecer seus Estados;
- conquistar territórios;
- disputar influência com outros reinos europeus.
Religiosos
A expansão também tinha uma justificativa
religiosa:
- espalhar o cristianismo;
- converter povos considerados pagãos.
A ideia de conquistar terras e converter populações
ficou conhecida como expansão da fé cristã.
3. O
pioneirismo português
Portugal foi o primeiro reino europeu a iniciar
grandes navegações.
Isso aconteceu por alguns motivos:
Centralização política
Portugal consolidou sua monarquia antes de outros
países europeus.
A dinastia de Avis, após a Revolução de Avis
(1383-1385), fortaleceu o poder do rei.
Localização geográfica
Portugal possuía:
- litoral extenso;
- posição privilegiada no Atlântico;
- experiência com navegação.
Conhecimentos náuticos
Os portugueses desenvolveram técnicas de navegação,
como:
- aperfeiçoamento da caravela;
- uso da bússola;
- mapas mais precisos;
- instrumentos astronômicos.
A chamada Escola de Sagres ficou
tradicionalmente associada ao desenvolvimento dos conhecimentos marítimos
portugueses.
4. As viagens
portuguesas
Portugal iniciou a exploração da costa africana.
Principais acontecimentos:
- 1415: conquista de Ceuta, no norte da África.
- exploração do litoral africano em busca de uma rota para as Índias.
- 1488: Bartolomeu Dias contornou o Cabo da Boa Esperança.
- 1498: Vasco da Gama chegou às Índias.
Com isso, Portugal conseguiu acesso direto ao
comércio oriental.
5. A expansão
espanhola
A Espanha iniciou sua expansão após a unificação
dos reinos de Castela e Aragão.
Em 1492, os reis espanhóis financiaram a viagem de:
Cristóvão Colombo
Colombo acreditava que poderia chegar às Índias
navegando pelo oeste.
Em outubro de 1492, chegou a uma região da América,
mas acreditava ter alcançado terras asiáticas.
A viagem marcou o início da ocupação europeia da
América.
6. Tratado de
Tordesilhas (1494)
A disputa entre Portugal e Espanha pelos novos
territórios levou à assinatura do Tratado de Tordesilhas.
O acordo:
- estabelecia uma linha imaginária no oceano Atlântico;
- dividia as terras descobertas e ainda não descobertas entre
Portugal e Espanha.
Terras a leste da linha → Portugal
Terras a oeste da linha → Espanha
Esse tratado explica por que parte da América ficou
sob domínio português (Brasil).
7. Os povos
pré-colombianos
Antes da chegada dos europeus, a América era
ocupada por diversos povos.
Entre os principais estavam:
Maias
Localização:
- atual sul do México e América Central.
Características:
- cidades independentes;
- grande desenvolvimento matemático e astronômico;
- calendários sofisticados;
- escrita própria.
Astecas
Localização:
- atual México.
Características:
- formaram um grande império;
- capital: Tenochtitlán;
- economia baseada na agricultura;
- sociedade hierarquizada.
Foram conquistados pelos espanhóis liderados por:
Hernán Cortés (1519-1521).
Incas
Localização:
- região dos Andes.
Características:
- maior império da América pré-colombiana;
- capital: Cusco;
- grande rede de estradas;
- forte organização administrativa.
Foram conquistados por:
Francisco Pizarro (1532).
8. A conquista
espanhola da América
A conquista espanhola ocorreu com relativa rapidez
devido a vários fatores:
Superioridade militar
Os espanhóis possuíam:
- armas de fogo;
- espadas de metal;
- cavalos;
- técnicas militares diferentes.
Alianças indígenas
Muitos povos rivais dos astecas e incas ajudaram os
espanhóis para tentar derrotar seus inimigos.
Doenças
Os europeus trouxeram doenças desconhecidas pelos
indígenas, causando grande mortalidade.
Conflitos internos
Os grandes impérios americanos tinham disputas
internas que facilitaram a conquista.
9. A
organização da América Espanhola
A Espanha criou uma estrutura administrativa para
controlar suas colônias.
Vice-reinos
Eram grandes divisões territoriais governadas por
representantes do rei espanhol.
Principais:
- Vice-Reino da Nova Espanha;
- Vice-Reino do Peru.
Cabildos
Eram instituições locais responsáveis pela
administração das cidades.
Audiências
Tribunais que também exerciam funções
administrativas.
10. Exploração
econômica colonial
O principal objetivo da colonização era gerar
riqueza para a Espanha.
Mineração
Foi a atividade mais importante.
Principais metais:
- ouro;
- prata.
Destacaram-se:
- Potosí (atual Bolívia);
- Zacatecas (México).
Encomienda
Sistema em que colonizadores recebiam o direito de
explorar o trabalho indígena.
Em teoria, deveriam:
- proteger;
- ensinar a religião cristã.
Na prática, muitas vezes gerou exploração e
violência.
Mita
Sistema de trabalho obrigatório indígena herdado
dos incas.
Os indígenas eram obrigados a trabalhar
principalmente nas minas.
11. Sociedade
colonial espanhola
A sociedade era organizada de forma hierárquica.
Chapetones
Espanhóis nascidos na Espanha.
- ocupavam os principais cargos políticos.
Criollos
Descendentes de espanhóis nascidos na América.
- tinham riqueza;
- mas menor poder político.
Mestiços
Mistura entre europeus e indígenas.
Indígenas e africanos
- realizavam grande parte do trabalho colonial.
Volume 1 –
Frente B
Capítulo 2 - América Inglesa
1.Contexto da colonização inglesa
A
colonização inglesa na América começou no século XVII, depois das grandes
navegações e da expansão colonial europeia.
Diferente
da colonização espanhola e portuguesa, a ocupação inglesa teve forte presença
de colonos interessados em estabelecer comunidades permanentes.
Principais motivos:
- Busca
por novas terras.
- Perseguições
religiosas na Inglaterra.
- Crescimento
populacional.
- Interesse
econômico e comercial.
2. Formação das Treze Colônias
A primeira
colônia inglesa permanente foi:
Jamestown (1607)
- Fundada
na Virgínia.
- Tinha
objetivo econômico.
- Desenvolveu
agricultura voltada à exportação.
Plymouth (1620)
- Fundada
pelos chamados “pais peregrinos”.
- Eram
grupos religiosos que buscavam liberdade de culto.
3. Tipos de colônias inglesas
As Treze
Colônias possuíam diferenças importantes.
Colônias do Norte (Nova Inglaterra)
Características:
- Pequenas
propriedades.
- Trabalho
familiar.
- Comércio
e manufaturas.
- Forte
influência religiosa.
Destaque:
- Construção
naval.
- Comércio
marítimo.
Colônias do Sul
Características:
- Grandes
propriedades rurais.
- Produção
agrícola para exportação.
- Uso
intenso da mão de obra escravizada africana.
Principais
produtos:
- Tabaco.
- Algodão.
- Arroz.
Colônias do Centro
Características:
- Maior
diversidade cultural.
- Agricultura
variada.
- Comércio
intenso.
4. Relação com os povos indígenas
A ocupação
inglesa provocou:
- Perda
de territórios indígenas.
- Conflitos
armados.
- Expulsão
de comunidades nativas.
Os colonos
frequentemente viam a terra como disponível para ocupação, ignorando os
direitos dos povos originários.
5. Diferenças entre colonização inglesa e
ibérica
Colonização
inglesa:
- Maior
autonomia local.
- Desenvolvimento
de comunidades permanentes.
- Economia
diversificada.
Colonização
espanhola e portuguesa:
- Maior
controle da metrópole.
- Exploração
de riquezas.
- Estrutura
colonial mais centralizada.
Volume 2 – Frente A
Capítulo 4 – Renascimento Cultural e Científico
1. Renascimento Cultural e Científico
O
Renascimento ocorreu entre os séculos XIV e XVI, principalmente na Europa.
Foi um
movimento de transformação cultural que valorizou a razão, o conhecimento e a
inspiração na Antiguidade Clássica.
Contexto do Renascimento
Principais
causas:
- Crescimento
das cidades.
- Fortalecimento
da burguesia.
- Expansão
comercial.
- Crise
da visão medieval.
- Interesse
pela cultura greco-romana.
2. Humanismo
O Humanismo
foi a base intelectual do Renascimento.
Defendia:
- Valorização
do ser humano.
- Uso da
razão.
- Estudo
das obras antigas.
- Maior
confiança na capacidade humana.
Não significava abandono da religião, mas uma nova
forma de compreender o mundo.
3. Renascimento artístico
Características:
- Realismo.
- Valorização
do corpo humano.
- Perspectiva.
- Equilíbrio
e proporção.
Artistas
importantes:
- Leonardo
da Vinci
- Michelangelo
Buonarroti
- Rafael
Sanzio
4. Renascimento Científico
A ciência
passou a valorizar:
- Observação.
- Experimentos.
- Matemática.
Principais
nomes:
Nicolau Copérnico
- Defendeu
o heliocentrismo:
- A
Terra gira ao redor do Sol.
Galileu Galilei
- Usou o
telescópio para observações astronômicas.
Isaac Newton
- Desenvolveu
estudos sobre movimento e gravidade.
Capítulo 5 – Reforma Religiosa e Contrarreforma
A Reforma
Religiosa ocorreu no século XVI e rompeu a unidade da Igreja Católica na
Europa.
Contexto
A Igreja
Católica enfrentava críticas por:
- Venda
de indulgências.
- Corrupção
de membros do clero.
- Acúmulo
de riquezas.
- Abusos
religiosos.
1. Luteranismo
Criado por:
Martinho
Lutero
Em 1517
publicou as 95 Teses.
Defendia:
- Salvação
pela fé.
- Bíblia
como principal autoridade religiosa.
- Crítica
ao poder do papa.
2. Calvinismo
Criado por:
João
Calvino
Defendia:
- Predestinação.
- Valorização
do trabalho.
- Disciplina
moral.
Teve apoio
principalmente da burguesia.
3. Anglicanismo
Surgiu na
Inglaterra com:
Henrique
VIII
Motivo
inicial:
- Conflitos
políticos com o papa.
O rei
tornou-se líder da Igreja inglesa.
4. Contrarreforma Católica
Foi a
reação da Igreja Católica à Reforma Protestante.
Concílio de Trento
Medidas:
- Reafirmação
dos dogmas católicos.
- Criação
de seminários.
- Combate
aos abusos do clero.
- Maior
controle religioso.
Companhia de Jesus
Criada por:
Inácio de
Loyola
Atuou na:
- Educação.
- Catequização.
- Expansão
do catolicismo.
Frente B
Capítulo 3 - Povos Africanos e África Antiga
A África
possui uma história antiga marcada por grandes civilizações e sociedades
complexas.
Egito Antigo
Localizado
às margens do rio Nilo.
Características:
- Estado
centralizado.
- Governo
dos faraós.
- Agricultura
irrigada.
- Religião
politeísta.
Contribuições:
- Escrita
hieroglífica.
- Medicina.
- Arquitetura.
Reino de Cuxe
Localizado
na região da Núbia.
Características:
- Comércio.
- Produção
de ferro.
- Relação
cultural com o Egito.
Teve
mulheres governantes chamadas candaces.
Império de Axum
Localizado
na região da atual Etiópia.
Destaques:
- Comércio
internacional.
- Moeda
própria.
- Conversão
ao cristianismo.
Império de Gana
Localizado
na África Ocidental.
Base
econômica:
- Comércio
de ouro e sal.
Importante
rota comercial transaariana.
Império do Mali
Maior
destaque:
Mansa Musa
Características:
- Grande
riqueza em ouro.
- Expansão
do islamismo.
- Desenvolvimento
cultural.